{OGD} Capitulo 6


Ao recobrar a consciência, Jun Myeon ainda se encontrava dentro do laboratório ao lado da cápsula de observação. Não sabia quanto tempo teria ficado inconsciente no chão, e se quer iria se importar com aquilo uma vez que em sua mente haviam imagens nitidas, as suas memórias estavam voltando aos poucos.

Se sentando no chão o alfa percebeu que o delta lhe olhava, o rosto estava molhado e os olhos tristes como se tivesse visto alguém morrer em sua frente. Inclinou a cabeça levemente e sorriu para o rapaz, o mesmo tocara no vidro querendo se aproximar. Jun Myeon ficou em pé e tocou no vidro, olhando aquele homem na cápsula ficou a imaginar o motivo de ser tão triste aquele olhar.

- Eu estou bem – Sussurrou o alfa, imaginando-se como seria acariciar os fios de cabelo daquele delta. – E vou fazer o meu melhor.

Não poderia ficar mais tempo do que já havia passado, iriam suspeitar de si mais do que já o fazem. Se retirando da ala 200, o alfa se aprontou em dar continuidade ao que doutor Oh havia iniciado.

Três meses depois

Os meses foram se passando rapidamente, e a rotina na Easton já se tornara monótona novamente.

O novo chefe do departamento de pesquisas cientificas, doutor Park, se mostrou um chefe autoritário e rígido, de fachada passava a imagem de um homem bondoso com os seus colegas de trabalhos, porém dentro da própria equipe ditava as regras e não permitia erros, raramente sorria com cordialidade.

Jun Myeon já havia se acostumado com o olhar de seus colegas, já que era o único membro da equipe a não ser tratado daquela maneira. Os motivos eram bem óbvios, era o garoto de Hildron e sabia como medicar e cuidar daquele delta. Doutor Park jamais perdera a paciência com o alfa, e evitava de discutir com o mesmo, afinal estavam progredindo com as intenções do diretor da empresa.

Era verídico que o diretor da Easton iria explorar aquele delta para que pudesse ir na imprensa e garantir o status de cientista do ano, fazer com que a empresa gerasse lucro através do projeto YX. O alfa percebia através das medicações que doutor Park prescrevia, alguns hormônios fortes e talvez até venenosos para tornar o corpo do delta indestrutível.

Conhecendo aquela prótese como ninguém jamais conheceu, e tendo todos os relatórios sobre como ele era cuidado, Jun Myeon sabia que aquelas drogas iriam matar o delta, e por isso as sabotava.

Fora difícil, mas precisou de tempo. Em casa criou um programa no computador que pudesse ser instalado na CPU do laboratório da ala 200, e que gerasse um relatório de medicamento diferente dos que Jun Myeon iria aplicar. Para poder dar as drogas corretas, dando continuidade ao que doutor Oh fazia, não poderia dar certo se os computadores gerassem gráficos que mostrasse o efeito inesperado pelas drogas. Doutor Park iria perceber que Jun Myeon estava agindo por conta própria.

Sendo assim precisou de algumas noites acordado para poder criar um programa e instalá-lo na ala 200. Logo suas noites eram tomadas pela fabricação de tais medicamentos.

O seu primeiro plano fora comprar um aparelho celular, com ele tirava as fotos das receitas que doutor Park lhe entregava, e podia fazer anotações diretas para o seu microchip, sem precisar carregar o notbook para todo o canto que fosse. Ao anoitecer, assim que terminava seu desjejum, o alfa se colocava a criar outras drogas. Era difícil de seguir os relatórios de doutor Oh, o alfa tinha dificuldade com alguns compostos, porém com a ajuda da internet e livros não ousava desistir.

Enquanto isso no laboratório, doutor Park evitava de aplicar medicamentos, as primeiras vezes que o fez surgiram hematomas no corpo do delta, além de tentar tirá-lo da cápsula apenas para fazer a aplicação de injeções. Não sabia lidar com aquele modelo de prótese, nunca havia visto uma daquelas em todos os seus anos de carreira e estudo. Além de que sua presença deixava o delta nervoso, constantemente ele arranhava os vidros mostrando as presas, rosnava para si jogando seu corpo contra a cápsula a tirando do lugar.

Era uma demonstração de que não o aceitava em seu ambiente, e doutor Park considerou isso um efeito negativo que deveria ser retirado á todo custo. Sendo assim, retirava a tampa da cápsula e fazia seções de eletrochoque. Os gritos do delta eram abafados com um grosso pano enrolado em sua boca, e seu corpo era preso em uma maca com cintos de couro reforçado.

Com o passar das seções, o eletrochoque passou a ser desnecessário uma vez que o delta sentia medo do doutor Park.

Toda manhã que Jun Myeon chegava para aplicar as drogas corretas, era uma lágrima que escorria em seu rosto. Parecia que a cada dia um novo hematoma surgia no corpo daquele belo delta. Ele estava sempre desacordado, o seu corpo todo arrepiado pelo frio que sentia quando saía da cápsula.

O alfa não aguentava fingir que não via aquilo acontecer. E por isso sentia-se inútil, por mais que tentasse dar as vitaminas, hormônios e outras coisas que fortalecessem o corpo do delta, sempre o encontrava em um estado deplorável como aquele. Queria fazer mais por aquilo, mas nada surtia efeito.

Resolvera chegar três horas antes do seu expediente, seguia direto para a ala 200 onde retirava o delta da cápsula usando uma senha no computador que erguia a tampa e o vidro com cuidado. Passava um pano molhado com água morna em sua pele, tentando conversar com o mesmo. Nos primeiros dias o delta estava desacordado, porém quando o mesmo percebeu as visitas do alfa, ele tentava em seu máximo se manter acordado, mesmo que seu corpo quisesse repousar.

- Vai ficar tudo bem, eu sei que estou demorando, mas... acredite em mim.

O delta não conseguia dizer nada, estava assustado demais para ouvir sua voz falhar diante daquele ser em sua frente.

Dentro daqueles três meses que haviam se passado, os dois híbridos se aproximaram de uma maneira surpreendente. Jun Myeon estava esgotado, noites sem dormir estavam estampadas nas olheiras, os seus movimentos estavam lentos quando passava o pano nas costas do delta, que estava sentado à sua frente.

O rapaz delta percebia aquilo, e não sentia que estava indo tudo bem. Nas últimas semanas o seu corpo estava se regenerando, as medicações de Jun Myeon surtiam efeito. Ainda sentia as dores dos eletrochoques, que passaram a ser uma técnica para poder entender o funcionamento do cérebro e dos músculos do delta. Porém o seu corpo deixava de responder aquilo depois de algumas horas.

Olhando sobre o ombro, o delta via o alfa fitar suas costas com uma fisionomia sonolenta. O mesmo havia parado de esfregar a toalha em sua pele, e apenas suspirava enquanto espantava o sono de si mesmo. Não querendo ver mais daquilo, o delta se virou de frente ao alfa, passando á fita-lo.

- Durma.

O sono parecia ter sido espantado imediatamente, Jun Myeon se arrepiava em ouvir aquela voz pela primeira vez. Mesmo que estivesse espantado, o alfa deu o braço á torcer, doutor Oh nunca havia dito que o alfa não poderia ou saberia falar. O alfa se pegou rindo de si mesmo, como era tolo em pensar que aquele rapaz estava debilitado de alguma forma. Apenas sorriu gentilmente, enquanto o olhava da mesma forma.

- Não posso, ainda tenho muito o que fazer.

Segurando o braço do delta, Jun Myeon passava o pano úmido em sua pele. Porém as marcas de agulhas lhe chamaram atenção. Sabia sobre os eletrochoques, e mesmo que fosse contra doutor Park não lhe dava importância e continuava com os procedimentos. Mas aquelas marcas estavam arroxeadas, sinal de que era recente.

- O que eles fizeram?

Jun Myeon passava o polegar suavemente sobre o hematoma, percebendo que o braço do delta estava repleto daqueles machucados. Mordeu o lábio inferior sentindo-se frustrado novamente.

O delta se mantinha em silencio, apenas observando aquele alfa agir daquela maneira. Por que ele queria lhe ajudar? Imaginando como vê-lo daquela maneira poderia ser doloroso, não demorou em envolver os braços no corpo do alfa e puxá-lo para ficar próximo á si.

Surpreso, Jun Myeon ficou sem reação para aquele toque repentino. Sentia um corpo extremamente quente lhe receber, e uma respiração bater em seu pescoço. Apoiando-se no chão o alfa ficou a esperar pelo próximo toque, e o delta o fez se sentar entre suas pernas de costas para si.

- O que está fazendo? – A voz de Jun Myeon soou baixa e tímida, o seu rosto estava se avermelhando por estar naquela situação.

- Por algum motivo eu não quero te ver desse jeito.

O coração do alfa batia acelerado em seu peito, o seu cheiro começava a surgir no ambiente. O delta se lembrou daquele aroma, quando pela primeira vez encontrara com ele. Era um cheiro delicioso, parecia sentir-se protegido e calmo. Queria aquela sensação para sempre, pois ela o fazia bem de alguma forma. Não percebeu que tocou a ponta do seu nariz no pescoço de Jun Myeon.

O alfa apenas se arrepiava sem saber o que fazer, estava encostado no corpo de um delta nu que lhe cheirava no pescoço. Não queria ficar excitado naquele ambiente e naquele momento, precisava ter um controle de suas emoções. Mas não conseguia sair daquele abraço.

- Vai entrar no cio.

Um baque surgiu em sua mente, Jun Myeon se afastou olhando para o delta, que parecia tão inocente em sua frente. Como ele poderia saber que o seu cio estava se aproximando? Seu cheiro estaria tão diferente assim?

- V-Vou te por de volta na cápsula, e tentar descobrir o porquê de estar sendo medicado sem a minha autorização.

O delta não dissera nada, apenas seguia as instruções de Jun Myeon e esperando pelo próximo encontro que teriam. Por algum motivo, queria que aquele cio se aproximasse rapidamente.


Faltavam alguns minutos para o expediente começar, e Jun Myeon estava pensativo sobre as marcas. No computador do escritório de doutor Park, o alfa procurou por algum relatório que pudesse lhe dizer sobre o que estava sendo medicado sem sua autorização. Encontrou um arquivo que mostrava uma lista de medicamentos que fariam os instintos selvagens do delta serem apaziguados por completo.

Imprimiu a folha com os medicamentos e seguiu para a ala 300, os passos firmes junto com a respiração acelerada já era um sinal de que atingiu o seu limite. Passando pela porta, encontrou apenas doutor Park sentado escrevendo alguma coisa, se quer esperou que o mesmo lhe notasse e apenas deixou a folha sobre a mesa.

Doutor Park ergueu a cabeça e visualizou a folha diante de si, para em seguida observar a fisionomia raivosa do alfa. Aconchegando-se na cadeira, apenas cruzou os braços e esperou.
- O que pensa estar fazendo?

- Sobre?

- Está medicando ele sem que eu saiba?

- Doutor Kim, não preciso de sua autorização para dar continuidade ás minhas atividades. – O homem arqueou a sobrancelha, aspirando por aquele momento. Ele sabia que o alfa poderia lhe dar uma chance de descobrir mais sobre aquele delta, coisas que apenas doutor Oh saberia e teria passado á seu “herdeiro”. – Aliás, estava mexendo em suas coisas?

- Aquela sala jamais te pertencerá, tenho todo o acesso que envolva aquele delta.

- O projeto YX não é seu, devo te lembrar disso.

Suspirando e evitando de perder a calma, o alfa passou as mãos em seus fios enquanto desviava a atenção para a janela. Voltou a olhar para o pesquisador e sorriu cinicamente.

- Acredito que o cachorrinho da Easton fará tudo o que o dono lhe falar, não é mesmo?

- Doutor Kim, acho que sua paixonite pelo delta está passando dos limites.

Os olhos do alfa se arregalaram diante do pesquisador, que retribuía do sorriso cínico. O mesmo se levantou ficando de frente para o mais novo, pousou a mão em seu pescoço aproximando-se para sentir o aroma.

- Sinto o cheiro daquele delta em seu corpo. – Sussurrava doutor Park, que se afastava para observar melhor aquele alfa surpreso. – Que medíocre.

Jun Myeon não suportara tal ofensa, segurando o colarinho do pesquisador o empurrou contra as estantes de livros, deixando o corpo do mais velho prensado contra o seu. O antebraço ficou sobre o pescoço do doutor Park, fazendo força para mantê-lo preso á si.

- Medíocre? Sabe o que vai acontecer quando o diretor expor o delta? – A loucura poderia ser vista em seus olhos, talvez a proximidade do cio deixasse com que os demais hormônios florescerem – Ele irá levar todo o crédito pelo trabalho que você está fazendo, e quando for desnecessário será descartado.

- Acha que isso irá me afetar?

Jun Myeon sorria soltando o doutor, ajeitou o jaleco em seu corpo e tentou passar a postura de um homem comum e calmo, algo que não poderia haver em si naquele momento.

- Será descartado sem que o delta seja mostrado á sociedade. Espere para ver.

Dando as costas para o pesquisador, Jun Myeon se retirou da ala 300 passando o restante do seu expediente dentro do laboratório com um delta adormecido.

Sentou-se na cadeira em frente ao computador, apenas observando o delta dormir serenamente. Encostando a cabeça na cadeira, o alfa ficou a pensar em uma maneira de acabar com tudo aquilo, de uma única vez. Entretanto apenas uma ideia se passava em sua cabeça.

Precisava fugir.

Se retirou do laboratório e ficou na sala de descanso da ala 200 apenas esperando seu expediente terminar. Assim como os outros esperavam, o alfa seguiu para os armários e pegou suas coisas para ir direto para casa. Jun Myeon estava tenso e olhava em sua volta á todo momento, pensando se estava sendo vigiado e seguido. Era uma possibilidade que jamais deveria ser descartada.

Assim que chegou no apartamento juntou suas coisas em uma mala, e separou uma muda de roupas para levar em sua mochila. Olhou o relógio quando guardou a última pasta de relatórios em uma caixa, esperando por um horário que todos estivessem dormindo, o alfa se preocupou em apenas esquentar um espaguete e comer calmamente.

Quando o relógio deu duas da manhã, Jun Myeon levou seus pertences para o carro. Enquanto caminhava com as caixas, ficou repensando se aquilo deveria de fato ser feito, entretanto não poderia deixar o delta naquela situação por muito tempo, deveria cumprir de sua promessa pois sabia que aquilo lhe incomodaria e o faria se arrepender por toda a vida.

Guardando a última caixa no porta malas e deixando a mochila no banco traseiro, Jun Myeon seguia o seu caminho para a Easton, pronto para cometer a maior aventura que já fizera em toda sua vida.

Não iria deixar o carro dentro do estacionamento, caso fosse pego isso dificultaria a sua fuga. Deixado o automóvel alguns metros de distância das câmeras de segurança, o alfa passou pela entrada onde não conhecia nenhum funcionário que trabalhasse apenas aquele turno, afinal a Easton era um hospital e precisava ficar aberto 24 horas.

Seguia para a ala 200 sem se importar com os registros que as câmeras fariam de si, apenas suspirou aliviado quando os seguranças ignoraram por completo sua presença e seguiram pelo corredor oposto que o alfa seguia. Quando entrou no escritório, trancou a porta e teve o cuidado para abrir a estante e entrar no laboratório.

O delta estava acordado, parecia estar lhe esperando. Jun Myeon não dissera nada, apenas vira que os computadores estavam desligados, o que seria a sua única maneira de retirar o delta da cápsula através de uma senha de acesso. Não queria ligar os aparelhos por medo de que estivessem conectados á outro dispositivo que doutor Park pudesse monitorar.

Olhando em sua volta procurando por algo pesado, encontrando apenas a CPU do computador. Suspirou retirando todos os cabos, ergueu a peça sobre sua cabeça e se virou para o delta.

- Se afaste o máximo que puder!

O delta se encolheu contra o vidro atrás de si, sem espaço para poder fugir de alguma coisa que Jun Myeon pudesse fazer. O alfa puxou o ar e usou suas forças para erguer a CPU e arremessa-la contra o vidro, que quebrou apenas no centro.

Ofegante por usar a força em segurar aquela peça pesada, o alfa se aproximando usando seus punhos para quebrar o restante do vidro. Mesmo que os cacos de vidros cortassem suas mãos e ardessem, o alfa não permitia parar de abrir uma saída para o delta. Porém, um alarme soou, a sala ficara vermelha como na vez anterior. Doutor Park havia instalado um sistema de segurança.
- Aish!

Fechando o punho o alfa socava o vidro, fazendo quebrar o suficiente para que o delta pudesse passar. Assim que o fez, esticou os braços segurando as mãos do delta o puxando para fora rapidamente. Retirou de seu casaco envolvendo-os na cintura do alfa, passando o braço em seu ombro o guiou para fora do laboratório onde os seguranças os viram e começaram a seguir em sua direção.

Passando a segurar a mão do delta, os dois híbridos correram pelos corredores sendo seguidos pela equipe de segurança. Jun Myeon tentava derrubar algumas coisas como cadeiras e mesas para atrasar os seguranças, enquanto tentava pensar em alguma saída.

Optando pelo lance de escadas ao invés do elevador, que poderia ser controlado pela equipe de segurança, os dois rapazes pulavam os degraus ofegantes. O alfa liderava o caminho segurando firme do delta, enquanto procurava pela porta de saída de emergência, antes que virasse o corredor os dois pararam de correr ao ouvirem vozes.

Ficando escondidos atrás de uma parede, Jun Myeon ficou á espreita escutando sons, porém as vozes de um dos guardas ao encontra-los fez ambos saírem em disparada contra os homens grandes e fortes, que haviam sido colocados para guardar a saída de emergência.

O alfa deixou suas presas ficarem á mostra, soltou um rosnado e conseguira puxar um dos homens pelo ombro, o jogando para o lado. Uma força extrema e jamais explorada pelo rapaz parecia surgir diante daquela necessidade. Os guardas conseguiram segurar ambos, porém Jun Myeon não soltava a mão do delta, e tentava se mexer bruscamente.

O delta por outro lado apenas chutava os homens e dava cabeçada em seus narizes, fazendo-os se afastarem. Livre, pôde puxar o braço de Jun Myeon e ambos correrem pela saída de emergência.

Ao chegarem no lado de fora do prédio, os sons das sirenes do carro da polícia eram altos e pareciam se aproximar mais. Jun Myeon olhou em volta procurando pelo carro, logo o encontrando e correndo junto ao delta para o automóvel. Ajudando o rapaz a entrar, tão em breve o alfa tentava ligar o carro e sair em disparada pelas ruas.


Havia feito a maior loucura de sua vida, roubando um projeto de pesquisa em forma humana. Havia sabotado o delta do projeto YX da Easton.

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