{The Ghost Of...} Capitulo 9 - Pesadelo


Recobrei a minha consciência, tendo minha visão totalmente embaçada. Um vulto estava em cima de mim me dando um pequeno susto, mas assim que minha visão voltou ao normal, vi que era apenas Kyuhyun, que me olhava preocupado.

- Graças a Deus! – Exclamou ele depois de me ver acordado.

Tentei me sentar, mas a pontada em minha cabeça me fizera desequilibrar. Kyuhyun me apoiou ajudando-me a sentar direito. Olhei em volta e pude ver que estava em meu quarto e apenas ele estava lá dentro.


- O que aconteceu? 

- COMO VOCÊ PODE IR PARA AQUELE LUGAR E AINDA MAIS SOZINHO?- Gritou Kyuhyun me deixando assustado.

- Calma, Kyuhyun....

- CALMA NADA, VOCÊ EM DEIXOU ASSUSTADO.

Kyuhyun saiu do quarto quando a porta fora aberta mostrando Yesung. Kyuhyun deixou a porta bater com tudo mostrando sua indignação. Olhei para Yesung que estava com as mãos no bolso, e se sentava na cadeira que havia ao lado de minha cama.

- Você nos deu um baita susto. Demorei um bom tempo acalmando o Wookie. – Disse ele com suavidade na voz.

- Não me lembro do que aconteceu.

- Hum, você está querendo dizer que não se lembra de nada depois que desmaiou? – Assenti depois de vasculhar minha memória. – Bom, então vou te contar o que aconteceu. Kyuhyun foi para o refeitório como um cavalo atrás de você, estava te procurando em tudo quanto é canto, mas não te encontrou. Corremos para a casa de Henry, pelo menos eu não entrei, mais ao que parece o vampirinho disse sobre a sua curiosidade em relação ao laboratório, depois disso Kyuhyun correu para lá e te encontramos desmaiado com um baita corte na testa. Eu fiquei com o Wookie nos corredores de baixo, pois não sou idiota de deixa-lo subir para aquele lugar. Wookie quase desmaiou quando viu Kyuhyun descendo as escadas com você no colo desacordado. Desde então você está aqui dormindo e o Kyunnie arrancando os cabelos.

- Desculpa pelo transtorno.

- Não é para mim que você tem que se desculpar.

Yesung se levantou deixando-me sozinho no quarto, parei para refletir as palavras dele. Kyuhyun não havia visto aquele menino, e será que era aquele fantasma, quem havia feito a brincadeira e morrido? A porta novamente fora aberta mostrando a figura de Kyuhyun. Ele não olhara para mim, apenas subiu para o segundo andar ficando quieto lá. Suspirei, Kyuhyun não deve estar nas melhores condições emocionais para receber um pedido de desculpas, provavelmente levarei uma bronca.

Olhei para a cômoda vendo que a minha mochila estava lá, me levantei ignorando as dores procurando pelo livro. Cavouquei pela mochila atrás do dito livro, mas não o achara logo Kyuhyun surgiu ao meu lado com o livro em mãos.

- Irei devolver esse livro a biblioteca.

- Kyuhyun me devolve!

- Sungmin, sei o conteúdo de cor e salteado, sei muito bem do que se trata ele. Por que raios você está agindo como o personagem?

- Não é da sua conta.

- Sungmin!

- Kyuhyun! Você fica todo bravinho, e ainda quer descontar em mim?

- Estou bravinho por sua causa. Você acha que esse livro é de pura mentira?

- Acho.

Kyuhyun deixou o livro sobre a cômoda e se sentou ao meu lado. Abraçando-me de forma possessiva. Em seus braços pude ver que ele sentia medo, mas não sabia de quê.

- Eu sou real. É só disso que você precisa saber.

- Kyuhyun. – Sussurrei, sendo que ele se afastou segurando meu rosto com ambas às mãos, me dando um beijo simples, como se aquilo fosse prova de tudo isso era real.

- Sungmin, nunca mais faça isso, entendeu?

- Uhum. – Não conseguia falar. Apenas sentia o quão preocupado ele havia ficado, e isso me deixou de certo modo, constrangido. Baixei a cabeça sentindo a vergonha se possa de meu rosto. Mas Kyuhyun a levantou, dando-me mais um beijo.

Kyuhyun me deitara na cama, logo se juntando a mim, colando nossos corpos. Ele alisava a minha testa onde deveria ter o machucado. Seus olhos estavam tristes, tristes e solitários, não queria olhar aqueles olhos, esses tipos de sentimentos não combinam com ele. Para afastar a tristeza de si, eu o abracei escondendo meu rosto na curva de seu pescoço inalando seu doce perfume de baunilha. Não sentia cheiro de enxofre nele, apenas o doce perfume de baunilha. Kyuhyun me abraçara pousando sua cabeça na minha, seus braços rondaram meu corpo, deixando nossos corpos mais colados do que possível.

Mais uma vez ele me tinha em seus braços, um abraço sem luxuria, apenas um toque de proteção. Murmurei um ‘’desculpa’’, e pude sentir que ele sorria, apertei seu corpo mais uma vez, provando para mim mesmo de que aquilo não era um sonho, de que era verdade, Kyuhyun estava ali me abraçando de forma carinhosa. Afastamos nossos corpos, podendo fitar o rosto um do outro.

- Por que quis ir lá? – Perguntou ele, sem ter raiva em sua voz.

- Estava curioso. Muita gente morreu nesse colégio, antes de você, seus espíritos correm por aqui, porém os alunos agem de forma normal.

- Por que não me falou?

- Sei que não deixaria.

- Não confia em mim?

- Nenhum um pouco.

- Nossa essa doeu. – Disse ele colocando um pouco de humor em suas palavras me fazendo rir. – Pode confiar, já faz muito em ficar ao meu lado e receber de meus carinhos. Farei qualquer coisa por ti.

- Ah. – Disse ao me lembrar da cena que vira em um dos meus primeiros dias de aula. – Porque beijou Yesung no refeitório?

- Que? – Disse ele com uma cara surpresa, mas logo suavizou quando se lembrara do fato. – Ah, porque ele estava imaginando besteiras, ele acabou mostrando as presas e você viu, por isso não tive outro jeito que não fosse beija-lo.

- Quer dizer que seu primeiro beijo foi com ele?

- Sim.

Afastei-me dele, sentindo uma certa repulsa. Tudo bem o meu primeiro beijo foi com Kyuhyun e eu ficaria bem feliz que ele tivesse dito que o dele foi comigo também, e se fosse com uma garota eu também não me importaria, mas com o Yesung? E ainda mais em uma situação daquelas? Não vou mentir, tenho medo daquele menino, ele sempre está com uma cara de ‘’vou te matar’’.Tudo teria perdoa-lo dessa vez.

- Não pense besteiras.

- Desculpa, mas a única coisa que posso imaginar é besteira.

- Sei, principalmente com o Henry.

- Não posso mentir, fiquei com vontade. – Kyuhyun arregalara os olhos, fazendo uma careta de desgosto, ri com sua reação, puxando seu rosto para perto do meu. – Mas a minha primeira vez foi contigo, então se sinta honrado.

- Sentirei.

Beijamos-nos mais uma vez, mas foi Kyuhyun que separou antes, ele se levantou pegou a sua mala e saiu, me deixando sozinho atordoado. O que dera nele? Não se demorou e a porta foi aberta mostrando o pequeno Wookie, que ao me ver correu me abraçando. Olhei para frente vendo que Yesung nos olhava de forma fria como se fosse me matar a qualquer momento.

- Ah, como você me deixou preocupado. – Disse ele olhando a ferida em minha testa.

- Desculpa.

- Tudo bem, mas deu tudo certo entre e você e o Kyuhyun?

- Ryeowook, como você ficou sabendo disso? – Perguntei assustado, não fazia nem doze horas que eu deixara claro que gostava de Kyuhyun e isso já se tornou noticia?

- São rumores, de que você e o Kyuhyun estão em uma relação. Mas pelo o que vejo é verdade.

- E você estragou um dos momentos.

- Faz parte.

Conversamos por mais um tempo, contei o que havia visto no andar do laboratório e do pavor que havia sentido. Ryeowook já tremia de tamanho era seu medo Yesung se aproximou do baixinho lhe abraçando, fazendo o mesmo parar de tremer. Continuei a contar, dizendo tudo o que pensara, e que tamanha era a semelhança com o livro que estava lendo.

- É, já ouvi dizer sobre ele, mas isso é algo entre você e o Kyuhyun.

Os dois foram embora me deixando na duvida, Kyuhyun conhecia o autor do livro? Tinha tantas perguntas para serem respondidas. Larguei esses pensamentos, tentando arrumar um jeito de voltar ao laboratório. Kyuhyun não vai gostar nem um pouco disso, mas a minha curiosidade é tanta, que não consigo me conter. Deitei-me na cama, fechando os olhos, relaxando a mente, deixando que nada pudesse estragar a paz que sentia. Queria apenas descansar, assuntos mais sérios seriam resolvidos mais tarde. Agora tudo o que queria é acabar com a dor de cabeça.


Acordei sentindo um vento gelado bater contra meu rosto. Com dificuldade, abri meus olhos vendo um vulto em minha frente. Parecia ser pequeno demais para ser Kyuhyun, já que ele era mais alto que eu. Minha visão se acostumou com a pouca claridade, encontrando aquele par de olhos negros, vestimenta branca e faca na mão. O garoto que me perseguira no laboratório, estava me olhando com um sorriso lascivo no rosto. Senti meu coração fraquejar uma batida, arregalei os olhos levando o susto de ver aquele ser em meu quarto. Sentei-me, tentando canalizar minhas forças para as penas, assim podendo correr o mais rápido que podia para a porta.

O garoto ainda me perseguia, eu olhava para trás vendo que como de manha ele ainda podia me alcançar, por mais rápido eu corresse. Virei para frente, ignorando a chance de pegar o elevador, iria demorar muito. Corri para as escadas de emergência, abrindo a porta sem me importa em fecha-la, apenas corria. Tomei cuidado ao descer os degraus, para que não caísse e torcesse o tornozelo. Olhei para trás vendo que o garoto não corria, mas andava devagar, porém estava perto de mim. Acelerei o passo, abrindo a porta que dava para o térreo do segundo prédio. Empurrei alguns alunos, que me falaram mal e logo uma gritaria se apossou pelo local. Gritos de pânicos, todos viam o fantasma então não poderia dizer que isso é um sonho ou de minha imaginação. Corri para o primeiro prédio, subi as escadas até chegar ao quarto andar. Pulei as correntes, assim subindo as escadas de dois em dois, corri para o laboratório, fechando a porta atrás de mim. Sem sentir qualquer proteção, tentei pegar uma cadeira, uma mesa, peguei tudo quanto objeto para botar de contra a porta, não permitindo a entrada do garoto fantasma.

Ainda sim não me sentia seguro, o ar entrava e saia de meus pulmões de forma agitada, meu coração batia aceleradamente. Senti o ar ficar pesado em minhas costas, virei minha cabeça de vagarosamente, vendo que na janela, do lado de fora, o menino surgia com a faca em mãos. Soltei um grito estampando o meu pavor. Não tinha por onde ir, era aquele o meu final. O garoto passou pela janela andando pela sala em minha direção. Seu sorriso aumentava ainda mais, me deixando nervoso.

- Venha ser mais um Sungmin.

A voz do garoto era doce, como o de uma criança, mas não cairia em seu jogo. Ele andava em minha direção já erguendo a faca para me acertar um golpe, que me mataria. Andei alguns passos para trás, sentindo um dos balcões em minhas costas, não tinha escapatória, seria agora. Fechei meus olhos sentindo o terror tomar conta de mim.

A porta do laboratório se abriu com força, abri meus olhos vendo a figura de Kyuhyun. Sorri para ele, sentindo-me aliviado. Kyuhyun chegou perto de mim, como se nada tivesse na sala, procurei pelo pequeno garoto, vendo que o mesmo tinha ido embora. Suspirei aliviado, encontrando os olhos frios de Kyuhyun.


Era apenas um sonho, repeti a mim mesmo, depois de acordar com o chacoalho de Kyuhyun. Estava tendo o pesadelo de que o menino corria atrás de mim, me levando novamente para o laboratório, onde poderia ficar a sós comigo, podendo me matar. Kyuhyun havia entrado no quarto, me fazendo acordar. Novamente seus olhos negros e preocupados me deixaram envergonhados, porque eu tinha que dar tanto trabalho á ele?

Sentia o suor escorrer em minha pele, o soluços preso em minha garganta me incomodava. Ao ver Kyuhyun em minha frente, o abracei, tentando acalmar o coração que batia freneticamente. 

- Está tudo bem, foi só um sonho. – Dizia Kyuhyun enquanto passava as mãos em meus cabelos me acalmando.

Ele fizera menção de que me soltaria, mas o puxei de volta, deixando meu rosto afogar em seu peito. Sentindo seu cheiro, seu corpo fora uma prova de que aquilo realmente fora um sonho. Não tinha com o que me preocupar. Não tinha. 

- Pronto Sungmin, já passou.

Kyuhyun conseguira se livrar de mim, me fazendo fita-lo. Ele enxugara o meu suor, logo se levantando indo em direção de meu guarda roupa. Pegou meu pijama mais uma cueca minha e levou até o banheiro do segundo andar. Fiquei fitando ele, imaginando o que ele estava fazendo. Não demorou muito e ele logo desceu, chegou perto de mim esticando sua mão, para que a pegasse.

- Tome um banho e relaxe. – Disse ele.

- Não acho que consiga sozinho.

Estava sendo verdadeiro, não havia malicia em minhas palavras. Pensar em ficar sozinho poderia me deixar louco, como se fosse um convite para que o garoto fantasmas viesse a minha procura para me matar. Não, a minha vergonha em mostrar meu corpo para Kyuhyun, mesmo ele já tendo visto, era menor do que meu atual medo em ser pego pelo garoto.

Kyuhyun entendera-me, ele segurou minha mão me levando até o banheiro do segundo andar. Ao entrar pude ver o que tinha de diferente. Ao invés de um chuveiro havia uma banheira. Agora sim a besteira foi feita. Tirei minhas roupas, entrando na banheira que estava cheia até a metade. Kyuhyun se despiu sentando-se atrás de mim, me deixando entre suas pernas.

Senti algo em mim florescer, como se uma dose de hormônios passava pelas minhas veias em alta velocidade. A banheira, agora totalmente cheia, mantinha a água quente, me deixando mais a vontade. Kyuhyun circulou os braços em minha cintura, fazendo-me sentir algo queimar entre minhas pernas. Baixei o olhar e senti a vergonhar em ficar excitado com apenas um toque dele. Kyuhyun sentindo a minha desconfortação soltou uma risada leve, logo sua mão puxou minha cabeça para trás, erguendo meu queixo, onde um beijo seu fora depositado.

Seu beijo quente e acolhedor me fizera esquecer o medo que antes sentia. Os braços de Kyuhyun contornaram meu corpo, fazendo caricias, fiz o mesmo sentindo toda sua pele macia em meus dedos, seus cabelos finos e brilhantes, eram uma perdição. Seus lábios doces como mel, se tornaram meu vicio.

Sem saber como, Kyuhyun conseguira me botar em seu colo, deixando nosso peitos colados, pude sentir o quanto seu corpo precisava do meu, e sorri por dentro. Fiz questão de lhe fazer o que pedira, já que ele fizera muito em ficar ao meu lado afastando o medo e se preocupando comigo. Sempre me sentirei agradecido á ele. 

Esse era o meu jeito de agradecer, eu o agradecia com o gesto que lhe dá prazer. Senti Kyuhyun acariciar minhas coxas, seus lábios contornarem meu pescoço, descendo até minha barriga. Como ele me deixa louco. Pude ver que ele queria mais do que aquilo e o fiz, deixei-o invadir-me da forma que mais achara possível. 

Dor eu não sentia, apenas prazer e amor. O prazer que qualquer pessoa sentiria e o amor que seus toques carinhosos e cuidadosos me deixavam á loucura. Posso dizer que Kyuhyun foi o primeiro com quem fiz isso, e se depender de mim seria o único. Não consigo imaginar fazer tal coisa com outra pessoa que não seja ele. 

Kyuhyun me invadia de forma carinhosa, se quer seu corpo se afastava do meu, em nenhum momento ele me levou para longe si. Ele chegara ao seu ápice, acompanhado por mim. Suados em uma banheira, onde eu deveria tomar um simples banho, agora nós dois apenas respirávamos ofegantes. Ele me botara em seu colo novamente, dessa vez apenas acariciando meus cabelos e meu rosto, ele olhava-me de forma carinhosa parecia admirado.

O banho não se demorou por muito tempo, eu sai, deixando-o sozinho, e logo coloquei meu pijama. Desci as escadas encontrando uma bandeja com comiga na cômoda ao lado de minha cama. Na bandeja havia uma carta, que parecia ter sido escrita por Yesung, ele sabia que estávamos ocupados e apenas deixara a bandeja ali.


Esperei por Kyuhyun que me acompanhou no jantar, a aura era tão boa que nada podia nos abalar. Sentia que aquele momento podia durar para sempre. Depois de comer, me deitei na cama, com a companhia de Kyuhyun, que se deitara de frente comigo. Entrelaçamos nossas mãos, e fechamos os olhos, apenas sentindo a presença um do outro. Com ele ali ao meu lado, não sentia medo, sentia que nenhum pesadelo poderia me atingir. Com esse pensamento, fechei os olhos torcendo para sonhar com aquele que estava me sentindo apaixonado.

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