{OGO} Capitulo 9

Fanfic / Fanfiction O Garoto Ômega - Capítulo 10 - Capitulo IX

O bipe das máquinas era o único som que soava naquele local, já havia até mesmo desistido de voltar a sua casa tamanha era a ansiedade em ver mais progressos. Junto ao outro alfa, misturavam compostos químicos em seus recipientes de vidro e colocavam o liquido esbranquiçado dentro de uma seringa. Com a ajuda do delta, os três foram até a cápsula erguendo minimamente de sua tampa tendo toda a fumaça do nitrogênio se expandindo pelo cômodo. Habilmente, o alfa mais velho passara suas mãos dentro da cápsula segurando o braço do ser dormente, espetou a seringa em sua veia dando-lhe a injeção com demais hormônios.

O moreno dividia sua atenção para o corpo e para os monitores que demonstravam oscilações em seu gráfico, segurando a tampa pesada suspirava tencionando de seus músculos dando força erguer mais o pedaço de metal para o alfa tirar seu braço. Voltando a tampar a cápsula, os três observaram os papeis impressos com os resultados de outras misturas e passavam a discutir sobre as devidas mudanças nos compostos.

Na verdade havia se passado três dias desde a ultima reação, agora introduziam os genes e hormônios dos pais do garoto para que pudesse ter mais um progresso. Soltando de um suspiro, o moreno se sentou na cadeira olhando a aliança em seu dedo anelar, acariciava a mesma apenas rezando para que aquele que amava, pudesse voltar para os seus braços brevemente.

Com o soar do alarme no celular, tirou o jaleco branco que usava e arregaçava a manga de sua camisa social, pegava uma caixa avermelhada encontrando dentro as agulhas com pequenos frascos com um liquido azulado. Segurando das agulhas colocando na seringa, penetrou a ponta afiada em sua veia introduzindo o pequeno remédio que retardava o seu período de cio.

Só poderia sentir prazer com aquele que lhe dera o sentido de sexo, se não tivesse aquele ômega então não precisaria do seu cio.

❄ ❄

Desde o dia em que conversara com o menor, Jong In tinha plena certeza de que as coisas não seriam fáceis para si, principalmente por ele ter um cheiro tão delicioso. Agora que seu cio se aproximava lentamente, queria muito poder tomar posse daquele garoto. Mas o ouvia se declarar, dizer que estava apaixonado por si. O que deveria fazer? Rever seus conceitos parecia ser o suficiente para ele, o alfa queria se apossar daquele jovem, e a momentos atrás comprovou de que aquela possessão não era normal. Não queria dividir o ômega.

Os minutos se alastravam e mesmo com os rostos perto o suficiente para sentirem a respiração um do outro, a sensação era de estarem distantes. Kyung Soo observava atentamente o rosto inexpressivo do alfa á sua frente, tendo em seu interior uma guerra de sensações que o deixava enjoado. Tremia sutilmente ansiando por uma resposta, porém com o passar dos minutos acabara por se arrepender por ter dito aquilo ao maior. Teria sua atitude influenciado em alguma coisa? Será que se Min Seok não houvesse lhe beijado, Jong In teria respondido aquilo diferente?

- Filho!

A troca de olhares se dissipara quando Kyung Soo olhou para a porta e correra em direção de seu pai alfa. Jun Myeon havia chegado á momentos atrás, porém Luhan e Sehun não deixaram que entrassem no bar ficando todos no lado de fora esperando alguma coisa. Porém o cheiro do ômega ficava mais intenso á medida que ficava nervoso e ansioso, desvencilhando dos protestos adentrou ao bar e percebeu a atmosfera tensa existente entre os dois garotos. O cheiro do alfa era o mesmo do garoto que vira outro dia, aquilo lhe fez ficar raivoso, principalmente ao ver a pequena bagunça no bar.

Abraçava o filho apertado e olhava para o moreno que observava o ômega intensamente. Não havia gostado daquilo e sentia que seu filho não estava bem. Selando a testa do menor, o alfa pai acariciou de seus cabelos e logo se lembrou da situação no geral.

- Precisamos ir, em Mugogi estarão todos seguros.

Mesmo contra sua vontade, Jun Myeon ajudaria Jong In a se esconder e apenas o faria por conta da conexão existente entre ele e seu filho. Caso não quisesse levá-lo consigo poderia encontrá-lo pulando os muros de concreto da pequena cidade apenas para ficar perto do ômega. Os três saíram do bar e foram para o outro carro pertencente ao alfa mais velho, adentrando no automóvel Kyung Soo ficara no banco da frente evitando o contato com o moreno, sendo que o mesmo já se perdia nos pensamentos enquanto olhava para a janela. Durante o trajeto para a cidade vizinha, Sehun tentara puxar algum assunto com o amigo para lhe tirar da seriedade, mas nada surtia efeito.

Os dois estavam sem saber como agir, Kyung Soo mexia constantemente em sua blusa e mordia os lábios, por mais que olhasse para as placas no lado de fora ou então respondesse alguma pergunta feita por seu pai, nada diminuía sua tensão. Queria nunca ter dito seus sentimentos, gostaria na verdade de se manter longe de Jong In. Mesmo assim aqueles toques são preciosos para si, não se arrependia de ter “tentado” alguma coisa com ele, então mesmo que quisesse se afastar não conseguiria de fato. Sabia que seria algo assim, que não daria certo e que seria temporário. Porém tinha esperança de que fosse diferente, que o próprio alfa tornasse as coisas mais intensas e profundas... Sempre tinha esperança de alguma coisa da qual não tinha certeza.

Luhan contava para Jun Myeon sobre os agentes, a forma como eles tratavam seus pais ao encontrarem incomuns em seu bar. Alertava as multas e as possíveis brigas que seu pai teria arranjado. Não tinham como ter o controle de qual tipo de hibrido os clientes eram, sem falar que a restrição do publico já era um filtro. Aceitavam apenas homossexuais para a entrada no bar, é como se fosse um lugar totalmente livre de regras e focado apenas na diversão e dispersão de suas obrigações no mundo real. Porém com a entrada dos agentes, o bar parecia ser um bom esconderijo para aqueles que têm genes incomuns.

- Yi Xing está com o prefeito de Mugogi, ficaremos bem protegidos.

Kyung Soo suspirava se remexendo no banco, olhando por cima do ombro observava Jong In dormir no banco traseiro. Seus braços estavam cruzados e o cenho franzido, a cabeça estava apoiada no encosto do banco e mesmo assim parecia belo. Mordendo o lábio voltou a olhar para a estrada soltando um suspiro, olhou para o pai que acariciou sua perna calmamente.

- Vai ficar tudo bem.

A viagem era curta em relação á distância, mas para o ômega parecia ser uma tortura. Não conseguia pensar em outra coisa que não fosse no alfa que dormia atrás, não conseguia pensar em nada além do que mudaria a partir daquele dia. Mexendo em sua blusa tentava se acalmar, até mesmo fechava os olhos com a intenção de dormir, mas sem obter sucesso. Para o seu alivio, os portões da cidade estavam á frente e passavam pelas grades de ferro vigiadas por homens fortes e bem fardadas. Os soldados apenas observaram a identificação de Jun Myeon e olharam dentro do carro confirmando algo em sua prancheta, apertando de um botão os portões foram abertos e assim a estrada pavimentada era seguida.

O menor sorria em nostalgia de sua cidade, ficara apenas alguns meses fora de casa e parecia ser anos. Baixando do vidro do carro sentia a brisa das folhas e dos carvalhos. O vento gélido tocava em seu rosto e a sensação de calmaria simplesmente se apossava em si, fechou os olhos deixando a cabeça para fora da janela e aproveitava do cheiro e sensação. O inverno em breve iniciaria, e toda a paisagem seria tomada por uma camada espessa de neve. Essa era a parte favorita de Kyung Soo, quantas vezes em suas férias passava o dia todo por entre as árvores próximo ás montanhas pequenas completamente cheias de neve. Amava aquela estação, se sentia confortável em ver o seu redor esbranquiçado e envolvido em cobertas e blusas quentes.

O carro passava pelas primeiras casas com fazendas, e logo a parte urbana surgia. Luhan e Sehun olhavam em volta totalmente encantados com a vista, haviam visto algumas cidades vizinhas e nenhuma delas parecia ser tão bela quanto Mugogi. Até mesmo Jong In havia desperto com o cheiro de Kyung Soo, o aroma espalhado assim que a janela fora aberta, o moreno observava em volta surpreso e conseguia imaginar aquele garoto vivendo ali. Era uma visão simplesmente encantadora o que lhe resultou em um suspiro baixo.

O carro fora estacionado em frente á um sobrado branco. Saíram do carro indo para a calçada onde Yi Xing os esperava junto com outras pessoas, pelo cheiro perceberam serem betas. Kyung Soo sorria indo até o pai o abraçando apertado estalando um selar em sua bochecha.

- Sou o prefeito Kim, e gostaria muito que me contassem á respeito desses agentes. – O homem de meia idade, tinha os cabelos grisalhos e soltos de estatura média e ondulados. Parecia diferente dos políticos engomados das cidades grandes. Luhan e Sehun deram um passo adiante e se apresentavam para o beta e logo seguiam para dentro da casa sendo guiados pelo alfa mais velho.

Yi Xing olhou Jong In que apenas observava em volta curiosamente. Sorriu largamente e parou em frente do alfa, segurou em suas mãos e o olhava carinhosamente.

- Jong In não é? – O moreno assentia surpreso com a aproximação feita pelo delta. – Não temos muitos quartos em nossa casa, espero que não se importe em ficar no quarto do Kyung.

- O-Omma! – Protestava o mais novo mencionado, o seu rosto ganhou uma coloração avermelhada, ocasionando risadas em seu progenitor. O alfa apenas sorriu cordialmente para o delta e assentia calmamente.

- Agradeço por estar me recebendo, mesmo que eu seja um estranho.

- Acho que não seja mais um estranho – O sorriso largo de Yi Xing não passou despercebido pelo alfa, assim como seu brilho peculiar. Olhando para o filho o delta arqueou a sobrancelha vendo-o corado logo voltando a observar o garoto mais novo á sua frente. – Então... é a primeira vez que tem que se esconder de... Agentes?

- Hum não, normalmente volto para a minha casa. Mas nunca os vi para ser sincero.

- Ah seus pais devem ser avisado – Lembrou-se soltando as mãos do moreno, o mesmo sorrira tristemente e apenas dava de ombro.

A relação com seus pais sempre lhe foi um mistério, por algum motivo não tinha tantas lembranças que não se restringissem á sorrisos e vozes distantes lhe chamando. Na verdade não fazia tanta questão em recordar, parecia despertar uma dor adormecida, uma dor que lhe angustiava e deixava saudoso além de obter reações corporais como suores frios e arrepios. Tudo aquilo se arremetia ao dia fatídico de um verão onde o alfa tinha seus meros 7 anos, ainda brincava com carrinhos com seus amigos e frequentava os primeiros anos da escola fundamental. A parte que mais gostava era de chegar cedo em casa e brincar com seus pais, que sempre tiravam um tempo para si.

O problema era a mudança constante de um bairro para outro na capital, percebia nos olhos vividos de seus pais o medo constante de um ser maior que eles. Jong In acreditava ser impossível aquele pensamento já que seus pais eram únicos e totalmente fortes. Para si, seus pais eram imbatíveis. Porém homens misteriosos e altos com roupas negras e armados sempre os perseguiam na tentativa de capturar aquela família. Foram anos na busca de um lugar onde pudessem se esconder, e quando encontraram uma casa simples em meio de montanhas longe das cidades grandes, os pais foram pegos durante uma caçada em meio da noite. A mãe, uma mulher gama da pele clara como a neve, cabelos negros compridos e ondulados só conseguira correr, enquanto ferida, com a criança em seus braços para a porta da casa de seus amigos mais íntimos. O delta da pele bronzeada e cabelos esbranquiçados por conta da genética, usou de sua vida para dar cobertura a esposa e o filho que tanto amava.

A partir de tal dia, Jong In não conseguia se recordar de tantas coisas devido ao estresse e trauma que lhe atingia. Até mesmo seus amigos, em principal Sehun, tentava comentar á respeito ganhando apenas um silêncio e uma oferta para outra brincadeira ser realizada entre as crianças. Mas agora, tudo simplesmente parecia pertencer á uma outra vida, um outro Jong In que não tinha nenhum medo de enfrentar as pessoas... Pelo menos era o que acreditava.

- Meus pais foram pegos quando eu era pequeno, passei a viver com Sehun parte da adolescência até arranjar um emprego e viver por mim mesmo.

Tanto Yi Xing quanto Kyung Soo olhavam surpresos para Jong In, o delta não se segurou e o abraçou apertado. Seu coração era puro e não conseguia deixar de sentir compaixão pelas pessoas, queria que todos estivessem felizes e contentes á sua volta. Principalmente por saber do que se tratava ser pego por cientistas curiosos. Acariciava os cabelos do moreno e selou-lhe a testa, vendo o mesmo ruborizar levemente.

Kyung Soo mordia os lábios e dava um passo para trás, nunca imaginou que Jong In teria complicações em sua vida. Na verdade o via sorrir para as pessoas e até mesmo brincar com seus amigos na faculdade. Sentindo um pequeno aperto no peito o ômega apenas se virou e olhava em volta encontrando as mesmas casas vizinhas.

- Kyung – O ômega olhou para o pai, que já havia soltado do alfa que ainda estava envergonhado pelo ato. – Está tudo bem?

- Por quê? – O delta se aproximou e farejou o filho, fazendo uma careta mordeu os lábios temeroso – Omma...

- Entendi – Olhava pensativo para o filho – Vou... ver o seu pai e verei o que posso fazer.

O delta havia percebido que o cio do filho se aproximava, algo que ansiava por longos anos para poder aconselhá-lo como imaginava. Porém, agora que se defrontava com a situação não conseguia pensar em algo concreto para o filho. Adentrava em casa deixando os dois jovens sozinhos, com a atmosfera intensa entre si. Kyung Soo suspirava envergonhado e acariciava seu braço.

Não demorou para que sua face ruborizasse, sendo visto por Jong In que se aproximava lentamente do menor. Deixando as mãos em seu bolso ficou ao lado do menor e olhava para as casas á frente, pigarreou baixo sem observar o garoto ao lado. O ômega percebera aproximação tendo sua face totalmente avermelhada.

- Eu posso te ajudar com o seu cio– Sussurrava rouco Jong In, que observava o menor ao seu lado lhe olhar de volta. Mordeu sutilmente seu lábio suspirando baixo. – E não... não estou fazendo isso apenas por sexo.

- Não precisa se preocupar comigo Jong In, apenas... Esqueça o que eu disse antes – O ômega sorriu levemente e se virou para entrar em casa.

O moreno apenas rosnava baixo e seguia o menor para dentro da casa. O interior era claro e com poucos móveis, o cheiro do imóvel era a mistura perfeita dos três incomuns. Seguindo para a sala, Luhan e Sehun conversavam com o prefeito e Jun Myeon, na cozinha Yi Xing preparava alguns lanches para os convidados. Jong In se sentia deslocado naquele local, na verdade poderia estar mais confortável se pudesse se entender com um certo ômega. O mesmo subira as escadas para o seu quarto, sendo seguido pelo alfa.

Kyung Soo sentia seu corpo doer, a sensação de um liquido escorrer entre suas pernas lhe trouxera pânico o fazendo correr para o quarto e fechar a porta. Sentando-se na cama olhava para seu corpo e via o volume em sua calça, apertou levemente o membro desperto e soltou um gemido baixo logo afastando a mão. Corou violentamente por não saber o que deveria fazer, o corpo doía e seu baixo ventre formigava intensamente assim como sentia um intenso calor.

A porta fora aberta por Jong In, o moreno apenas sentira o cheiro intenso do menor e logo seus instintos poderiam tomar conta da consciência. Fechando a porta a trancando com a chave, se aproximou do menor ficando á sua frente, ficou a olhar aqueles olhos negros que lhe fitavam. Respirava fundo e mantinha o controle da situação, apenas se segurando para que o corpo não lhe traísse. Agachou-se em frente de Kyung Soo que tinha o rosto avermelhado, apenas o olhando conseguia perceber seu nervosismo.

- Como disse eu vou te ajudar. – Inclinou-se sobre o menor o deitando na cama, ficando sobre si enquanto mantinha o olhar do menor preso ao seu. – Irei te dar prazer, e entenda que somente eu poderei fazer isso contigo Kyung Soo.

- O que? – O menor se quer poderia dizer o que sentia, o coração batia rapidamente e seu cheiro espelhava pelo cômodo, sendo inalado pelo alfa.

- Não poderá nenhum outro ser encostar em ti, e somente eu poderei te ter– Encostando a testa na do menor, o alfa pousou lentamente as mãos em sua cintura encostando sutilmente ambos os corpos, Kyung Soo gemera com o ato tendo seu membro, ainda coberto, pulsar. – Me deixe te guiar.

Não queria mais ter que ficar longe daquele alfa, sentia o mesmo implorar para tê-lo em seu interior novamente. Já havia tido essa sensação antes, apesar de ter agido de forma instintual ou invés de ter sua primeira transa calmamente e aproveitar das sensações. Jong In sentiu o menor relaxar em suas mãos, e assim começou a sanar a saudade de ter aquele corpo novamente. Tirou a camisa do garoto ômega e o cachecol enrolado em seu pescoço, a mancha estava menos avermelhada e tinha diminuído o seu tamanho. Inclinou-se roçando superficialmente seus lábios no pescoço do ômega, deixando os dedos ainda presos em sua cintura agora nua. O roçar de seus lábios ocasionou uma onda de arrepios no mais novo, que apenas permitia seu cheiro entorpecerem o mais alto, afundando por inteiro de seu rosto na região aspirava o perfume natural e começava a deixar selares molhados na pele alva.

Kyung Soo não sabia ao direito como reagir e optou por deixar suas mãos vagarem pelas costas de músculos firmes do alfa, dedilhando por cima de sua blusa e então fechava os olhos para aproveitar melhor o momento. O moreno deixava sua língua passar pela pele do garoto e pequenas sucções deixava marcada a pele avermelhada, com sua coxa roçava de vagarosamente entre as pernas do ômega, que gemia em ter sua ereção tocada. Subindo de sua boca carnuda, distribuía selares pela mandíbula do menor que ainda o olhava quase entregue aos seus caprichos. Uma curta troca de olhares fora feita, antes das pupilas se dilatarem e um beijo ardente dar inicio a todo o ato. Jong In puxava o queixo do menor com o polegar, forçando a entrada de sua língua para a cavidade do ômega.

O beijo afoito era bem aproveitado pelos dois amantes, sentir do músculo úmido explorar de sua boca fazia Kyung Soo adentrar suas mãos por debaixo da camisa malhada do alfa, arranhando sua pele o puxando para si roçando ambos os membros. Os gemidos abafados tornava tudo mais apetitoso, Jong In puxava a calça do menor o livrando do primeiro incomodo. Soltando dos lábios carnudos do menor, o alfa se inclinava selando todo o corpo do menor, iniciando pelo peitoral criando uma trilha até o mamilo rosado do garoto. O mamilo estava rijo e sensível, com apenas a respiração do alfa fora o suficiente para um gemido sôfrego do ômega, Jong In admirou aquilo e não tardou em passar a ponta de sua língua em volta da auréola rósea e então sugá-lo com direito á mordidas superficiais.

O cheiro se intensificava cada vez mais, e Jong In mantinha o controle de suas ações para poder dar ao menor a melhor transa para que jamais procurasse por outra pessoa que o satisfizesse. Sugava e mordia o mamilo direito enquanto os dedos apertavam o da esquerda, o modo com o menor se arrepiava e gemia baixo já era sinal de que estaria pronto para a segunda parte do deleite. Voltando a trançar um caminho com os beijos molhados, o moreno se demorou na barriga alva do menor mordendo-o prazerosamente. E assim que a calça fora retirada por completo, Jong In se afastou observando o corpo esguio do menor, porém seu apetite se mostrou maior ao notar de fato as roliças coxas do garoto. Inclinou-se erguendo a perna direita e sugou a carne ouvindo um resmungo por parte do menor, subia as mordidas e sucções até a parte interna da coxa aproximando-se da virilha do garoto que gemia manhosamente.

Sentia o cheiro forte ali, assim como a peça negra que estava úmida por conta do liquido transparente que vazava da entrada do ômega. Suas pupilas dilataram mais uma vez, querendo o controle total, e assim a boxer do garoto fora arrancadas com os dentes afiados do alfa, segurando forte das coxas fartas de Kyung Soo as segurou para cima encontrando o membro melado pelo liquido pré-gozo. Aproximou os lábios umedecidos pela língua e lambera toda a extensão do membro rijo do garoto, ouvindo-o gemer e sentir de seu gosto doce passou a abocanhar do membro e a sugá-lo com vontade aproveitando do sabor que tinha em suas papilas gustativas. O menor revirava os olhos em prazer, arqueando sua cintura para que a glande tocasse na garganta do alfa sentindo a umidade e o aperto envolver seu pênis pulsante. Segurando dos fios loiros o movia de acordo com sua vontade em sentir, sendo acatado por um alfa que apenas se deleitava em ter o gosto do garoto.

Assim que todo o liquido fora limpo do membro do garoto, Jong In o soltou passando a segurar de sua cintura o erguendo na cama fazendo o menor ficar de costas para si. Kyung Soo corava totalmente ao ver a fisionomia do moreno, um sorriso malicioso e olhos que o fitava luxuriosamente, porém o prazer imenso que sentia não traria tanta vergonha para o momento, talvez o fizesse quando terminasse aquele ato tão pecaminoso. Ajeitando o ômega de joelhos na cama, o alfa não se demorou para sugar e usurpar da entrada do garoto, os gemidos altos do menor eram musicas para seus ouvidos. Penetrava a língua e sugava todo o liquido que tinha o cheiro intenso do menor, passando as mãos por suas coxas e deixarem tapas e arranhões espalhados. Kyung Soo encostava seu peitoral no colchão, empinando o corpo para o alfa que apenas o lambia e sugava prazerosamente. Assim que pronto o ômega se virou para o alfa, sentindo-se ofegante e envergonhado com o ato.

Jong In não se demorou em tomar os lábios fartos do ômega, beijando-lhe afoito e voltando a ficar sobre seu corpo puramente sedutor. Novamente o corpo do menor ardia como labaredas, finalmente suas pupilas se dilatavam ganhando a disputa de consciência, e usando seus braços fez com que o mais alto se sentasse na cama, para então ficar em seu colo tendo o membro pulsando do moreno entre suas pernas. Tirou a calça do mesmo ao separar do beijo, jogava tanto a calça quanto a peça branca umedecida para o lado para então deixar ser devorado pelo membro masturbado do alfa, que lhe penetrava bruscamente fazendo-o arquear as costas gemer alto. Mesmo com tais movimentos selvagens, Jong In não deixava de abraçar aquele corpo, não deixava de selar sua pele e sua boca assim como de admirar aqueles movimentos sensuais sobre si.

Era como se um fizesse aquilo que o outro gosta, Jong In adorava ter o membro preso e apertado em Kyung Soo, e o ômega adorava ter o toque da boca carnuda do alfa. Os gemidos manhosos, os pedidos ofegantes, a forma como as bocas se encontravam em um beijo apaixonantemente selvagem contribuíam para que todo aquele movimento de corpos se tornasse único. Por longas horas um se embebedava no corpo do outro até que finalmente o corpo de Kyung Soo gozasse do prazer e finalmente se apaziguasse. Os dois garotos ofegantes estavam deitados na cama do menor olhando para o teto tentando normalizar de suas respirações, o ômega sentia seu corpo relaxar por um momento e olhava de canto o alfa tendo sua face ruborizada. Já o maior apenas sorria de lado e deixou sua mão próxima a do ômega, e então segurou de seus dedos os entrelaçando.

Surpreso, Kyung Soo olhou diretamente Jong In que retribuía do olhar mantendo ainda em seu rosto o belo sorriso. Virando de frente para o ômega, o mais alto levou a mão livre para acariciar a bochecha rosada do menor e admirar o brilho peculiar em seus olhos.

- Disse que tinha se apaixonado por mim – Sussurrava ainda rouco, a voz arrepiou o ômega que petrificara diante do maior – Não vou esquecer o que disse, então podemos fazer um trato.

- Que... trato?

- Que vai me amar pro resto de sua vida. – O alfa abraçou a cintura do menor o puxando para aproximar-se de si, ainda mantendo o contato visual - Da mesma forma que eu o amarei unicamente por todas as minhas vidas futuras.

O sorriso largo que crescia gradativamente no rosto do ômega fez o alfa rir em baixo tom, aproximou seu rosto do menor e selou-lhe os lábios como um selo para fechar de tal acordo. Um selar que fora prontamente correspondido pelo mais novo, abraçou fortemente de seu amante e intensificava o beijo para novamente envolverem ambos os corpos sedentos por sexo.

❄ 

No andar abaixo, Jun Myeon observava atentamente a porta do quarto do filho onde poderia ouvi-lo gemer pelo alfa que havia o seguido. Cerrando o cenho e cruzando os braços bufava totalmente irritado por não poder ajudar o filho em seu primeiro cio, havia imaginado as frases que usaria para ensinar a cria, até mesmo escolhera palavras fáceis para o fazer. Mas então um alfa desconhecido e totalmente sedutor fazia aquilo em gesto, e pelo percebido, gestos prazerosos.

O delta servia os lanches na cozinha para os amigos do filho, o prefeito já havia se retirado ao receber chamada de algum secretário á respeito de aproximação dos agentes nos portões principais. Yi Xing observava o marido emburrado no sofá e suspirava baixo enquanto se debruçava na bancada. Formando um bico nos lábios ficou a observar neutramente o marido. Compreendia de seu aborrecimento, afinal de contas queria compartilhar com o filho único sobre sua primeira vez em um cio. O que não sabia era que o conhecimento de Kyung Soo não se baseava apenas no que ocorria no quarto, mas se iniciara durante o cio de Jong In,

- Eu avisei ao Jong In que os pais seriam os maiores problemas – Comentava Sehun enquanto bebia do café com leite. O delta olhou para o alfa e sorriu calmamente se ajeitando na banqueta esverdeada de couro.

- Jun Myeon é possessivo, vai entender isso quando tiver seus filhos.

- Ahn... sobre isso – Luhan olhou para o delta e corou violentamente, depositando a xícara na mesa limpou a boca com o guardanapo se virou para o alfa tendo suas mãos sobrepostas na coxa. – Digamos que não irá demorar...

- O que? – Sehun arregalou os olhos, farejou o ar e aproximou o rosto do corpo de seu ômega sentindo o cheiro. Era parecido com o aroma que sentia quando terminavam o período de cio, era uma mistura perfeita de ambos os aromas do casal, porém vindo dentro do corpo de Luhan, e isso significaria apenas uma coisa. – Está a criar um filhote?

O ômega apenas assentira sem aguentar em esconder seu sorriso contente, rindo baixo observou a face surpresa do namorado que passava a mão entre os fios descoloridos enquanto tentava por em ordem seus pensamentos. Yi Xing abraçou os dois e os felicitou resultando em risadas bobas nos amantes,

Luhan teria um pequeno bebê, uma fonte do amor que tinha com Sehun. Sempre sonhou com aquilo, queria por tudo o que lhe era mais sagrado dar um filhote ao seu alfa. Quantas vezes á noite sonhou com o mais alto segurando uma linda garota em seus braços e agindo totalmente protetor e ciumento. Até mesmo recordou-se de Jun Myeon com seu colega de classe, colocando tal personalidade em seu namorado. Havia descoberto dias depois de seu cio quando o membro de Sehun fizera um nó em si. Fora difícil explicar nos dias anteriores o motivo disso não ter ocorrido, e se quer conseguia arranjar alguma desculpa para tal resultado. Se quer seus pais sabiam da novidade, ansiava apenas contar á Sehun esperando exatamente aquela reação boba e apaixonada que tanto amava.

- Já sabe o que é? Menina? Menino? – Sehun puxava o namorado para seu colo, abraçando apertado de sua cintura ainda o olhando com as orbes brilhantes de excitação.

- Ainda é pequeno para sabermos.

- Ah isso me lembra quando descobri estar grávido do Kyung – Yi Xing voltava a debruçar sobre a mesa e beber de seu cappuccino e olhar para o marido que entrava na cozinha. Sorrindo largo esticou o braço para o alfa que se aproximou do delta, abraçando sua cintura e selando de seu pescoço alvo. – Jun Myeon tinha descoberto antes de mim na verdade, eu sentia tanto enjoo e desmaiava várias vezes.

- Pensamos que estava doente – Continuava o menor que olhava para o marido, com o brilho saudoso em seus olhos. – E então senti o cheiro e compreendi tudo. Hoje damos risadas, mas na época estávamos nervosos e ansiosos.

- Bom... – O delta se virou para o marido e sorriu sugestivamente. Passando o indicador sobre os ombros do alfa, selou-lhe a mandíbula deixando um leve sucção no queixo. Aproximou os lábios do marido os selando e então puxando o lábio inferior para então segurar fortemente a mão do alfa. – Acho que agora que nosso filho está grandinho... podemos aproveitar a nossa folga.

Jun Myeon não perdera de seu tempo em terminar de ouvir a fala do esposo, apertando de seus dedos puxava-o para o quarto do casal onde poderiam se amar, assim como o filho fazia ao quarto do lado. Somente isso poderia fazer com que esquecesse a tensão do primeiro relacionamento de seu filho.

❄ 

O prefeito caminhava em frente da grande tela plana em seu oficio, juntando as sobrancelhas acinzentadas abriu um largo sorriso ao encontrar os homens fardados e armados diante de sua própria tropa. Ignorando com um gesto o seu secretário, apenas observou atentamente o monitor ouvindo aqueles homens pedir de sua permissão para adentrar nas suas terras.

- Claramente negado.

Indo até sua mesa sentou-se na cadeira de couro preta, aproximou-se do telefone discando um curto numero. Esperou a chamada se iniciar e ao ouvir a voz rouca de seu coronel, alargou o sorriso diante do pedido que faria.

- Ataquem eles.

O telefone voltou ao gancho e o prefeito cruzou os braços mantendo os olhos claros sobre o monitor. O secretário anotava o ocorrido em seu diário, um processo necessário quando havia grandes movimentos como aquele. O barulho ensurdecedor das trombetas assustaram o jovem rapaz que anotava os ocorridos, seguindo seu superior passou a observar o monitor onde encontrava o pequeno exército de Mugogi se posicionar no ponto cego atrás dos muros.

Os agentes do governo estavam acompanhados de oficiais militares, que estavam prontos para forçar a entrada na cidade fechada. O prefeito abriu um sorriso largo quando ouvira o sinal de fogo ser dado e os tiros serem mirados para os militantes. Esse seria o preço a ser pago por tirarem vidas inocentes dos híbridos, principalmente se envolvesse seus amigos mais queridos como Yi Xing e Jun Myeon.

Todos os betas daquela cidade gostavam daquela família, e sabiam que os mesmos os recompensavam com suas pesquisas cientificas para o melhoramento da vida dos betas, sem que precisassem sair da cidade. Eles eram peças de ouro que necessitavam em Mugogi, e o prefeito seria ambicioso em negar qualquer tentativa de retirada dos mesmos em seus muros. Por isso treinou os betas, investiu no mercado bélico e no treinamento dos jovens para o exército.

Os tiros que eram dados contra os agentes provocou uma pequena guerra nos portões. Porém os escudos erguidos e os betas em posição ninguém ultrapassaria os muros. Precisava garantir a segurança de todos os cidadãos de Mugogi, e mantê-los longe da repugnância de seus testes e pesquisas experimentais sem valor á vida hibrida.

Horas mais tarde, foi constatado que os agentes federais e demais militantes estavam todos mortos.

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