{LBR} Capitulo 16


Estava em casa jantando calmamente do prato feito por Baekhyun, minha mãe suspeitava muito de mim já que normalmente eu é que cuidava do menor, e ali se passava o oposto. Porém disse a ela que deixasse já que era uma virtude nunca vista e que deveria ser aproveitada, obviamente o Sr. Byun achou graça e concordou com aquele fato. Comíamos todos reunidos e dávamos risadas sobre alguns ocorridos no time de futebol.

Assim que o jantar se encerrava subi para o meu quarto e fiquei deitado na cama suspirando baixo enquanto acariciava o pequeno volume em minha barriga, vira a porta ser aberta mostrando a fisionomia infantil de meu irmão caçula, que ao me ver acariciar a barriga abriu um largo sorriso, apressou-se em fechar a porta e correr ao meu lado colocando o rosto encostado em minha barriga.

- Ya sou seu tio, aguente firme, vou fazer Luh omma mudar de ideia hum?

- Luh omma? – O olhei puxando de seus cabelos descoloridos. – Por que sou omma?

- É mais fofo que o Sehun.

Rimos e logo o menor se ajeitava ao meu lado, sentando na cama enquanto cruzava as pernas. O olhei e logo me lembrei do ocorrido daquela tarde, a conversa que tive com a mãe de Sehun. Olhei para a janela e suspirei pesadamente, eram tantas decisões para pouco eu.

- O que foi hyung? – Baekhyun sussurrava, desviei o olhar para o menor e lhe sorri levemente. – Me conta vai.

- Mas é um curioso.

- Um pouquinho só.

A melhor coisa que poderia haver ali era ter alguém para me escutar e me ajudar, Baekhyun disponibilizava sua ajuda para mim, assim como dava seu ombro para eu chorar. Acabei por contar sobre ter sido pego com Sehun na casa do mesmo, e que agora sua mãe estava praticamente me perseguindo para me persuadir a terminar o relacionamento com o jogador de hóquei. Contei sobre o fato totalmente intrigante sobre a mulher conhecer meu falecido pai.

- Como ela pôde dizer isso? – Baekhyun me olhava abraçando o travesseiro – Espera, precisamos tirar isso a limpo.

Baekhyun pegou o celular e ligou para Chanyeol, deixou a ligação em viva voz para que escutasse da conversa também.

- Alô?

- Chan pode ir contando, Sehun tem agido muito estranho?

- Por que quer saber Baekhyun?

- Chanyeol – Chamei já vendo a voz rouca do maior no outro lado da linha parecer irritada. – Sou eu, queria saber se tem algo estranho acontecendo durante os treinos... Sabe.

- Ah a mãe dele... Tinha esquecido disso.

- Apenas me diga – Corei violentamente ao me lembrar que Chanyeol foi quem levou a mulher para o ringue, logo ele saberia o motivo de minha preocupação.

- Ele tem ficado frio até comigo, sério ele me enquadrou um monte pra saber o que estávamos escondendo. – Chanyeol voltou a suavizar de sua voz, Baekhyun mordia os lábios atento á conversa. – Mas o treinador Kris não deixou passar dos limites, tem sido difícil.

- Tem alguma informação sobre ele ir para Seoul? – Baekhyun perguntou já impaciente.

- Bom quando perguntei ele disse que queria ficar mais um tempo aqui, para depois ir á Seoul. Esperar até que se formasse ou sei lá.

- No final das contas, esse parece ser realmente a vontade dele. – Sorri fraco. – Ai céus o que tenho que fazer?

- Não se estressar. – Chanyeol e Baekhyun responderam uníssono.

Baekhyun tirou o celular do viva voz e logo saía do quarto para conversar com o namorado, me deitei na cama totalmente pensativo sobre o que deveria ser feito. Não queria que Sehun partisse, pois eu o amava e dificilmente acharia alguém como ele, mas ao mesmo tempo quero que ele vá para realizar seu sonho. Poderíamos tentar algo á distancia? Não seria a mesma coisa, e se ele pudesse sentir saudades e acabasse nos braços de outra pessoa?

Limpara a pequena lágrima que escorria de meu rosto, queria pode estar com o meu pai para que ele me abraçasse e dissesse que tudo ficará bem. Levantando da cama indo até a janela, encarei a negritude de aquela noite escurecer aquela pequena cidade, soltando um suspiro pesado acabara por pensar naquela situação com todo cuidado.

Tudo o que fazia naqueles dias... era pensar.

Observando a janela vira alguém se aproximar, ficando abaixo do poste de luz encontrei seu sorriso e aceno breve. Peguei meu casaco e sai de meu quarto indo para frente de casa. Tornara-se um hábito meu pular sobre seus braços e receber sua risada baixa e rouca junto com seu abraço apertado. Ficando de frente para Sehun, ele selara de meus lábios e logo o puxei para o jardim de minha casa.

O mais alto se sentou no gramado e me puxava para sentar em seu colo, seus braços compridos me abraçavam possessivamente, não me contive em beijá-lo de forma intensa e apaixonada, não me contive em sentir o calor que seu corpo emanava, não me contive em dizer diversas vezes que o amava. Não me contive em amá-lo a cada instante.

- Meu Luhan. – Sua voz soara como um sussurro em meus ouvidos. – Como sinto sua falta.

- Está tão corrido para mim. – Formei um bico nos lábios, logo seus dedos passeavam sobre eles e então selava meus lábios. – Desculpa estar tão ausente.

- Não se culpe, sei que é por uma boa causa.

Eu estava no meu ritmo tão agitado que Sehun imaginava ser minha euforia em apenas ganhar meu primeiro campeonato. Ele sabia que eu queria muito aquilo e me dava espaço suficiente para realizá-lo. Então, eu deveria fazer o mesmo por ele?

- Ne – O chamei me afastando minimamente de si, suas mãos acariciavam meus braços, e as minhas se prendiam em sua camisa. – Quando ia me contar que foi chamado para o time nacional?

Seus olhos ficavam frios e mesmo assim ele não cessava da caricia, me ajeitei em seu colo fazendo menção de sentar ao seu lado, porém seus braços me apertavam contra si me mantendo diante de si. Depois de um longo suspiro e um curto período de silencio, ele começara.

- O próprio técnico da seleção chamou a mim e ao Kris para irmos á Seoul para passarmos uma pequena experiência de um mês com os treinos e amistosos deles. Propuseram que se quiséssemos seriam bem pagos e bem recebidos.

- E o que respondeu? – Sussurrei sentindo o frio na barriga e me aproximei mais de si sem tirar os olhos de sua fisionomia.

- Não dei nenhuma resposta ainda, eu queria te ver lutar e depois disso pudéssemos conversar á respeito.

- Está declinando por minha causa? – Seus olhos se focaram aos meus, ele negava com a cabeça, mas meus olhos não piscavam uma vez se quer, e ele apenas suspirou.

- Eu te disse que não quero me afastar de ti Luhan. Um mês longe de você? Não vou aguentar, mesmo que eu te ligue por vídeo.

- Mas quer ir? – Deslizei meus dedos por seu rosto, as pontas dos mesmos estavam geladas por conta do meu nervosismo, e acredito que isso foi reparado por si.

- Eu... é eu gostaria de ir. – Sussurrou desviando o olhar. – Sempre imaginei que seria legal me tornar um jogador conhecido, pelo menos em meu país.

- Sehun essa oportunidade está lhe batendo na porta... – Segurei de seu rosto delicadamente o fazendo me olhar. Assim que feito, acariciei de sua bochecha sorrindo carinhosamente. – Eu sempre estarei a sua espera meu amor.

Ele sorria, apenas sorria tão abertamente em ouvir aquela pequena palavra que lhe fora desferida como apelido. Era a primeira vez que eu o chamava daquele jeito.

- Mas e você? – Sehun se ajeitava no gramado sem me tirar de seu colo, pousando os braços em seus ombros sorri levemente.

- Tenho que resolver algumas coisas.

- Ah – Sehun mordia o lábio inferior, soltou de minha cintura passando a mexer na camisa jeans clara que usava, pegou algo de seu bolso e me entregou. Olhei para aquela fotografia e novamente arregalava os olhos. Era meu pai em sua juventude, junto com uma garota bonita. – Encontrei isso nas coisas de minha mãe.

- Sua... Mãe? – O olhei descrente. – Por que raios a sua mãe tem uma foto do meu pai?

- Esses dias eu aproveitei para investigar um pouco. – Sehun ajeitava o boné na cabeça e então passava a sussurrar para mim. – Achei muito estranho o fato de ela ficar me perguntando sobre você e sua família, principalmente sobre o seu pai.

- E o que você disse?

- Falei a verdade, eu nunca o vi e nem sei sobre ele. – Sehun cruzou os braços cerrando o cenho, continuei a olhar ele apertando levemente da fotografia. – Achei isso estranho então fiquei mexendo nas coisas em nosso depósito, encontrei um antigo diário e no meio estava essa foto.

Olhei para a imagem em minhas mãos, meu pai se parecia comigo quando tinha a minha idade, isso era algo que ouvia constantemente de minha mãe. Ah logo me lembrei da Senhora Oh ter dito que conheceu meu pai no colegial, será que tinha algo haver?

- No diário ela tinha descrito que passou uma noite com o homem dessa foto. – Sentia meu peito apertar, olhei para Sehun que piscava lentamente – Ela dormiu com o meu pai e então ficou sabendo estar grávida de mim, o problema é que...

- Não fale. – Sussurrei entre dentes, o olhando. – Não existe a menor possibilidade de isso ter ocorrido.

- Estou dizendo apenas o que li. – Sehun dava de ombros, me levantei de seu colo me sentando ao seu lado, porém um pouco distante. – Pode ser um equivoco, mas acho que isso explica muita coisa.

- Sehun pare para pensar, temos um ano de diferença, é impossível sermos meio irmãos já que na época meu pai estava casado com a minha mãe.

- Não precisa ficar alterado por causa disso – Joguei a cabeça para trás, lembrando que deveria me manter calmo e sem estresse desnecessário. – Olha eu só queria que soubesse, acho que estava tão curioso quanto eu.

- Eu sei, desculpa – Passei a mão por meus cabelos e logo Sehun me puxava para um abraço, encostei a cabeça em seu ombro e ficamos a olhar aquela fotografia. – Acho isso muito estranho.

- Mesmo que não seja verdade, ou se é eu ainda vou te amar e vou te ter para mim. – Ergui o rosto para olhar Sehun, o mesmo sorrira para mim. – Se formos do mesmo sangue, mais um motivo para que eu fique com você, não é?

Ri de Sehun e assenti para si, selamos os lábios e começamos um novo beijo, dessa vez um mais profundo e calmo como se sentisse uma pequena saudade crescer entre nós. Se aquilo fosse verdade, haveria a possibilidade dele ser meu meio irmão, e isso poderia gerar algum tipo de complicação para a criança que está crescendo em minha barriga. Mas se não for, então poderíamos ser uma família de qualquer forma... Não é?

Seus lábios se separaram dos meus com selares estalados. Seu polegar acariciava minha bochecha e seus olhos olhavam para os meus, mantendo seu brilho peculiar.

- Acho que irei para Seoul por um mês. – Sussurrou ele. – Eu quero realizar esse sonho. Se eu pudesse te levaria comigo.

- Eu iria te distrair, e muito Sehun. Apenas faça aquilo que desejar.

- Tem certeza? Um mês? E se eu gostar? Terei de ficar por lá...

- V-Vamos pensar apenas nesse mês – O olhei com os olhos marejados, já me doía o peito em imaginar sua silhueta indo embora para longe de mim. Sehun mais uma vez me abraçava forte, afundava meu rosto em seu peito enquanto segurava firmemente de sua blusa e fechava os olhos impedindo das lágrimas rolarem por meu rosto. – Por favor...apenas esse mês.

- Tudo bem meu campeão, apenas esse mês.

●••●

Fechava os olhos me mantendo calmo o máximo que podia logo abria olhando em minha volta, Yi Xing dirigia o carro para o ginásio, Jong Myung estava no banco do passageiro, onde provavelmente carregava uma bolsa com alguns medicamentos e comidas que eu poderia vir a precisar. Ao meu lado no banco de trás, Sehun acariciava minhas coxas e selava minha bochecha de forma carinhosa. Assim que chego no ginásio, saí com Sehun e Jun Myeon seguindo para os vestiários, passamos pelas portas de trás evitando a bagunça que estava aquelas ruas.

Por ser uma final, o triplo de publico estaria presente ali, pode apostar que metade era da nossa escola. Seguíamos pelos corredores e logo chegamos ao vestiário. Despi-me colocando o calção e as luvas, Sehun me cobria com uma capa preta que nas costas havia o emblema da nossa escola, colocou o capuz em minha cabeça cobrindo metade de meu rosto. Ergui o queixo podendo ver o mais alto que rira selando meus lábios.

- Eu vou indo, seu irmão está guardando meu lugar.

- Tudo bem.

- Boa sorte meu campeão. – Sehun mais uma vez selava nossos lábios. – Eu te amo hum?

- Eu te amo também.

O mais alto saiu do vestiário, e em seguida Yi Xing entrou me olhando de cima abaixo. Sorri envergonhado e vira o casal cruzar os braços. Podia sentir naqueles olhares a repreensão em não ter contado ao meu namorado sobre a gravidez.

- Lembre-se. – Yi Xing segurou meus ombros e olhava seriamente para mim. – Proteja sua barriga e suas costas, tente se concentrar em dar o nocaute na barriga ou no queixo.

- Ou então fazer ele perder os sentidos ficando atordoado e então atacar.

- Isso, e não jogue seu peso no abdômen, jogue para suas pernas e braços.

- Se ocorrer algum tempo entre round – Jun Myeon ergueu a bolsa – Te darei da vitamina como o médico pediu.

- Obrigado gente, vocês estão cuidando muito bem de mim.

- Sehun também o faria se tivesse contado. – Provocava Yi Xing que recebeu um tapa do namorado. – Bom, hoje não iremos sair para comemorar, vê se consegue aproveitar e contar á ele.

- Deixa ele – Jun Myeon me abraçou sorrindo largo – Não queremos que nosso filho postiço fique mais nervoso do que já deva estar.

Fiquei sentado no banco esperando nos chamarem, assim que o juiz me chamou pude me por de pé e seguir pelos corredores. Mantinha o rosto abaixado e coberto pelo grandioso capuz, Yi Xing era quem me guiava pelo caminho até que as luzes estavam apagadas e o grito eufórico ficava cada vez mais alto.

Esperava ouvir o narrador apresentar meu adversário, os gritos me deixava ansioso demais estava ficando difícil de manter calmo. Assim que meu peso e tamanho foram anunciados, e em seguida o meu nome, caminhei pelo estreito caminho sentindo mãos agarrarem minha capa, gente gritando por meu nome. Assim que próximo do ringue retirei da capa e subi na mesma ficando de frente para o adversário, batemos as luvas em cumprimento e cada um foi para o seu canto.

Yi Xing pulou na parte externa do ringue e colocava a proteção em meus dentes enquanto sussurrava seus últimos conselhos para aquela luta, e sempre me fazendo lembrar de proteger meu corpo. Assim que o sino soara me virei para o oponente e erguia meus punhos envolvidos com as luvas.

Ficamos rodando o ringue por alguns segundos até que o adversário viera de meu encontro esticando o braço direito para socar meu rosto, me esquivei para a direita sem devolvendo o mesmo golpe que fora desviado pelo mesmo. Os gritos em nossa volta passaram a ser baixos, percebi que estava me distraindo logo olhei para o adversário que trazia seu punho para minha barriga, baixei os dois braços sobre minha barriga evitando o golpe, e logo erguia o punho direito o socando no peito fazendo com que recuasse alguns passos.

Aproximei de si desferindo alguns golpes intercalando entre seu rosto, mas o adversário se protegia com os braços. Logo o juiz apitou e me afastou do garoto dando fim ao primeiro round. Aproximei de Yi Xing e bebi da vitamina e logo voltei ao meu posto ouvindo o sino soar pela segunda vez. Voltávamos a andar em volta do ringue e dessa vez que dera o primeiro passo fui eu, começando uma sequencia de socos que ora era revidado ora conseguia lhe acertar. Evitava ficar de costas para o garoto, assim como ficava com o braço esquerdo sobre minha barriga, mas ele parecia focado mais no meu rosto.

O rapaz conseguia acertar meu nariz e aquilo latejava muito. Começava a ficar nervoso e logo sorria de lado erguendo os dois braços e passava a socá-lo mais rápido, abaixava de meu corpo e socara seu abdômen, me erguia dando um soco de esquerda em sua mandíbula, em um ultimo instante movi a mão direita em seu rosto o fazendo cair no ringue. Mantive-me afastado por um tempo, vendo o juiz fazer a contagem, e assim erguia os braços ao me tornar o vencedor do meu primeiro campeonato de Box.

●••●

Sehun me conduzia por sua casa novamente, o silêncio que ali habitava já me deixava mais confortável para poder curtir o meu namorado. O mais alto pediu privacidade aos nossos amigos, o que lhe fora entregue de bom grado pelos demais rapazes. Garanti aos quatro protetores de que tomaria todo o cuidado possível naquela noite.

Caminhávamos para o quarto de Sehun, o maior soltou de minha mão e logo ia até o armário, observei ao redor vendo duas claraboias, um ao lado da outra mostrando o céu noturno sem nuvens, permitindo a vista das estrelas brilhantes. Como não havia notado aquilo antes? Seria a minha ansiedade em ficar com o mais alto?

- Aqui. – Desviei o olhar para Sehun que entregava apenas uma camisa social branca, provavelmente a mesma que usei quando estivera ali – Quero te ver usando isso.

- Por quê?

- É excitante te ver com as minhas roupas.

Soltei uma risada abafada e segui comecei a me despir, Sehun apena sentava em sua cama me observando atentamente. Tirava da calça a dobrando e deixando em cima do criado mudo ao lado da cama, tirava de minha blusa em seguida da camisa fazendo o mesmo que a calça. Pegava a camiseta social de Sehun e a vestia, passando a abotoar lentamente os botões. Logo o olhava, vendo o maior me chamar com o indicador. Sorrindo largo subi na cama engatinhando até o maior que se encostava na cabeceira da cama. Ficava entre suas pernas, sentindo seus dedos se entrelaçarem com os meus cabelos e empurrar minha cabeça para aproximar de nossos lábios que se se encostavam em um selar pequeno.

Suspirava baixo me sentando em seu colo o abraçando apertado, a ponta de seu nariz passava por minha pele na região do pescoço causando-me arrepios. Fechava os olhos sentindo de seus toques e suspirava em deleite quando suas mãos tocavam e arranhavam de minhas coxas. Eu não me importaria de me deitar consigo naquela noite, não me importava com mais nada além de sanar aquela imensa vontade de estar com Oh Sehun. Minhas mãos acariciavam seu abdômen e retirava de sua camisa, então puxava de seu queixo selando seus lábios para que aquilo iniciasse em um beijo bem mais intenso.

Nas horas seguintes tudo o que eu queria era sentir de seu corpo sobre o meu, e sanar toda a minha vontade e saudade que tinha do maior. A incrível capacidade de lhe dar prazer me deixava satisfeito, afinal era sinal de que assim ele se manteria interessado em mim. Suas mãos tateavam de meus braços e chegavam a entrelaçar de nossos dedos sobre minha cabeça, sua testa se encostava na minha e seu corpo se ondulava sobre o meu enquanto invadia de meu interior me fazendo gemer por seu nome. O modo como seus olhos pareciam estar radiando uma chama, ao contrário de seu corpo se manter gélido sobre o meu, me fazia derreter e me entregar inteiramente a si.

Mas dessa vez acabava deixá-lo se desfazer em minha boca, evitando uma catástrofe por não usarmos nenhum preservativo.

- Você me surpreende cada vez mais. – Sussurrava ele após tomar meus lábios em um beijo intenso, sentindo de seu próprio gosto em minha boca. – É uma delicia.

- Obrigado.

Sentei-me na cama ajeitando a roupa em meu corpo, Sehun voltava a me observar com o semblante sério. Retribui do olhar demonstrando minha curiosidade, e logo ele pigarreou.

- Eu irei amanhã de tarde para Seoul. – Prendi a respiração por alguns minutos, logo soltei o ar dos pulmões acalmando meu pobre coração. – Vou te ligar assim que eu chegar lá.

- Tudo bem, por isso quis que eu viesse... como uma despedida.

- Não – Sehun esticava a mão novamente me chamando para si, ignorando a vergonha em vestir apenas uma peça, engatinhei até si tendo seus dedos em meus cabelos em uma caricia. – Não é uma despedida, sabe que estou louco para ficar contigo.

- S-Sehun-ah...

- Gosto quando me chama assim. – Ele sorria acariciando minha bochecha. – Irei ficar por um mês e te manterei a par de tudo o que possa ocorrer. E também tomarei a decisão junto a ti...

- Pense bem hum? – O olhei sorrindo levemente, mesmo querendo chorar. – T-Tem coisas que precisamos fazer ainda, coisas a serem discutidas antes...

- Farei tudo quando esse mês finalmente terminar. – Ele selava meus lábios novamente. – Eu juro que pensarei em ti quando for tomar a decisão, e farei o meu melhor.

Apenas assenti para ele, acho que Sehun estava tão ansioso e animado para aquela viagem que ver isso me deixou sem coragem para lhe dizer sobre a gravidez. O mais alto selava tantas vezes de meus lábios para então se levantar da cama e vestir uma calça de moletom preta, para ir á cozinha fazer um café para nós. Levantei-me da cama pegando meu celular do bolso da calça dobrada, e digitei uma breve mensagem á Yi Xing, afirmando a minha falha em lhe dizer a verdade, o mesmo me respondera que iria pedir á Jun Myeon a ir comigo para o médico no dia seguinte.

Assim que Sehun voltou bebemos do café feito pelo maior, mantive a minha animação naquele instante para aproveitar mais daquele jovem rapaz diante de mim. Logo nos abraçávamos embaixo das cobertas e assim adormecíamos. No meio da noite o observava dormir, passando a ponta dos dedos por seu semblante. Havia acordado por conta das dores nas costas, e não dormia em uma má posição, mordi o lábio inferior temendo que algo de ruim pudesse acontecer ao meu corpo, ainda mais por nem ter iniciado o meu tratamento médico.

Estava totalmente encolhido em seus braços, sentindo sua respiração calma bater em minha pele, passava meus lábios por seu pescoço e distribuía selares leves para que o mesmo não despertasse. Apertava do abraço sentindo de seu perfume e sentia que Sehun me abraçava mais apertado contra si. Sorri internamente gravando em minha mente como era estar apaixonado.

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