{OGO} Capitulo 7

Fanfic / Fanfiction O Garoto Ômega - Capítulo 8 - Capitulo VII

O pequeno laboratório onde trabalhava era distante da cidade grande, ficava cercado das árvores florestais e seu único acesso era por uma estrada de chão. Cercado por um belo jardim bem cuidado e pedras brancas a casa tinha estrutura moderna com vidros verdes água e pintura bege. Aquele laboratório fora uma pequena herança de seus pais quando os mesmos faleceram. De inicio tudo o que fizera fora deixar a casa desabitada e se quer se preocupava se havia assaltados nela, contudo precisou com urgência de um local afastado onde pudesse cuidar daquele garoto, junto com os amigos e pais conseguiu reformar a casa e puxar a eletricidade suficiente da cidade para montar de suas máquinas.

Demorou longos meses para poder deixar o corpo descansar dentro da cápsula com nitrogênio liquido mantendo a temperatura de -196ºC. Mantendo o ar dentro da casa sempre gélido e bem refrigerado passando a ser o seu lugar favorito. Seu corpo sempre foi quente por isso ficar dentro de seu pequeno escritório por horas não seria nenhum problema.

O seu trabalho ali era a pesquisa dos sangues que lhe eram enviados, fazia gráficos no computador deixando os componentes e suas respectivas porcentagens das células para enviar o resultado ao hospital onde seu suposto sogro rege. Era a primeira vez que os alfas trabalhavam juntos, depois de todo o ocorrido deixaram suas diferenças de lado para estudarem um jeito de trazer o ser precioso de volta á vida.

Quatro anos haviam se passado desde a última vez que o vira, quando acordou com o corpo enrugado e desfalecido ao seu lado ainda abraçado a si. Havia chorado tanto nos dias que se seguiram acabando por receber o conforto de seus sogros. Acariciava aquele rosto que mesmo envelhecido era belo, e isso lhe deixou feliz, pois era sinal de que o amaria até a morte. Quem sabe até depois dela.

Ouvindo um bipe alto levantou-se de sua cadeira e seguiu correndo para a sala de criogenia, vira os monitores com suas telas avermelhadas e criptografando códigos novos. Aproximando-se da capsula sorriu largamente, não se demorou em digitar os números de seu sócio e ligar para ele o chamando, além de conter a grande vontade de contar por telefone mesmo o que estava ocorrendo.

Enquanto os esperava se sentou na cadeira de couro preta e olhava os códigos, fora a ultima pesquisa que havia feito junto com os demais alfas, uma pesquisa sobre um novo medicamento. Os barulhos de passos eram ouvidos, levantou-se da cadeira e passava a mão pelos fios negros de seus cabelos, assim que eles haviam chego chamou-lhes com as mãos para se aproximarem da cápsula.

- O novo medicamento está fazendo efeito como esperávamos, olhem isso – Apontou para o corpo deitado, todos se mostravam surpresos com o que viam.

Os cabelos daquele garoto, na ultima vez que o vira, estava totalmente esbranquiçados devido ao envelhecimento. Com o parco progresso que havia conseguido nas primeiras semanas, o cabelo passou a ter uma cor amarelada. Agora com a nova medicação que havia aplicado diretamente nas veias do garoto, poderia encontrar o fenômeno dos fios se tornarem negros mais uma vez.

- I-Isso quer dizer que... – O delta olhou para o rapaz ao seu lado que não escondia sua animação.

- Estamos no caminho certo.

❄ ❄

Desligando o celular deixou o aparelho no bolso de sua calça, debruçou-se na sacada deixando os rostos mais próximos onde poderia ver, com perfeição de detalhes, o sorriso belo e galanteador de Jong In. O moreno selou de sua testa deixando o menor ruborizar e sorrir timidamente.

- Então vai deixar rolar? A coisa entre nós.

O ômega inclinou sutilmente a cabeça para o lado e formou um pequeno bico nos lábios enquanto pensava consigo mesmo. O mais alto umedecia os lábios enquanto olhava atentamente o ser á sua frente e soltou uma risada inalada com sua demora.

- Vou considerar isso um sim.

- Não disse nada seu bobo – Kyung Soo rira arqueando a sobrancelha em desafio ao maior, o mesmo apenas sorria e apontava para a floresta atrás das quadras esportivas.

- Então que tal darmos um passeio na calada da noite?

- Me parece viável.

Olhando dentro do quarto o seu colega já dormia encolhido na cama, o mais novo segurou a mão do alfa que estava em pé na sacada de madeira e com facilidade o segurou em seus braços, mantendo firmes as mãos em suas pernas e cintura. Kyung Soo rodeou-lhe o pescoço e assim o alfa pulou da sacada se apoiando cuidadosamente no chão, deixando o mais novo em pé ao seu lado.

- Hum... é forte. – Kyung Soo comentara ajeitando suas roupas.

- Isso é bom? – A forma como os olhos de Jong In se tornaram curiosos fez o menor soltar uma risada baixa assentindo.

- Talvez.

Caminhando mais a frente o ômega olhava em volta as quadras esportivas vazias, e as árvores que pareciam serem sombras por conta da noite. O alfa não se demorou em ir até seu lado e caminhar calmamente por entre as árvores para não serem vistos pelas câmeras de segurança. Os dois andavam lado a lado e conversavam calmamente, um fazendo pergunta para o outro apenas para se conhecerem melhor. Talvez tivessem feito isso antes de se beijarem, mas as emoções eram tão intensas entre os dois que tudo o que queria era aproveitar a presença do outro. Provavelmente agora que já havia apaziguado parte de suas vontades.

Jong In mantinha em mente a sua aposta, porém conhecendo melhor daquele garoto ao seu lado cogitou a ideia de realmente aproveitar o mar de sensações e emoções que estavam sendo apresentadas para si. Além do mais o ômega parecia ser muito protegido por seus pais, assim como por seus amigos, adicionando em sua lista de preocupações o próprio jeito de agir. Kyung Soo segurava as mãos em frente ao corpo e olhava para o chão com o rosto avermelhado e sorriso largo, olhando dessa maneira tinha plena certeza de que ele era tímido e que poderia chorar com facilidade.

Imaginar Kyung Soo chorando fez seu coração acelerar e a sensação estranha no estomago o deixou desconfortável. Não havia gostado se quer de imaginar, talvez não aguentaria caso isso ocorresse de verdade.

- Sabe – Jong In começou deixando as mãos no bolso da blusa, olhou para o menor que estava lhe fitando com curiosidade – Talvez fique bravo comigo, mas prefiro ser sincero agora mesmo.

- O que é?

Jong In parou de caminhar e ficou de frente ao menor que parou alguns centímetros adiante de si. Mordendo o lábio inferior o loiro alfa puxou o ar para os pulmões e em seguida soltar o ar.

- Antes de ir falar com você, eu acabei me envolvendo em uma aposta com os meus amigos...

Não seria necessário dizer mais, o sorriso de Kyung Soo desaparecera de seu rosto assim como o rubor que devolvia a cor leitosa de sua pele.

- Todo mundo tinha percebido que Sehun estava um pouco mais agitado que o normal e acreditamos que teria algo haver contigo, já que era novato e ainda um mistério para as pessoas – Tentando se manter calmo o moreno observava atentamente o garoto a sua frente que parecia estar paralisado com a afirmação – Meus amigos não entendiam do porque eu e Sehun estarmos aficionados em você.

- Sehun é apenas meu amigo – Sussurrava o menor voltando a coçar o pescoço debaixo do lenço escuro – Ele apenas me apresentou a faculdade junto com o Luhan hyung...

- É, mas eu nem sabia que eles namoravam. – A careta que o moreno fizera apenas aumentou o desconforto do ômega que descia os dedos por seus braços – Eu queria saber o que você tinha e do porque me chamava tanta atenção e eu achava que o Sehun saberia, então fizemos uma aposta para saber...

- Quem descobre primeiro. – Completou o menor olhando o chão soltando um suspiro baixo. Piscava lentamente mordia o lábio com força apertando os dedos em sua blusa. – Me beijou por causa de uma aposta.

- Não – Jong In se aproximou do menor segurando seus braços, mesmo assim não obteve a atenção completa do garoto á sua frente. – E-Eu fui sincero, apenas me aproximei por causa da aposta...

- Que diferença vai fazer? – A risada baixa do menor e o olhar frio que lhe fora direcionado fez com que o alfa apertasse os dedos nos braços do garoto – Não queria te seduzir, não quero ter sua atenção por pena ou por causa de uma aposta... Eu achei que alguma coisa real estivesse acontecendo.

- E está! – Jong In tentava sorrir para o menor, mas a forma como ele lhe olhava parecia tirar toda a sua vitalidade. – Você disse que tentaria... Assim como eu disse.

- É, mas não sabia do porque estar comigo Jong In – O garoto se afastou do mais alto tirando o lenço de seu pescoço – Olha o que está fazendo comigo!

Antes era apenas uma mancha avermelhada, agora tomava conta da metade da pele em seu pescoço, Jong In arregalou os olhos vendo aquela pele alva estar marcada, não era uma mordida e nem algum sinal adverso. E até onde se lembrava aquele garoto tinha toda a pele leitosa, inclusive a de seu pescoço. Com certeza se lembraria caso houvesse algo que chamasse sua atenção.

O menor deixava lágrimas finas escorrerem em seu rosto branco, a cena que Jong In imaginou minutos antes não era nada comparada com o que via. E a dor que imaginou também não era. O garoto dava passos para trás apertando em seu pulso o pano escuro, o moreno mantinha os olhos arregalados ora observando a mancha ora observando-o chorar. Não sabia o que deveria fazer e apenas baixou os braços soltando um suspiro.

A mente do pequeno garoto apenas lhe deixava mais confuso. A conversa que tivera com o médico e a forma como via seu corpo reagir já não lhe deixaria muito tempo de sobra para poder aproveitar sua juventude. Havia ficado magoado em ser motivo de apostas maldosas, mas ainda tinha esperança de que Jong In pudesse realmente querer ficar consigo. Essa esperança se baseava em um brilho no olhar, a forma como os corpos reagiam quando encostados e até mesmo os beijos trocados até então. Não tinha como mentir sobre as sensações.

Jong In já não aguentava do silencio, se aproximou olhando a mancha avermelhada e tocou-a com a ponta dos dedos quentes, fazendo o menor se arrepiar e olhá-lo ainda entristecido. Observou atentamente a reação de seu corpo diante do toque, aprofundou os dedos ali e desviou o olhar para o pescoço.

- O que eu fiz?

A voz embargada e rouca do moreno fez com que o menor respirasse fundo para se controlar e não chorar mais do que já havia feito. Engolindo em seco voltou a olhar para Jong In vendo seus olhos trêmulos e lábios comprimido totalmente focado em si.

- Não sou um ômega qualquer, meus pais são alfa e delta. – Sussurrava ganhando a atenção do moreno, o mesmo recordou-se da sua visita na casa de Luhan e o cheiro inconfundível que sentira no ar. – Mas parece que meu metabolismo não é tão normal assim.

- Seu corpo está reagindo ao meu toque? – Afastando a mão da pele do garoto, o alfa mordia o lábio com força e fazia careta sentindo raiva. – Quer dizer que... toda vez que eu quiser te tocar seu corpo vai te deixar desse jeito?

- Acho que sim – Kyung Soo se sentou no gramado encostando as costas no tronco de uma arvore, olhando para o céu estrelado sorriu minimamente.

- Isso te dá mais uma motivo para que me ignore. – Jong In se agachou em frente do menor apoiando os braços em seus joelhos. – Te deixei chateado com a aposta e agora seu corpo me repudia.

- É o que parece.

Os dois ficaram se olhando por alguns minutos longos, o silencio se tornava mais tenso com o prolongar dos minutos. O alfa cedera ao se sentar do lado do ômega e ambos passaram a observar o céu noturno. Nenhum sabia o que fazer naquele instante, já que era uma incógnita saber seus respectivos pensamentos e sentimentos. Kyung Soo ainda estava chateado por ser alvo de uma aposta, mas como havia pensado anteriormente o fio de esperança parecia se tornar cada vez mais precioso e atraente para si. Já Jong In tinha plena certeza do que queria, mas mantinha o espaço neutro por não ter ainda uma reação do garoto ao seu lado.

No final das contas apenas esperavam um ao outro para tomar iniciativa. O alfa esticou os dedos imperceptivelmente em direção da mão do ômega, tocou superficialmente de sua mão tendo como resposta os dedos gélidos do garoto tocar-lhe na mesma intensidade, leve. Aos poucos um segurava o dedo do outro e então se entrelaçavam, finalmente desviando o olhar um para o outro e novamente trocaram os olhares, com um vento que soprava entre os dois, as pupilas se dilatavam. Novamente tomando da iniciativa, o alfa aproximou seu rosto vagarosamente em direção do menor que se manteve parado fitando os lábios levemente carnudos do moreno. Selando de seus lábios os dois tiveram a certeza naquele mesmo instante ao sentir arrepios em seus corpos.

O selar se transformou em um beijo calmo e carinhoso, um transmitindo seu sentimento para outro naquele mover de lábios. O cheiro amadeirado de Jong In ficara mais forte e a pontada em seu baixo ventre já lhe fazia suspirar sôfrego. Sem soltar de sua mão usando apenas o braço livre, puxou a cintura do garoto o fazendo pular para seu colo sem que o beijo se interrompesse. Kyung Soo se surpreendeu com a força que o maior tinha e ao sentir o membro do mesmo roçar entre suas coxas se arrepiou diminuindo a intensidade do beijo.

- J-Jong In-ah.

A voz manhosa do garoto apenas aumentava o desejo carnal do alfa que suspirava pesado o olhando com as pupilas dilatadas. Assim que o cheiro se tornara mais presente e tomando conta de sua mente, Kyung Soo avançara tomando os lábios do alfa em um beijo afoito e necessitado. Seus dedos se entrelaçavam com os cabelos loiros do moreno os puxando fazendo com que tudo esquentasse mais rápido. Soltando de sua mão, Jong In apertava e afagava as coxas do ômega sentindo que as mesmas eram roliças, puxou-as permitindo com que o corpo do garoto encostasse por completo sobre o seu, fazendo o menor gemer ao sentir do membro pulsar dentro de sua calça.

Não teria tempo para que fossem em um lugar mais apropriado, suas necessidades eram gritantes á aquela altura. Os lábios carnudos do alfa desciam elo pescoço alvo do garoto, ou parte restante de sua cor leitosa. Começava por selares molhados sendo bem distribuídos, mas ao sentir um cheiro peculiar de frutas como ameixa, jabuticaba e figo, além de ser um aroma doce e totalmente contagiante, apenas intensificou seu ato. Aquele era o verdadeiro cheiro de Kyung Soo, aquele aroma era incrivelmente forte ainda que sentindo uma leve essência do perfume que ele usava para disfarçar, mas que com a brisa gélida e a grande circulação sanguínea que ocorria em seu corpo, simplesmente desaparecia. Então aquele seria o verdadeiro aroma de um ômega incomum e raro, afundava o rosto ali sentindo mais de sua nova droga, e assim sua sanidade se fora por completo.

A pele do garoto se arrepiava ao ter o contato com a língua do alfa, ele o sugava com força e sentia mais de seu gosto doce e frutal, fazendo com que o gemesse ainda mais alto louco para ter aquelas sensações. Estavam em meio de uma floresta com um alfa no inicio de seu cio, a mente dos dois já havia ido embora e iriam se consumar rapidamente. O menor não queria saber se seria errado, na verdade estava adorando aquelas sensações que sentia, e mesmo sem ter nenhuma relação sexual o seu corpo agia diferente, quase de um jeito instintual.

Dedilhando o abdômen do moreno por debaixo de sua blusa a retirou prontamente voltando a admirá-lo, contudo dessa vez com um olhar mais prazeroso. O modo como era observado deixava Jong In mais excitado, o erguendo de seu colo retirou a calça do garoto através de rasgos com as unhas grandes que cresciam. Passou os olhos pelas coxas do menor, ah eram tão brancas e estupidamente excitantes que não perdeu tempo em apertá-las mais uma vez com mais força. Deitando o garoto sobre a terra gélida, Jong In se debruçara passando os lábios sobre a carne do garoto ômega, sugando e devorando em deleite totalmente dos gemidos do mesmo.

Subia de seus lábios por entre as coxas de Kyung Soo aproximando-se da boxer preta que já estava umedecida, tirando a peça com os dentes olhava para o garoto que mordia os lábios ansioso para o que viria. O odor daquele garoto novamente lhe entorpecia, puxando as pernas as entreabrindo ficando sobre o menor que atacava seus lábios novamente em um beijo apaixonado. Ambos os aromas se misturavam e tudo o que seguiria seria guiado pelos instintos.

Arranhando as costas do moreno marcando sua pele macia sentia o maior lubrificá-lo com o pré-gozo e então o roçar de seu pênis em sua entrada fazia contrair comprimido os dedos nos braços fortes do alfa. O mais alto apenas o penetrava com força ganhando o gemido alto do garoto que se apertava e encolhia ao estar desacostumado com aquele ato, mesmo assim se prontificou em esperá-lo em seu interior quente e diminuto, para distribuir selares por todo o corpo do garoto. Erguendo de sua camisa a tirando do ômega passou a admirar aquele jovem, e percebeu a vermelhidão do pescoço descer por seu ombro. Selava a região e tocava nos mamilos já rijos do garoto, o ouvia gemer e se mover contra sua cintura para que o ato tivesse continuidade.

Os primeiro movimentos de Jong In eram lentos e demorados, ainda sentindo o interior apertar de seu membro, era como se encaixasse perfeitamente no garoto a sua frente. Kyung Soo prendia as pernas em volta da cintura do garoto mais velho, o empurrou para que se sentasse mantendo-o dentro de si, ficando em seu colo puxava de seus cabelos mantendo o beijo e o contato luxurioso de suas línguas. O alfa guiava os movimentos do garoto, deixando-o guiar do beijo como quisesse apenas em seu deleite. Apesar de ter agido de forma instintual, os dois tinham plena consciência do que se passava naquele momento, assim como a curiosidade do alfa em conhecer aquele corpo que trazia mais excitação para si. Nunca havia ficado daquela maneira antes, e a imperícia do garoto deixava-o mais encantando.

As ondulações que o corpo do ômega fazia sobre o alfa aumentava o ritmo das estocadas trazendo o prazer inédito para si, ouvindo seu nome ser chamado pelo loiro e os gemidos fazia seu ego ir ás alturas e mover sensualmente de sua bunda sobre o membro rijo do maior. O membro do menor estava encostando em ambos os abdomens friccionando-o tornando os espasmos do Kyung Soo maiores. Puxando de seus cabelos, marcando a pele do outro, os beijos intensos que trocavam, os gemidos altos que soltavam tudo em uma perfeita sincronia.

Ao chegarem ao ápice ofegantes não se movimentaram por conta do nó feito em Jong In mantendo-o preso no interior do ômega. Isso não seria nenhum problema, pois os dois mantinham os lábios colados um do outro em um beijo mais calmo e carinhoso. O alfa abraçava possessivamente do menor tendo suas mãos no rosto quente do maior, os dedos se entrelaçavam no cabelo do mesmo o acariciando enquanto o mais alto sugava o lábio inferior deixando-o inchado e avermelhado.

Finalmente havia sanado daquela vontade, desde que havia notado os lábios carnudos do menor havia feito um controle sobre-humano para não atacá-lo e sugá-lo com força para que realmente ficassem tentadores. Agora o fazia, usurpando de sua boca deixando-o do jeito que aprendera a admirar. 

❄ 

Seis dias haviam se passado o mais novo casal mantinham-se entre as árvores sem saírem para irem copular em um local mais confortável. Quer-se o ômega poderia caminhar e já era puxado pelo alfa sedento, o mesmo apenas enlouquecia com aquele corpo nu á sua frente, e agora que o via andar sensualmente não perderia tempo em domar daquele corpo. Sentados em cima de um galho de arvore, o ômega dormia calmamente encostado ao corpo do alfa que o abraçava possessivamente, o admirava e passando a ponta dos dedos por suas costas nuas.

Estava contente por ter passado o melhor cio de toda sua vida, nunca sentia tanto prazer com alguém como teve naqueles dias. Até mesmo admirava o menor por aguentá-lo naquele cio. Normalmente era apenas duas transas por dia com uma ômega qualquer, e ainda nem sentia o nó feito. Com Kyung Soo foi diferente, agora que sentia de seu cheiro e viu de seu corpo tinha ido além do que imaginava, por mais que eles se afastassem do dormitório não conseguia andar normalmente com aquele garoto ao seu lado, sempre parando em alguma arvore e arbusto para poder lhe foder.

Observava aquela mancha e torceu os lábios, estava se preocupando com aquele garoto e por mais que havia compreendido que era por sua causa, não queria se afastar de Kyung Soo. Selando seu ombro o apertou contra si, o menor se remexera afundando o rosto no pescoço do mais alto e então despertava lentamente. Coçando os olhos e bocejando sentia sua cintura latejar levemente, olhando em volta lembrou-se do que haviam feito horas atrás, corou violentamente escondendo o rosto entre os dedos ocasionando uma risada baixa do alfa.

- O que foi, até parece que não gemeu por mim.

- O-O que? – O menor se afastou minimamente do peito do maior, mas o mesmo o puxou novamente ainda rindo de sua reação.

- Relaxa eu estou apenas brincando.

- Seu bobo.

Ficaram se olhando por mais um curto tempo até ouvirem o som do portão do campus. Sentaram no galho de arvore e arregalaram os olhos haviam se esquecido completamente das aulas e trabalho. Kyung Soo procurava por suas roupas, mas lembrou-se que Jong In as rasgou na primeira noite que passaram juntos.

- Meu celular!

- Está aqui – O alfa entregou o aparelho e riu do menor – Enquanto tu dormia eu peguei e trouxe com a gente, escondi debaixo do boné.

- Estava de boné?

Bagunçando os cabelos do menor o alfa devolveu o aparelho ao ômega, que ao desbloquear a tela encontrou inúmeras mensagens de seus pais e de Luhan. O veterano havia dado sua falta, mas em uma ultima mensagem o avisou que ficaria fora por causa do cio de Sehun, a mesma fora enviada no dia seguinte em que recebera a ligação do médico. Olhando para Jong In sorriu levemente.

- Vamos ao meu quarto o hyung não está, eu te empresto uma calça e poderá ir pro seu quarto.

- Por mim tudo bem.

O alfa segurou novamente a cintura do menor e pulou do galho para o chão. Os dois caminhavam um do lado do outro com as mãos juntas e dedos entrelaçados. Os sorrisos tímidos e os beijos que trocavam em meio do caminho era sinal de que a pequena conversa de antes havia sido esquecida. Não queriam perder tempo com brigas, principalmente Kyung Soo. O exemplo perfeito disso era compreender que aqueles dias haviam se passado rapidamente, sendo assim precisavam aproveitar um do outro antes que fosse tarde demais.

Jong In se mostrou possessivo e Kyung Soo começou a adorar aquilo, um dos braços do maior sempre estava envolvido em sua cintura deixando-os próximos, assim como selava a testa do menor e demonstrava suas afeições deixando-o corado e envergonhado. Ainda mais quando saíram da floresta.

Já era de manhã e havia um pequeno movimento nas quadras, Jong In ficou em estado de alerta principalmente por conta do cheiro de Kyung Soo. Se andassem livremente além de chamarem atenção alfas em seus cios poderiam correr atrás do ômega, e tudo facilitaria por estar nu. Analisando o local por inteiro o mais alto puxou o garoto para ficar atrás de si, mantendo firmes seus dedos sobre as mãos de Kyung Soo. Seguiram para a parte mais afastada das quadras e se esconderam entre as arvores, subindo novamente nos galhos para que ninguém os visse ali.

- Nunca pensei que sentiria raiva desses moleques na quadra – Rosnava Jong In quando um dos jogadores farejava o ar.

- E porque sentiria raiva?

- Eles sentiram seu cheiro – O maior cerrava o cenho e apertava o pulso do garoto atrás de si, o mesmo apenas corava e encostava sua testa nas costas do moreno.

Ficaram esperando por longos minutos até a quadra ficar vazia, pelo horário acreditou ser troca de aulas do período da manhã. Segurando o ômega em suas costas o moreno pulou da árvore e correu o mais rápido que pudera para o dormitório. Escalava as sacadas tendo o menor pendurado em seu pescoço, escalava a parede com cuidado chegando á sacada do quarto de Kyung Soo. O menor desceu das costas do alfa e abriu a porta da sacada para adentrar em seu quarto, os dois entraram e fecharam as portas soltando um suspiro aliviado.

- Estou cansado.

- Já que perdemos as aulas... – Kyung Soo fora até seu armário e procurou por uma peça em especial. Encontrou a calça de moletom cinza, ganhou de aniversário de um amigo beta antes de sua vinda á Yeongu, porém era grande demais para si e a usava no inverno como pijama. Entregou a peça ao maior e sorriu calmamente. – Podemos descansar aqui.

- Não tem problema? E se o seu colega chegar?

- Sehun está no cio.

Não seria necessário mais detalhes, Jong In seguiu para o banheiro se banhar. Enquanto isso Kyung Soo ajeitava a cama e escondia algumas peças que havia deixado jogadas na cadeira, queria que estivesse arrumado a sua parte do quarto para receber melhor o alfa, então fazia tudo o mais depressa possível. Enrolou uma toalha em sua cintura e parou diante do espelho, a mancha aproximava de seu peitoral, mas o que chamou atenção fora as marcas arroxeadas. Virando-se de costas encontrou sua pele arranhada e sorriu largo com aquilo, parecia está bem vivido em sua mente as cenas de Jong In desfrutando de seu corpo seis dias consecutivos, assim como sentir a textura de seus lábios em sua pele alva.

Havia se deleitado sobre seu corpo, Kyung Soo passava os dedos nas marcas e se perdia em pensamentos. Havia deixado alguém lhe tocar e achou aquilo simplesmente maravilhoso, o que mais surpreendera, e obviamente não somente á si mesmo, fora os copos se encaixarem. Sentiu no momento em que o maior havia lhe penetrado, era como o seu corpo tivesse feito sob medida para Jong In, pensando de uma maneira romântica poderia dizer que foram feitos um para o outro.

Assim que o mais velho saiu do banheiro o ômega lhe olhou também, o corpo de Jong In tinha muitas marcas roxas e arranhões. Corou e seguiu para o banheiro o mais depressa possível sem se importar com o olhar curioso de seu amante. Tirando da toalha começou a se banhar lentamente tirando as tensões, a água quente que escorria sob seu corpo relaxava os músculos e assim se sentindo mais confortável.

Enquanto isso Jong In olhava o quarto do menor enquanto secava os cabelos úmidos com a toalha, parou diante da mesa de estudos do ômega e observou a moldura com uma foto. De fato aqueles eram seus pais, aqueles que havia conhecido dias antes. Sorriu quando observou o sorriso amável do garoto, ele era belo quando sorria e aquele brilho nos olhos deixava-o perfeito. Deveriam ter se conhecido antes, assim aproveitaria muito tempo a sua presença, e sem necessidade de brincadeiras e até mesmo ficarem escondidos.

Sentou-se no colchão deixando a toalha em volta do pescoço, assim que a porta do banheiro se abriu observou o ômega sair com uma boxer preta e uma camiseta da mesma cor que ia até metade de suas coxas. Mordia o lábio inferior em ver que seu amante era delicioso demais para se mantiver sem um alfa. Ao notar o olhar sobre si, o menor abriu um sorriso e fora até o maior pegando a toalha terminando de secar os fios úmidos e descoloridos.

- Vai pegar um resfriado se ficar assim.

Abraçando de sua cintura e encostando o rosto na barriga do menor, o alfa pode fechar os olhos e sorrir belamente. Corando violentamente o Kyung Soo soltou da toalha acariciava a cabeça do loiro alfa, que lhe puxou para o seu colo.

- Vamos dormir um pouco então. Mas não quero desgrudar de ti – Admitiu o alfa sussurrando rouco.

Deitando-se na cama do ômega, o casal se encolheu debaixo das cobertas, abraçados adormeceram depois de seis dias de cio.

 

Sehun e Luhan saíram do quarto devidamente vestidos, o cio havia passado e assim poderiam retornar á sua rotina e principalmente procurarem por Kyung Soo. Andando pelos corredores de mãos dadas, o casal finalmente poderiam caminhar juntos sem se importar com os olhares que receberiam. Deveriam ter feito isso há muito tempo, mas o medo é algo que impede as pessoas de continuarem suas vidas e realizar sonhos, pelo simples fato de não saber o que poderá ocorrer.

Caminhavam pelos corredores seguindo para o lado de fora do dormitório, iriam para a cafeteria da universidade, Luhan sentia grande vontade de comer a torta salgada. Preferindo cortar o caminho Sehun guiava o namorado pela parte de trás da universidade, ficando mais próximo da cafeteria. Ao ver movimento pararam no mesmo instante, dois homens com ternos pretos e óculos escuros conversavam com um funcionário da faculdade, Sehun em reflexo puxou Luhan e se esconderam por detrás da construção do dormitório feminino, tampando a boca do ômega os dois esperavam por uma brecha para poderem seguir seus caminhos.

- Tem certeza? – Os dois esticaram o pescoço para ouvir da conversa, a voz grossa de um dos homens simplesmente chamou a atenção deles. – Queremos dar uma olhada pelos dormitórios e saber se tem algum ômega incomum.

- Precisam de um mandato para prosseguir, e então realizaremos uma preparação para os estudantes não se alertarem.

Luhan e Sehun se entreolharam surpresos, já haviam visto aqueles homens algumas vezes circulando pela cidade. Sabiam que trabalhavam pelo governo só pelo aroma cético de um perfume, algo mais forte que causava asco em quem se aproximasse demais. Luhan vira diversas vezes de esses homens fazer revisão no bar de seus pais, e sabia que quando achavam o que queriam coisas boas não resultava para quem os escondia.

- Temos o mandato – Respondia o outro homem, Sehun olhou de soslaio e viu uma folha de papel branco com um selo do governo, mordendo o lábio voltou a olhar para o namorado. Aproximando a boca do ouvido do mais velho sussurrou-lhe:

- Temos que tirar o Jong In e o Kyung Soo daqui o mais depressa possível.

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