{ISYBTP} Capitulo 23


Um mês havia se passado desde a milionésima discussão com Sungmin. O mistério á respeito do suposto “ataque” de Leeteuk ainda não fora desvendado. O feiticeiro ainda estava internado, já recobrou a consciência, porém nada dissera á respeito daquele dia.

Kangin ficava á espreita do amante, não deixava ninguém se aproximar. Principalmente eu. Queria sentir o cheiro de Leeteuk para poder saber se de fato ele havia sido controlado. Então poderia ser possível até mesmo saber quem o fez.

Mas como nada podia fazer, apenas espero para que todo esse mal estar possa se passar. Enquanto isso Hyukjae permitia apenas a entrada de Sungmin na mansão. Nem ficar na árvore plantada no jardim eu poderia ficar, na verdade eram quilômetros de distância da mansão, esse era o meu limite.

Todos me evitavam, menos Sungmin e Donghae. Bom Zhoumi e Henry também não, porém eles mal sabiam qual era a situação. E nada faço para que acreditem em mim, sei que tenho razão sem contar que eles estão assim por não se sentirem seguros quanto ao que eu virei.

Sungmin deixava isso de lado. Junto com o amigo, os dois tentavam arranjar uma prova de que Leeteuk fora enganado. Mas os dois vampiros não permitiam isso. Era treinar magia e acabou. Nem sair do quarto de treino os meninos podiam.

Porém Sungmin fora esperto. Conversara com Jaejoong e seu namorado á respeito de tal situação. Resultado eu parei na cozinha para preparar o almoço para os dois feiticeiros que atenderam ao pedido de Sungmin.

Virava o omelete com bacon na frigideira, enquanto pensava nas hipóteses. Se eu conseguisse comparar o cheiro de Leeteuk, seria possível ver a quantidade de magia usada em si, sem falar que poderíamos achar o mágico que está por trás de tudo isso.

Sentira seus braços me abraçarem a cintura. Baixei o fogo, deixando o a espátula encostada na pia. Virei-me para abraçar aquele ser moreno de olhos brilhantes e boca rosada, que me fitava sorridente. Beijei seus lábios, macios e sedosos como sempre foram. Sentira um chute da pequena que parecia querer marcar presença.

- Parece de bom humor hoje. – Suspirou Sungmin, acariciando meu rosto. 

- Me sinto com sorte. Mas sei que vai durar pouco tempo. – Me referia á conversa que provavelmente teríamos mais tarde.

- Não se preocupe. Tudo dará certo. – Sorriu. – Acabei de arrumar a mala, está dentro do guarda roupa de Sooyoung.

- Jaejoong irá te examinar hoje?

- Pois é. Quero saber se há uma data especifica, se não ficarei nervoso todos os dias. – Baixou o rosto. Ergui novamente seu queixo beijando seus lábios.

O moreno pedira passagem, assim podendo aprofundar aquele toque intimo de nossas línguas e lábios. Apertei sua cintura de leve, inclinando um pouco o rosto para que o beijo ficasse mais intenso. Sungmin pousava as mãos em meu rosto, como se não me permitisse fugir de si. 

O ar se fizera necessário para ele. Quando o beijo se findara, voltei a me concentrar na cozinha, preparando o arroz e a carne que fritava no grill. Enquanto isso Sungmin arrumava a mesa, enquanto cantarolava alguma musica que o deixa animado.

A Campânia tocara, Henry atendera recebendo Jaejoong com o namorado, tendo atrás de si, Jong Woo e Kangin que ainda estava de cara amarrada. Nenhum contato visual fiz, para não deixar tão tenso a atmosfera. Continuei a cozinha assim colocando as panelas na mesa, vendo os outros se sentarem e se servirem, para logo irem direto ao assunto.

- Bom. – Dissera Jaejoong. – Á pedido de Sungmin, pedi á Yunho para que analisasse Leeteuk. – Fizera uma pausa para olhar para mim. – Você tem razão Kyuhyun, Leeteuk fora enfeitiçado.

- O quê? – Esbravejara Kangin. – Como pode, ele é esperto, saberia quando tem algo de errado consigo mesmo.

- Então por que ele não conseguiu prever a magia diferente em Sungmin? – Perguntei olhando para o vampiro que fuzilava. – A magia é como o destino. Sempre imprevisível.

- Se acha esperto só por conseguir rastrear? – Brigou o vampiro.

- Kangin menos, por favor. – Brigou Jaejoong. – A questão é que de fato Kyuhyun estrangulou Leeteuk, mesmo á distância, esse seria o seu dom, mas a questão é outra.

- Qual seria? – Perguntou Sungmin.

- Bom. – Tomara as rédeas Yunho, como ouvira Jaejong chamá-lo. – O cheiro que pude sentir em Leeteuk, parece ser igual á que existia em Sungmin. 

- Como assim? – Perguntara Jong Woo confuso. – Conseguira sentir o cheiro do moreno na época em que fora...

- O cheiro de magia fica impregnado nas roupas. Por isso é fácil de se sentir. Ambos os aromas eram idênticos. E pelo o que pude pesquisar, não pertenciam ao lobisomem.

- Faz sentido, uma vez que ele está morto agora. – Suspirei. – Tem como encontrar esse feiticeiro?

- Ter até tem, e já deixo claro que a magia só deixará de fazer efeito quando seu usuário estiver morto.

- Não podem matar aquele que a ordem não exige. – Dissera Sungmin. – Se não serão executados.

- Então. – Pedira Kangin. – Tem como fazer isso ainda hoje?

- Se alguém que é fundamental para isso cooperar. – Jaejoong e o resto do grupo olharam para mim.

- Não estou muito afim de sair de casa hoje. – Brinquei, vendo todos suspirarem. – Espero que com isso aprendam a nunca mais duvidarem de mim.

- Então vai ajudar? – Perguntou Jong Woo.

- Tudo bem. Irei.

O resto do almoço se seguira desse jeito, todos conversavam á respeito do “plano” que iria acontecer no período na noite, onde segundo Yunho era o horário em que mágicos que mexem com a mente de outras pessoas, conseguem descansar para recuperar as energias, obtendo uma concentração maior para o dia seguinte.

Porém nada daquilo me interessava. Estava de certa forma receoso acredito que há uma pessoa conhecida por trás disso tudo. Poderia sentir o cheiro da pessoa para afirmar. O medo e a intolerância eram demais em mim. Algo dentro de meu cérebro dizia que Kim estava envolvido nisso tudo.

Claro que o vampiro ficaria irritado se saber que não cumpri minha missão. Ele poderia fazer de tudo para nos separar para poder nos matar em seguida. Entretanto nada era concreto, o vampiro dormia sem nenhum dom ativo, não tinha chances de ser ele, mas sim alguém próximo á Kim.

Acordei de meus pensamentos quando Sungmin segurou minha mão, me puxando para o quarto que dividíamos, vendo Jaejoong ali. O moreno se deitara na cama erguendo a camiseta mostrando a grandiosa barriga pontiaguda. O mágico espalmara a mão ali, fechando os olhos para poder analisar mais a criança.

O vento forte corria para lá e para cá dentro do quarto, o que deixava claro o quão concentrado ele estava. Sungmin apenas me fitava, enquanto me mantive distante para não atrapalhar o mais velho. Logo ele abrira os olhos, assim suspirando.

- Não sei dizer que dia exato Minnie-ah, apenas posso afirmar que está próximo. – Sungmin suspirou indignado. – A placenta está fina, mas não irá se romper hoje.

- Ela está bem? – Perguntei curioso.

- Está sim. A posição em que se encontra mostra que ela está pronta para nascer. Apenas temos esperar o corpo de Sungmin expulsá-la de forma natural. Até lá, tome cuidado para não se machucar.

O feiticeiro saíra do quarto nos dando privacidade. Me deitei ao lado de Sungmin que permanecia em silêncio. Acariciei a barriga grande, sentindo o calor da pequena. O cheiro de sua própria magia sendo trancada em seu sangue também era perceptível.

- Perdido em pensamentos? – Perguntara Sungmin. Ergui o olhar para lhe fitar, acabei por abraçar ele mais forte estalando um beijo em sua testa.

- Um pouco. Talvez o medo de não achar essa pessoa esteja me deixando maluco.

- Por que?

- Estou ficando com raiva. – Suspirei. – Fora ele quem botara a magia em ti, nos fazendo acreditar que era Hyunmin. O matarei.

- Não gosto quando resolve matar alguém. – Murmurou Sungmin me olhando nos olhos com aquelas pérolas negras. – Mas confio em você. Sei que faz isso apenas com aqueles que merecem.

- Lembra quando você disse que eu nunca te elogiava? Apenas falo que não é forte? – O moreno assentira para mim. – Sinto muito orgulho de ti Sungmin. Não gosto de imaginar você e Kim brigando, mas vê-lo tão determinado é como oxigênio para humano. Me fortalece. Por isso que eu te amo tanto.

O moreno sorrira abertamente, um sorriso tão grande e tão dele que não pude deixar de sorrir de volta. Beijara seus lábios apenas tendo em mente o quanto tínhamos a dizer para o outro, mas o tempo ainda andava para nós. Tínhamos tempo para sermos felizes.



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Estava me banhando enquanto Sungmin dormia. Já era tarde o sol quase se escondia para dar o lugar á lua e ás estrelas. Sentado na banheira, apenas olhando para o teto sem saber no que pensar. Um suspiro soltei, apenas sentindo a ansiosidade para o dias que se aproximavam.

Molhara os cabelos, sentindo o aroma agradável do shampoo. Me perguntava o que deveria fazer primeiro. Deveria ir á catedral pegar a permissão para caçar o tal individuo para a seguir ir ao hospital farejar Leeteuk para finalmente acabar com o tal ser?

Não sabia. Estava com medo de deixar Sungmin sozinho dentro de casa. Saber que a placenta poderá estourar á qualquer instante me deixara alarmado. Henry era jovem demais para conseguir cuidar do irmão, sem falar que não sei se ele já consegue controlar sua sede.

Deveria levar junto comigo? Não seria perigoso demais? Aish, confuso era isso o que eu sentia, confusão em meu cérebro. A porta fora aberta mostrando o moreno nu que caminhava até a banheira, se sentando ao meu lado. 

- Está tentando me seduzir? – Perguntei como forma de afastar aqueles pensamentos.

- Por que você se deixar levar facilmente?

- Depende. No momento estou. – Sorri malicioso, mas o moreno apenas virou a cara rindo. 

- Então. – Começara ele. – Posso ir junto?

- Aonde?

- Com você. – Sorrira suplicante. – Sei que pode ser perigoso, mas nunca se sabe quando...

- Entendo. – Murmurei. – Acho que todos aqui deveriam ir. Para te proteger, e para matar. – Sorri o fazendo revirar os olhos. – E só ficarei tranquilo quando ficar sob meus olhos.

- Ok, então lhe acompanharei, quando ficar sério demais, irei me esconder. Está bom assim?

- Acho que sim.

Ficamos ali mais alguns minutos, conversando sobre coisas qualquer sem nenhuma importância, apenas para que o tempo fosse generoso conosco em passar rapidamente. Saímos da banheira e fomos nos arrumar, assim indo direto para a sala, onde Henry e Zhoumi assistiam novela.

- Vamos se arrumem. – Murmurei. – Iremos sair. 

- Para onde? – Perguntou Henry.

- Cinco minutos para estarem prontos. – Dissera Sungmin olhando para o relógio no pulso.

Os dois saíram em disparada para o quarto aonde começaram a se arrumar. Sungmin se sentara no sofá, enquanto desligava a televisão. Os dois apareceram pouco tempo depois, assim nos permitindo sair até o carro.

Durante todo o trajeto os dois perguntavam aonde iríamos e o que faríamos. Porém nada falávamos, afinal de contas, não era uma festa. Chegamos na catedral, estacionei o carro na frente da igreja e caminhamos até a sala de Ryeowook.

Kangin estava lá a nossa espera. Não o olhei diretamente sabendo que o maior estava bravo comigo ainda, mesmo nessa situação o ego da gente infla de um jeito que nada poderia reverter. 

- Aqui está. – Disse Kangin me entregando a folha com a permissão de caça. – Vá ao hospital, faça a inspeção e depois volte, iremos juntos.

- Ok.

☼ i'ʆʆ รuck yѳuʀ ɓʆѳѳɗ - tɦɛ pʀɛรɛɳt ɷ(¨ړ)ɷ

Chegara ao hospital sentindo o cheiro forte de sangue. Andei pelo lado de fora pulando na parede á procura do quarto do feiticeiro. Não me demorei para achá-lo deitado na cama, olhando para a janela. Não se assustara quando me vira.

Ele se levantara, sem nenhuma agulha sobre si, nem nada que poderia dedurar sua ação que deveria ser o oposto que o pedido dos médicos. Adentrei no quarto vendo-o se deitar novamente na cama.

- Minha mágica está sumindo. – Suspirou ele. – Esse verme está sugando todas as minhas energias.

- Sabia que havia algo de errado. – murmurei. – Desculpa por ter te enforcado, só me toquei que não estava certo mais tarde.

- Faria o mesmo no seu lugar. – O mais velho me olhara sorrindo, estendendo uma sacola. – Pedi á Donghae que trouxesse, aqui estão as roupas que costumo usar. O cheiro deve ser diferente do que agora.

Peguei a sacola retirando a camiseta branca, aproximei de meu olfato e senti seu cheiro de magia. Era dele mesmo. Olhei para si me aproximando de sua roupa para sentir o aroma que estaria em sua pele.

De fato era diferente. Mais forte, mais azedo. O feiticeiro sabia que seria necessário uma camiseta sua para que eu possa rastrear o mágico. Ele pegara outra sacola contendo a camiseta que deve ter sido a ultima que usara.

- Peço que controle Kangin. – Dissera antes de dar-lhe as costas. – Ele deve estar bravo.

- Não irei controlar. Deixarei que faça a festa como bem quer e entende. – Sorri-lhe.

Pulei a janela com a camiseta do feiticeiro em mãos. Corri entre as árvores, desviando da concentração de pessoas, que justamente hoje estava grande. Pulara alguns muros assim como escalava alguns prédios pulando seus telhados para que fosse mais rápido, até chegar na catedral, onde todos me esperavam.

- Vamos, temo um mágico para encontrar. – Sorri.


ੴ.•¡'ℓℓ รนcк ყഠนя Ъℓഠഠʠ - тнε pяεรεภт ੴ.•°°•

Era difícil de procurar por alguém com um cheiro tão peculiar. Inalava milhares de vezes o cheiro que estava na camiseta de Leeteuk, e depois cheirava o ar á procura de uma comparação. Mas o mágico era esperto, conseguia disfarçar a sua magia.

Henry acabara por me ajudar á farejar, estava me sentindo um cachorro da policia á procura do ladrão. Apenas continuei a cheirar o ar, pulando algumas arvores, sentindo de vez em quando um cheiro parecido em folhas. 

Henry também pulava, ele sentia o cheiro e pulava, porém as direções estavam começando a serem diferentes. Soltei um gemido quando sentira um choque bater em minha pele. Olhei para Henry que apenas me fitava receoso em continuar. Coloquei a mão na frente sentindo o choque novamente.

Pulei no chão de frente para Sungmin e Kangin que nos olhavam curiosos.

- Uma barreira. Parece ser magia misturada com alguma coisa que é utilizada na igreja. – Estiquei minha mão mostrando as leves queimaduras. – Não posso passar, se não morro de vez.

- Aish. – Murmurou Kangin. – Sungmin, você é o único mágico daqui, consegue fazer alguma coisa?

- Posso tentar. – Disse o moreno convicto.

O moreno estendera as mãos e andara até sentir a barreira em suas mãos. Parece que nenhum choque lhe fora dado, julgando o que sou. Sungmin fechara os olhos e logo começara a dizer algumas palavras em latim, fazendo o vento gélido correr em círculos ao seu redor. As folhas que carregavam o aroma de magia, brilhavam caindo aos pés dele.

Sungmin continuara a dizer aquelas palavras, o vento aumentava, até que a forma esférica da barreira fosse visível aos nossos olhos. Como bolha de sabão ela fora desativada, junto com o vento forte. O moreno abrira os olhos e se virou para nos fitar, com um sorriso no rosto. Era a primeira vez que o via fazer alguma mágica na minha frente, pelo menos ao que lembrava.

- Prontinho. – Sorrira. Corri até ele o pegando no colo e beijando seus lábios.

- Meu garoto. – Sorri. – Depois diz que não sinto orgulho de ti.

- Obrigado. – Sorrira envergonhado, tão fofo.

O coloquei no chão assim pudemos adentrar mais á frente no que parecia ser um terreno no centro da capital. Um sobrado surgira em nosso campo de visão. A noite deixava aquela construção com um ar de sombrio e assustador. Sungmin segurou meus dedos, colando seu corpo no meu sentindo medo de entrar ali.

Entramos no sobrado, Henry parecia interessado em tudo aquilo, assim fora o primeiro a adentrar já olhando á sua volta. Zhoumi, coruja como sempre fora, corria atrás do pequeno que se maravilhava com os móveis rústicos.

- Que estranho. – Dissera Kangin. - Do lado de fora parecia um sobrado comum e por dentro...

- Uma mansão do século XVIII. – Completei sua frase, quando reparara no lustre acima de nossas cabeças. 

Zhoumi tirou um lençol branco que cobria um dos moveis ali. Um piano cheio de poeira estava escondido. Olhei ao meu redor vendo que literalmente aquela casa parecia com as daquele século. Os moveis cobertos, só pelas formas, pareciam bem de época. 

O piso preto e branco nos levou até o único lance de escadas que nos permitia o acesso ao andar superior. Subimos os degraus de madeira cobertos por um tapete felpudo vermelho. Sungmin não largava de mim, cada vez mais tremendo de medo.

O andar de cima tinha apenas um longo corredor com portas distribuídas. O cheiro da magia que estava impregnada na roupa de Leeteuk era mais forte ali. Henry ia primeiro sob a proteção do vampiro chinês, o pequeno abrira uma porta onde o cheiro era incontestável.

Adentramos no cômodo encontrando um simples quarto. Ao contrário do andar de baixo, os moveis dali eram de época, porém descobertos e limpos. O cheiro estava bem forte ali, as marcas na parede eram provas de que magia era praticada ali.

- Parece que aqui é o esconderijo. – Disse Zhoumi olhando ao redor. 

- Bom, o cheiro é incontestável. – Murmurei. – Apenas temos de saber quem é.

A porta de fechara, o som de tranca fora auditivel para mim. Soltei-me de Sungmin indo até a mesma, batendo na porta que realmente estava trancada. Abracei o moreno para lhe proteger enquanto Henry continuava a fuçar por todo o quarto.

- Aish, nem dá para quebrarmos ela. – Esbravejou Kangin. – Parece que tem feitiço por todo o cômodo. 

- Uma armadilha. – Murmurou Sungmin se soltando de mim indo até a parede. Tocara ela para em seguida nos fitar. – Isso é uma armadilha.

- Que ótimo. – Murmurei. – Não tem como quebrarmos isso?

- Não é muito forte. – Disse Sungmin. – Poderia usar feitiço, mas isso iria machucar Sooyung por ser pesado demais.

- Isso é um problema. – Sussurrou Kangin.

- Kyu achei uma saída. – Disse Henry saindo do guarda roupa.

Seguimos o moreno, puxei a mão de Sungmin o colocando na minha frente, seria melhor de ficar de olho. Entramos no guarda roupa que parecia mais um closet. Em cima dele havia um grande quadro de um home que aparentava ter sessenta anos. Seus olhos... Eram bem familiares. Olhei para Kangin que apenas fitava o quadro. 

Ele me olhara como se pensasse no mesmo que eu, mas poderia ser um erro nosso. Demos de ombro ao ver o chinês retirar a pintura mostrando um grande buraco feito no guarda roupa.

- Parece ser uma passagem secreta. – Disse ele. – Irei entrar para ver até onde ele vai, irei voltar logo.

- Tome cuidado Mimi. – Disse Henry choroso, o chinês estalara um beijo no rosto do mais novo, assim dando as costas para adentrar na passagem.



ஐ*เ'ℓℓ รµ¢к ý๏µя вℓ๏๏∂ - †ђэ קяэรэи†*ஐ

Dez minutos e nada de Zhoumi voltar. Tudo bem, tempo curto, mas não quando se está em um sobrado estranho com um homem grávido ao seu lado, sendo que á qualquer instante poderá romper a bolsa. E sem falar no pequeno Henry, preocupado querendo ir atrás do mais velho.

A única coisa que eu podia fazer era esperar pacientemente pela sua volta, olhando fixamente para o buraco negro que soprava um vento gélido fazendo Sungmin se arrepiar. Retirei minha blusa o fazendo vestir, assim esquentando seu corpo.

O chinês surgira, o pequeno vampiro fora até o mais velho o abraçando como se não se vissem á anos. 

- E então? – Perguntou Kangin ansioso.

- Tem duas saídas. Uma delas levará até o escritório onde a única pessoa residente aqui se encontra. Mas acredito que ele sentiu meu cheiro.

- Kyuhyun vai você primeiro. – Disse Kangin depois de ficar alguns segundos pensando. – Você é o único que o cheiro não é perceptível por mágicos.

- Ok.

Me soltei de Sungmin, e entrei no buraco. Tive de ficar de quatro engatinhando pelo chão que parecia ser terra. Continuei caminhando sentindo o cheiro de magia, apenas seguindo aquilo que julgaria ser meu extinto. 

Encontrei a primeira saída, mas não tinha nenhum aroma. Por isso entrei nela. Cheguei ao seu final conseguindo ficar de joelhos. Coloquei os pés no chão, assim pegando impulso para pular no lustre, quando vi uma arma sendo apontada para mim. Um grande barulho ecoara por conta do tiro, o cheiro era digno de água benta misturada com algum feitiço contendo enxofre. Enxofre, que estranho.

Olhei para a pessoa que apontava encontrando uma mulher, bonita se me atrevo a dizer. Ela apontara a arma novamente atirando sem piscar. Consegui pular do lustre para a cortina e da cortina para trás de uma mobília de madeira. Respirei fundo sentindo o cheiro de magia coberta, ela usava alguma coisa que pudesse afobar o cheiro.

- Saia daí seu vampirinho. – Dizia ela, fiquei me perguntando se algum dos dois estava ali. 

Mais um tiro me fizera sair de trás da mobília, consegui pular atrás dela sem que percebesse, assim chutando suas costas a fazendo largar a arma.

- Sinto em lhe dizer, mas não sou um vampiro. – Brinquei. Peguei a arma que queimara em minha mão. 

O cheiro de Kangin se fizera presente, joguei a arma para ele e lhe dei um olhar para que ele desse conta da mulher, afinal ele deve estar louco para matá-la. Olhei em minha volta sentindo que algo de errado estava acontecendo ali.

Aonde estava Sungmin com Henry e Zhoumi? Aish, pulei de volta ao buraco, engatinhando até chegar na segunda saída que era de onde o cheiro de Sungmin vinha. Parecia ser um laboratório, o que não me agradara muito.

Chegara encontrando um homem dessa vez, ele tinha fisionomias velhas, e segurava uma arma parecida com a da mulher. Suspirei achando aquilo ridículo, mas ninguém poderia saber que eu adorava brincar mais sério. 

Aproximei-me do homem que atirara em meu peito. Nada ardeu, muito bem pelo contrário. Peguei a arma a jogando na janela que quebrara. Em seguida olhei ao redor encontrando Sungmin deitado no chão com Henry atrás de si.

Iria caminhar até eles, mas alguém conseguira colocar algo em meu pescoço me impedindo de andar. Segurei a cintura do que parecia ser do homem velho e o joguei á minha frente. Ele conseguira pegar a arma e voltar em tão pouco tempo, isso sim me surpreendeu.

Segurei seu pescoço olhando a marca que havia no mesmo. Conhecia aquela marca, e muito bem. Suspirei olhando de volta para o homem que sorria maliciosamente. Apertei seu pescoço vendo o ar faltar para si, não estava muito afim de caçar, e o sangue dele estava completamente contaminado com sangue e fé o que me deixava enojado.

Com a mão esquerda livre deixei as garras ficarem de fora, assim podendo perfurar seu corpo. Atravessara o mesmo arrancando seu coração fora. Fizera o mesmo com alguns outros órgãos como pulmão rim e intestino delgado.

Mas um cheiro mais intenso se tornara presente seguido de um grito de Sungmin. Larguei o corpo do homem velho no chão e olhei o moreno, ele segurava a barriga e estendera a mão para mim. Sua mão direita cheio de sangue. 

- Minnie-ah, o que aconteceu? – Perguntei ao me jogar ao seu lado preocupado.

- Kyu... Sooyoung... A bolsa... Estourou.

Arregalei os olhos surpreso com tal noticia, tinha hora mais perfeita para Sooyoung nascer? Estávamos em um sobrado pra lá de horrível sem contar que nem sabemos quantas pessoas tem aqui para nos matar. Sem saber o que fazer, começara a entrar em pânico.

- Henry Zhoumi, vão com Kangin, cuidarei de Sungmin. – Ordenei quando conseguira pensar com mais claridade.

- Mas... – Tentou contradizer Zhoumi.

- VÁ AGORA. – Gritei de volta. Os dois saíram correndo para ajudar o vampiro mais velho.

- kyunnie, o que vai fazer? – perguntava o moreno suando por conta das dores.

- Irei fazer o parto. Aqui e agora. – Respondi-lhe, vi o rosto do moreno se surpreender em uma careta misturada com a dor. – Irá ficar bem, para isso teremos de quebrar o contrato.

- Não Kyuhyun, não faça isso. – Dizia o moreno.

- Vai ficar tudo bem. Não irei sair do seu lado. Cuidarei de você. Não prometi?

- Prometa... De novo. – Sungmin gritara ao sentir outra contração. 

- Prometo Sungmin. – Segurei sua mão, beijando seus lábios olhando em seus olhos. – Irei proteger vocês dois, confie em mim.

- Eu confio. – Respondeu ao colocar a outra mão ensanguentada sobre a minha e dera um pequeno sorriso.


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