{OGD} Capitulo 5


Jun Myeon fitava aqueles olhos que pareciam verificar sua alma, e isso lhe incomodava. Não acreditava que a lenda do garoto Hildron poderia ser tão verdadeira assim, apesar de que os detalhes que obteve em alguns cursos de sua vida acadêmica darem um certo embasamento a teoria. Entretanto a forma como a população da capital contava aquela história, parecia ser um conto de fadas... ou uma história de terror.

Apesar de se sentir violado o rapaz parecia estar em meio ao caminho de acreditar nas palavras do pesquisador. O alfa jamais se recordara de sua infância, não sabia quem eram os seus pais e sempre teve de se virar sozinho na vida. Procurou por empregos, juntou dinheiro o suficiente para que pudesse alugar a kit-net da qual vive até os dias atuais. O dinheiro que lhe sobrava era aplicado em seus estudos, e fazia questão de se esforçar para ganhar bolsas de estudos.
A vida era apenas Jun Myeon e ninguém além disso. Apesar disso o rapaz sabia que seu gene era diferente, porém nunca lhe chamou atenção. Dias atrás passara a madrugada lendo cada relatório que havia no microchip, revirou as pastas e os documentos sendo que nenhum deles pareciam dizer algo sobre o garoto Hildron. Entretanto estava sonolento, talvez alguma coisa pudesse passar desapercebido de si.

Doutor Oh mantinha o seu olhar fixo nos de Jun Myeon, percebia que o rapaz estava refletindo sobre aquelas informações tão absurdas. Porém nenhuma fora da realidade, havia de fato pesquisado sobre o gene do alfa e se fosse seguir cada relatório descrito no microchip, então só havia uma coisa a se afirmar: Jun Myeon era de fato o garoto de Hildron.

Ajeitando-se na cadeira, o pesquisador pigarreou tendo a atenção do alfa sobre si novamente. Tinha duas notícias a serem dadas, e somente uma foi revelada.

- Agora a notícia horrível – Jun Myeon suspirava passando a ponta dos dedos sobre a testa, imaginando o que mais iria recair sobre os seus ombros – Nossos arquivos foram roubados nesta manhã.

Foi de imediato que os olhos surpresos voltaram-se para o pesquisador. Antes que o alfa iniciasse uma sequência de perguntas sobre como aquilo poderia ter ocorrido, o pesquisador erguera a mão pedindo por calma e atenção.

- Depois que te pedi para que viesse dar a medicação, um sujeito encapuzado entrou em nossa ala e roubou os documentos. Para ser mais preciso... as minhas fichas de medicação.

Digitando rapidamente no computador, o pesquisador colocou na tela uma cópia dos documentos roubados. Era uma lista extensa de medicamentos que doutor Oh havia preparado para dar ao delta. Jun Myeon se inclinou e esqueceu completamente da revelação que havia recebido minutos antes, o que se quer poderia ser comparado. Assim que leu toda a lista e reconheceu cada droga, o alfa desviou os olhos para o pesquisador que não parecia contente.

- Está dizendo que alguém está prestes a descobrir sobre o delta?

- Prestes não... já descobriram. – O pesquisador retirou os documentos da tela e desligou o computador. Se levantou da cadeira, aproximando-se do alfa, ficando ajoelhado em sua frente – Lembra quando eu te disse sobre o delta estar escondido?

Jun Myeon recordou-se da conversa que tivera alguns dias atrás. Doutor Oh havia comentado sobre a possibilidade de descongelamento e logo disse sobre alguém estar desconfiado de todo o projeto do delta. Havia suspeitado que o diretor não sabia o que exatamente estava sendo escondido e por isso organizou a inspeção. Não demorou para que o alfa ligasse os pontos.

- Acha que o diretor planejou tudo isso? Se isso for verdade, ele tem esses documentos e eles são provas de que algo está sendo escondido.

Sem Título-1.png- Não sou o único pesquisador deste lugar, e isso ainda piora pelo fato desse maldito estar na ala 300 junto á mim.

Doutor Oh mordia o lábio inferior, suspirava alto e tentava de todas as formas pensar em alguma coisa. Nunca havia recebido alguma instrução sobre a possibilidade do corpo delta ser descoberto. E com o roubo dos documentos, era questão de tempo até que a Easton colocasse as mãos na prótese.

- Iremos dar uma volta rapaz.

Jun Myeon observou o semblante do pesquisador, e via que as sobrancelhas erguidas e o olhar perdido eram sinais de que alguma ideia estava sendo bolada.

- E para isso eu terei que sair e te deixar lidando com isso sozinho.

O dia seguinte estava em plena agitação. O restante do dia anterior fora comum, Jun Myeon e doutor Oh tiveram que repor os documentos roubados, além de terem que esperar por alguma notícia. O pesquisador havia dito sua opinião, e o rapaz concordava. Porém o que o alfa mais ansiava era a sua ida para casa.

O motivo de sua euforia era por conta de seu corpo, estava dolorido por causa da injeção que doutor Oh lhe dera quando perdeu o controle perto do delta. E pelo inconveniente, o pesquisador acreditou que seria melhor que o alfa não entrasse no laboratório no restante do dia. O que pareceu ser uma boa ideia, uma vez que o diretor rondava o escritório de doutor Oh.

Assim que havia chego em casa, Jun Myeon se banhou e comeu algo enquanto tentava manter em mente a imagem clara que o pesquisador havia lhe mostrado antes, a imagem que mostrava o sua DNA. Não esperou engolir a última garfada no bolo de baunilha, logo aproximava o scanner do pulso e começava a procurar uma pasta em seu computador.

De fato encontrou uma pasta, porém o alfa queria ler com bastante atenção cada relatório que pudesse dizer sobre o garoto de Hildron, sendo assim começou sua leitura pela pasta de vinte anos atrás.

Quando os raios solares, que por algum milagre pareciam não ter sido escondido das nuvens cinzentas, passaram pelas cortinas, Jun Myeon sentia os próprios olhos arderem com a claridade. Havia terminado a leitura, e fizera exames em si mesmo naquela madrugada, o que parecia ser algo arriscado. No chão do quarto haviam livros abertos e espalhados, folhas de papeis rabiscadas. Tudo o que precisava para comprovar a existência do garoto de Hildron estava no microchip em seu corpo, e agora as coisas pareciam incertas.

De fato, Jun Myeon era o garoto de Hildron. E diante das atuais circunstâncias que a Easton passa, aquele segredo poderia ser um imenso problema. Talvez isso justificasse o motivo do diretor ir lhe visitar no dia anterior. Ver de perto uma das maiores criações que a Easton já fez.

Entretanto descobrir aquilo foi um banho de água frio, não pensava que iria receber uma notícia daquelas. Jamais havia cogitado tal hipótese sobre sua vida, e como aqueles relatórios pareciam responder os vários “por quês” que sempre rondaram sua mente durante os dezenove anos de existência. O motivo de viver sozinho, o motivo de não ter lembranças, o motivo de sempre ser bem recebido dentro da Easton, onde toda vez era levado quando se machucava ou ficava doente. Era comum que o sindico do prédio o levasse para o hospital da Easton.

Não conseguia imaginar que passou os primeiros anos de sua vida, dentro de uma cápsula de observação, onde cada parte de seu corpo foi criado para que aquele alfa fosse originado. Simplesmente não conseguia imaginar.

Queria suas memórias de volta.

Mesmo que se atrasasse alguns minutos para o seu expediente, Jun Myeon se pôs a procurar em seus livros algum medicamento, receita caseira que pudesse trazer de volta a sua memória. Gastou as primeiras horas do dia fazendo anotações e confirmando na internet, até que resolvera fazer todo o preparo na ala 300.

Tomando um banho rápido e se arrumando, não demorou para que o alfa fosse até o carro e dirigisse em direção da Easton. No caminho ficou a imaginar como seria os resultados desse experimento. No mínimo alguma reação alérgica, no máximo a sua morte. Era um risco que iria passar, á todo custo.

O celular começara a tocar no banco do passageiro, era apenas uma mensagem de doutor Oh.

Cuide do delta por mim”.

Não deveria mexer no celular enquanto dirigia, porém, ficar parado no semáforo da rua principal, antes do atalho, lhe dava um curto tempo para ler aquela linha. Um arrepio se passou em sua espinha, o que poderia ter acontecido? Não perdeu tempo quando o sinal se abriu, pisou no acelerador e não ousou diminuir a velocidade do veículo até ver os prédios da empresa.

Tanto para estacionar quanto para seguir até o elevador, o alfa fizera depressa. Em um piscar de olhos seus pés tinham levado para a ala 200 onde ficava o escritório de doutor Oh. Ao ser pulverizado, entrou na ala e encontrou os demais funcionários em pé olhando para a sala de descanso dos funcionários. Tentando se infiltrar entre os curiosos, o alfa finalmente conseguira ver o que de fato ocorria.

Doutor Oh não estava ali, porém o diretor parecia animado em frente á sala de descanso onde na televisão mostrava alguma imagem. Jun Myeon arregalava os olhos diante daquilo, eram fotos do delta. O coração do alfa batia rapidamente, e logo o seu cheiro começava a tomar conta. Porém ninguém se importou, já que haviam muitos que também estavam eufóricos com o que o diretor estava revelando.

- Meus caros, sendo assim eu tomei uma difícil decisão, juntamente com os nossos sócios. Doutor Oh se desligará de Easton...

- Como assim?

Os olhos ferozes do diretor se voltaram para Jun Myeon, assim como os demais curiosos que pareciam atentos á qualquer motivo de fofoca. O homem de cabelos melados em gel apenas sorria cordialmente ao jovem rapaz.

- Senhor Kim, creio que não esteja á par das notícias, mas o doutor Oh cometeu a infração de várias regras.

- Regras? – Jun Myeon se aproximou do diretor e apontou para a televisão – Não me diga que contratar um bandido e manda-lo dentro do nosso laboratório seja uma regra senhor diretor.

Os olhos do diretor se espreitaram, Jun Myeon não se permitiu recuar. O silêncio dentro da sala parecia fazer os dois esquecerem dos expectadores. Soltando um suspiro baixo o diretor pousou a mão no ombro do alfa, fazendo um leve aperto como um sinal de que tomasse cuidado com suas palavras, afinal estavam sendo observados.

- Senhor Kim o roubo dos documentos foi um lamento, porém nos ajudou a abrir os olhos. Doutor Oh de fato escondia algo que poderia ser benéfico para todos nós, e não somente para ele.
O alfa não ousou fazer um contra-argumento, o peito estufado do diretor parecia uma muralha de ferro. Não era páreo para um homem que tinha um poder na mão.

- Sendo assim, irei adicionar um novo chefe de pesquisar e que é de minha confiança. – O diretor soltou-se do alfa e voltou sua atenção para os demais funcionários. – Esse delta receberá o cuidado que merece, todos vocês irão ajudar nisso, e então o futuro da Easton será brilhante meus caros.

Jun Myeon voltou a olhar para o monitor, via a imagem do delta desacordado dentro da cápsula de observação. Lembrou-se da mensagem do pesquisador mais cedo, pedindo para que cuidasse daquele delta. Já havia aceitado aquela missão, agora precisava tomar conta.

Esperou que o diretor dispersasse os funcionários para suas habituais atividades, deixando aqueles dois sozinhos plenamente. Jun Myeon sabia que era uma peça essencial da Easton, principalmente se a história do garoto Hildron fosse verdadeira, e que o alfa só a aceitaria se suas memórias retornassem. Sendo assim, o diretor não poderia negar nenhum pedido seu, porém manteria o olho sobre si.

- Diretor, o que acontecerá comigo então?

O homem se aproximou do alfa, balançou a cabeça enquanto seus dedos passavam pelas abotoadoras do paletó.

- Meu jovem, acredito que doutor Oh tenha lhe ensinado muita coisa, sendo assim espero que ajuda o novo chefe de pesquisa á lidar com o delta.

Uma leve batida em seu ombro, o alfa seguiu com o olhar o diretor que se retirava. Sabia que ele faria de tudo para sugar cada informação que Jun Myeon havia recebido. Voltando a olhar para a tela da televisão pela última vez, o alfa logo seguia para a ala 300 onde iniciava a preparação da droga que traria sua memória de volta.

O novo chefe de pesquisas era um homem mais velho que doutor Oh, tinha os cabelos negros totalmente repicados e bagunçados, além do olhar frio. Não deu o seu nome, e apenas preferia ser chamado como doutor Park, e ao contrário de doutor Oh, ele trouxera uma equipe para a ala 300.

Antes que a rotina se iniciasse o alfa conseguira juntar o composto para sua nova droga, escondeu-a em seu armário no horário do almoço, tomando todo o cuidado para evitar de ser seguido. Apesar de todas as apresentações serem feitas, nenhum pesquisador parecia amigável e ficavam afastados do alfa.

- Senhor Kim. – Jun Myeon se ajeitou na cadeira, afastando o rosto do microscópio onde analisava algumas células cancerígenas. – Gostaria de lhe pedir um favor.

Jun Myeon não respondeu, apenas retirou os óculos protetores e ousou observar aquele homem à sua frente. Uma prancheta fora entregue, assim que o alfa observou a escrita, reconheceu alguns compostos que eram dados diretamente para o delta. Mordendo o lábio inferior em uma tentativa de controlar suas emoções, que seriam a raiva e frustração, o alfa lia as prescrições médicas atentamente.

- Quero que crie essas drogas e as aplique, sabe lidar bem com aquela cápsula não? – Jun Myeon ergueu os olhos e observou aquele homem sorrir de forma cínica para si. Queriam lhe testar para alguma coisa, e o alfa estava animado para entrar naquele jogo. – Os resultados irão sair rapidamente, por isso quero-os antes de terminar o expediente.

- Como quiser senhor.

O alfa deixou a prancheta sobre a mesa e voltou sua atenção para o microscópio até que o doutor Park saísse da ala 300 lhe deixando sozinho. Soltou um suspiro alto e bagunçou os cabelos sem saber o que deveria fazer. Olhando de canto para aquela prancheta cheia de compostos, o rapaz ficou se perguntando como iria reverter aquele jogo sem que ninguém suspeitasse de si.

Tamborilando os dedos sobre a mesa ficou pensativo por alguns minutos, não queria agir fora da linha tão cedo assim. Puxou a prancheta e analisou novamente, nenhum dos compostos pareciam ser essenciais para a nutrição do delta, tal nutrição que doutor Oh havia iniciado para que o delta fosse libertado.

- Eles querem mantê-lo aqui. – Sussurrava Jun Myeon virando a folha. – Isso aqui é capaz de matar um cavalo em segundos.

Começando a andar pela ala o alfa ficou a pensar, e até mesmo visitou a cozinha para beber um café quente. Alguns minutos depois uma ideia surgira em sua mente, e assim voltou-se á mesa para iniciar o seu trabalho.

As horas foram se passando, enquanto a droga era condensada Jun Myeon rabiscava algo em seu caderno. Não eram letras reconhecíveis, na verdade sempre foi criticado por seus professores por conta de sua letra ilegível. Agora viera a calhar. Rabiscava suas ideias que só poderiam ser compreendidas por si mesmo, e com isso entrava em uma linha de raciocínio que só fora quebrada com o apito da máquina avisando que o composto estava pronto.

Levantando-se rapidamente pegou a ampola de vidro e a prancheta, logo seguiu para a ala 200 onde o delta se mantinha no escritório de doutor Oh, ou de doutor Park. A sala estava com a presença de doutor Park apenas, Jun Myeon adentrou e olhou rapidamente para o delta.

Estava acordado e quando o vira entrar seus olhos ganharam vida. Jun Myeon sentiu vontade de retirá-lo da cápsula e livrá-lo de qualquer mal. Sorrindo levemente para o delta, o alfa logo se pôs a preparar a droga dentro da seringa, e aplica-la em uma das entradas de base da cápsula.

Enquanto isso doutor Park observava as interações entre os dois híbridos, porém seu olhar fora desviado para os monitores que demonstrava uma sequência diferente dos que havia previsto.

- Senhor Kim, tem certeza de que aplicou a substância correta?

- Não, a droga da qual me pediu iria matar o delta dentro de segundos. – O olhar ríspido do novo chefe não fez Jun Myeon se amedrontar, na verdade lhe deu coragem – A não ser que queira dizer ao diretor que matou a única prótese de delta que o mundo já viu, não vai se importar se eu modificar o que for necessário.

Doutor Park não deu uma resposta, apenas retornou a olhar as anotações que havia feito e percebeu que quase cometera um erro, e que foi reparado por aquele hibrido. Jun Myeon fazia uma nova análise dos dados, e dava os resultados com seriedade ao seu novo chefe. Não escondeu nenhuma informação, aliás apenas deu o que ele precisava saber por agora. O restante era circunstancial.

A participação de Jun Myeon não era tão ativa, porém doutor Park percebeu que as informações que havia recebido do diretor eram apenas uma base rala, haviam muitas coisas a serem feitas com aquele delta. Assim que deu o fim do expediente o novo chefe se retirou alegando ir á ala 300 para iniciar uma nova pesquisa para aquele delta. O alfa se virou para a cápsula de observações e vira aquele rapaz nu lhe observar tão atentamente.

Se aproximando, agachou-se e pousou a mão no vidro. Ficou a encarar aquele rapaz que fazia a mesma pose que si, e lhe olhar com compaixão. Os lábios do delta se moviam de forma tremula, porém, sua voz não podia ser ouvida daquele jeito. Jun Myeon ficara impressionado com aquilo, e aproximou-se mais do vidro para ouvir aquele delta.

- Me ajuda.

Jun Myeon sentiu os olhos ficarem marejados, as pontas dos dedos pareciam querer quebrar o vidro daquela cápsula. Voltando a olhar para o delta, o alfa respirou fundo e sorriu largamente, esboçou o melhor sorriso que poderia mostrar, mesmo sentindo que seu mundo iria desabar com toda aquela pressão.

Antes que dissesse alguma coisa, sua cabeça começara a latejar. O alfa se encostou no vidro da cápsula, apertando a cabeça com ambas as palmas das mãos. O zumbido em seu ouvido parecia aumentar a dor em sua cabeça, mesmo que quisesse soltar um grito alto de ajuda o seu corpo não se movia. Apenas escorregava para o chão.

O delta ficara desesperado dentro da cápsula, temia que alguém machucasse aquele rapaz que apenas lhe ajudava. O seu cheiro começou a ficar forte e intenso novamente, mesmo batendo no vidro e gritando com toda a sua força, nada movia aquele alfa do chão.

Jun Myeon não conseguia mover seu corpo, e mesmo estando de olhos abertos parecia que estavam fechados sonhando com alguma coisa. Era como se estivesse dentro de uma banheira cheia de água, porém uma banheira bem estreita. Quando movia os olhos em sua volta tudo o que via eram máquinas e sons de bipes, conversas sendo abafadas pelo vidro e pessoas com jalecos lhe observando.

Essa era a primeira lembrança de Jun Myeon.

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