{OGD} Capitulo 10


Mugogi parecia ser outra cidade, os muros de madeira foram substituídos por altos muros de ferro que reforçavam a segurança dos betas. O exército começou a trabalhar duro, fazendo rondas pelo portão principal deixando os betas mais tranquilos quanto aqueles que entravam em sua cidade. Depois daquela pequena batalha entre a polícia da capital e Mugogi, não houve mais incidentes.

Era primavera, as árvores que enfeitavam a cidade estavam lindas com suas flores se abrindo para a estação. Yi Xing as admirava enquanto observava a janela, para então olhar o caderno que tinha em mãos. Deslizava o lápis com certa sutileza sobre a folha fazendo os traços do tronco, ás vezes passava a ponta do indicador para borrar uma linha e transformá-la em um sombreado.

Faziam duas semanas que estavam em Mugogi, mais precisamente no Hospital de Mugogi. Como o delta já havia sido liberado, apenas ficava ali para fazer companhia ao alfa. Em seus tempos livres, acabou por encontrar algo em que investir. Seus desenhos eram belos e realistas, já havia feito o retrato das enfermeiras e dos médicos, além de claro de Jun Myeon. Senhora Oh se sentiu extasiada em ver o caderno que havia comprado para o rapaz, repleto de desenhos lindos.

Ao ouvir o barulho da porta se abrindo, o delta deixou o lápis e o caderno de lado para dar atenção ao prefeito que entrava no quarto. Levantou-se e fez um cumprimento, passando a olhar o alfa que apenas movia o tronco.

- Vim visita-los, estava ansioso para conhece-los.

Jun Myeon fechou o livro e olhou para o delta que ficou ao seu lado. O alfa reconheceu o senhor Oh parado na porta sorrindo ao segurar a mão da esposa. Desviou o olhar para o delta, percebendo que suas mãos estavam próximas. Queria segurá-las.

- Como está Jun Myeon?

O alfa voltou a atenção para o prefeito e sorriu largamente.

- Estou perfeitamente bem prefeito. Acredito que a equipe médica tenha cuidado de mim além do necessário.

- Não diga bobagens, ficamos contente em ter o privilégio de cuidar de híbridos como você e seu parceiro.

Yi Xing olhava para Jun Myeon, vendo o mesmo sorrir. Não pode conter de rir baixo, estava sendo chamado de namorado de Jun Myeon, sem que o mesmo percebesse.

- Como podemos retribuir a sua gentileza?

O prefeito se virou para o delta e sorriu gentilmente. Em seguida se aproximou de uma cadeira onde pode se sentar e relaxar as costas, que começavam a doer.

- Seres magnifico como vocês são preciosos demais. Doutor Oh me contou vossa história, e admito que tirei proveito disso. – Os dois híbridos ficaram a olhar aquele beta. Confusos por suas palavras, mas não deixando de prestar atenção em seu dizer. – Conseguimos trazer uma paz para Mugogi e, segundo a votação popular, vocês dois são bem vindos para iniciar sua linhagem aqui.

Yi Xing sorria triste, para o prefeito os dois híbridos em sua frente seria um casal. Entretanto eles não sabiam o que eram, apenas tinham certeza do que sentiam um pelo outro. Mas o que de fato deixara o delta triste, era se lembrar que poderiam iniciar sua linhagem, se não tivesse se machucado. Não havia contado á Jun Myeon, não saberia que tipo de reação o alfa teria. Apenas suspirando, o delta voltou a olhar para o prefeito, que parecia admirar obras de artes.

- Está dizendo que nós podemos morar aqui?

- E receberão toda a proteção que merecem, assim como os betas. – Jun Myeon sorria largo, pensou que teria de ir embora assim que seu tratamento encerrasse. Porém estava ganhando um lar e proteção, aquilo era além do que precisava no momento. – Porém... quero algo em troca.

- O... que é?

Yi Xing passou a segurar de Jun Myeon, uma rápida troca de olhares entre os dois parecia seguir uma corrente elétrica passar por seus membros.

- Jun Myeon, pelo o que doutor Oh me disse, você é um excelente cientista. – O alfa ruborizava e coçava a nuca envergonhado, mesmo assim não soltava a mão do delta. – Por isso quero que empreste seus conhecimentos para Mugogi. Aqui os betas são os híbridos mais próximo dos antigos humanos, por isso é muito comum a população ficar doente e precisar de remédios.

- Realmente – Sussurrava Jun Myeon – Os betas sempre foram interessantes de serem estudados, mas na capital nunca vi um.

- Então não se importará em trabalhar em um laboratório farmacológico?

- Absolutamente, farei isso de bom grado por receber á mim e ao meu companheiro.

Yi Xing voltou a olhar para Jun Myeon com surpresa. Havia pensado que o alfa não tinha percebido o significado da palavra companheiro, mas no final das contas ele parecia pensar da mesma forma que o beta. Não conteve o riso envergonhado, o apertar de mãos se desfez para que os dedos se entrelaçarem. Parecia que finalmente iriam dar um próximo passo.


Assim que Jun Myeon recebera alta do hospital, os dois híbridos foram conhecer a casa da qual passariam a morar. Ela era branca e comum, igual as demais de sua rua. O bairro era tranquilo e sem muito movimento, o que seria ideal para o casal. Os betas vizinhos fizeram uma pequena festa de boas-vindas, estavam todos curiosos para conhecerem o garoto de Hildron e o projeto YX da Easton. Os dois eram conhecidos, não apenas pelas histórias que o doutor Oh trazia de fora, mas também por conta do comunicado do prefeito, semanas atrás anunciando a chegada deles.

Recebendo algumas doações, o casal conseguira se virar na primeira semana. A partir do momento que Jun Myeon começou a trabalhar, já que não pretendia perder tempo em uma cama, quando poderia produzir, o dinheiro começou a ser ministrado. Aos poucos eles iam comprando os móveis, roupas e alimentos até se instalarem financeiramente.

Quanto ao senhor Oh e sua esposa, teriam saído de Mugogi e partido para uma cidade vizinha chamada Nam-og, onde o alfa recebeu uma proposta de emprego. Precisariam aceitar aquela oferta, já que o casal tinha planos de ter uma família futuramente. A despedida fora emocionante, doutor Oh e seu eterno estagiário, ficaram horas conversando e relembrando dos primeiros dias de trabalho do alfa mais novo. Ao entardecer, moviam as mãos ao alto, em despedida do casal.

Com o passar do tempo, era comum os dois usarem o tempo livre para irem conhecendo Mugogi. Yi Xing ficara extremamente contente com o convite do alfa em saírem juntos para verem o campo. Os dois consideravam aquilo como primeiro encontro oficial. Sem necessidade de se esconderem, sem se preocuparem com o horário, eles apenas caminhavam entre as uvas enquanto sorriam.

Yi Xing não deixava sua mão longe da de Jun Myeon, os dedos entrelaçados era apenas uma desculpa para que andassem próximos um do outro. Era algo natural que surgia gradativamente, sem terem pressa e muito menos a necessidade de que o relacionamento ganhasse um nome ou apelido. Apenas se curtiam.

A partir de então os encontros passaram a ser algo que ambos ansiavam, entretanto nada de beijo. Jun Myeon estava em seu escritório, que ficava de frente para a sala. A porta aberta mostrava o delta ocupado pintando mais um quadro. Yi Xing teria sido chamado por uma galeria de arte para estudar um pouco sobre artes plásticas, e quando menos esperava era inspiração que vinha em sua mente e a necessidade de ter um pincel em sua mão para poder pintar. A maioria de seus quadros, tinha uma essência apaixonante de Jun Myeon.

O alfa sorria e voltava a encarar seu caderno amarelo. O médico teria lhe entregado quando Jun Myeon recebeu alta e saiu do hospital. Não teria motivo dos médicos ficarem com aquele caderno, já que quem mais usaria seria o próprio alfa.

Todavia, aquilo não o incomodava e muito menos interessava. Não conseguiria mais se concentrar em algo que não fosse seu companheiro. O que mais chamava sua atenção era o delta que sorria enquanto pintava. Ele mesmo parecia ser uma parte da obra de arte. Jun Myeon se encostava na cadeira e sorria largo. Estava apaixonado por ele, e não fazia ideia de quando que aquilo tudo começou, apenas não conseguia se ver longe daquele delta. Cruzando os braços, olhou para a parede, imaginando como poderia tornar aquilo oficial. Moravam juntos, faziam sexo, mas nunca de beijaram. Sabia que aquilo era importante para o rapaz, além de que o próprio Jun Myeon se pegara imaginando como seria beijá-lo.

Queria fazer aquilo.

Levantando-se da cadeira, seguiu para a sala ligando o aparelho de som deixando em alguma música lenta. Yi Xing ao perceber o som, desviou sua atenção para o alfa que vinha em sua direção. Inclinou a cabeça sem entender o motivo dele parecer tão sedutor, mesmo assim deixou o pincel no cavalete, e segurou a mão que o alfa lhe oferecia. Levantando-se do sofá, Yi Xing sentia a mão esquerda do alfa abraçar sua cintura, enquanto a direita segurava a sua semelhante. Jun Myeon começou a se mover lentamente para os lados, guiando o delta que lhe fitava com um grandioso sorriso no rosto.

Jun Myeon ergueu o braço fazendo com que o delta girasse lentamente, e voltasse para seus braços. O movimento lento era aproveitado por ambos, que se entreolhavam com cumplicidade. Aos poucos o alfa dedilhava o braço do delta, não deixando de notar o formato de seus lábios. Eram finos, mas pareciam combinar perfeitamente com seu sorriso.

Yi Xing percebia que o alfa estava tentando algo, e que não saberia com exatidão como fazer. Soltando a mão de Jun Myeon, deixou seus braços apoiados no ombro largo do alfa, permitindo que ambos os corpos se encostassem. Assim como o delta havia visto em um filme na televisão, alguns dias atrás, entrelaçou os dedos nos cabeços do alfa e aproximou os lábios calmamente.

- Esperei tanto tempo por isso – Sussurrava o delta, sem desviar o olhar do cientista.

- Me desculpe por ter demorado tanto em dar isso. – O delta deslizou o indicador sobre os lábios do alfa, pedindo pelo silêncio.

- Valeu a pena, cada segundo.

Seria esse o momento em que algo os atrapalharia, mas naquele dia nada disso aconteceria. Jun Myeon sorria largo antes de tomar posse daqueles lábios em um beijo calmo. Ambos os corpos se apertaram contra o outro, uma troca de energia fora feita quando o beijo se aprofundou.

Parecia sonho sentir aqueles lábios se moverem sobre os seus, mas Yi Xing aproveitava cada sensação que recebia. A forma como a língua do rapaz, deslizava por entre seus lábios e se entrelaçava com a semelhante. As mãos que apertavam sua cintura como se precisasse sentir absolutamente tudo.

Para Jun Myeon parecia tudo ter saído de um mundo mágico. Mesmo que sentisse seus toques, parecia querer mais de Yi Xing. Como se estivesse carente dele. O beijo somente se findara com a falta de ar, mesmo assim o delta não parecia dar o braço á torcer. Empurrando o alfa no sofá o fazendo se deitar, o delta pulou sobre Jun Myeon e voltou a tomar seus lábios de forma afoita.

Yi Xing segurava firme a blusa do alfa, como se o impedisse de sair dali. O beijo urgente apenas excitavam aqueles corpos, e tão breve Jun Myeon apertava com força o quadril do delta, o fazendo se mover sobre o membro excitado. Invadindo a calça e apertando os glúteos de Yi Xing, além da musica que o aparelho de som emitia, os gemidos soavam baixinho. Em troca o rapaz delta arranhava o abdômen do alfa, mordiscava e sugava seus lábios.

Se sentado no sofá, o alfa conseguia sentir melhor do corpo. Suas mãos pareciam curiosas e deslizavam pelas curvas do delta. Os lábios se separaram, para que Jun Myeon pudesse deslizá-los pelo pescoço com direito á beijos molhados e mordidas. As camisas de ambos se foram para o chão, o toque direto na pele fazia a energia do corpo se elevar, e gerar desejos malucos.

Conseguindo inverter as posições, o alfa deitava o delta no sofá. Retirou de suas calças e a boxer, não demorando para inclinar-se e começar a selar suas coxas. Ao passo que a boca úmida do alfa se aproximava do membro rijo, Yi Xing ansiava e puxava os cabelos do mesmo. Com o beijo, pareciam ter descoberto os prazeres da boca. O musculo quente e úmido passava sobre a glande do delta, que jogava a cabeça para trás de prazer. O movimento se repetia, e tão breve o membro era abocanhado e sugado.

Os movimentos lentos que Jun Myeon fazia, deixava o Yi Xing cada vez mais ponderado á loucura. Estava se sentindo bem naquele momento tão prazeroso. Evitando que o delta pudesse chegar em seu limite, o alfa voltara a distribuir selares por todo o corpo, antes que o seu próprio passasse a ser puxado e sua boca ser usurpada por um certo delta.

As mãos ágeis de Yi Xing retiravam o restante da roupa do alfa, e logo o puxava contra si com necessidade e urgência. Como o queria dentro de si. Se posicionando e o penetrando lentamente, Jun Myeon percebia que aquilo era torturador para o amante. Soltando um riso abafado e um balançar de cabeça, se movera abruptamente para dentro do delta, que gemia alta e se contorcia sob si.

A troca de olhares entre eles fora rápida demais, assim como a sequência de movimentos que fazia com que o alfa deslizasse no interior de Yi Xing, lhe dando prazer.

Aquela noite rendera troca de caricias, sentimentos sendo sussurrados em meios de gemidos, os corpos que se encostavam pareciam ser excitantes, mais do que já seria. Jun Myeon deslizava por todo o corpo do delta, como se o visse pela primeira vez novamente. Distribuía selares por toda sua pele e fazia questão de deixar sua marca no corpo do outro.

Mas a surpresa parecia não ter fim naquela noite. Ao fim dos toques e do sexo, Jun Myeon não conseguia se retirar do corpo do delta, finalmente teria atado em si. Aproveitando o momento de calmaria, passou a observar Yi Xing, que se divertia em brincar com os dedos do mais novo namorado.

- Como eu o quero, e somente para mim.

O delta ouvira o sussurro e olhava para o alfa. Jun Myeon segurou o pulso de Yi Xing, ajeitou o braço do rapaz próximo á seus lábios. As presas surgiam ao tocar a pele do delta, e o mesmo se arrepiava ansioso. A mordida fora deixada em seu braço, ao passar a ponta da língua para cicatriza-la, trouxe apenas mais um motivo para que ambos se beijassem.

- Jun... você me ama?

O alfa sorria dessa vez, era a terceira vez que ele lhe fazia aquela pergunta, e agora parecia ter a resposta. Finalmente, tinha a resposta.

- Sim, eu o amo.

Não conteve o riso, Yi Xing abraçava o cientista, mas o nó em seu interior o fez soltar outro gemido. Quando menos se esperava, mais uma vez faziam amor no sofá.


Três anos depois

Jun Myeon despertava mais uma vez, finalmente era sábado o dia em que poderia descansar. Olhando para seu lado, encontrava o delta adormecido enquanto lhe abraçava. Sorria admirado com a bela visão que tinha de seu esposo, esticando a mão que continha a aliança dourada, acariciou os cabelos de Yi Xing. O rapaz se remexeu despertando aos poucos, vendo o outro lhe olhar, ambos sorriam abertamente.

Mas um risinho chamou a atenção do casal.

O olhar imediato que lançaram para a cama, encontraram um pequeno par de olhos que parecia observá-los. Ao ver que teria sido pego, o pequeno garoto se escondia atrás do colchão e soltava outra risada. Jun Myeon e Yi Xing riam, estavam com preguiça de se levantar, mas parecia que alguém queria a atenção deles.

- Bom dia pequeno Kyung Soo.

O garoto de cabelos negros saiu de seu esconderijo e pulou na cama. Os pais erguiam as cobertas e acomodavam o garoto que se posicionou entre o casal. Os dois híbridos abraçavam o garoto ômega, que se aconchegava no abraço carinhoso.

- Está chovendo – Sussurrava Yi Xing, ao olhar a janela. Jun Myeon sorria para o delta, segurando seus dedos apenas os acariciando suavemente. – O que devemos fazer?

- Já estamos fazendo algo.

- Ficar na cama? – O delta arqueava a sobrancelha, ouvindo o riso baixo do alfa que assentia.

Quando chovia a cidade dos betas recebia um ar gelado das montanhas. Os dois híbridos gostavam daqueles dias, pois assim ficavam em casa aproveitando o tempo com o outro, além de brincar com o filhote. O alfa depositava um selar na mão do esposo, que sorria largo com o ato. Não importava quanto tempo passasse, ou se discutiam por algo bobo, o que predominava era a troca de olhar cumplice e os sentimentos que tinham pelo outro.

O garoto ômega, por outro lado, havia adormecido novamente. Como era de costume, desde que era um pequeno filhote recém-nascido, a criança dormia segurando firme a blusa do alfa. Logo Jun Myeon firmava o pequeno corpo do filho e o ajeitava em seu peitoral, não esquecendo de cobrir suas costas e de afagar seus cabelos.

Yi Xing ria negando com a cabeça, os dois eram tão grudados que o delta apenas imaginava quando seria a sua vez de ser mimado. Entretanto sua gestação fora complicada.

Ah aquele tempo... demorou-se para que ambos os híbridos descobrissem sobre a gestação de Yi Xing, e a partir da descoberta ela passou ser complicada. Somente então Jun Myeon veio saber que o delta já teria perdido um feto antes. Ah foram dias tristes para o casal, e aquilo apenas fez com que o cientista se tornasse cuidadoso em excesso com o marido. Qualquer dor, incomodo, sintoma que Yi Xing lhe contasse, Jun Myeon lhe examinava ou pedia para que fosse examinado por um médico beta.

O motivo da gestação ser complicada fora a ação dos vários medicamentos que doutor Park fizera em Yi Xing, quando ainda estavam na Easton. Mesmo assim, doutor Kim – um médico beta que ficou responsável por cuidar da saúde daquela família – demonstrou uma forma de corrigir aquilo e deixar a gestação mais saudável. E apenas com a alimentação.

O nascimento do pequeno Kyung Soo foi o dia mais torturante para Jun Myeon. Estava com tanto medo de que algo desse errado, mas no final das contas tudo estava preparado para a vinda do novo membro daquela família. O garoto nascera saudável, e o delta também ficara bem após o parto.

Se Yi Xing quisesse ter mais um filho, teria de tomar cuidado. Dessa vez foram palavras do próprio doutor Kim. O casal de híbridos concordou em esperar um tempo, e apenas curtir o primeiro filho, para somente então tomarem coragem em pensar em um segundo filho. Seria necessário também que o hospital de Mugogi tivesse uma nova tecnologia para acompanhar o pré-natal, já que com o passar dos anos Yi Xing ainda tinha resquício das químicas que recebia em Easton.

Mas aquilo realmente importava? Não naquele momento. Sorrindo, apenas acariciou os cabelos do garoto e o delta se pôs a levantar da cama. Com certo esforço, conseguira resistir ao frio, encolhendo-se em seus próprios braços e fazer uma corridinha até a porta, e seguiu para cozinha onde iria preparar o café da manhã. Entretanto chegar na cozinha era o problema. Todo o piso estava repleto de brinquedos e livros infantis.

- Ah esqueci de arrumar isso – Ria o delta.

No dia anterior passou com Kyung Soo, e os dois entraram em um mundo de magia e fantasia, que resultou naquela bagunça. Em passos rápidos, Yi Xing foi até a cozinha e deixou a cafeteira fazer o seu serviço, sabia muito bem que o marido adorava café. Enquanto dava tempo, aproveitou para arrumar a sala e deixa-la mais organizada o possível.

Não demorou para que Jun Myeon levantasse da cama junto com Kyung Soo, apesar do garoto ainda dormir nos braços do pai, envolto na coberta azulada.

- Por que levantou?

- Senti o cheirinho de café e não resisti.

O delta ria negando com a cabeça. Aproximou do marido depositando selares sobre seus lábios, olhou para a criança que parecia dormir serenamente. Apenas parecia.

- Que pequeno dorminhoco.

Kyung Soo erguera a cabeça e olhava para o progenitor, formando um pequeno bico em seus lábios.
- Não sou dominhoco, omma.

O casal ria da manha do pequenino. Yi Xing segurava o menor no colo para que o alfa pudesse terminar o café. Apesar de ser um sábado, parecia ser um dia comum naquela família. Apenas fazendo parte da infância daquele pequeno garoto, o casal aplaudia quando ele rabiscava o papel, ou quando construía algo com pecinhas de lego.


No final da tarde, quando a chuva foi embora, os três calçaram as botas de plástico e corriam pelo gramado em uma brincadeira.
a

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