{ISYBSE} Prologue One


Andando sobre o piso de Madeira, ouvindo o ranger era confortável. Finalmente me sentia em casa. Os risos das crianças era algo totalmente energético. Estávamos vivendo por essas pequenas criaturas, que nos deixam presas ao mundo. 

E pensar que passamos de tudo e mais um pouco para poder sermos felizes, da maneira que acreditamos ser correta. Lágrimas foram derramadas, sangue, suor, gritos foram ouvidos, e também o olhar que carregava variados tipos de sentimentos, foram vistos por outros. 

Caminhava pela mansão já não me surpreendendo com o som de gritos apavorantes dos vampiros iniciantes. Apesar de termos deixado claro, de que eles não eram responsabilidade nossa, não adiantou. Prefiro eu mesmo cuidar deles, do que vê-los matar as pessoas. 

Sorrira ao ver o segundo vampiro herdeiro da segunda geração. Pois é, acabamos por adotar velhos costumes, para manter a ordem do que chamamos de clã. O nosso clã de vampiros. 

- Bom dia meu senhor. – Dissera o herdeiro. Parei á sua frente fazendo uma breve referência. 

- Bom dia Kyuhyun. – Sorri-lhe de volta. – Já está de pé, creio que suas tarefas são poucas por aqui. 

- É o que pensa. Tenho que ensinar os gêmeos á caçar direito. Baek tentou ajudá-los, entretanto tenho de mostrar a realidade. 

- Sempre pensei que seu caçula fosse o mais medroso de todos os seus filhos. 

- O que um humano pode fazer á gente. – Rira o demônio. – Bom, e como está o feiticeiro? 

Arregalara os olhos ao lembrar-me que estava atrasado. 

- Bom, vou ver ele agora. Até mais tarde Kyuhyun. 

Não olhara se ele me respondera, apenas apertara os passos para vê-lo. Passara pelas portas, apenas procurando por seu cheiro. Era incrível que seu aroma de magia, com o perfume de seu próprio corpo me deixava como um drogado. 

Parara na porta ao fundo do corredor. Olhara para debaixo da madeira robusta, vendo aquela fumaça branca. A garganta se fechara, a sede começava a me fazer perder a cabeça. Engolira em seco, lembrando que não podia perder o controle. Não naquele momento. 

Batera na porta, em sinal de respeito para com os humanos ali presentes. Girara a maçaneta colocando a cabeça dentro do quarto, sorrindo ao ver o seu rosto adormecido. Ao lado da cama, Donghae sorria contente enquanto segurava a pequena criatura em suas mãos. 

Aproximei-me do feiticeiro olhando a criança dormindo de forma tão serena e profunda. O humano me olhara, sorrindo enquanto estendia o menor para mim. 

- Está tudo bem com ele. – Sorrira Donghae. – Apenas o cuide. 

Peguei a criança em meus braços. O menor se remexera, conseguindo se ajeitar contra o meu peito. Ficando assim tão perto dele, me dava a permissão de ouvir seu coração batendo. Tum Tum, Tum Tum, Tum Tum. O som era baixo, tamanha era sua calmaria. 

Não aguentara e tocara de leve em seu rosto. Pele macia como a do pai. Sua boca rosada formara um bico nos lábios. Tão fofo. Ergui o olhar para Donghae que olhava fixamente para o outro feiticeiro adormecido. 

- O que há com ele? – Perguntei receoso. 

- Vistes como foi difícil tirar a criança. – Suspirou o mais novo. - Mas o problema é que isso está o afetando desde antes de ter a criança. 

- Senti que seu aroma se tornara diferente. Mas não quero acreditar que ele irá se perder. 

- Não sei o que fazer. – Donghae me olhara medroso. – Meus poderes são poucos para salvá-lo. Teria de juntar todos. Mesmo assim corre o risco de perdermos ele. 

- Não irei transformá-lo. – O olhei seriamente. – Sabe que sou contra isso. 

- Prefere perdê-lo? Se fizer isso sabe que irei matá-lo. - Donghae ficara serio, seu olhar me deixara arrepiado. 

- Não irei deixar que morra. Faça algo, és um feiticeiro, a magia dele está em seu sangue, assim como a de seus pais. 

- Eu não consigo. – Donghae mantinha os olhos marejados. Ele tinha medo. 

- Donghae és o único com quem posso contar. Não posso transformá-lo, o sangue dele cheio de magia irá rejeitar o veneno, e isso sim irá matá-lo. 

O feiticeiro baixara a cabeça deixando que finas lágrimas saíssem de seus doces olhos. Suspirei olhando o pequeno ser que dormia graciosamente em meus braços. Suspirei sentindo meu coração se apertar cada vez mais. 

- Hae, por favor, o salve. Não sou forte o suficiente para deixá-lo como eu. 

O feiticeiro finalmente me olhara. Seu rosto vermelho lhe deixava mais fofo. Ele suspirara para em seguida assentir, assim podendo limpar as lágrimas e respirar fundo. 

- Fique com criança então. Chame os outros. Irei fazer o que for possível. Se eu não conseguir, irá transformá-lo. 

- Tudo bem. 

Com a criança em meus braços, me virei saindo do cômodo. Suspirei no lado de fora, sentindo o peso de ser responsável por variadas vidas. Novamente olhei para o bebê, que abria os olhos de forma preguiçosa. Seus olhos eram caramelados, como a do pai. Era incrível como ele era totalmente igual á aquele ser que lhe guardara por nove meses. 

- Seu nome será Kim Minseok. 

O pequeno ser sorrira pra mim, mostrando sua gengiva. Sorri de volta vendo sua mão inteira segurar meu indicador. Tão pequeno, tão inofensivo. Olhei para a porta fechada, deixando que uma lágrima escorresse. 

- Acorde. Venha segurar a nossa criança, meu anjo. 

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