{LBR} Capitulo 18


Despertei sentindo meu corpo estar totalmente acomodado com a cama, além de que alguém mexia em meu braço. Olhando para frente encontrara a jovem médica com seus óculos enquanto media algo em meu pulso. Assim que me viu despertar ela sorrira pedindo desculpas por ter me acordado e me ajudou a ficar a em pé para que me examinasse. Olhei para a janela percebendo estar escuro, no momento em que dormi era poucas horas antes do meio dia, teria dormido todo esse tempo?

- Ah sua barriga cresceu – Sorria a jovem garota, passeia observá-la e sorri igualmente – E a julgar pela posição do bebê creio que daqui algumas semanas já esteja na posição certa para nascer.

- Vai nascer prematuro? – Perguntei me sentando na cama.

- Hum tem essa possibilidade na verdade – A garota segurava meu braço colocando um acesso para ligar ao soro. Tomava soro uma vez por semana, já que certos alimentos eu não conseguia ingerir. – Mas acho que será melhor ir ao hospital daqui a duas semanas e iremos fazer uma ecografia.

- Duas semanas? Acha que já estará encaixado?

- Sim sim – A garota terminava de ajeitar a bolsa de soro e me olhava – O bebê vai se encaixando e abrindo lentamente os ossos, e quando está pronto é que envolve todo aquele processo de contração. Mas seu corpo não vai aguentar isso tudo, e como não sabemos o dia do bebê nascer, seria melhor ir ao hospital e fazer o exame.

- Ah sim entendi, muito obrigado. – Me curvei a vendo ficar levemente corada, ela era tão bonita e jovem que fique abismado com seu conhecimento. Sentia-me confortável em pedir conselhos e tirar as duvidas com ela.

- Lembre-se de descansar, parece que o bebê está bem agitado hoje.

Lembrara-me do motivo da agitação do bebê. Sehun. Eles já devem ter chego, então voltava a me sentir nervoso, respirei fundo e me encostei na cabeceira da cama, puxava a coberta sentindo um pouco de frio. Assim que a médica se retirou, Jun Myeon entrou no quarto me entregando o mingau que eu queria comer mais cedo, porém não estava gelado já que o ambiente estava um pouco gélido.

Comecei a comer do mingau enquanto ouvia alguns barulhos da sala, ouvia mais a voz de Yi Xing e da médica conversando e isso me trouxe um pouco de alivio. Comia enquanto explicava o que me fora dito anteriormente pela médica, contando á Jun Myeon enquanto o mesmo prestava bastante atenção. Assim que lhe entreguei o prato vazio ele sorrira levemente e me olhou acariciando de meus cabelos.

- Ele chegou, e está impaciente. – Sentia minhas mãos suarem e voltarem a ficar frias, olhei para o outro que apenas suspirava baixo. – Eu sei que está nervoso, mas lembre-se que ele tem direito. Iremos avisar a ele sobre seu atual estado, quer que alguém entre com ele?

- Ah – Pisquei algumas vezes, como eu iria me manter calmo? Já não sabia nem soltar o ar de meus pulmões. – N-Não precisa.

- Não fique nervoso hum? Qualquer coisa nos chame.

Apenas assenti e via o ex-jogador de futebol sair do quarto. E pensar que ele abriu mão do seu futuro para vir cuidar de mim. Minha mãe até tinha se prontificado a vir para a China, mas ela precisava trabalhar o que rendia apenas em mensagens e algumas ligações. Eu precisava agradecer aqueles rapazes, eles têm sido minha força durante esses meses.

A porta logo se abria, erguia do rosto o encontrando depois de oito meses afastado. Seus cabelos que antes eram descoloridos agora estavam negros e ajeitados em um leve topete. Seu corpo parecia bem mais forte talvez tenha crescido mais durante esse tempo todo fora. Ele apenas me olhava estático, provavelmente da mesma forma que eu o olhava, percebi apertar das cobertas e ficava cada vez mais nervoso com seus passos. Yi Xing observava atrás, porém logo fechou a porta nos dando privacidade.

Sehun caminhava parando ao lado da cama, ninguém dizia nada e tudo o que fazíamos era olhar um para o outro. Não sabia o que ele estava pensando, não sabia se ele estava bravo comigo e que poderia tirar meu bebê de mim, ou então se estava ali para jogar na minha cara todas as atitudes egoístas que eu tomei. Eu surtava sem saber do porque daquele silêncio tão angustiante, que me deixava aflito. Ainda cobrindo da barriga desviei o olhar para baixo quando finalmente consegui escapar de seu olhar, ele puxou a cadeira ao lado da cama e me olhava friamente.

- Hum – Ouvira soar como um pigarro, ergui o rosto o olhando novamente sentindo minhas bochechas esquentarem, Sehun segurava suas mãos obviamente nervoso – Finalmente te achei.

Continuava a lhe observar apertando cada vez mais das cobertas, respirei fundo me mantendo calmo olhando em seus olhos tentando encarar aquela frieza tão conhecida por mim.

- O que te deu na cabeça para fazer tudo isso? – Ele começava, mordi o lábio inferior baixando um pouco o olhar. – Ta eu não sei por onde começar. Primeiro, por que não me contou?

- Eu tentei – Sussurrei, minha voz soava rouca e isso me deixou mais nervoso ainda. – E-Eu tentei te contar, mas você evitava de conversar seriamente comigo.

- Pensei que iria terminar comigo, principalmente depois daquela ligação. Eu juro que liguei pensando que ficaria feliz por mim.

- E eu estou – Meus olhos marejavam e minha voz começava a ficar alta. – E eu estou, mas quando você foi.. a sua mãe..

- Eu disse que ela seria a ultima pessoa a se preocupar.

- Ela sabia sobre o bebê. – Sehun ficou ereto na cadeira, me olhou soltando um suspiro – Ela me ameaçou, Sehun. Ela me disse para que eu ficasse longe de ti, mas eu não fiquei e então no aeroporto ela falou sobre você assinar o contrato sem me falar nada. E foi isso o que aconteceu, eu ia te conta sobre isso naquela hora, mas você achou que eu estava sendo egoísta e tudo mais.

- Deveria ter me dito antes. E-Eu poderia ter cuidado melhor de você. Não seria necessário toda essa.. toda essa novela.

- Eu fiquei com um pouco de medo sobre como iria reagir, e acabei pensando em ganhar o campeonato para poder focar nisso apenas. – Encostava a cabeça na cabeceira da cama e suspirei baixo ficando um pouco aliviado. – Eu queria fazer tantas coisas ao mesmo tempo que acabei me prejudicando. E quando me disse sobre ir no dia seguinte, eu não queria ser um empecilho, eu sabia que se soubesse iria ficar comigo e não ir á Seoul.

- É claro que ficaria com você Luhan, está grávido e ainda em risco. – Sehun ficara na ponta da cadeira e umedecia os lábios, ele se inclinava me olhando calmamente, enquanto eu permanecia a pilha de nervos – Eu te pedi em namoro não foi apenas pra sair dizendo por ai que tenho alguém, mas sim para sanar dos meus sentimentos e vontades, e também para poder te fazer feliz.

- E-Eu sei, não me faça sentir mais culpado do que já sinto.

- Deveria sentir mesmo, por ter me empurrado e fugido como se eu fosse um bicho de sete cabeças. – Sehun sussurrava com sua voz grossa, recuei um pouco temeroso. – Passei esses últimos meses no pior jeito que poderia estar por pensar que tinha terminado comigo por um egoísmo meu. Voltei para o colégio e então não te via, perguntei para todo mundo e nada de ti, ninguém sabia nada sobre você. Ai percebo que Yi Xing também não estava, te amaldiçoei tanto por imaginar que teria fugido com esse chinês, principalmente por ter visto Jun Myeon na escola.

Recuava o quanto podia pelas palavras cuspidas por Sehun que estava enlouquecido de raiva. Sentira o desconforto do acesso e voltei a me ajeitar na cama puxando da bolsa de soro com cuidado. O mais alto voltou a se encostar na cadeira e passava a mão por seu rosto, eu deveria ter limitado melhor meu comportamento, assim como minha decisões.

- Eu peço desculpas se te fiz pensar o pior de mim – Sussurrei o olhando – Mas naquela ligação eu me senti muito mal. Você já havia prometido que queria tomar a decisão junto comigo, e então quebrou dessa promessa e queria criar outra... sério não iria acreditar mais em ti.

- Acho que no momento eu também não deveria mais acreditar em você Luhan, do jeito como escondeu essa gravidez de mim, me fazendo preocupar nesses últimos dias. – O mais alto cruzava os braços e então me olhava calmamente, finalmente sua expressão havia se suavizado. – Baekhyun me contou tudo e agora que te vejo sinto que nós dois erramos por acharmos que fazíamos o melhor para cada um.

- É – Assenti ficando mais calmo – Me perdoe, pode me amaldiçoar a vontade só... Não machuque ela.

- Ela? – O olhei e então assenti sorrindo levemente finalmente durante toda aquela conversa. – Então é uma menina... Onde ela está?

Sehun olhava em volta, provavelmente procurando pela criança, me ajeitei na cama tirando as cobertas sobre meu corpo. Vestia uma camisa de manga comprida com malha fina, apenas por conta do friozinho já que ainda encontrávamos na estação quente. Mostrando a grandiosa barriga o mais alto saiu da cadeira, se ajoelhando diante da cama esticou os dedos e então ergueu de minha camisa. O observava atentamente e sentia seus dedos gelados tocarem a barriga, olhei surpreso mais uma vez em sentir um chute novamente, e então os compridos dedos do mais alto se afundavam em minha barriga.

- É... A primeira vez que ela chuta tão forte assim. 

Sehun abrira um sorriso largo, e passava a abraçar de minha cintura encostando a cabeça na barriga, e mais uma vez sentia a menor se remexer dentro mim. Ela estaria tão feliz quanto eu estava? Isso mostrava que mesmo separados eu ainda o amava? Não sabia nem se poderia tocá-lo, a minha vontade era de acariciar de seus cabelos macios e puxá-lo para um beijo calmo, mas ali ele parecia tão ligado e emocionado somente por ela, por nossa filha.

O que seria de nós dois?

Logo o mais novo erguia a cabeça e me olhava, pisquei algumas vezes tentando não demonstrar que estaria a chorar, meus olhos lacrimejados sempre me denunciavam e aquele era um momento inoportuno para isso. Ergui a cabeça desviando de seu olhar e fingi que nada acontecia. O mais alto se afastava minimamente do abraço, mesmo sem desfazer dele.

- O que devo fazer Luhan? – Voltei a encará-lo e mordi meu lábio inferior.

- Me odiar talvez.

- Eu já tentei – Não conseguia desviar de seu olhar, mas aquela frase me fez prender o ar novamente. – Mas eu não consigo. Por mais que eu pense nisso, não tem como te odiar.

- S-Sehun-ah

- Eu sinto falta disso – Ele se erguia acariciando meu rosto avermelhado, seus olhos ainda fitavam os meus e sua testa se encostava na minha – Eu sinto como se algo em mim tivesse sido arrancado, mas nunca jamais pensei que iria te deixar Luhan. É como eu sempre te disse, eu irei te procurar porque você me pertence.

- Com todos os meus erros?

- Juntamente com os meus.

Não pude me segurar mais do que aquilo, selei de seus lábios e o puxava para perto de mim necessitando com extrema urgência de seu toque. Sehun correspondia do selar e se sentava na cama e, tipicamente, me colocando em seu colo. Apesar dos pesares fizemos aquilo pensando um no outro, somos adolescentes e ainda temos que aprender com muita coisa, por isso toda aquela história havia sido um jeito torto de entrarmos na vida adulta.

Mas agora nada disso importava, eu estava com aquele que amava.

●••●

Como sempre fazia, Sehun estava encostado na cabeceira da cama me tendo entre suas pernas, e ao invés de suas mãos em minha cintura elas estavam espalmadas na grande barriga. Todos estavam no quarto e contavam sobre minha situação durante esses meses, o mais alto pediu desculpas pelo tormento e possíveis xingos de raiva, mas agradeceu por terem cuidado de mim.

- E sobre sua mãe. – Baekhyun comentara sentado na cama. – Ela realmente dormiu com o pai do hyung?

-Minha mãe? – O Sehun logo sorrira – Enquanto estive em Seoul minha mãe ficava me cercando e falando sobre o contrato, quando o Baekhyun me contou o que aconteceu foi que eu a enfrentei e conversei com meu pai. Ele disse que já tinha conversando com ela antes e que é verdade eles dormiram, mas não tiveram relações, isso foi antes do casamento do pai do Luhan, eles se conhecem desde o colegial parece. Assim meu pai fez teste de DNA e eu sou filho dele sim. Falando nisso devo pedir desculpas ao seu pai por isso.

- Tudo bem ele com certeza entenderia. – Sorria para Sehun.

- Mas... eu pensei que estaria com ele aqui.

- Ah – Soltei uma risada baixa e me virei olhando o mais alto. – Meu pai faleceu antes de eu ir á Coréia.

- S-Sério? Nossa indelicadeza da minha parte, me perdoe.

- Está tudo bem, ele deve estar se divertindo de toda essa bagunça.

- Mas... – Baekhyun cutucava Sehun, como ele era curioso. – E então? Se pretendem ficar juntos, provavelmente voltarão á Coréia, e eu não vou deixar o hyung ir se sua mãe estiver fazendo gracinha.

- Não sei, eu contei o ocorrido ao meu pai e ele disse para que eu viesse e que ele cuidaria da minha mãe. Não sei no que deu também.

No final das contas tudo não se passava de uma confusão. De qualquer forma eu estava feliz, meu namorado estava de volta e ambos nos perdoamos ao fazer uma promessa de ouro de que não teríamos mais segredos. Fico imaginando o que será de nós daqui alguns anos...

●••●

ϟ●•4 αиσร dєρσiร•●ϟ

Descia as escadas com cuidado parando no meio olhando em volta, ajeitava o pequeno Hyun em meus braços e voltava a observar aquela sala. Estávamos na mansão de Sehun... quer dizer na nossa mansão. O Senhor Oh, meu sogro, brincava com Sun Hee, a garotinha tinha os cabelos negros e usava um belo vestido florido branco que minha mãe a deu. Ela tinha os lábios finos de Sehun, assim como demais qualidades do pai. A pequena garota adorava brincar com seu avô, que a mimava sempre que podia.

- Omma!

Sun Hee me olhou e então vinha até mim com cuidado enquanto subia os degraus, segurando de minha mão ela me puxava até a sala onde brincava com o avô. O senhor Oh era um homem sério na maioria das vezes, porém sempre fora atencioso comigo, o conheci no dia seguinte que Sehun fora á China, e pediu para que eu passasse a morar na mansão para que a mesma voltasse a ter mais alegria com a vinda da neta, já que agora havia se divorciado da mãe de Sehun. Aceitei ao pedido, junto com a proposta de casamento de Sehun.

- Omma o meu maninho ainda ta dormindo? – Ela se apoiava em minhas coxas e olhava curiosa para o irmão em meus braços.

- Ele está acordado, mas ta com preguiça.

- Ele parece omma então. – Movendo de sua cabeça ela balançava os fios pretos que eram lisos e tinham cachos.

Ri da pequena e entreguei o pequeno Hyun ao Senhor Oh que pedia para brincar com o neto caçula. Segurando a mão da Sun Hee caminhei pela sala indo até o jardim onde estava sendo preparada a festa de aniversário da nossa primogênita. Assim que vira seu pai de costas ela o chamara, o mais alto com seus cabelos ainda negros em formato de topete se virou pegando a menor em seus braços. Aqueles dois eram simplesmente grudados, e como aprontavam... Juntos eles deixavam as empregadas de cabelos em pé quando resolviam fazer algum bolo.

Ao contrário de Hyun que sempre queria ficar junto a mim, ele era preguiçosinho para uma criança de alguns meses, e sem falar que ele era idêntico á mim. Assim ninguém fica ciúmes não é mesmo?

Aos poucos os convidados iam chegando, me sentei em uma cadeira ainda me recuperando da cirurgia feita para o nascimento de Hyun, assim como o de Sun Hee a gestação era de risco, mas dessa vez Sehun fez questão de ficar comigo todos os dias, e em tempos que precisava se ausentar por conta dos jogos ele me telefonava ou pedia para meu irmão vir cuidar de mim. Dessa vez sem separações ou mentiras, apenas um cuidando do outro. Até mesmo Senhor Oh ficou umas semanas em casa para cuidar de Sun Hee.

Os primeiros convidados foram Kris e Tao, os dois estavam acompanhados da filha que já era grandinha e estava acompanhada da irmã caçula que aprendia a andar ainda. Tao passou a fazer faculdade de fotografia e trabalhava meio período, e Kris era técnico do time nacional de hóquei, onde Sehun jogava. Os dois amigos inseparáveis como sempre.

Logo Yi Xing e Jun Myeon chegavam o casal finalmente se juntaram depois algum tempo. O chinês ainda lutava Box, ao contrário de mim que apenas fica em casa, ele lutava sempre trazendo orgulho para nós. Já Jun Myeon abriu uma escola de futebol para crianças e ensinava elas a jogar, de vez em quando ele abria um espaço para crianças especiais que precisavam de reintegração social. Sempre agindo com um pai. E até agora nada deles terem filhos.

- Omma – Olhei para a menor que vinha de forma graciosa até mim, olhe em seus olhos brilhantes e via seu sorriso lindo e infantil – Appa está te chamando.

- Já vou.

Levantei-me da cadeira segurando a mão da garotinha e segui pelo jardim indo até meu marido o abraçando pelas costas, Sehun sorria e selou de meus lábios então começando a contar algumas novidades e talvez micos de Kris. Fiquei conversando e brincando com eles, até que o Senhor Oh veio entregar Hyun que chorava sem parar.

Pedindo licença fui para a cozinha pegar a mamadeira já feita por Sehun naquele dia, esquentava o leite no micro ondas e logo dava ao menor que mamava todo faminto. Olhando pela janela via Kyung Soo chegar junto ao famoso Jong In, o menor fazia faculdade de medicina enquanto Jong In jogava futebol profissionalmente. Os dois assumiram o relacionamento e já moravam juntos.

Voltei a olhar o menor em meus braços e limpava um pouco da baba, brincava com o mesmo até que terminasse de mamar. Assim que o ajeitei devidamente e verificar a fralda, voltei para o jardim encontrando Min Seok e Jong Dae juntos, entreguei Hyun para Sehun e abracei meu antigo colega de classe. O mesmo me contava sobre o ginásio que agora estava sob sua direção, e como era difícil cuidar do mesmo e ainda administrar o casamento. Fazia algum tempo que eles tentavam ter um filho, mesmo fazendo exames que deram fertilidade aos dois, nada surtia efeito.

Conversava com o casal e indiquei o médico coreano que havia cuidado de meu caso quando esperava por Sun Hee, os dois afirmaram que iriam visitar o médico e agradeceram a dica. Voltei a cozinha pegando o prato de salgado e fui ao jardim servir os convidados, eles interagiam tão animados que me deixava feliz com tudo aquilo.

Baekhyun e Chanyeol junto com minha mãe e padrasto chegaram na hora em que servia salgado, os quatro moravam juntos agora já que a mãe de Chanyeol o expulsou de casa após saber da relação. Os dois estavam casados e esperavam o primeiro filho. Depois de um tempo o grandão já havia melhorado, não precisava tomar remédios e iam á terapia apenas uma vez a cada dois três meses, e até hoje não precisei reviver meus dotes de Box para acertar ele. Espero não ter que fazer isso.

Todos estavam reunidos em torno da mesa enfeitada com flores e doces. No centro o imenso bolo de chocolate que era o favorito da menor tinha sobre si uma vela com o número 4 todo rosa que tinha uma chama acessa, Ao final da cantiga Sun Hee assoprava as velinhas e agitava os braços animada com a festinha que havíamos preparado.

Assim o dia se passou rápido, agora estávamos colocando as crianças para dormir. Sehun abraçava de minha cintura e selava meu pescoço, encostei a porta do quarto da menor e puxei o mais alto para o nosso quarto, antes era somente de Sehun. Assim que fechamos a porta meu corpo fora puxado por meu marido que voltava a distribuir selares molhados por meu pescoço. Estávamos deitados na cama em um beijo ardente quanto a porta do quarto fora aberta, mostrando a figura angelical que segurava o ursinho de pelúcia.

Sehun sentou em minhas coxas e suspirou baixo, apenas ri selando seus lábios e chamava a menor para se deitar conosco. Ajeitamos-nos na cama e acomodamos a menor entre nós dois e a via dormir.

- Quando que vou poder te sentir? – Sussurrava o maior perto de meu ouvido.

- Não fale como se fizesse semanas que a gente não fez.

- Mas foi semanas!

-Sehun você me pegou hoje na lavanderia – O olhei descrente, o mais alto sorria e ria baixo evitando de acordar a mais nova. – Mas que sedento.

- Não tenho culpa que meu marido é simplesmente perfeito com minhas roupas.

- Mas é um bobo mesmo.

- Um bobo que você ama.

- Amo mesmo – Me inclinei selando seus lábios diversas vezes, deixando no ultimo selar uma mordida em seu lábio inferior.

- Para de me seduzir Luhan.

Levantei com cuidado da cama tirando a calça, mostrando a ele que vestia apenas a boxer e a camisa do mais alto. Segui para o banheiro o olhando por cima do ombro, o mesmo me observava e então ajeitava a menor na cama para então vir ao meu encontro, abraçando possessivamente minha cintura enquanto fechava a porta.

Fazer o quê, eu sempre ganhava aquela batalha de ringues.

❖Fim❖

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