{LBR} Capitulo 13


Todos os demais nos esperavam nos portões do ginásio enquanto conversavam e gritavam animados, sai juntamente com Sehun, porém não andávamos de mãos dadas. Incomodei-me um pouco com aquilo, mas acho que tenho muita coisa sobre Sehun que eu devo aprender. Apesar do desconforto do jogo ter sumido naquele momento, eu me sentia um pouco chateado com a forma de Sehun agir.

Caminhávamos atrás dos demais, porém o mais alto logo puxara de meu braço levemente, me fazendo sinal de silêncio enquanto desviava o caminho para perto do parque onde conheci os amigos de Baekhyun, agora meus amigos também. Rimos em ver que a animação dos demais era tão grande que ser quer notaram a nossa ausência. Sentei-me no banco tendo o maior ao meu lado e então o silêncio permaneceu por um tempo até que seus dedos se entrelaçavam com os meus.

-Está calmo hoje. – Sussurrei olhando para o céu me aproximando do maior encostando minha cabeça em seu ombro. Sentia seus lábios selarem minha testa, me fazendo abrir um largo sorriso para si.

- Com certeza, então agora posso te ver lutar. Estou ansioso para isso.

- Vai me ver lutar? – Arqueei a sobrancelha olhando para Sehun que assentira ajeitando o boné em sua cabeça. – Vou ficar ansioso.

- Fique tranquilo, não irei ver seus treinos para que possa se concentrar.

- Obrigado.

Ficamos ali aproveitando do momento enquanto conversávamos sobre os assuntos banais de nossos dias, amanhã iríamos retornar ás aulas e então o ritmo voltaria aos poucos dessa vez com um pequeno toque de romance. Sehun tinha o hábito de falar baixo e sua voz é calma, como se não tivesse pressa em dizer as palavras, sempre me olhava enquanto gesticulava e sorria tão lindamente que eu me perdia nos pensamentos enquanto o ouvia.

Posso dizer que tivemos nosso deslize anteriormente e que assim vou explorando aquele ser tão belo e encantador que queria, por tudo que lhe era mais sagrado, me ter ao seu lado. Claro que eu me sinto especial e não têm como dizer não aos seus sentimentos, eles eram demonstrados de uma forma encantadora para mim, um sorriso, um brilho nos olhos, a forma como me segura perto de si, a forma como se dirige a mim. Eu observava o seu jeito como uma forma de memorizar para quando estivéssemos separados, ou até mesmo para poder sonhar consigo e até mesmo desejá-lo da forma mais intima que pudesse.

- Então, o que devemos fazer. Comer? – Perguntei me virando para o maior que entrelaçava seus dedos em meus cabelos.

- Não estou com fome, mas acho que já deram falta de nós. – Rimos por um curto instante e então o celular de Sehun tocara, ele atendeu a ligação e voltava a sua fria expressão. O olhava curioso para saber sobre o que se trata, porém ele dizia palavras curta e monossilábicas como “hum”. Logo desligou o celular voltando a guardar o aparelho em seu bolso enquanto soltava de um curto e pesado suspiro. – Tenho que ir.

- Mas.. já? – Não pude deixar de formar um bico nos lábios, ele me olhara e soltou uma risada baixa e então se aproximou de mim selando meus lábios.

- Venha eu te deixo em casa.

Levantamos-nos do banco da praça e então começamos a caminhar, passei um dos braços em torno de sua cintura e com a outra mão entrelaçava os dedos aos do maior que me abraçava pelo ombro. Sorriamos enquanto caminhávamos lentamente, como se aqueles passos pudessem aumentar o nosso tempo juntos até chegar em minha casa. Seria tão mais fácil se pudéssemos ser independentes e viver sozinhos, sem compromissos ou alguém para nos esperar.

Voltamos a conversar sobre os assuntos banais de nossas vidas, descrevi a ele como era o meu cotidiano na China e a rotina agitada ao lado de pai, porém não mencionei sobre sua morte mantendo apenas o sorriso largo nas boas lembranças que me restavam.

- Quando esse campeonato acabar, mesmo se eu perder visitarei meu pai para contar a ele sobre as boas novas.

- Que gentil da sua parte, por que ele não vem para cá te ver lutar?

- Ah, não importa onde ele esteja... – Ergui a cabeça olhando o céu noturno abrindo um sorriso largo e saudoso. - ... Ele sempre estará me observando.

- Gosta mesmo dele, não é? – Olhei para Sehun que sorria para mim, não pude deixar de sentir os olhos lacrimejarem naquele momento, mas evitei de chorar apenas assenti e voltei a caminhar.

- Meu pai é o melhor de todos.

- Hum quero conhecer ele...

Mantive em silêncio quando chegamos em frente de casa, olhei a janela e vi que Baekhyun já havia chego em casa já que a luz do seu quarto estava acessa. Virei-me para Sehun e sorri enquanto segurava sua mão, o mais alto se aproximou e selou minha testa então sussurrando um boa noite, sorri largo depositando um breve selar em seus lábios desejando o mesmo para si, logo sua mão se separava da minha e ele seguia seu caminho pela rua enquanto era observado por mim.

Entrei em casa vendo Sr. Byun assistir algum programa na televisão o cumprimentei e segui para o meu quarto onde tinha um Baekhyun mexendo em minhas coisas, pigarrei vendo o menor sorri envergonhado enquanto suspirava e mostrava o que havia pego. Eram apenas alguns acessórios meus, o olhei arqueando a sobrancelha.

- O que quer fazer com um alargador?

- Quero ficar mais descolado, eu pareço um garoto comum desse jeito. – Baekhyun formava um bico nos lábios e se sentou na cadeira me olhando.

- Acho que se descolorir os seus cabelos você ficará bem legal.

- Será? – O modo como ele pareceu ficar animado me fez soltar uma risada baixa, assenti olhando minhas gavetas encontrando um pequeno produto. – Mamãe vai gostar?

- Ya para com isso e faça por você mesmo.

Rimos por um instante e passei a ajudar o menor a pintar o cabelo, Baekhyun demonstrou uma pequena preocupação em se sentir arrependido e apenas o acalmei dizendo sobre pintar de outra cor e esperar o cabelo crescer. De qualquer modo ele me contava sobre o encontro com os demais rapazes, disse que foram poucos que notaram a minha ausência com Sehun, mas que no final todos estavam mais animados com a pequena brincadeira e apostas que estavam fazendo.

Misturava o produto químico em um recipiente enquanto riamos das histórias contadas, apenas sorri em ternura sentindo uma ponta de inveja em não ter participado daquele encontro, eles parecem ter se divertido tanto. Porém não me arrependo da escapada que dei com o jogador de hóquei, aproveitando um momento tão nosso e tão romântico a nossa maneira que não trocaria por nada nesse mundo. Passava a mistura no cabelo do menor e então contei do pequeno ocorrido durante o jogo.

- Ya mas vocês estão bem?

- Uhum – Sorria ajeitando os fios do menor. – Sehun é uma caixinha de surpresas Baek.

- Ele parece mesmo, Chanyeol disse que os pais dele são bem chatinhos, parece aqueles senhores dos dramas que a gente assiste.

- Se forem assim, acho que ele procura alguém que o traga para uma realidade mais livre. – Olhei o menor assentia após terminar de aplicar a tinta – Eu faria a mesma coisa.

- Mas você é livre hyung. – Baekhyun segurou minhas mãos me olhando sorridente, seus olhos chegavam a ter um brilho peculiar. – Hyung você sempre foi e sempre será uma pessoa modelo para mim, o jeito como lida com as coisas mesmo depois de tudo o que aconteceu... eu não aguentaria se algo acontecesse ao meu pai.

- Ah Baek. – Ria puxando de suas bochechas. – Você é muito pirralho mesmo.

- Ya hyung isso dói.

Logo nos sentamos no chão e começamos a jogar vídeo game, fazia tanto tempo que eu não jogava que ser quer me recordava das regras que era necessário para jogar. Apenas ria enquanto ganhava do menor em um jogo de luta, tentávamos fazer o menor barulho possível devido ao horário, porém eu não me importava muito com aquilo e apenas curtia o momento junto ao meu irmão mais novo.

Assim que o horário passou Baekhyun fora tomar banho e tirar a tinta do cabelo, voltou ao meu quarto com a toalha na cabeça me mostrando o resultado, peguei do secador de minha mãe e comecei a secar os fios. Passava os dedos entre seus cabelos e notara de sua maciez, passava a escova secando bem as mechas deixando as mesmas ficarem lisas e uma pequena franja loira cair sobre seu rosto, olhei para Baekhyun e agora notava a sua beleza.

Nunca reparei tanto assim nele, na verdade o observava e ignorava o seu crescimento. Mas ali na minha frente ele estava completamente lindo, sentia um pequeno aperto no peito em perceber que o tempo era tão maldoso a ponto de passar rapidamente e deixar as pessoas maduras sem que notasse.

- Obrigado hyung, ficou muito top.

- De nada Baek.

●••●

Jogava meus braços em direção do oponente e acertava de sua mandíbula o fazendo recuar alguns passos, me aproximava sem perder tempo enquanto socava de sua barriga e juntava força em meu pulso direito lhe dando um golpe que o fez se apoiar nas cordas. Afastei-me balançando a cabeça suspirando levemente ofegante, já fazia cerca de uns quinze minutos e nada de um de nós perdemos aquela luta, na semana passada havia ganho a vaga para ir ás quartas de final e agora tentava garantir meu lugar na semi final.

Meu adversário parecia ter a mesma idade que eu, porém seu corpo era mais forte e até... que ele é bonito. Assim que o sino soou íamos para mais um round, dessa vez o garoto viera em minha direção socando meu rosto com força, tentei me manter em pé e no lugar porém tive de recuar alguns passos e me agachar para evitar seu soco, abrindo um sorriso sádico soquei seu braço em seguida o seu queixo fazendo seu corpo arquear para trás e cair no ringue. O sino sooara anunciando a minha vitoria, ergui os braços olhando para o publico agitado que estava ali, Yi Xing e o treinador Xing subiram no ringue para me abraçar apenas sorri cordialmente evitando demonstrar animação em demasia... Sehun estava lá.

Saí do ringue indo para o vestiário bebendo da água, logo sentia dedos gélidos abraçarem de minha cintura e pode apostar que não era necessária uma bola de cristal para saber quem era, apenas abri um sorriso largo e me sentei no banco olhando para o sorriso largo de Sehun que se sentou ao meu lado.

- Bela luta, como sempre. – Sorri com o elogio assentindo com a cabeça.

- Valeu, apesar de ter sido difícil.

- Sempre é – Sehun bagunçara meus cabelos e depositava um leve selar em minha testa – Olha só todo machucado.

- Pode começar.

Entreguei a ele a pequena maleta de curativo, o maior soltou uma risada alta e então começou a cuidar dos pequenos cortes em meu rosto, enquanto isso o treinador Xing entrara no recinto e me elogiava sobre a luta e ressaltava como seria o nosso treinamento para as semifinais.

- Tem que tomar cuidado. – Dizia o mais velho que cruzava os braços. – Eu dei uma olhada nos outros lutadores, esses caras são uns monstros.

- Devem ser estudantes de academias bem maiores que a nossa. – Assenti olhando para Sehun. – Eles não vão pegar leve.

- Se eles passarem dos limites eu é que vou bater neles.

Sehun era tão lindo quando se tornava possessivo, apenas ri de si selando sua bochecha segurando de sua mão calmamente olhando para o treinador Xing, que continuava a comentar sobre os treinos. Apesar do ritmo ter aumentado eu sempre conseguia tirar um tempo para ficar com o meu namorado.

O treinador logo fora chamado para concluir a papelada para a minha próxima luta, sempre era necessário assinar alguns papeis e ele era o meu responsável enquanto sou menor de idade. Nunca havia entendido essa questão burocrática, mas se estava tudo indo bem então é sinal de que não precisava me preocupar.

Sentia os dedos de Sehun passarem sobre meu rosto, causando uma leve dor nos hematomas, porém cessava quando o maior passava uma pomada ali. Virei o rosto o observando, a forma como seus olhos estavam focados na minha bochecha me fez soltar uma risada alta, logo seus olhos desviaram para os meus erguendo levemente as sobrancelhas, apenas selei seus lábios demoradamente e voltava a observá-lo.

- Hum acho que não entendi... Faz de novo?

Não pude deixar de rir baixo com seu falso desentendimento e então voltei a aproximar meu rosto do seu novamente selando de seus lábios, dessa vez de forma mais leve e quando fizera menção em me afastar sentira de seus dedos segurarem calmamente de minha nuca me mantendo diante de si. Seus finos lábios ficavam sobre os meus e logo sentia o toque suave de sua língua no lábio inferior pedindo por uma passagem. Entreabrindo os lábios aprofundamos do selar para um beijo calmo e apaixonado, e como sempre eu queria sentir mais daquele toque é como se seus lábios fossem uma porta para o mundo saboroso de Oh Sehun.

Seu braço passou por minha cintura e me puxava para mais perto de si enquanto minhas mãos apertavam de seu ombro acatando á ideia de me aproximar, quando menos esperava meu corpo se erguia e me sentava em seu colo, o calor que subia para meu rosto já era sinal de que minhas bochechas estavam coradas, e o suspiro que sentira contra minha pele era de um possível alivio da distância que mantínhamos que fora cessada.

Entrelaçava meus dedos em seus cabelos e o puxava para perto de mim novamente aprofundando do beijo, a forma como as línguas se entrelaçavam e o mover de seus lábios sobre os meus me deixava pedindo por si cada vez mais. O beijo perdia de sua agilidade para ficar algo mais lento, já sentia a dificuldade em respirar e logo depositava vários selares sobre seus finos lábios e assim ganhava um pequeno e discreto sorriso de sua parte.

- Vamos para a minha casa.

Sentia que aquilo não era um pedido singelo, mas sim uma convocação necessária de ir a sua casa. Um pequeno frio se passou em minha barriga o que assimilei com o fato de conhecer sua família. Porém sua risada baixa e o sussurro de que estaríamos sozinhos trouxe outra preocupação. Por que ele gostaria de ficar sozinho comigo?

- Venha.

Segurando de minha mão e segurando de minha bolsa, Sehun me puxou para fora do vestiário indo até o treinador e sussurrando algo em seu ouvido, olhei curioso para a expressão do mais velho que apenas assentiu e piscou para mim. Acho que posso ficar mais nervoso agora . Saindo do ginásio caminhamos para o seu carro e logo retomei o pensamento de lhe perguntar o motivo de saber dirigir mesmo sendo menor de idade, mas a forma como ele segurava minha mão e me puxava me fez afastar esses pensamentos. Sehun poderia ter algo em mente e estava com pressa de realizar.

Sorri rindo baixo o puxando em seguida pelo estacionamento o olhei e vi que ria totalmente descontraído com a minha demonstração de interesse. Assim que entramos no carro não consegui por o cinto, já sentia de seus lábios afoito sobre os meus em um beijo totalmente necessitado e mãos curiosas apertando de minha cintura de um modo totalmente desorganizado. Se achar que ele estava com pressa, agora tinha plena certeza.

O pequeno beijo se findou assim Sehun ligou o carro saindo do ginásio. O olhava de forma curiosa e não resisti em entrelaçar novamente meus dedos em seus cabelos macios, o acariciava vendo sua fisionomia suavizar e seu sorriso se alargar. Eu estava amando cada vez aquele garoto. Sorri igualmente me inclinei selando sua bochecha, estava ficando cada vez mais necessitado de seus toques que tanto me produziam uma grande alegria, era através daqueles dedos gélidos que eu sentia os seus sentimentos diante de mim.

Mantive-me o mais quieto possível, já que estava dirigindo o mais alto deveria se manter concentrado na estrada mesmo que a minha vontade seja de pular em seu colo e voltar a beijá-lo. Olhava para a janela e via a paisagem passar rapidamente logo sentia algo apertar de minhas coxas, ainda estava usando o calção da luta e se quer havia colocando uma camiseta. Olhei para Sehun que sorria de lado, um sorriso levemente perverso e que o deixava estupidamente lindo, soltei um suspiro mudo e pousei minha mão quente sobre a sua.

Logo chegávamos na cidade e seguia para a área nobre, as casas pequenas davam lugar a grandes sobrados e cada vez mais afastado do centro. Assim as mansões surgiam uma com quase duas quadras de distância da outra. Recordo que aquele era um dos caminhos para os ginásios onde treinávamos, o famoso muro. Logo seu carro parou em frente á um muro grandiosamente branco com dois portões de prata, um homem de meia idade se curvou e abriu os portões e assim Sehun prosseguiu para entrar. A primeira vista tudo o que via eram fileiras de árvores guiando o caminho nas pedras brancas, dali um curto tempo via-se a grandiosa mansão.

Seria nem um pouco exagerado dizer que a Casa Branca dos EUA era parecida com aquela que via mais adiante. Sehun parou em frente a mansão e então saiu do carro, tirei do cinto e sai em seguida me encolhendo por sentir o vento gélido bater em meu corpo seminu.

- Vamos, meus pais estão resolvendo negócios e só voltam daqui uns tempos.

- Uns...tempos? – O olhei segurando de sua mão e então adentrando no casarão.

- É eles ficam viajando o tempo todo, então nem me importo em saber quando estão ou não.

Deveria achar aquilo triste? Apenas assentia e segui o maior pela mansão, ao passarmos pela porta a claridade daquele local me deixou com um leve desconforto nos olhos. Ali havia nada demais, apenas portas e no fundo uma grandiosa escadaria que levava ao segundo andar, pilares eram distribuídos e com esculturas espalhadas ali. Sehun me puxava em direção das escadas e no meio do caminho uma jovem moça com vestimentas típicas de empregada se curvou diante de nós.

- Boa noite Senhor Oh, seja bem vindo de volta. – Dizia a jovem moça, Sehun apenas assentiu e me puxou para perto de si.

- Meus pais...? – A moça apenas negou com a cabeça, Sehun sorrira de lado. – Irei ficar em meu quarto, diga ao pessoal da cozinha que estão dispensados por hoje. Quero ficar sozinho e sem interrupções a não ser que seja emergência.

- Como quiser.

Sehun assentia novamente e seguia pelas escadas, me arrepiei novamente com a brisa gélida o que me fez abraçar o braço do maior, ele apenas rira e abraçou de minha cintura depositando um selar leve em minha testa. Continuava a olhar em volta de forma totalmente curiosa, aquela mansão era silenciosa e não tinha muito móveis e assim que chegamos no segundo andar tudo o que vira fora um grandioso corredor com várias portas.

Caminhamos até a ultima porta, ela era mais afastada das demais e assim que aberta entendi o motivo, o cômodo era simplesmente enorme, adentramos ao quarto e tudo o que vi foi uma enorme cama com lençóis brancos e pretos, em frente a cama um estofado branco e então uma televisão sobre uma estante com livros e retratos. A maioria eram de Sehun e time de hóquei, todos eles faces conhecidas.

- Está com frio não? Me perdoe esqueci completamente de suas roupas.

- Ah tudo bem. – Sorri mostrando a minha bolsa. – Eu tenho aqui.

- Então fique a vontade, o banheiro é ali – Virei de costas encontrando a porta que dava ao banheiro. – Depois podemos ver um filme. 

- Se queria assistir filme era só avisar seu bobo – Sorri o vendo coçar a nuca um pouco envergonhado.

- Digamos que quero curtir um momento nosso, e acho que esse seja o dia ideal.

- Ok, vou fingir que tínhamos planos. – Sorri largo indo até acariciando seu rosto. – Mas nada de dormir tarde.

- Ah não seja estraga prazeres.

Ri de seu pequeno bico, e apenas segui em direção do banheiro que também era desnecessariamente grande, havia um chuveiro e uma banheira ao lado, inclinei a cabeça e fechei a porta passando assim a me despir e entrar no Box ligando o registro sentindo a água quente bater em meu corpo. Aquilo era tão gostoso, sentia quarenta por cento do corpo relaxar diante daquele mar de gotículas quentes, como era bom tomar um banho daqueles.

Já sentia o sono vir, as dores também se fizeram presentes, mas ainda assim eu estava no maior amor com aquele chuveiro. Passava sabonete em meu corpo e sorria largo com o aroma que de fato me lembrava Sehun. Logo o mais alto adentrou no banheiro, olhei para si corando violentamente em vê-lo nu passando a desviar o olhar para frente abraçando meus braços. Eu tinha pensado certo, ele estava afim de ir adiante.

- O que foi? – A porta de vidro do Box fora aberta, olhei por cima de meus ombros o vendo se aproximar de mim, me arrepiei em sentir seus dedos tocarem em minha fina cintura. – Não vou fazer nada que não queira.

- S-Sehun-ah. – Suspirei quase que gemendo, seus lábios tocarem em meu ombro depositando um leve selar ali e assim fechava os olhos sentindo mais de seus braços me apertarem contra si, não senti seu membro desperto e assim pude ficar mais tranquilo quanto ao passo seguinte. Era apenas um banho.

- Seu corpo é tão quente.

Sua voz sussurrava perto de meu ouvido me fazendo soltar outro suspiro, os dedos dedilhavam minha barriga e acariciava de leve, dessa vez seus dedos estavam quentes e era por causa da água. Sua mão erguera de meu queixo me fazendo o olhar, e logo seus lábios tomavam dos meus em um beijo calmo sem malicia. Sentia me derreter com seus toques, sentia me corpo se apoiar sobre os seus como se me entregasse totalmente aos seus caprichos.

Virando de frente para si em nenhum momento o via me observar por corpo inteiro, seus olhos fitavam os meus e suas mãos não ultrapassavam de minha cintura, ele estava sendo fiel á suas palavras e era aquilo o que eu queria. Passando os dedos por sua nuca o puxava para mim tomando seus lábios em um beijo mais profundo e totalmente necessitado, ele me abraçava de forma possessiva e eu adorava o frio na barriga em sentir nossas peles se encostarem.

Acho que aquele banho era o inicio para mais um round de uma batalha entre ringues.

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