{LBR} Capitulo 2


O dia parecia estar nascendo de forma bem lenta e calorosa. Olhava as nuvens suspirando baixo, vendo que a noite levava meu sono consigo. Estava tão acostumado com minha rotina durante a semana que mesmo após a morte de meu pai, ainda mantive os hábitos. Um deles era levantar cedo para lhe acompanhar na corrida, um horário antes que o sol nascesse e corresse até que estivéssemos ensopados de suor. Tal habito que não mudou, ainda assim corro pela quadra, as casas fechadas onde seus donos ainda dormiam serenamente, e eu ali, correndo. Corria já sentindo o suor escorrer, não me importava em que estação do ano estivéssemos, sempre usava jaquetas pesadas e blusas de frio, para poder suar e perder peso. Nunca lutei, mas queria já saber como é me preparar para uma luta.

Correndo pela quadra posso olhar afundo ao meu redor, ver as arvores cheias de flores que enfeitam o bairro com sua beleza. Posso ver alguns atletas começando a sair de casa com suas bolsas de treino, o que me faz pensar se a cidade trazia isso para seu povo. Na China era cada um por si, quer treinar box então encontre um bom ginásio e treine. Aqui ao meu ver o povo ganha de seu governo, se isso é mentira ou não, eu não sei, mas aproveito disso.

- Luhan!

Olho para trás sorrindo em encontrar um dos amigos de meu irmão, e provavelmente meu futuro treinador. Deveria saber que ele é chinês, seus traços típicos são bem escondido em seu encantador sorriso. Paro de correr me virando para si sorrindo com a mesma cordialidade, vendo-o se aproximar enquanto respira ofegante se apoiando em seus joelhos.

- Também corre de manhã? - Pergunta ele por fim.

- Uhum. - Sorrio me sentido um pouco mais confortável em conversar em minha língua nativa. - Estou aproveitando para conhecer ao redor.

- Ah - Ria baixo. - Posso fazer companhia, tem alguns lugares que seria legal de conhecer.

- Tudo bem.

Passamos então a correr devagar, apenas para manter a fala e os movimentos das pernas no mesmo ritmo. Ao longo do caminho ele ia apontando para casa dos outros garotos com quem Baekhyun anda, assim como avisando a qual casa nunca passar na frente por serem vizinhos chatos e ignorantes, o que nos resultou uma boa risada. Ia-se notando que aos poucos o numero de casas ia diminuindo, subindo a rua do pequeno bairro nobre, dava para ver as mansões que havia por ali, mais á frente um grandioso muro que parecia estar em obras. Atrás desse muro algumas construções que de longe podia notar serem ginásios.

- Aquele terreno. - Aponta para o muro em obras. - Pertence á diretora de nossa escola.

- Sério? - Olho-o com tamanha surpresa voltando a olhar as casas e mansões que me cercavam. - Pensei que fosse uma escola normal.

- Não é - Ria ele. - Esse é um bairro onde atletas famosos moram, aqui é tranqüilo e fácil de se concentrar. Lá - Aponta novamente para o muro. - É onde queremos ir.

- Queremos? - Olho o mais velho rindo o vendo assentir.

- A nossa escola tem como objetivo formar atletas, precisamos competir nas Olimpíadas. E ali é onde tudo começa.

- Ah.

- Quadra de basquete, quadra de artes marciais, quadra de futebol onde seu irmão treina.

- E não tem um ginásio de box. - Suspiro já acostumado em ver o menor interesse pelo esporte.

- Não. - Ri ele. - Na verdade tem a que pertence ao meu tio, onde iremos treinar. - Sorria ele. - Faz alguns anos que a diretora anda rondando o ginásio, vamos ver o que vai dar.

- Por que? - Olho para ele ao notar que seu tom de voz parecia suspeito.

- Parece que ela quer incluir o ginásio dentro do muro, por isso ela paralisou as obras. - Logo seu olhar fora ao meu sorrindo mostrando suas covas. - Ela me chamou antes das férias, como eu disse que era provável a sua vinda fechamos o numero de recrutas no clube para adentrarmos o clube de box na escola.

- Não entendi. - Balancei a cabeça confuso. - Com a minha vinda o clube de box vai passar a pertencer á escola?

- Você diz que não entendeu quando entendeu, maluco você não? - Ria ele correndo ladeira á baixo.

Fiquei á mercê de entender aquilo, logo corria ao seu lado olhando ao redor ainda boquiaberto com as casas tão modernas e chiques. Minha vida na China não era tão humilde mas também não era tão vaidosa, morávamos em um apartamento pequeno e com o dinheiro que meu pai ganhava nas lutas aplicávamos em novos materiais para o treino, assim recrutando novos boxeadores. Ao contrário da família de meu irmão, notava que meu padrasto tinha um ótimo trabalho por aqui e minha mãe também o que rendia uma boa vida sobre o dinheiro. Porém em minhas vindas nunca prestei atenção nessas casas, já que íamos de um lugar para outro, de casa para sítios. Nem ao menos sabia sobre a escola de Baekhyun, se ela treinava atletas para olimpíadas e tudo do mais, na verdade nem sabia que ali era um bairro nobre, só notando nessa manhã.

Yixing corria até chegar perto do muro inacabado, abriu a porta de um dos ginásios adentrando, abrindo janelas deixando o ar circular ao redor. Olhando o local de treino consigo reconhecer algumas coisas, peças que meu pai comprou para o ginásio em que treinava, agora estava ali. Imagino eu que deveria ser para o futuro que meu falecido pai pensava para mim, e fico agradecido quanto á isso. Passo a mão no saco cheio de areia contendo a capa que havíamos escolhido em um dia chuvoso. Olhando ao redor vejo equipados e ultima geração, um ringue ao meio do cômodo, vários instrumentos espalhados, no segundo andar posso ver alguns armário e portas, o que posso suspeitar ser o banheiro.

- Bem vindo. - Sorria Yixing para mim enquanto esticava os braços. - Meu tio mandou alguns equipamentos do ginásio dele, disse que seria melhor para te treinar.

- Ham e quem vai me treinar? - Pergunto.

- Na verdade não temos um treinador. - Sorria ele. - Estou esperando meu tio vir para começarmos. Aliás podemos começar já hoje, o que acha?

- Sério? - O olho sorrindo de forma larga. - Podemos mesmo?

- Claro quando as aulas começarem iniciaremos um treino intensivo para podermos entrar nas lutas desse ano.

- E eu irei poder entrar? Será minha primeira luta.

- Claro, temos de vencer esse campeonato para que a diretora permita o nosso clube de box adentrar no muro.

Yixing era um grande amigo, nos ajeitamos e ele demonstrou os equipamentos me ensinando alguns movimentos que poderia ajudar no treino inicial, como não treinei muito, equivalente á um atleta mesmo, com certeza doeria meus músculos com os movimentos repentinos. Começamos com um aquecimento, Yixing se ajoelhou em minha frente batendo de leve em minhas coxas e panturrilhas, assim começos a fazer alguns flexões e entre outros movimentos para aquecermos. Já estava cansado só com isso, não conseguia seguir o seu ritmo acelerado, sem contar que ele se quer suava. Suspirei quando terminamos, em seguida ele me empurrou um saco de areia pesado, demonstrou os movimentos lentamente para em seguida o seu modo de ataque, o repeti concentrado, talvez um pouco animado além da conta, mas tentava demonstrar o meu interesse. Seguia com as seqüência de socos e chutes enquanto ele segurava o saco e me elogiava ou criticava dizendo estar lento demais. De qualquer forma aquilo era bem motivador, me sentia energizado para agüentar o dia todo naquele ritmo.

- Ok ok está bom. - Dizia ele arrumando minha postura. - Vamos tentar dessa maneira. - Segurou meus braços os colocando em frente ao meu peito fechando meu punho. - Devagar.

Fiz o que me foi pedido, dando um soco rápido e devagar, aumentando o ritmo ao ponto que Yixing ia me corrigindo. No final das contas conseguira fazer o saco de areia balançar com a pequena força que fiz, o que para mim parecia ganhar na loteria. Aquele saco de areia era pesado, mas se for comparar com aqueles da qual meu pai treinava esse era leve, mesmo assim para alguém magro como eu poderia ser uma grande surpresa conseguir movê-lo.

- Parabéns.- Ria Yixing mexendo em meus cabelos, sorri para si totalmente satisfeito com a meu pequeno progresso.

- Ah já está me trocando? - Ouvira uma voz vinda de trás, me virei encontrando um garoto um pouco menor que eu, cabelos negros e pele branquinha. - Olá.

- Ah Joon Myung. - Ria Yixing voltando ao seu coreano. - Esse é Luhan, nosso novo companheiro.

- Ah o famoso Luhan. - Sorria ele esticando a mão para mim. - Sou Kim Joon Myung, sou do time de hóquei, seja bem vindo.

- Ah obrigado. - Sorri apertando de leve sua mão.

- Ele irá estudar na nossa escola também. - Dizia Yixing cruzando os braços sorrindo. - Espero que se adapte.

- Bom se você diz que ele é um bom lutador então ele será um campeão. - Ria o mais baixo. - Vim aqui pedir desculpas por Chanyeol.

- Chanyeol…? - Pergunto lembrando vagamente de já ter escutado esse nome.

- Ah ontem ele apareceu. - Ria o chinês ao meu lado. - Luhan é irmão de Baekhyun.

- Ommo então mais um motivo para eu pedir desculpas. - O menor fazia uma reverência para mim.

- Não estou entendendo. - Olhei para cima lembrando da noite anterior. - Ah o garoto alto.

- Sim sim. - Sorria ele, e devo dizer que os garotos ali tinham belos sorrisos, sentia uma ponta de inveja. - Chanyeol gosta de arranjar confusão com alguns garotos do time de futebol, digamos que é sua forma de chamar atenção.

- Ah. - Ri baixo - Tudo bem, só espero que ele não machuque Baekkie.

- Ele não irá. - Ria Yixing. - Apesar da rivalidade do time de hóquei com os outros, sabemos que eles não são tão vândalos a ponto de entrar em uma briga.

- Rivalidade? - Olho confuso aos dois. - Acho que tenho muito a aprender sobre esse lugar.

- Bom de certa forma. - Sorria o coreano. - Enfim só passei para te conhecer, e para avisar que XiuMin quer sair hoje a noite.

- XiuMin? - Repeti baixo sem chamar muita atenção dos dois, o que não deu certo.

- Min Seok. - Sorria Yixing. - Para onde ele quer ir?

- Não sei ele apenas pediu para avisar isso.

- Ahn, acho que vou indo. - Olho para a janela vendo que o sol já havia nascido. - Minha mãe vai mandar a guarda nacional se não me encontrar em casa.

- Bom tudo bem - O chinês me jogou uma chave sorrindo. - Seu armário vai ser o quarto da primeira fileira. A partir de amanhã começamos a treinar junto com os outros. Te vejo de noite.

- Ah obrigado. - Fiz uma referência logo saindo dali.

Corria novamente para fora daquele muro, em minha mão segurava firmemente a chave de meu armário. Nunca pensei como seria a sensação de estar começando a treinar para alguma luta, só de pensar que tem a possibilidade de eu ganhar a minha primeira luta me faz sentir ansioso. Como seria? Ah uma emoção de cada vez, primeiramente iria me focar nesses treinos, como será meus companheiros? Como que será o novo Luhan? Talvez ter vindo para a Coréia do Sul tenha sido uma ótima idéia no final de contas. Continuo a correr olhando as casas simples ao lado o pequeno parque á qual estava ontem com meu irmão e seus amigos, agora parecia que uma equipe estava correndo ao seu redor. Balanço a cabeça mordendo os lábios, notasse que aqui eles levam á sério o quesito treino, treinar para ganhar, poderia eu cumprir tal exigência?

●••●

Minha mãe sabia exatamente como me deixar sem graça em momentos inoportunos, as aulas iriam começar amanhã e eu não havia notado que não tinha nenhum material e muito menos o uniforme. Tal desleixo que foi notado por minha mãe, que tratou de me arrastar pelas ruas assim que cheguei. Apenas tive tempo de trocar de roupa para segui-la pelas ruas calmas daquela cidade pequena. Queria pelo menos que Baekhyun estivesse ali comigo, mas ele estava na escola fazendo alguma coisa que eu não entendi o que era. Suspirei baixo olhando as lojas de roupas caras, alguns restaurantes , lojas de sapatos, loja de perfumes, tudo o que poderia ser considerado o paraíso das mulheres. Mamãe logo entrou na loja de uniformes, uma loja de madeira com manequins bem vestidos com os uniformes das escolas que havia por ali. Em destaque no topo estava o uniforme branco e preto onde eu iria freqüentar.

A vendedora sorria para minha mãe e conversavam como se fossem amigas, e talvez sejam. Logo a mulher me olhou de cima á baixo procurando o uniforme entregando á mim um cabide.

- Vá provar.

Baixei a cabeça e entrei no provador me despindo para assim vestir o uniforme, olhei ficando encantado com a visão. Não sou admirador de moda e muito menos tenho meus interesses em saber sobre as roupas que eu visto, mas tinha de admitir que aquele uniforme me deixou com uma boa aparência, seu tecido escuro tendo bordas brancas, o emblema da escola no peito a calça escura realçavam meu corpo magro, me senti um típico garoto mimado herdeiro de uma grande corporativa. Saí do provador encontrando minha mãe que olhava uma revista, ela sorriu me olhando enquanto segurava meus braços me fazendo ficar de costas para analisar a parte de trás do uniforme.

- Está lindo. - Dizia ela animada me virando novamente. - Meu filho sei que gosta de seguir o jeito despojado de seu pai. - Ria ela me fazendo lembrar do jeito largado de meu se vestir quando estávamos em casa, era algo como cabelo sempre em um topete e roupas largas, detestava tecidos grudados em si. - Mas se você quer realmente começar a ter o seu próprio caminho, então vamos dar uma chance de começar com um belo visual.

- Visual? - A olho surpreso - Mãe o que a senhora pretende?

- Ah meu filho primeiro vá trocar de roupa e confie na mamãe hm?

E lá ia mamãe me empurrar para o provador novamente, que escolha teria? Não sou um garoto horrível em dizer não á minha mãe, afinal de contas ela está me dando espaço em sua família enquanto passo por um pequeno buraco na minha vida, então deixar ela brincar de mãe sábia poderia deixar meu dia um pouco mais leve. Troquei de roupa colocando o uniforme no cabide da mesma forma que me fora entregue, saí do provador vendo que a roupa bela fora coberta por uma sacola grossa.

Saímos da loja e minha mãe conversava sobre alguns planos para mim, como eu estava entrando praticamente no final do ano, eu teria que dar um jeito nas minhas notas para poder seguir para o segundo ano, o que isso significa mamãe brincando com o computador. Quando papai me contava sobre as travessuras dos três, ele minha mãe e meu padrasto, nunca acreditei quando eles diziam que mamãe burlava o sistemas de notas da época. E agora vejo que ela realmente faz.

- Por que a senhora fez isso? - Perguntei surpreso.

- Tecnicamente isso não é mentira. - Dizia ela formando um bico nos lábios. - Suas notas da outra escola foram boas, mas por causa das suas faltas no ultimo bimestre tive que dar uma…recauchutada?

- Mãe se eles souberem disso você estará encrencada.

- Ommo. - Ela parou de andar me olhando surpreso. - Meu pequeno príncipe está preocupado comigo?

- Q-Que? - Senti meu rosto ficar vermelho com a vergonha e logo baixei o olhar sentindo os braços de minha mãe me apertarem em um abraço forte, realmente ver ela daquele jeito tão contente, não tinha preço.

Continuamos a caminhar, no meio do caminho mamãe contava sobre algumas coisas de juventude o que resultava boas risadas, sempre pensei que ela era um boa mulher sempre educada e refinada, o que agora mostra o contrário, rebelde de juventude aprontava de tudo e nunca era pega. E com isso via a mesma amizade que eu tinha com meu pai, se tornar forte com minha mãe. Paramos em frente á um salão de cabeleleiro olhei sem entender sendo puxado por minha mãe que apenas mostrou algo em seu celular para a jovem mulher, que logo tratou de mexer em meu cabelo. Olhei para o reflexo de minha mãe me perguntando o que raios ela estava aprontado para mim, mas apenas ignorei isso, tenho que confiar mais nela depois de tanto esforço que ela tem feito para me encaixar na sua família.

Fiquei interagindo com o filme que passava na televisão e não notei quanto tempo havia ficado ali e nem o que faziam comigo, apenas olhava para cima totalmente inerte. Quando vi a cadeira onde eu estava foi rodada me fazendo ficar de frente para minha mãe que sorria tendo seus olhos brilhantes, fiquei sem entender até que vi meu reflexo no espelho. Meus cabelos que antes eram loiro escuro agora estavam castanho escuro, as pequenas ondas que caíam para o lado estavam raspados, deixando com uma aparência muito utilizada nesses dias. Arregalei os olhos me perguntando se era eu mesmo ali, estava irreconhecível, e de certa forma humilde estava bonito.

- Gostou? - Perguntou minha mãe. - Quando seu pai começou a treinar, ele mudou o penteado para desejar boa sorte, e realmente lhe deu sorte. Vamos ver que sorte você vai ter meu filho.

Sorri contente realmente uma vida nova tenho que começar do jeito certo. Saímos do salão e logo fui deixado de lado, mamãe permitiu que eu ficasse com meu irmão já que o mesmo avisou-a sobre sair á noite com os amigos. Ela me deixou em frente á escola e seguiu seu caminho para casa. Olhei para os portões grandes tendo atrás de si o prédio branco e de grande cumprimento, fiquei boquiaberto olhando para os lados vendo pequenas quadras esportivas e canteiros de flores. Suspirei me afastando encostando em uma mureta em frente ao portão, um sinal tocou e logo chegou a grande movimentação de alunos.

Alguns me olhavam de cima á baixo e comentavam em murmúrios com seus colegas, o que me fez erguer os ombros e me encolher. Olhava atento até encontrar meu irmão em seu uniforme limpo junto de seus amigos, acenei e logo os quatro vinha até mim rindo baixo.

- Uau onde você vai? - Perguntava Baekhyun.

- Mamãe fez isso só pra vir á escola. - Ri baixo. - Teve um bom dia?

- Uhum, hyung venha com a gente iremos jantar fora para descansar.

Assenti e logo todos caminhavam ainda conversando sobre seus assuntos banais. Fiquei caminhando atrás com as mãos no bolso da blusa olhando ao meu redor. Parece que estávamos no centro da cidade, o movimento era maior do que da rua onde minha mãe me levou naquela tarde, os meninos entraram em um restaurante pegando uma mesa afastada para se acomodarem, sentei ao lado de meu irmão na ponta apenas sem falar nada.

- Então Luhan, como está sendo o seu segundo dia?

- Normal. - Sorri. - Estou curioso sobre aqui.

- Ah. - Ria eles logo fazendo o pedido de porção de batatas fritas. - Amanhã você vai estar com a gente.

- É.

- Bom. - Dizia Min Seok. - Vamos ficar na mesma sala, então não precisa ficar muito acanhado.

- Obrigado. - Sorri.

Ficar aquela noite com os amigos de meu irmão poderia fazer bem, e fazia. A batata frita chegou e começamos a comer, os meninos rindo e conversando enquanto eu, aos poucos, me enturmava. Não havia notado,mas claramente minha estadia ali seria do inevitável. Afinal….Ninguém sabe o que o futuro nos guarda.

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