{LBR} Capitulo 12


Fiquei a viagem inteira ao lado de Sehun, durante uma das paradas descobri que Baekhyun e Chanyeol também estavam no ônibus, porém junto com a bagunça lá no fundo, e ao verem Sehun entrelaçar de nossos dedos as risadas e assovios foram altos, porém cessados com um pigarrear do mais alto, Sehun parecia ser mais maduro que qualquer outro ali. Nunca senti tanta vergonha na minha vida. Porém não tinha do que reclamar, o mais alto cuidou de minhas feridas e ainda permitiu que eu dormisse ao seu lado durante parte da viagem. Era estupidamente gostoso dormir ao seu lado, uma calma e um relaxamento que eu jamais tive, se quer quando morava na China. Aproveitei que cochilara em seu ombro, passando a sentir de seu corpo apenas no que tocava, apenas naquilo que ouvia de sua respiração, a sensação que eu tinha era de que meu pobre coração mal aguentaria tamanha era minha fantasia sobre o recém relacionamento. Em nenhum momento sua mão desgrudara da minha.

Ao chegarmos no colégio, se despedira de mim com um selar e uma caricia na bochecha, assim se distanciando de mim para entrar em um carro preto, fiquei a observá-lo calmamente não deixando de sorrir para si ao imaginar que poderia estar me observando atrás do vidro escuro. Assim que o carro se fora peguei minhas coisas e caminhei com Baekhyun para casa, conversávamos sobre o modo como os dois jogadores de hóquei eram estranhos em relação ao pedido de namoro, segundo o mais novo o Chanyeol fora suplicante e irritante, perguntava várias vezes até ter uma resposta direta por parte de Baekhyun, já Sehun impusera de sua vontade e deixou claro quanto me desejava, e isso me arrepiou ao recordar de tal momento atrás.

Chegando em casa, mamãe viera ao nosso encontro nos abraçando e beijando o rosto, obviamente que recebi uma pequena bronca por conta dos machucados mesmo assim ela me abraçara e disse que estava contente em nos ver. Adentramos em casa, guardei de minhas roupas, deixando outras para serem lavadas, não aguentei e resolvi tomar um banho quente e coloquei de meu calção para poder deitar na cama e tirar um sono, estava tão cansado da viagem e ainda teria de ir correr para não perder o ritmo. No dia seguinte voltava a rotina, e ainda com mais intensidade já que iria para a oitava de final em breve.

Acabara por adormecer e acordei por volta das cinco da tarde, troquei de roupa e corri para fora de casa pronto para iniciar a corrida. Naquele mesmo dia ainda teria a final de hóquei, que eu havia prometido á Baekhyun que iria, antes mesmo de Sehun me pedir em namoro ou até mesmo de falar que era Rink. O menor parecia torcer muito para Chanyeol, e claramente o mesmo parece gostar disso, mesmo assim ficarei de olho nos dois.

Talvez eu esteja fixo em cuidar do meu irmão, ultimamente tudo se relacionava a ele de alguma forma e claro que eu queria deixar o meu irmão mais novo a par da minha vida. Após a morte de meu pai eu precisava de um apoio fraterno, e Baekhyun era perfeito para isso. Simplesmente me dando as melhores dicas, e quando me pede para sair consigo para alguma balada pode ter certeza que percebeu um mal estar em mim e quer dissipá-lo. Durante a corrida olhava em volta sorrindo a paisagem maravilhosa daquele dia, tudo parecia estupidamente feliz, tudo isso por eu estar de bem comigo mesmo. Estava lutando como havia dito ao meu pai, e agora tinha dado chance ao amor.

Era só pensar em Sehun que sentia a vontade imensa de sentir de seus lábios sobre os meus, sem falar na sensação de suas mãos sobre as minhas, aquilo simplesmente me fascinava cada vez mais. Eu estava enlouquecendo. Aumentei o ritmo da corrida passando por perto da escola, seguindo para os ginásios com o muro já finalizado e dentro dele o ginásio de Box. Ri baixo passando pelo muro olhando o ginásio de hóquei que ficava ao fundo, corri em volta ouvindo o barulho intenso de gritos ecoando pelo estádio, acho que os meninos estavam treinando pesado naquele dia.

Acabei por ignorar a minha curiosidade em ver Sehun, corri para casa novamente sentindo a camisa grudar em meu peito. Dessa vez esquecera meu fone de ouvido, o que deixou minha corrida um pouco mais entediante e sem graça, chegando em casa tirei dos sapatos indo até a cozinha pegando uma torrada para comer. Baekhyun surgira me puxando para seu quarto enquanto formava um bico nos lábios.

- O que foi? – O olhei enquanto ia para o quarto do menor.

- Não sei o que vestir, me ajuda.

- Parece uma garota.

- ME AJUDA!

Tive que rir do desespero de Baekhyun, o time de hóquei é o mais famoso de nossa escola, sendo assim praticamente todo o colégio irá ver a final essa noite. Baekhyun gostaria de chamar a atenção de Chanyeol evitando que o mais alto pudesse ter a chance de olhar para algum decote com direito a seios fartos. Sentei-me na cama do menor enquanto comia da torrada, olhava e ouvia ele tagarelar sobre camisa e outras peças enquanto jogava as mesmas para mim. No final opinei apenas por uma calça branca apertada e uma camisa de Chanyeol, onde o mesmo esquecera aqui... ou foi abduzida por Baekhyun.

- E você? Vai vestindo o que?

- Eu? – Olhei para Baekhyun que sentara no chão enquanto me observava curioso, sorri levemente em imaginar a cena – Acho que vou com as roupas de sempre.

- Oras, use essa cabeça e pense comigo. – O menor se colocou ao meu lado, o olhei curioso segurando a risada em imaginar as besteiras que possam envolver mulheres taradas. – Eu já disse que Sehun é o macho alfa máster do colégio, o time de hóquei é o único time da escola que tem líder de torcida.

- Uau.

- É uau, espere até ver o tamanho das mini-saias. – Bagunçando dos cabelos do menor ri de si o vendo formar um bico nos lábios. – Mas é verdade, as meninas fariam de tudo para ter Sehun do lado. Uma olhada, mesmo que ele esteja pensando em comida, para aquelas garotas é o suficiente.

- Obrigado por me dizer que meu namorado é muito disputado.

- Namorado? – Erguemos o rosto para a porta encontrando minha mãe com os braços cruzados, sorri de lado coçando a nuca já vendo problemas. – Eu ouvi direito?

- Que feio, escutando a conversa dos outros. – Sussurrei a olhando já prevendo a minha dor de cabeça e um castigo.

- Xiao Luhan, é gay? – Ela dizia enquanto me olhava descrente. – N-Não acredito!

- Mãe, não é pra tanto. – Baekhyun se levantou para deixar a mulher fora do quarto, mas a mesma apenas me olhara mordendo o lábio inferior.

- Vou fingir que não ouvi sobre isso.

- Não finja. – Me levantei da cama deixando as mãos dentro dos bolsos escondendo meu nervosismo. – Não quero ter que repetir isso para que entenda.

- Lu...

- Acho que vim aqui para lutar e encontrei algo a mais. – Sorri largo enquanto a olhava. – Tomarei minhas decisões para a minha vida, e quando eu precisar de um toque materno, sempre correrei para ti.

Minha mãe olhava para mim com os olhos lacrimejando, sorri indo até ela a abraçando apertado piscando levemente para Baekhyun que sorria levemente para mim. Claro que a história seria bem diferente com Baekhyun, já que ele é o bebê da casa, eu já era mais na minha e foi assim que aprendi na China. Talvez a minha mãe gostasse disso em mim por lembrar de meu pai, talvez eu seja um resquício do homem que um dia foi sua maior aventura. E assim não queria destruir isso, me permitindo tomar as decisões, mas sei que ela irá pensar mais a respeito e então quem sabe me abraçar de novo ou me repudiar.

Era hora do jantar, corri pela casa sentindo o cheiro delicioso de carne frita com cebolas. Sentando na cadeira conversei com Sr. Byun sobre minhas lutas, o mesmo me parabenizava e dizia o quanto meu pai estaria orgulhoso de mim.... caso estivesse vivo. Suspirei comendo e afastando a tristeza de mim, queria apenas saber de coisas boas naquele dia. Eu iria ver o meu namorado ganhar aquele campeonato. Comi junto á minha família, ouvira mamãe chamar atenção de Baekhyun que conversava no celular, Sr. Byun que apenas ria da situação e acalmava a esposa, e eu observava rindo baixo enquanto cutucava a perna do menor, que fazia bico e desligara o celular. O jantar poderia ser um pouco mais divertido, mas aquele era o nosso jeito torto de ser.... como seria daqui alguns meses?

Ao terminar de jantar corri para o meu quarto tomar outro banho quente, dessa vez me demorei em poder me perfumar com o sabonete, creme hidratante ou sei lá o que tinha na minha frente. Sequei os cabelos com o secador de minha mãe quando a mesma passara no quarto resmungando sobre estar frio demais para sair com cabelo molhados, o medo de que eu ficasse doente ou algo assim. Apenas ri da situação e resolvi obedecer a mais velha, é ela quem manda aqui não?

Vesti minha calça jeans escura favorita, calcei os tênis e vesti uma camisa simples tendo por cima uma jaqueta estilo colegial. Coloquei o boné pegando o celular e desci encontrando Baekhyun ansioso no sofá enquanto ajeitava seus cabelos. Tive uma vontade imensa em bagunçar aqueles fios, mas sabia que se fizesse o menor iria brigar comigo. O puxei apenas e saí de casa acenando para minha mãe a deixando falar sozinha sobre cuidados na rua.

- Será que eles vão ganhar?

- Não sei Baek, espero que sim.

- Chan vai ficar tão aborrecido se não conseguir.

- Então tu alegra ele. – Olhei o menor e sorri de lado. – É pra isso que está com ele, para ser sua força.

- É você tem razão.

No caminho nos encontramos com o resto do pessoal, fui apresentado á Jong Dae e ao Jong In, que segundo Tao, finalmente dera as caras para assumir o relacionamento com o nosso pequeno garoto orgulho. Fiquei ao lado de Baekhyun e de Yi Xing que parecia descontraído naquela noite, apesar da viagem cansativa que tivemos e dos treinos intensos que tivemos passar, ele mantinha sua animação. Durante o caminho para o estádio encontrei aquela mesma bagunça de quando fomos assistir o jogo de Baekhyun, porém com mais musica e mais gritarias.

Entramos no estádios após apresentarmos a carteirinha de estudante, sentamos nos primeiros bancos reservados á nós, o que me deixou um pouco acanhado por não saber que podíamos reservar lugares. Os meninos brincaram dizendo ser obra de Kris para favorecer a família de Tao, e talvez realmente fosse. O mesmo citado estava acompanhado de uma pequena garota, deveria ter por volta dos três anos de idade ela tinha cabelos loiros e olhos castanhos, uma linda garota.

Observei Tao que brincava com ela e apontava para o gelo, não pude deixar de sorrir em imaginar o quão feliz os dois devem estar por terem essa menina, mas me pergunto o que aconteceria caso Tao tivesse optado por não ter o bebê. Balancei a cabeça e voltei a conversar com Yi Xing que balançava as mãos chamando um moço que vendia pipoca, comprando um grande pote acabamos por dividir.

- Onde esta o seu...

- Jung Myung? – Yi Xing me olhava enquanto comia, assenti o olhando de forma curiosa. – Ele está atrasado, mas logo chega.

- Ah entendi.

- Eu te surpreendi aquele dia, não é? – Yi Xing sussurrara perto de meu ouvido, corei na hora e neguei com a cabeça. – Desculpa é habito tentarmos esconder o relacionamento.

- Por causa da diretora? – Fiz careta e o mesmo assentira rindo de minha situação.

Ri da expressão de Yi Xing que parecia mais descontente em esconder o relacionamento, logo ouvindo dos gritos dos torcedores desviei o olhar para o ringue onde os times adentravam sem desviar o olhar para frente, apenas entravam e iam até seu técnico. Dessa vez percebera que o homem alto de cabelos claros, observei atentamente e sorri em perceber que aquele era o famoso Kris que conversava com os jogadores sem demonstrar um sorriso ou olhar para a arquibancada. Apenas me ajeitei no banco comendo da pipoca observando Sehun que também não me olhou, deve ser para evitar ficar nervoso ou até mesmo perder a concentração.

O jogo começara o time adversário mantinha o disco para si enquanto corriam pelo ringue tentando fugir dos bloqueios do time de Sehun. Torcia e gritava quando um gol o adversário havia feito, o técnico Kris mantinha as feições frias no rosto e observava atentamente o time enquanto se sentava junto aos jogadores reservas. As meninas de torcida também gritavam e dançavam em um espaço reservado para elas, tal como Baek havia dito elas usavam roupas curtas, porém o time adversário havia também uma equipe de torcida, porém mais comportadas.

Mordia os lábios esperando por um ponto, porem Sehun era bloqueado por dois jogadores do time adversário e eu conseguia claramente ver seu aborrecimento, difícil para ele passar pelos garotos e tentar pegar o disco, e quando pegava um o segurava e o outro roubava o disco. Porém uma hora ele conseguiu, empurrando dos jogadores jogou o disco para Jung Myung, e então deslizava pelo gelo aproximando do gol onde recebera o disco de volta e atacara para a rede pequena. Joguei os braços para cima comemorando o gol, porém os meninos se quer tiveram tempo para comemorar já que o disco voltava a rodar pelo gelo indo contra o ataque.

Sehun fora de seguida tentar bloquear até ser empurrado com força pelo jogador adversário, causando uma pequena pausa no cronometro para que o juiz pudesse ir até o mais alto. Levantei-me do banco olhando atentamente para Sehun deitado no chão, os companheiros do time foram até ele e o ajudaram a levantar, mordia os lábios não conseguindo ver de seu rosto direito queria ter a certeza de que estava bem, mas julgando que ele levantou assentindo para quem falasse consigo apenas retornei a me sentar no banco, sentindo a caricia em minha cabeça feita por Yi Xing.

Suspirei me acalmando levemente e não pude deixar de rir com a ironia que aquela situação trazia, Sehun apenas é empurrado e eu já fico totalmente preocupado, imagina ele quando eu luto. Lembrei-me de quanto estávamos no ônibus mais cedo, ele disse ter ficado preocupado comigo por não ter visto a luta e não poder cuidar dos meus machucados. Ri balançando a cabeça voltando a ver do jogo.

Aos poucos tudo ficava mais intenso, o primeiro tempo se findou e o time adversário havia feito mais um gol ficando na frente no placar. Senti o celular vibrar em meu bolso, ao pegá-lo e acender a tela percebi ser uma mensagem de Sehun.

Venha ao vestiário”.

Respirei fundo dando a desculpa para os meninos que iria no banheiro, me levantei saindo da arquibancada olhando em volta seguindo as placas com a direção do vestiário, tomava cuidado para não me perder e logo encontrara o mais alto encostado na parede com o cenho cerrado, braços cruzados e fisionomia séria. Aproximei de si ficando ao seu lado olhando para a parede em frente, esperando ele começar a falar.

- Estamos em uma enrascada.

- Por que? – Desviei o olhar para Sehun que mantinha o olhar concentrado para frente.

- Não estou conseguindo me concentrar no jogo. – Então ele erguera o rosto me olhando – Porque deixa ele te tocar daquele jeito?

- O que?

- Eu vi, ele tocar em seus cabelos. – Sehun segurou minha mão com força erguendo a mesma. – Eu te disse que somente eu poderia te tocar Luhan.

Soltei uma risada abafada arqueando a sobrancelha, segurei de seu braço o olhando abrindo um sorriso de lado em ver que seus olhos e sua fisionomia não mudaram.

- Não me trate como se eu fosse algum tipo de objeto Sehun. – O olhei apertando de seu pulso o soltando em seguida.

- Não estou a te tratar como objeto, mas você me pertence agora.

- Está desconcentrado porque viu Yi Xing bagunçar meus cabelos? – O olhei rindo baixo – Então acho que esse relacionamento não vai durar muito.

- O que?

- Sou um lutador de Box e gosto dos meus amigos, eu os abraço e eles tem esse direito igualmente. Então caso queira ficar comigo aprenda a lidar com isso. – Cruzei os braços ficando a sua frente mas logo suspirei tentando suavizar de meu rosto – Não quero continuar a ter sentimentos por alguém que não confia em mim.

- Eu não disse que não confio em ti. – O olhei comprimindo os lábios, Sehun apenas baixara a cabeça assentindo então voltou a me olhar. – Tudo bem, eu vou me conter.

- Você vai aprender Sehun. – Mordi o lábio inferior. – A mágica dos ringues não pode acabar assim, eu quero o garoto das mensagens, o mesmo garoto do ônibus mais cedo. Mas eu não gosto desse rapaz que está na minha frente me tomando como se fosse um objeto.

Dei alguns passos para trás e saí do pequeno corredor e voltei para a arquibancada, sentei em meu lugar e fiquei totalmente desanimado e nervoso em tentar voltar a torcer pelo time, os meninos até notaram a minha mudança de humor, mas apenas disse que era um mal estar passageiro, e espero que fosse mesmo.

O time voltou em campo alguns minutos depois, suspirei baixo evitando de olhar para Sehun sabendo que aquilo poderia ser ruim. Logo via o seu jeito de jogar, não conseguia manter os olhos longe dele aquilo era um imã que me atraía para si sem saber se queria ou não aquilo. Abracei meus braços em ver seu olhar rude e grotesco, ele estava bravo demais e isso era culpa minha. Por mais tenham sido apenas algumas horas que eu havia aceitado de seu pedido, eu já me sentia sufoca e com medo. Não gosto disso, não gosto nem um pouco daquele Sehun manipulador e possessivo.

Mas me doía o peito em imaginar que se aquilo continuasse, não poderia perdurar com o relacionamento e eu já estava totalmente perdido nas minhas fantasias de como seria a nossa vida como um casal. Parece que apenas eu imaginava aquelas cenas românticas.

Via o jogo em um silêncio profundo, ignorava os gritos em minha volta e ás vezes me perdia em pensamento sobre o que havia ocorrido. Yi Xing tentou me alegrar, mas eu preferi apenas sorrir levemente e dizer que aquilo era uma coisa minha, e eu deveria resolver. Olhando para o ringue via Sehun me observar ofegante, desviei o olhar rapidamente escondendo os olhos lacrimejados apertando ainda mais de meu braço.

Eu queria fugir dali, mas ao mesmo tempo queria ficar. O jogo continuava e Sehun se mantinha grotesco o seu modo de jogar não pareciam mais suavizados, na verdade ele parecia que a qualquer momento poderia partir para uma briga. Mas o seu auto controle era imenso e ele jogava rapidamente o disco ajudando os colegas a marcar os gols. No apito final o time de hóquei de Sehun vencera o campeonato, mas o capitão não quisera ficar para comemorar, e apenas saiu do ringue.

- O que aconteceu Luh? – Olhei para Baekhyun e sorri levemente.

- Uma batalha de ringues.

Os meninos resolveram esperar pelos companheiros, me encostei na parede perto do vestiário vendo a pequena menina ir correndo até o técnico Kris, que a pegara no colo e a abraçara. Sorri passando a observar Baekhyun que abraçava Chanyeol, os meninos do futebol que ria e faziam piadas com o time de hóquei. Suspirei sentindo o frio em minha barriga de tanto que ansiava ver Sehun para saber o que poderia vir a seguir, mas me recusava a olhar para o corredor dos vestiários.

- Me desculpa.

Fora o que ouvira, olhei para o lado vendo Sehun ao meu lado de frente para a parede com os braços cruzados. Desviei o olhar para o lado, vendo que Baekhyun me observava junto á Chanyeol, logo sentia os dedos gélidos de Sehun segurarem meu rosto e puxa para olhar em seus olhos, todo gesto seu com uma delicadeza como se pegasse em um vidro.

- Eu realmente me arrependo por mais cedo. – O olhei sem proferir uma palavra se quer. – Eu sou possessivo e eu te disse isso.

- Mas passou dos limites, e hoje é apenas o nosso primeiro dia juntos.

- Não vou prometer que irei deixar de ser assim, mas já que provei o gosto de te ver bravo comigo posso afirmar que não quero mais isso.

- Eu também não quero mais.

Seus olhos se arregalaram levemente, suspirei baixando o rosto e fazia menção de sair perto de si, mas sua mão segurou de meu pulso e seus olhos fitava a parede.

- Não quer... ficar comigo? Depois de tudo...

-O que via na minha frente era diferente do Sehun que havia conhecido e me encantado. Parecia mais o Sehun que os outros diziam como frio e sadomasoquista. Parecia mais alguém me prendendo na ilusão de ser um amor.

- Sehun... – Chanyeol se aproximou do loiro e segurava em seu ombro, os olhos do mesmo estavam vidrados em mim e parecia não estar nem um pouco contente com aquela conversa.

Baekhyun também se aproximou talvez preocupado em me ver daquele jeito. Fitei Sehun esperando por uma resposta dele, mas a sensação que eu tinha era que a qualquer momento ele iria explodir. Segurei de sua mão entrelaçando os dedos, olhei para os outros dois e sorri levemente.

- Podem ir na frente, apenas nos deixem a sós.

Puxei Sehun para dentro do ginásio entrando no ringue, mesmo sem os patins, ele me observava voltando a sua expressão fria de sempre e sem soltar de minha mão. Encostei-me na divisória e o vi ficar na minha frente, uma mão em seu bolso da calça e a outra ainda na minha.

- Por que eu tenho de escolher?

- O que eu imagino dessa relação me parece ser diferente do que você imagina Sehun.

- Mas todo casal tem isso...

- Eu sei. – Sorri levemente, e isso pareceu um sinal para que se aproximasse de mim tal como fazia. – Eu posso parecer alguém determinado que só seguir meus sonhos, ma na verdade eu preciso ser cuidado Sehun.

- Eu sei disso. – Sua voz soara como um sussurro e cada vez mais ele se aproximava de mim, seus olhos sobre os meus como se analisasse cada partícula minha. – Mas eu quero ser o único a cuidar de ti Luhan.

- E será. – Corava violentamente em ter seus lábios roçarem sobre os meus. – Eu quero que seja você, eu posso acatar ao seu pedido de que ninguém me toque mas...

- Eu também cederei – Sua mão livre fora para meu rosto e novamente sentia aquela caricia em minha bochecha, um toque tão único dele. – Não ficarei chateado com isso e passarei a confiar mais em ti.

Não pude deixar de abrir um sorriso largo com aquilo, era como Tao me dissera se um homem quer ficar consigo ele te conquistará com pequenas ações e gestos. Sehun cedia parte de sua personalidade para ficar comigo, e eu iria ceder aos seus caprichos deixando aquela briga de ringues, totalmente inexistente.

Logo seus lábios se encontraram aos meus, um beijo calmo e apaixonante era descrito ali naquele ringue de gelo. Apesar de estar frio, naquele momento sentia aquecido com os braços de Sehun em torno de meu corpo. Apesar do meu nervosismo o que poderia sentir agora era alivio, nós dois estávamos namorando e isso era um pequeno passo para a minha vitória pessoal.

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