{LBR} Capitulo 14


Revirava os olhos em deleite de seus lábios sobre meu pescoço, eles sugavam e judiavam de minha pele sem que aquilo passasse dos limites, o problema era que eu o queria a todo custo simplesmente me sentia atraído por seu corpo e eu não queria de forma alguma me distanciar de si. O registro do chuveiro fora fechado e então pela primeira vez suas mãos passaram em minhas coxas me erguendo, minhas pernas rodeavam sua cintura e meus braços pousavam em seus ombros. Sehun caminhava comigo em seus braços enquanto eu distribuía selares por sua mandíbula.

O vento gélido batia em minhas costas e a textura de algo macio se encontrava com a minha pele como se me recebesse, estava deitado em sua cama, o vendo se afastar de mim e então me observava por inteiro. Minha posição era totalmente encolhida, por mais que eu tentasse relaxar e me sentir confortável meu corpo reagia de forma oposta, seus olhos passavam por cada parte de meu corpo e sua feição era fria.

- Pelos céus Luhan – Dissera finalmente – Você é simplesmente lindo.

Não tinha como não corar consigo, mordia os lábios e o observei atentamente e reparei que sua pele era branquinha porém sua cintura para baixo seu corpo parecia forte. Suas coxas eram musculosas, erguendo do olhar vira seus bíceps e então foi ali que me perdi. Aquele braço de Sehun, que jamais fora reparados antes por mim e agora me pergunto como pude ser tão estúpido em não ter notado. Sehun não um cara musculoso, mas aqueles braços eram simplesmente perfeitos para aquele corpo e eu me sentia atraído por eles.

Passei a ponta dos dedos por seus braços sentindo sua pele se arrepiar, sorri com aquilo e afundava mais meus dedos sobre seus músculos. Brevemente desviei meu olhar para si, porém me arrependi em ver o sorriso largo que ele dera enquanto me observava. As bochechas logo ficaram vermelhas devido ao calor que eu sentia com aquele olhar, entretanto Sehun não parecia nem um pouco incomodado com aquilo.

Sehun se inclinara sobre mim e selara delicadamente de meus lábios e então pedia passagem novamente, ainda segurando de seus bíceps concedi da passagem e então os toques começaram a ser mais íntimos. Suas mãos eram curiosas e passeavam por todo o meu corpo com um toque leve de seus dedos, contudo ele se demorava e apertava de minhas curvas puxando meu corpo para encostar ao seu.

Minha vergonha aumentava com suas mãos mesmo assim eu me sentia tão bem consigo que eu simplesmente aproveitava do momento. Se eu ficasse nervoso e pensasse demais poderia ser um fiasco aquela primeira noite, e Sehun parecia tão calmo sem demonstrar a pressa de antes, talvez ele pensasse o mesmo que eu. Entrelaçando meus dedos em seus cabelos resolvi demonstrar o meu interesse em si, puxava levemente seus fios o ouvindo suspirar contra meus lábios e então o movimento entre as duas línguas passou a ser algo afoito.

Suas mãos apertavam de minha bunda e desciam por minhas coxas, meu membro friccionava com seu abdômen e aquilo despertava-me cada vez mais. Erguia de minhas pernas o deixando sobre mim ficando entre as mesmas, arranhava levemente de suas costas e encostava mais de meu corpo com o seu. Seus arrepios, seus ofegos e seus toques já demonstrava que aquilo iria muito além.

Assim que o ar se fez necessário, seus lábios desceram por minha mandíbula e trilhavam um caminho por meu pescoço. O observava atentamente me arrepiando e sorrindo de forma abobada para si, Sehun simplesmente explorava meu corpo com uma intensa curiosidade, seus lábios começaram a sugar minha pele e assim seguia por cada parte do meu corpo. Olhando por minha pele achara fantástico o números de marcas arroxeadas que tinham espalhadas, se eram da minha luta ou se eram da boca de Sehun eu já nem saberia distinguir.

Gemia em sentir sua mão acariciar de meu membro, gemia em sentir seus lábios tocarem a parte interna de minha coxa, gemia completamente em sentir o toque intimo de Sehun que me deixava mais afoito por si. Prendendo de minhas pernas em sua cintura o empurrei na cama fazendo com que se deitasse no acolchoado, então me sentei em suas coxas e sorri largo voltando a apertar de seus bíceps.

- Gosta do que vê Luhan?

Sua voz soara estupidamente sensual ao meu ver, o olhei nos olhos encontrando aquelas pérolas negras me observarem calmamente, apenas corei levemente e sorri para si. Ele notara minha coragem se esvair, e por isso voltou a me tocar intimamente com seus dedos por minha entrada, aquilo me causava arrepios e me fazia esperar em expectativa. Logo voltava a criar coragem sobre si e arranhava com força de seus braços assim como meus lábios sugavam de sua pele.

Assim como o mais alto havia feito, dedilhei de seu corpo e o erguia contra mim como se tomasse posse dele. Aquele era um lado jamais desperto e, obviamente, jamais explorado por mim. Eu estava sendo totalmente possessivo sobre o corpo de Sehun. Não iria dizer que seria uma personalidade minha que tomava o controle de meu corpo, afinal eu estava ciente de que eu queria ele e que aquele corpo branco me chamava para si. Eu o queria e o teria.

Tomava posse de si distribuindo chupões por todo seu corpo, arranhava com força de sua pele o ouvindo gemer abafado. Seu membro estava totalmente desperto quando comecei a sugá-lo com vontade, se saberia o que estava fazendo a resposta é não apenas seguia de minhas vontades, para mim aquilo tudo era mostrar á Sehun que eu o queria para mim.

Não demorou-se muito para que ele voltasse a tomar de meu corpo para si, meus lábios a todo instante procurava pelos seus e logo o beijava de forma apaixonada. Seus braços abraçavam de minha cintura enquanto dos meus retribuía sem deixar de acariciar suas costas, a forma como fora cuidadoso em me preparar para recebê-lo em meu interior, me fez ficar mais relaxado e assim confiar totalmente em si.

Aquele era o momento em que eu me entregava totalmente á Oh Sehun.

●••●

Despertava lentamente ao sentir uma brisa gélida bater em minhas costas, abrindo os olhos de forma demorada olhava em volta encontrando aquele cômodo espaçoso com parcos móveis. Recordei-me na noite anterior quando sentira algo me apertar, olhei para o lado vendo uma mão apertar meu ombro erguendo do rosto vira aqueles olhos me observarem junto com um sorriso largo em seus lábios.

- Bom dia.

Sua voz soara como um sussurro para mim, apertei do abraço em sua cintura afundando o rosto em seu peito sentindo do aroma de Sehun. Não tinha como simplesmente dar um nome ao seu aroma, se era de baunilha ou de alguma marca de perfume, o seu cheiro era simplesmente doce e viciante. Recordo-me de ter me embriagado com seu aroma enquanto sentia meu interior ser invadido por si.

- Bom dia – Sussurrei me espreguiçando, porém o pequeno movimento que fizera foi o suficiente para saber que daquela cama eu não levantaria.

- Está doendo? – Olhei para Sehun e apenas assenti, ele soltou uma risada baixa e então se levantou da cama com cuidado.

O observava inclinando a cabeça para o lado, o mais alto fora até o armário abrindo uma gaveta pegando de uma boxer preta e em seguida abriu uma porta mostrando camisas sociais brancas. Talvez tenhamos algum ser totalmente organizado nessa casa. Pegando de uma das camisas Sehun retornava a cama e me entregava as peças.

- Se troque que iremos tomar o café da manhã.

- M-Mas isso aqui...

- Estamos sozinhos aqui, não precisa se envergonhar.

Assenti e via o maior pegar uma calça e a vestir para então se retirar do quarto me dando privacidade. Com algum custo consegui me levantar da cama e então me vestir, olhando no espelho corava violentamente com o que via. Com a camisa ainda desabotoada notava que minhas pernas, meu abdômen e qualquer outra parte do corpo estavam cobertas de marcas roxas. Tocava nelas e me lembrava de sentir a textura dos lábios de Sehun e aquilo fez brotar um largo sorriso em meus lábios. A nossa primeira noite fora simplesmente perfeita para mim, ele fora tão cuidadoso comigo e a forma como ele me abraçava era simplesmente o meu ponto de escape. Eu amava ser abraçado por Sehun.

Abotoava a camisa social que ficava até metade de minhas coxas, assim saí do quarto com cuidado e ignorando as leves pontadas que sentia em meu traseiro. Caminhei para fora do quarto e me lembrei que era necessário de um GPS para eu encontrar a cozinha daquele lugar, descia as escadas lentamente olhando em volta logo ouvia um barulho de panelas. Seguindo do som prontamente cheguei á cozinha que, diga-se de passagem, era quase dois quartos de Sehun.

Olhava em volta totalmente encantado com aquele lugar, a cozinha era clara e cheia de armários e balcões, ao seu final em frente á um fogão estava Sehun que fazia careta enquanto observava o livro de receitas. Aproximei-me de si abraçando sua cintura e depositando um selar em seu ombro, logo o via se virar de frente a mim e sorrir largamente depositando um selar em meus lábios.

- O que está fazendo? – Perguntei olhando sobre seus ombros.

- Tentativa de omelete.

Olhei a bagunça que estava aquele pedaço da cozinha e então soltei uma risada baixa. O empurrei levemente para o lado pegando os ovos os quebrando em uma tigela e então batendo com um garfo. Logo colocava na frigideira e então coloquei alguns pedaços de tomate que Sehun havia picado anteriormente.

- Você é simplesmente perfeito, Luhan.

- Por que? – O olhei enquanto virava o omelete.

- É bom em tudo o que faz, até mesmo ontem....

- Ahaa menos detalhes – Corava violentamente ouvindo uma risada baixa por parte do maior que me abraçava apertado.

Omelete pronto e suco feito pelo Sehun, ele se sentou na cadeira e me puxava para sentar em seu colo e assim iniciamos aquela manhã. Naquele curto tempo em que estávamos juntos na mansão percebi que Sehun era possessivo em nível maestro, obviamente já notei isso anteriormente e claramente na noite passada vira isso com precisão, mas agora sentado em seu colo sentindo seus braços em torno de minha cintura eu via o quanto ele me queria.

Comíamos e conversávamos enquanto dava risada, poderíamos ser namorados e isso não nos impedia de termos uma bela amizade. Após terminarmos o café fiz questão de lavar a louça, Sehun pedia com direito á bico nos lábios para que deixasse para as empregadas limparem a louça suja, porém eu neguei e passei a lavar toda a louça. Estava tão entretido que me assustei quando sentia aqueles dígitos gélidos passearem por minhas coxas. Logo a textura dos lábios de Sehun em meu pescoço me fazia fechar os olhos em deleite.

- Está deliciosamente gostoso com as minhas roupas.

O sussurro de Sehun em meu ouvido me fez arrepiar e apertar a esponja em minhas mãos, logo meu rosto era puxado e lábios eram tomados para si em um beijo rápido e profundo. Soltei a esponja podendo me virar para ficar de frente ao maior, que voltava com suas mãos curiosas a passear por meu corpo. Com a mesma facilidade de antes, me ergueu em seus braços sentando-me na mesa ficando entre minhas pernas.

E então Sehun tomava conta do meu corpo sem pudor, e sem parar de dizer no quanto adorava me ter submisso a si.

Depois de termos limpado a nossa pequena bagunça naquela mesa, Sehun segurou minha mão entrelaçando nossos dedos então me puxava para fora da cozinha. Tomando um caminho inverso a qual eu tinha tomado quando descia do quarto, passávamos por um corredor e entrava naquela grandiosa sala com a televisão. O maior se sentou no estofado e então me puxava para ficar consigo, me sentei ao seu lado contudo suas mãos puxavam minhas pernas as deixando em seu colo, praticamente encostadas em seu abdômen, e assim me deixando mais próximo a si. Ficávamos no maior chamego durante um bom tempo, Sehun me mimava e me acariciava enquanto eu me deliciava de seus lábios em um beijo lento e gostoso.

- O que raios é isso?

Separamos-nos de imediato ao ouvir uma voz feminina, olhando para a dona da voz senti minhas bochechas corarem violentamente, era uma mulher jovem de cabelos negros e olhos castanhos brilhantes, ela era simplesmente linda. Levantei-me naquele mesmo instante juntando as mãos em minha frente. Sehun suspirava pesado e se levantou olhando para a mulher que me encarava totalmente descrente.

- Oh Sehun me explique...

- Mãe, esse é Luhan, Luhan minha mãe – O maior apenas apresentara e eu me curvei a vendo observar o filho com raiva, mordi o lábio inferior.

- O-Olá me chamo Xiao Lu...

- Xiao? – A encarei curioso, sua expressão de raiva passava a ser algo mais curioso. Inclinei a cabeça para o lado esperando uma continuação da mulher, que por sinal parecia ser bem jovem. – X-Xiao?

- Sim mãe Xiao, meu namorado – Sehun segurou minha mão entrelaçando nossos dedos e meu coração já estava indo á loucura de tanto nervosismo que aquela situação trazia.

- Vista uma roupa jovem – Ela me apontara para mim, logo me lembrei que eu estava com as roupas de Sehun. – E saia da minha propriedade.

- Mãe chega....

- É uma ordem!

Apenas me curvei ignorando a pontada que sentia, soltei a mão de Sehun e saí correndo em direção da escadaria. Meus olhos já estavam marejados e essa era a minha reação diante do nervosismo, minhas mãos tremiam e se quer conseguia pensar direito no que deveria fazer. Era uma situação que conseguira me deixar tão apreensivo quanto minhas lutas, nem quando era repreendido por Yi Xing durante os treinos eu reagia daquela forma.

Olhava em volta totalmente perdido sem saber o que fazer, tentei me lembrar onde era o quarto do maior e assim que adentrei no cômodo passei a procurar por minhas coisas,logo puxava minha bolsa abrindo o zíper em total desespero até aqueles dedos gélidos seguravam minhas mãos para então segurar meu rosto fazendo observar aquele garoto alto de cabelos descoloridos.

- Calma. – Sehun sussurrava e então em sentia as lágrimas descerem por meu rosto. – Respire fundo, ela é assim mesmo.

- E-Eu te trouxe problemas não é?

- Não – Sehun sorrira para mim passando o polegar em minha bochecha – Acredite em mim, ela vai ser a ultima pessoa com quem irá se preocupar.

- Mas Sehun...

- Luhan eu te disse que você é meu e ninguém irá te afastar de ti, farei o que for preciso para que volte a ser meu caso necessário. – Sua fisionomia fria surgira por meros segundos, eu o olhava e então assentia prontamente sentindo o conforto de suas palavras. – Eu te amo.

Sehun quando queria sabia ser carinhoso, o abracei com toda força que eu tinha e afundava o rosto em seu pescoço sentindo de seu aroma gostoso. Fechando os olhos pude finalmente me acalmar, e aquele passava a ser o meu ponto de calmaria, os braços e aroma de Oh Sehun.

- Eu te amo Sehun.

●••●

Duas semanas haviam se passado desde que passei a noite na casa de Sehun. Durante esse período conversávamos apenas na escola, onde ele assumiu publicamente o nosso relacionamento ao segurar minha mão e selar de meus lábios quando passei pelos portões. Obviamente nos tornamos assunto de toda a escola e motivos para provocações, porém ninguém veio me desafiar á algo provavelmente por eu ser um lutador de Box, ou medo de encararem Sehun. Além de conversarmos na escola, Sehun sempre se mostrava atencioso pelas mensagens, ele me acompanhava até o ginásio e então mandava mensagens no exato horário em que o treino se encerrava.

Sobre o relacionamento com minha mãe ela me fez todo o tipo de pergunta sobre Sehun e de como descobri ter atração por homens, o interrogatório se prolongou por quase toda a noite e deixei claro a ela minhas vontades e pensamentos. Eu me sentia da família, mas ao mesmo não. Na verdade eu me sentia adulto e ao mesmo tempo me sentia uma criança. Enfim, o fato é que minha mãe aceitou minha relação com Sehun e demonstrou sua vontade em conhecer o garoto, assim como me deu um sermão sobre sexo e demais medidas para evitar a gravidez.

Por algum motivo... eu sentia pena de Baekhyun, mas não faço ideia do por que.

Passava aquelas semanas em um treino intenso e ainda assim me sentia indisposto para cumpri-los. Pela primeira vez eu burlei as regras do Box, quando o treinador virava as costas eu cortava o caminho das corridas ou então diminuía o ritmo da mesma. Meus socos e reflexos estavam mais rápidos, mas eu sentia uma dor enorme em minhas costas devido ao esforço extra que fazia. Sem falar na fome descomunal que sentia mesmo tendo que passar por uma dieta um pouco rígida. Porém como tenho emagrecido muito, Yi Xing me indicou algumas frutas e saladas para comer, ele me deu tanta dica que quase me ajoelhei na frente dele para agradecer.

- Mas é sério, isso é suspeito em Luhan. – Jun Myung me olhava enquanto apoiava os braços e a cabeça no ringue, eu estava treinando alguns socos com Yi Xing mesmo após passar o tempo do treino.

- Por quê?

- Deve ser virose. – Comentara Yi Xing passando seu braço sobre minha cabeça e que fora desviado por mim. – Não deve estar acostumado com aqui ainda.

- Mesmo assim é suspeito. – Jun Myeon fazia um bico nos lábios, e logo parávamos o treino e nos sentávamos no ringue. – Você e o Sehun já...

- Que? – O olhei corando violentamente, Yi Xing ria de mim e me dava uma garrafa de água – C-Como assim?

- Acha que ta buchudo? – Yi Xing olhou para o namorado que assentia, inclinei a cabeça desconhecendo daquela gíria e apenas bebia da água. – Se tiver não pode lutar.

- Vocês pensam demais, eu devo estar estressado ou sei lá.

- Normalmente meus palpites estão certos. – Jun Myeon me olhou e então suspirou dando de ombros – Bom tudo tem uma primeira vez.

●••●

Já estava tudo pronto e ao pegar minha bolsa segurei a mão de Sehun e segui para o carro onde o treinador Xing nos esperava. Havia comido um pouco naquele dia, na verdade Sehun foi um tremendo cavalheiro quando me deu um prato de lasanha para eu comer escondido do treinador, eu estava com tanta vontade de comer lasanha que pensei seriamente em estar com vermes, minha barriga até estava durinha.

Entramos no carro mantendo o silencio de sempre, eu pedia aquilo para poder me concentrar totalmente no que havia treinado e assim me manter calmo. Encostei a cabeça no ombro de Sehun e não demorou para que o mesmo puxasse de minhas pernas as deixando em seu colo. Sentir o perfume do mais alto e de suas caricias me permitiu tirar um pequeno cochilo enquanto seguíamos o caminho para o ginásio.

Mas logo fora despertado por meu namorado quando chegamos em nosso destino. Descemos do carro e fomos para o ginásio já ouvindo o grito eufórico dos torcedores, dei uma espiada pelas janelas e sorri de lado em ver que o número do publico era pequeno e mesmo assim eu me sentia bem em lutar. Entramos no vestiário onde me despi e coloquei de meu calção e as luvas de meu pai.

- Luh – Olhei para trás e me aproximei de Sehun que selou nossos lábios. – Boa sorte campeão, e se não estiver bem...

- Eu estou bem – Afirmava pela décima vez naquele dia, todos estavam teimando que eu não estava normal. – Poxa.

- Queremos o seu bem, mas se diz que está tudo na paz então irei acreditar.

Sorri com sua afirmação e depositei vários selares em seus lábios antes de me afastar para entrar no ringue. Assim que cumprimentei de meu oponente e ficar prontos para começar foquei totalmente em sua pose e em seu modo de atacar. Sentia-me energizado e então desferi vários socos em sua direção, porém o oponente conseguia desviar de todos eles me deixando em desvantagem. Vendo que iria me cansar recuei alguns passos pronto para desviar do ataque. Alguns eu não conseguia simplesmente fugir pois ele era mais rápido do que se imaginava.

Estava encurralado em um canto do ringue e era atacado na barriga, baixei os braços tentando me proteger e logo o juiz apitava dando fim ao primeiro round.

O round já havia começando e eu já me sentia mega cansado, minhas costas doíam extremamente e eu tentava ao máximo me manter acordado para não perder. O meu adversário havia percebido aquilo e me atacava com tudo e eu apenas revidava dos socos e tentava escapar de si. Parecia tudo tão lento e eu percebi que não estava disposto com aquela luta. Minha teimosia foi maior, deveria ter acredito nos demais quando notaram isso.

Juntava todas as minhas forças e então jogava meu penso na perna direita para poder me inclinar para frente e dar um soco de esquerda fazendo o outro se desequilibrar, me aproximei de si e socava sua testa o fazendo cair no ringue fiquei sobre si imobilizando de seus braços e de suas pernas para que o juiz pudesse fazer a contagem, e então me dar como vencedor da luta.

Novamente o treinador Xing subia no ringue e aquelas luzes dos holofotes e gritos só fazia ficar mais perdido e assim sentia aquela fraqueza chegar com tudo. Apesar de ser abraçado pelos mais velhos meu corpo simplesmente caía e meus olhos se fechavam bruscamente.

Naquele momento perdi totalmente de minha consciência.

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