{AYNIL} Capitulo 1


O frio que havia ao redor daquele parque sombrio, causava arrepios para qualquer um que passasse por ali. As lágrimas escorriam no rosto do jovem menino eram provas de um desespero. Os sangues em suas pequenas mãos mostravam que o ato fora feito pelo mesmo. Ninguém além dele.

- Venha Baekkie. – O lider do clã estendia a mão para o jovem, que sem entender nada apenas desviara o olhar para seus pais, que choravam em silêncio.

- É APENAS UMA CRIANÇA KANGIN! – Kyuhyun deixava a forma demoniaca transparecer sobre si, as lagrimas que aos poucos se tornavam sangue, eram o fruto de sua energia para cuidar de sua cria. – Ele não sabe o que é certo nem o que é errado.

- Cabe aos pais á ensinarem. – Respondera o mais velho mantendo a frieza em seu olhar. – Dói em mim levá-lo, mas são ordens que devem ser cumpridas.

- Omma. – A criança se desesperara mais, sentindo seu pequeno coração ir ás ruinas por conta de um ato seu que fora além do imaginado. – Appa.

- Baekkie. – O feiticeiro largara os filhos para correr até o caçula, mas o mesmo desaparecera antes de seus dedos se tocarem. – Por que faz isso? Ele tem apenas 7 anos.

- São regras, sabem disso.

- Mesmo assim, devemos pensar no lado dele. É uma criança, agiu sem pensar.

- E vocês são os pais dele, porque não cuidaram quando podia? Sabiam que este dia estava para chegar.

- Omma. – O choro do menor quebrara o coração gelado do demonio, que apertara os lábios.

O ato do pai da criança fora impensado, a raiva que sentia de si mesmo e de como aquilo iria afetar a criança, deixava sua ira crescer de modo avassalador. Pegando impulso sobre os pés, pulara no vampiro maior tentando afastá-lo da criança.

O feiticeiro por si, apenas correra em direção do menor para levá-lo a longe, sendo esta uma missão falha. O vampiro conseguira se esquivar rapidamente do golpe do demonio assim segurando o pulso do menor o puxano para si.

Em sua mente, entendia o ponto de vista dos pais e se sentia o pior ser de todo o universo por separar uma familia tão unida e feliz. Porém as regras foram quebradas, e nada poderia ser feito a não ser exilar a criança de todo o mundo á sua volta.

- Sinto muito, realmente sinto muito. – Fora tudo o que dissera o mais velho antes de desaparecer.

Os pais se deixaram cair de joelhos no chão, em uma batalha perdida para reparar o erro cometido. O coração batendo acelerado e dolorido fazia crescer a ambição de ter o filho de volta. Rangendo os dentes e se levantando, ambos os pais criaram seu campo de força e voltaram, juntos os filhos ali presentes, para sua casa onde poderia descansar e recuperar energias para o filho resgatar.

Não muito longe dali, havia o grande vampiro segurando a criança em seus braços. As mãos acolhedoras traziam calma ao menor, que estava assustado com o ocorrido. Tudo aquilo era novo para si, e se quer imaginava que naquele dia sentira tanta sede a ponto de deixar os pais em uma situação desfavoravel.

Aquilo se quer era uma batalha, nem uma caça de rotina, apenas uma desvanença que ocorrera naquela noite, e que provavelmente repetiria caso não se controlasse. Mas oras, a criança se quer sabia o que estava acontecendo, apenas deixara os estintos falarem mais alto e isso rendeu naquilo. Uma consequencia tão prejudicial quanto uma alma perdida por ai, á sua procura.

Encolhera o pequeno corpo contra o peito rigido do maior, aquele gesto parecia esconder da negritude que o futuro lhe trazia. Assim poderia ser frágil sem ser atacado, poderia mostrar suas fraqueza sem que alguém use ela como ponto positivo para lhe atingir. Apenas uma criança que se sente solitária e arrependida de seus atos.

- Não se preocupe, irá voltar. – O pequenino erguera a cabeça para o maior que sorrira enquanto corria entre as árvores. – O tempo irá passar tão rápido que nem irá notar.

Sem dar nenhuma resposta o menor fechara os olhos tentando afastar os pensamentos que cercavam sua mente, o deixado perturbado e com medo. Não demorou para que chegassem ao local desejado pelo vampiro. Kangin pousara a criança no chão segurando apenas de sua mão. Caminhara pela floresta desconhecida, desviando de pequenos troncos e folhas.

Logo a gruta surgira, uma caverna qualquer parecia ser porém apenas os enfeitiçados e amaldiçoados poderiam ver a camada protetora que tem ao redor. Perto da gruta o feiticeiro maior, Lee teuk, esperava por seus convidados, mantendo um sorriso triste para não assustar mais a criança que viera. Ao se aproximarem o feiticeiro se agachara, ficando no tamanho do pequeno, assim passando a mão em seus cabeos castanhos.

- Baekkie-ah, não se preocupe é apenas por algumas horas.

A criança sem entender apenas assentira, conhecia aquelas pessoas e tinha confiança nelas, por isso não iria se apavorar e ponto de achar que sua familia e ele seriam separados por um longo periogo de tempo.

O feiticeiro segurou a mão do menor levando para dentro da gruta. Apesar da escuridão e da aparência escura e assustadora, ao adentrar, vira que era quente e bem iluminado. Computadores e pequenos tubo idênticos ao da ala verde da sede sul coreana, o menino acabara por se sentir em casa. Não teria com o que se preocupar.

O feiticeiro parara em frente de uma máquina ligada. Em sua tela letras e simbolos sem nenhum significado importante passavam rapidamente. Pequenas agulhas foram passadas e grudadas ao peito branco do menor, que apenas se arrepiara com o toque gélido do mais velho. Logo todas as informações á respeito do pequeno, surgiram na tela do computador.

- Olha só o que temos. – Sorrira o mais velho. – Não sei qual a sua espécie.

O menor inclinara o rosto em desentendimento, como não saberia qual sua espécie, era a mesma de seus pais. A pobre criança não fazia idéia do que estava á sua espera. O vampiro alto se aproximara abraçando o feiticeiro pela sua cintura, estalando um beijo em seu pescoço, ato seu que forabem observado pelo menor.

- O que há?

- Sem leituras. Não podemos saber o que houve em sua genetica, nem através de tecnologia.

- Magia, poderia saber disso através disso?

- Levaria tempo para descobrirmos o que é e o que fazer. Mas creio que é possivel.

- O que fazemos até lá?

- Temos de ficar de olho nele. E evitar qualquer problema.

- Venha Baekkie. – O vampiro pegara o menor no colo, o levando para mais afundo da gruta.

Andando ao redor, o pequenino se sentia cansado. Logo pousara a cabeça no ombro do maior caindo em um sono profundo. O maior sorrira afagando de leve as costas do pequeno, sentindo seu coração amolecer. Seria grosseria e demasiado prender o menor em uma jaula, e deixá-lo lá até que finalmente fosse descoberto o motivo que o levou a ficar daquele jeito mais cedo. Mas tinha de manter sua palavra para proteger tanto seu clã, quanto os humanos, que eram sua fonte de alimento.

Se aproximara á ultima jaula de ferro. Abrira ela, envontrando uma cópia perfeita do quarto do menor, na casa de seus pais. Obviamente para deixar o mais novo mais confortavel. Deitara ele em sua cama, e retirara da gaveta de uma comoda, uma pequena coleira, que iria registrar cada movimento do menor, para evitar qualquer contratempo.

- Desculpa Baekkie, mas é para o seu bem.

Prendera a coleira ao redor do pescoço do menor, que se quer notara quaisquer movimento. Apertando aos lábios saíra da jaula, trancando com um cadeado e uma corrente, assim dando as costas.


10 ANOS DEPOIS....

Um grupo de viajantes exploravam aquela floresta sorridentes e felizes, esperando que algo sobrenatural acontecesse. As lendas urbanas sobre os arredores deixavam suas mentes ativas á caça de uma prova contraditória. Pensavam que havia uma explicação lógica para todos esses rumores acontecerem. E isso já deixava tudo ainda mais interessante.

O garoto de olhos castanhos olhava ao redor mordendo os lábios, reprimindo o medo de encontrar algo que o amedrontasse e amaldiçoasse. Não acreditava que todos ali aviam ignorado seu pedido para deixar quieto o assunto. Mesmo que existisse uma criatura que dormisse serena por ali, queria deixá-la quieta. Se estava presa, tinha um bom motivo, entretanto era difícil fazer com que a curiosidade de seus amigos fosse apaziguada com qualquer argumento. Suspirava olhando para o mapa em seguida ao redor, notando que a escuridão já se apossara. Parara se apoiando em uma árvore pegando de sua lanterna e dizendo para si mesmo, que nada iria acontecer, enquanto via-se ao seu redor iluminar por conta do objeto em suas mãos.

Logo continuavam seus caminhos ao redor da floresta obscura, sentindo o vento frio arrepiar suas peles nuas. O som das folhas lhe deixavam em alertar temendo que alguém se aproveitasse da situação.

- Hyung, já chegamos? – Fazia bico o chinês alto. – Estou cansado.

- Calma, logo chegamos.

- Mas aonde estamos indo?

- Não sei. – Explodira o mais velho. – Pergunte á Chanyeol, foi ele que quis vir.

Olharam ao seu redor, sentindo a falta do amigo alto. Suspiraram não acreditando que perderam o amigo. Ele era o mais tagarela, estava animado com aquela viagem, mas ao passarem a ignorá-lo nem notaram a falta o mais novo. O chinês logo se arrepiara olhando para o colega surdo, que parecia estar medroso com os movimentos ao seu redor querendo ter voz suficiente para gritar, mas o pânico nas veias não o permitia.

- Vamos voltar e procurar algum sinal no celular. – Suspirou o mais velho.

- Sim hyung.

Jong Dae parecia estar calmo no olhar dos amigos, porém o medo também estava sobre si. Como uma mãe, ele se preocupava com o colega que sumira subitamente sendo esse o motivo de refazer seus caminhos, procurando indícios de seu sumiço para poder começar a procurá-lo.

Alguns metros longe dali, encontrava-se o mais alto que havia resolvido seguir seus instintos. Sentia alguém lhe chamando, alguém precisava de si. O que seria essa voz que teria lhe chamado para longe de seus amigos, para longe da trilha protegida? Era isso que lhe chamava a atenção, sempre que seus instintos entravam em alerta, o mais alto resolvia seguir confiando em si mesmo, assim obtendo seu sucesso.

Entre galhos caídos e folhas presas á galhos tortos, o jovem rapaz caminhava se escondendo em seu cachecol vermelho, balançando a lanterna para os lados esperando o motivo de seu chamado. Os olhos levemente arregalados já era um sinal de que nada passava despercebido para si, sendo assim que seguia o caminho do desconhecido.

Logo encontrava o fim da pequena floresta que era denominada assombrada, rezava a lenda que escondido entre arbustos e árvores uma floresta que guardava um monstro da noite, alguma criatura que se alimentava da carne humana e que poderia lhe aterrorizar dias e dias de noites, lhe incitando á morte. Chanyeol não acreditava nessas besteiras, como um garoto popular da escola, fazendo brincadeiras como verdade e desafio, fora desafiado a entrar na tal floresta e procurar por essa criatura. Como nada temia resolvera aceitar o desafio, assim saindo de glorioso tédio juvenil.

Assim que terminara de pular sobre alguns arbustos vira a tal caverna. Era grande e rochosa como havia ouvido falar e isso lhe deixara ainda mais animado. Caminhando em direção da mesma, engolira em seco ao ver que o breu que lhe esperava poderia ser um tanto quanto sugestivo, porém não se permitia sentir medo, pois algo o esperava ali e ele queria saber o que era.

Entre pequenos passos logo caminhara adentrando cada vez mais na caverna, balançando a lanterna para os lados, via alguns fios jogados como descaso. O frio se passava ao seu redor, um som de uivo foi capaz de ouvir e por um momento desejou ter a capacidade de seu colega, de ser surdo. Porém isso não foi o suficiente para lhe tirar a coragem, continuou a caminhar logo chegando ao seu fim.

Via computadores velhos ali, pareciam ser para alguma pesquisa cientifica porém abandonados, tocara sentindo a frieza dos objetos rejeitados, gerando a hipótese de que aquele lugar era apenas um local de estudo abandonado por antropólogos. Virando de costas para os computadores viu jaulas, como uma prisão, grades parafusadas ali como se quisesse prender alguém. Haviam três delas, a primeira e a segunda estavam limpas, mas a segunda já era suspeito.

Sem levar a luz da lanterna na terceira jaula, Chanyeol já podia notar que as barras enferrujadas poderiam prender algo que mudaria sua vida. Poderia ficar famoso caso descobrisse algum fóssil. Esticou a mão tocando no ferro e logo iluminou o local, se surpreendendo com o canto que se mantinha escuro. Espreitou o olhar ficando curioso em saber se aquilo poderia ser alguma câmera escondida dos canais televisivos, porém tal idéia foi descartada quando viu aquilo.

Um par de olhos lhe fitavam, olhos que pareciam não ser nem um pouco amigáveis. Poderia ser algum animal escondido ali? Talvez algum tipo de urso hibernando. Largou a lanterna a deixando cair no chão e soltou um grito apavorado quando viu que a besta estava rosnando para si correndo em sua direção. Cobrindo o rosto por alguns minutos, resolvera abrir os olhos notando que a grade estava ali ainda, e que seu corpo não fora danificado. Ergueu os olhos para a jaula se assustando com o que via.

- V-V-Você....É um garoto.

Um pequeno garoto se poderia ser comparado as alturas. Grudado na jaula havia o garoto que fora preso e exilado de sua família, á dez anos atrás.

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