{The Ghost Of...} Capitulo 16 - Yesung's Life


Como deveria começar uma história? Poderia ser com ‘’Era Uma Vez’’, mas ela não é um conto de fadas e muito menos finais felizes, pois é uma história sem final.

Começarei contando a minha infância. Durante toda a minha vida eu vivi em um orfanato, nunca conheci meus pais, e não quero conhecê-los. Nunca fui adotado por causa de minha aparência gótica, mantinha meus cabelos grandes, repicados e negros, cobrindo todo o meu rosto. Tentava ignorar todos que podiam ficar a minha volta, não fora nem uma nem duas nem se quer dez vezes em que a diretora do orfanato pedira para mim cortar os cabelos, mas nunca o fiz.


Quando completei 16 anos, eu fiquei entediado, pois tudo o que fazia era estudar e ficar na frente da televisão. Pedi conselhos á diretora, que falou para eu arrumar um emprego de meio período. Foi o que fiz, saí na cidade a procura de emprego, mas nada se qualificara a mim, pois eu não tinha experiências.

Cogitei a ideia de trabalhar como garçom, seria uma boa, conseguiria fazê-lo. No primeiro restaurante que vira a placa de vagas, eu fui aceito. Comecei a trabalhar no dia seguinte, e a cada semana que se passava, meu salário era aumentado. Perguntei ao gerente do porquê e ele me respondera, que o motivo do restaurante ter tanto cliente era por minha causa.

Só então percebi que u restaurante estava cheio de clientes, porém todas mulheres. Perguntei aos meu colegas de trabalho, que me falaram que as mulheres vinham por minha causa. Apesar de minha pouca idade elas me consideravam bonito e simpático. Ignorei aquilo e também aos leves xavecos que levava de vez em quando.

Em um mês eu já conhecia aquelas mulheres e seus problemas domiciliares, também percebi que a maioria delas vinham vestidas com roupas curtas e apertadas, para mostrarem seus corpos, a maquiagem era pesada os cabelos eram presos em coque desajeitado para mostrar que elas teriam estilo.

Mas uma delas me chamara a atenção, e posso dizer que ela era diferente. Aquela garota vinha todos os dias ao restaurante, ficava sentada em uma das mesas mais distante e reservados prestando atenção em seu livro que a cada quatro dias era diferente. Suas roupas eram largas e escondia seu corpo, nenhuma maquiagem era vista em seu rosto. Parecia uma boneca de porcelana.

Tomei coragem e fui lhe servir, primeiro perguntei o que gostaria de beber, para logo depois trazer sua xícara de café. Sentei-me em sua frente e puxei assunto com ela, percebendo que havíamos muito em comum. Ambos gostávamos de filme de terror, ela amava ler livros de mistério e eu amava livros de suspense, até hoje não vejo diferença entre os dois gêneros.

No final das contas marcamos de sair, em uma segunda feira onde eu não trabalharia e nem teria aula. No dia marcado eu estava nervoso, com medo de fazer algo errado. Mas para a minha sorte tudo havia ocorrido de forma simples e gostosa.

Não entrarei em detalhes quanto ao encontro, nós assistimos a um filme de terror muito bom, depois jantamos em um restaurante japonês. A levei para casa, e foi aí que aconteceu algo que mudou a minha vida. Ela me fizera entrar consigo, me levando até seu quarto, onde pela primeira vez tive uma relação sexual. Para ser sincero, não me lembro de muito bem disso, por isso peço que me perdoem por não lhe contar os detalhes de tal noite.

Uma semana depois eu criei coragem em pedi-la em namoro, mas ela nunca mais apareceu no restaurante o que me deixara muito abalado. A cada dia de trabalho, era um tormento pois a via sentada na mesa escondida, lendo seu livro. Pedi demissão de meu trabalho e fui para outro restaurante onde trabalharia mais pesado, era uma pizzaria italiana, e além de garçom tinha que bater em massa, o que seria perfeito para eu poder esquecê-la.

Durante nove anos, trabalhei duro, pegando um pouco de meu dinheiro e doando ao orfanato que aguentara as minhas reprovações. Por causa do trabalho perdia tempo de estudar assim ficando sempre no terceiro ano do ensino médio.

Quando completei 25 anos, criei vergonha na cara e saí do orfanato, me matriculando no Falls School. A diretora do orfanato me pedia para não ir aquele lugar, falava ser ruim, tenebroso, com um passado assustador. Mesmo assim fui, tinha 25 anos com cara de 18 e tinha que completar meus estudos, para pegar meu dinheiro e poder ter a minha vida.

Lembro-me de meu primeiro ano na escola, entrei juntamente com um garoto de cabelos loiros e repicados, ele tinha um olhar frio, admito ter ficado com medo dele. Mas algo em sua face me fazia lembrar ela, seus olhos, que apesar de negros, tinham uma essência de amizade forte. Acabamos virando colegas de quarto, dormíamos no ultimo quarto do quinto andar.

Três meses depois alguns professores novos foram entrando. Um me chamou atenção, ele era musculoso, de aparência bonita, e parecia ser exigente. Mas ficara surpreso em encontrar aquela mulher no meio dos professores, e como eu me lembrava, ela continuava a usar roupas grandes mostrando sua inocência. Mas quando nossos olhos se encontraram, ela mostrou-se surpresa, ela olhou para meu amigo, Kyuhyun, me fazendo assim ficar com uma pergunta em mente.

Lembro-me de ter chegado no dormitório e perguntar ao meu amigo se ele conhecia a tal ‘’professora’’, e ele disse que era sua irmã mais velha. Que ela veio trabalhar aqui, pois o salário era alto, assim podendo sustentar o filho de nove anos de idade. Fiquei estático, fazia exatos nove anos que nós havíamos nos encontrado e em um dia eu sabia tudo sobre ela, ela perdera sua virgindade comigo, o que aumentara as chances de eu ser pai.

Durante o mês eu tentei me aproximar dela, mas ela simplesmente fugia de mim, e eu nem sabia do porquê. Tentei perguntar á Kyuhyun o motivo dela não querer saber do pai da criança, mas ele nada dissera, já que sabia que era eu. Aquela foi uma temporada tensa para mim.

Desisti de correr atrás dela, e resolvi me concentrar nos estudos. Durante a época eu e Kyuhyun nos tornamos melhores amigos, pois ele entendia o meu lado, eu havia chorado em sua frente contando tudo o que acontecera, mas por ele ter jurado sigilo não contaria nada á mim. 

Ficamos sabendo sobre as professoras que desapareciam após se encontrarem com o professor exigente, que secretamente eu o batizei de aloprado. Mas fiquei com muita raiva ao o ver dando em cima da mulher que amava. Sim eu a amava, ela um dia foi o motivo de minha existência, como era jovem confundia tudo, e isso deixou marcado, ela fora meu primeiro amor. 

No dia em que eu e Kyuhyun decidimos saber do porque as mulheres desapareciam, acabamos por descobrir algo chocante. Pegamos ele no flagra, ele mostrava suas presas brancas e pontiagudas, enquanto perfurava o pescoço da irmã de meu amigo. Como ficamos chocados, nem se quer se mexia a gente conseguia, e apenas vimos ela morrer, e no dia seguinte o diretor deu a noticia de que ela deixara uma carta de demissão. 

Não aguentei a raiva em mim, fiz de tudo para matar ele, tentei pegar um galho de orvalho, deixando-a com a ponta fina, assim formando uma estaca. Kyuhyun não me deixara sozinho, sendo assim, fomos nós dois á procura do professor. Quando chegamos na sala dos professores, ele estava sozinho, fomos imprudentes em ataca-lo, tendo como resposta alguns roxos.

Quando voltamos para nosso quarto, o vimos lá, esperando pela gente, e logo pegou um revolver, atirando em Kyuhyun na barriga, mas o que fora mortal para meu amigo, fora ver seus órgãos sendo tirados pelo pequeno buraco. Pensei que ele iria querer se divertir comigo, como se fosse um boneco da qual quando precisasse estaria lá, por ter medo da morte. Mas no final, ele simplesmente, me mordera, espalhando seu veneno por minhas veias.

Pude sentir a dor e o calor, como era horrível, tudo em mim vibrava, e aos poucos sentia meu coração parar de bater. Sendo assim que eu morri.


Alguns dias depois, acordei, estava tudo escuro e calor, tateei as mãos vendo que estava preso em algum lugar. Com uma pouco de força conseguira tirar uma espécie de tampa que havia em cima, vendo que na verdade era um caixão, feito de pedra. Então percebi o que havia acontecido. Olhei para a minha direita, vendo outro tumulo de pedra, tirei a tampa, encontrando o corpo de meu amigo. 

Senti vontade de chorar, que tipo de pessoa era eu? Como poderia ter deixado duas pessoas, da qual entregara a minha confiança, morrerem na minha frente? Saí da gruta, vendo que ela era uma sala secreta que ficava escondida na sala da pedagoga. Enquanto saia fiz de tudo para não ser visto, mas o único jeito era sair no sol, e como eu não sabia o que poderia repelir um vampiro, eu sai, sentindo minha pele ser queimada. Voltei para as sombras, encontrando um menino pequeno, ele tinha bochechas grandes e um olhar triste, seus olhos estavam inchados. Me aproximei dele me perguntando o que havia acontecido e ele dissera que a mãe havia desaparecido depois de trabalhar no colégio. Perguntei qual era o nome de sua mãe e ele me respondera ‘’Krystal’’, fiquei surpreso em saber de que aquele menino era meu filho.

Peguei o garoto sem dizer nada, e o trouxera comigo. Levei ele para cima e para baixo, mas em nenhum momento perguntara quem era seu pai, pois tinha certeza de que seria eu. Com a ajuda do pequeno pude pesquisar formas, e rituais de ressurreição, queria trazer meu amigo de volta. Achei um que parecia ser verdadeiro, mas eu não poderia fazê-lo pois estava morto. Pedi ao pequeno garoto que o fizesse, e ele por gratidão de ter lhe acolhido, o fez.

Fizemos o pentagrama ao redor do tumulo de pedra, jogamos sobre o corpo enxofre, e o garoto começou a recitar o poema que estava em latim. Logo vira meu amigo acordando, fora então que o pequeno garoto me agradecia por trazer de volta seu amado tio. 

Fiquei feliz em ter feito algo de bom ao pequeno, mas Kyuhyun apenas me olhava confuso. Contei-lhe tudo o que havia acontecido o deixando perplexo. Tínhamos que ter um lugar onde pudéssemos nos esconder, e acabamos por achar uma casa de madeira abandonada atrás de um muro. Kyuhyun quebrou a parede formando um pequeno buraco, onde pudéssemos passar.

O pequeno garoto, que havia dito seu nome era Henry, já havia descobrindo minha espécie, e queria por que queria viver ao lado do tio, para procurar o pai. Fiquei com medo de ele descobrir que seria eu e me recusei, mas o pequeno era persistente, e acabei o fazendo, mas logo me arrependi. 

Kyuhyun falou que seria melhor para mim, que eu ficasse longe do garoto, que ele tomaria conta, e de quando fosse necessário, eu poderia conversar e contar a verdade.

Durante alguns anos fiquei na minha, sem se quer visitar o pequeno, mesmo querendo. Foi então que toda aquela história, que você já deve saber aconteceu. Um garoto novo entrou, acabou vendo eu e Kyuhyun ele fizera a besteira de explorar a escola, sendo seguido por nós. Ele mantinha um diário, atualizando todas as noites e assim descrevendo cada espírito visto nos mínimos detalhes. 

Ele e Kyuhyun acabaram caindo por amores, mas eu não acreditara naquilo. Não se demorou para que o desejo de viver o eterno passasse na mente do mortal. E no final de tudo, ele fizera um ritual, que era o contrário da que Henry havia feito para trazer o tio. O garoto fizera a besteira e logo morreu e em seu ultimo suspiro acabou por prometer que faria Kyuhyun feliz com seu sangue, dizendo que seus filhos viriam.

Após sua morte o livro que fora encontrado pela diretora, acabou por ser lançado, porém a editora ficara com tanto medo que só lançou um, sendo o único livro de nossa biblioteca com tal tema. Kyuhyun lia e relia, sentindo todos os sentimentos do autor que um dia amara, e como sempre chorava. Eu ficava com dor no coração em ver meu amigo chorando.

Alguns anos se passaram, e logo senti o cheiro do autor amante de meu amigo. Era um garoto novo, que veio em uma noite de eclipse lunar. O garoto fora na biblioteca pegara tal livro, porém não o seguimos. Quer dizer seguir seguimos, pois Kyuhyun queria tocar no garoto, queria sentir o cheiro do sangue que pertencia ao home que uma vez amara. O garoto ao chegar na ultima etapa, desaparecera diante dos nossos olhos. Não sabíamos o que havia acontecido, ele simplesmente desapareceu.

Se Kyuhyun fosse vivo, poderia dizer que ele estava em depressão. Teve um ano, que eu andava pelos corredores, e acabei por encontrar um garoto desmilinguido, ele estava sendo feito de besta, pelos garotos mais velhos. Por incrível que pareça, pude sentir um calor dentro de mim, aquele garoto me chamara a tenção de uma forma, que me deixara espantado. Não me dei conta de que estava batendo nos garotos por brincarem com o desmilinguido. 

O cabeçudinho agradeceu, mas tudo o que eu pude fazer fora virar as costas. E a partir dos dias, comecei a ver ele e somente ele, havia contado á Kyuhyun o ocorrido, e ele conseguira descobrir o nome do garoto.

- Ryeowook, Kim Ryeowook. Posso dizer que você está apaixonado.

- Não sei o que sinto.

- Mas eu sei.

Kyuhyun me ajudara em todos os sentidos, ele tentara me fazer comparar o que sentia por sua irmã e o que sentia pelo garoto, e então percebi que estava caindo de amores. Mas para mim aquilo era proibido, eu não tinha o direito de me apaixonar, ele só se machucaria comigo. Eu não tinha coragem nem de conversar com meu filho, muito menos em tentar paquerar o garoto.

Dois anos de passaram, e novamente aquele cheiro invadia minhas narinas. Avisei á Kyuhyun que aquele ano seria diferente. Que eu gostaria de dividir o quarto com o pequeno Ryeowook, e que ele ficaria sozinho. Kyuhyun entendeu aquilo como um avanço meu, sendo que o que eu planejava era tirar-lhe a solidão. 

Para poder trocar os quartos, eu tive que fazer pressão na diretora. Ela sabia quem eu e Kyuhyun éramos, pois ela era filha do diretor de nossa época. 

- Yesung isso é diferente.

- Claro que é diferente, posso sentir que esse garoto novo, pode acabar de vez por todas tudo isso, e também de tirar Kyuhyun da depressão.

- Compreendo a sua preocupação, mas o que irá acontecer se mais um aluno morrer. Sabe que a escola está em uma posição difícil.

- Ele não vai morrer diretora. Pedirei para Henry mordê-lo.

- Yesung, você não consegues falar com teu filho, muito menos Kyuhyun pediria para algum vampiro mordesse o garoto.

- Diretora, estou pedindo que me troque de quarto e que deixe a sala das pedagogas vazias ás noites.

- Se alguma coisa acontecer, você será responsabilizado.

Voltei ao meu quarto, peguei minhas coisas e fui dividir o quarto com Ryeowook. Antes eu achava que ele ficaria em cima de mim, mas pelo contrário, ele manteve distância. O que me deixara frustrado queria conhecê-lo melhor, mas por causa de minha timidez, nem se quer nós nos dávamos. 

Durante o período de aulas, Kyuhyun me contara que seu colega de quarto, se chamava Sungmin e que era extremamente bonito. Lembrei-me da época em que trabalhava como garçom e escutava as meninas dizendo as mesma coisas sobre os garotos. Durante as noites eu tentava conversar com o pequeno, mas ele dormia, e eu não, o que gerava conflito as vezes. Mas admito que fiquei com ciúmes de quando Ryeowook se aproximou de Sungmin, tanto que teve o dia em que eu mostrei as presas para ele, em sinal de briga, que se ele tocasse no meu pequeno ele morreria, mas Kyuhyun me beijou, me fazendo esconder as presas, aquele garoto fora salvo por um fantasma, caso contrário estaria morto.

Senti que estava em perigo, e eu queria ter Ryeowook em meus braços. Juntei toda a minha coragem e fui falar com ele.

- Ryeowook. – O pequeno olhou para mim surpreso. – quer sair comigo amanha?

- Para onde?

- Um cinema, não sei direito sobre encontros.

- Encontro?

- Bom se não quiser ir, fique a vontade...

- Não. Sábado á tarde, estarei te esperando no portão.

Sorri ao ver que mesmo estando tímido, conseguira um encontro. Durante a semana, ficava aquele nervosismo, na escola nos olhávamos se podia ver seu rosto lindo ficar corado. Na noite do eclipse, eu deixei Kyuhyun sozinho para ter alguma evolução em seu relacionamento, assim podendo conhecer um pouco mais sobre meu pequeno.

Ele me contara que os pais o mandaram no colégio, porque estavam passando por divorcio, e eles sabiam que seria difíceis para ele, por ser apegado á ambos os pais. Ás vezes ele me perguntava sobre mim, mas eu falava que só contaria no dia de nosso encontro, pois me sentiria mais a vontade. 


No dia do tal encontro eu estava em estado de nervos. Não sabia o que vestir, pois não queria aparecer desleixado, mas também não queria aparecer muito elegante. Durante esses dez anos que eu vivi como morto, nunca ficara tão nervoso, apenas no dia do encontro com Krystal, mas como vocês sabem, não teve um final muito feliz. Acabei por colocar uma calça jeans e uma camiseta branca, pronto seria assim que eu iria.

Fui ao portão e lá estava ele, com uma calça jeans uma camiseta vermelha e uma blusa amarrada na cintura. Caminhamos pelas ruas, fomos ao cinema, mas o pequeno não gostava de filmes de terror, por isso assisti com ele uma comédia romântica. Fomos para um restaurante italiano e comemos e lá contei tudo sobre a minha vida, contei o que eu era, o que sentia, do porque estava lá e até dos meus recentes sentimentos com ele. Para a minha surpresa o pequeno reagira bem, ele sorriu segurando minhas mãos e dando-me um olhar acolhedor.

- Desde que me salva naquele dia, eu comecei a sentir algo por você. O que sinto não será abalado pelo o que você é.

Fiquei feliz em saber que era correspondido, e aquele calor subira em meu rosto, fazendo-me lembrar de minha juventude. Saímos pelas ruas, com a atmosfera em paz, era uma sensação tão boa que eu não trocaria.

Chegamos ao nosso quarto onde demos nosso primeiro beijo, um lugar onde não teríamos interrupções, onde poderíamos ser nós mesmos. A boca dele era viciante tinha um gosto de cereja, sua língua era uma maciez divina, sua boca eu explorei sem pudor algum. Mas conterá os meus hormônios, para não passar do limite.

No dia seguinte Sungmin apareceu, contando tudo o que havia visto na noite anterior, e eu como comecei a não gostar de ver os dois juntos sozinhos, entrei na conversa. Não vou mentir, não sinto ódio pelo Sungmin, apenas uma inveja de sua amizade com o Wookie ser tão bonita.

O resto da história vocês conhecem não? A curiosidade de Sungmin o levou até o extremo, fazendo o meu pequeno Wookie entrar em sua ladainha, quando Ryeowook me dissera que queria que eu visse uma pessoa, eu já sabia que seria Henry. Então me preparei o Maximo para não ficar nervoso e gaguejar, mas mostrar o meu pequeno garoto que eu tinha motivos, porém motivos fracos não?

Ver ele depois de 10 anos fora a melhor coisa do mundo, depois de sentir os lábios de Wookie, mas isso não vem ao caso. Quando nos deixaram sozinhos, Henry me olhava bravo, com as bochechas infladas fazendo um biquinho muito fofo.

- Porque nunca mais veio me visitar?

- Tinha meus motivos.

- Minha mãe tem haver com isso?

- Err, mais ou menos.

- Você foi como um pai para mim, um herói por salvar meu tio, mas depois de me transformar foi embora.

- Te transformei porque havia pedido não que eu queria.

- Não vejo motivo por não querer.

- Henry você tinha 9 anos, muito novo para morrer.

- Só Kyuhyun se importou comigo.

- Eu também me preocupei contigo, mas fui proibido de te ver.

- Por quê?

Contei pela terceira vez a minha história. Mas ocultei o nome de sua mãe, para que ele não pudesse me bater ou sei lá, me matar. Sei que durante esses dez anos Kyunnie o treinou para alguma coisa, é os dois eram desocupados. Durante esses dez anos, Kyuhyun me contava como seu dia fora com o pequeno, contava como ele estava como havia aprendido tudo, apenas me deixando com uma imensa vontade de vê-lo.

- E onde está seu filho agora?

- Na minha frente.

Henry começou a chorar, não tive reação, não sabia o que fazer quando uma criança chora. Então o abracei, pela primeira vez, eu estava abraçando meu filho. Como meu coração pulou de alegria, como me senti feliz.


Acredito que queiram saber o que aconteceu no dia em que Sungmin fora transformado, não é? Bom contarei de forma rápida, pois tenho um encontro com a minha família, Ryeowook e Henry. 

Depois de Sungmin ter desmaiado, Kyuhyun entrou em desespero. E quando digo desespero, quero dizer, que ele fez de tudo para matar o homem estranho. Eu não fiquei lá para assistir. Henry estava louco para pular em Sungmin, pois não sabia controlar seu instinto, Donghae que conhecia pouco sobre meu filho, o levou para o lado de fora. Juntamente com o Ryeowook peguei o Sungmin no colo e o levei para a sala da diretora. Claro que ela sabia que tudo isso daria besteira no final, mas como eu havia prometido Henry o transformaria. Não demorou em Kyuhyun se juntar a nós, assim vendo o amado ser examinado pela diretora, que também era nossa enfermeira. 

- Todas as costelas dele, estão quebradas, ele não vai sobreviver por muito tempo. – Disse a diretora.

- O QUÊ? COMO ASSIM, EU NÃO POSSO PERDER MAIS UM. YESUNG PELO AMOR DE DEUS FAÇA ALGUMA COISA.

Acredito que nem dava para ver a preocupação de meu amigo não é? Olhei para Henry, pousando minha mão seus ombros, lhe passando coragem.

- Henry, acho que é sua vez. Morda o Sungmin. – Disse.

- VOCÊ ESTÁ LOUCO YESUNG? ELE NÃO PODE VIRAR UM VAMPIRO.

- Não vai virar, então deixemos morrer igual ao outro.

- Desculpe a interrupção, mas como ele é meu irmão, acho que eu teria quem decidir.

- Bom Donghae qual é a sua decisão? – Perguntou a diretora, confiante de sua resposta.

- Henry morda o Minnie, e o salve. – Donghae virou para Kyuhyun o fitando bravo. – Olha aqui, não me interessa quem é você e sei muito bem que já ta morto e que namorou meu pai, então deixo bem claro, mesmo que eu morra, se eu ficar sabendo que magoaste meu irmão, irei te perseguir pelo resto de sua existência, entendeu?

- Sim, senhor. – Tentei segurar a risada pela primeira vez via meu amigo baixar a cabeça para alguém.

Henry se aproximou de Sungmin e mordeu seu pescoço, ele não sugou seu sangue apenas deixou seu veneno ser injetado nas veias. Não se demorou em sentir seu cheiro ir desaparecendo, seu corpo de vez em quando se mexia, por puro reflexo em sentir cada órgão morrer.

Para ser sincero Sungmin ficou desacordado por sete dias. Seus cabelos foram clareando, sua pele também, e quando acordou uma atmosfera de alivio se passou pelo quarto. Até eu fiquei feliz em vê-lo bem, pois Wookie estava tão nervoso com medo de perder o amigo, que me contagiou seu medo.

Mas a parte mais interessante aconteceu á noite. Eu estava escolhendo meu estoque de sangue para levar ao Sungmin, quando sinto a presença de meu pequeno. Mas seu cheiro estava diferente, não sentia o cheiro de seu perfume ou de suas roupas, apenas o cheiro de sua pele. Olhei para trás encontrando-o nu sentado em minha cama.

- Melhor se vestir, se não farei besteira.

- Quero que venha fazer essa besteira.

- Que erótico.

- Sou novo nisso.

Sorri ao pequeno, tendo ele para mim a noite inteira. Pela primeira vez eu dormira com uma homem, por isso tive uma certa inexperiência, mas posso dizer que me senti muito bem, parecia que eu estava satisfeito. Mas na hora H, Wookie me surpreendera.

- Me morda.

Olhei para em seus olhos, para ver se ele tinha certeza. Acariciei seu corpo, deixando excitado, beijei seu pescoço, sentindo seu coro ser invadido por mim. Seu sangue me chamava, clamava por desejo. E eu lá eu preguei minhas presas. 

Para diminuir sua dor, continuei com o que havia começado, e por incrível que pareça ele me correspondeu. Continuamos a sentir o corpo um do outro, de forma sensual e ardente. Seu corpo suava por não poder gritar nem se contorcer, apenas suava. Suas mãos ainda deslizavam pelo meu tórax de forma leve, me deixando sentir que ele estava cansado e fraco.

Quando estávamos mergulhado em nossos fluídos, Ryeowook desmaiara. Me levantei pegando seu corpo e o lavei, coloquei uma roupa adequada e o deitei na cama. Sua cabeça estava apoiada em meu braço esquerdo. Colei seu corpo no meu e fechei os olhos. Só iria acordar quando ele acordasse, para fazer ele pensar que só havia caído no sono, e que não havia se passado uma semana.

Uma semana se passou, e aqui estou, me preparando para meu momento família. Wookie estava com o cabelos castanhos ruivo, sua pele continuara clara e bonita, seu sorriso ainda encantador. Ah como eu o amo.

Como havia dito no inicio, essa foi um breve resumo de toda a minha vida. Claro que eu escondi alguns fatos, algumas conversas entre eu e Ryeowook, mas deixo claro que fiz isso, por sentir que vocês iriam invadir minha privacidade. A história ainda não terminou, ainda teria muito para contar, mas deixarei isso para outro momento, agora eu quero curtir a eternidade ao lado de quem eu amo, o meu filho Henry e meu namorado Ryeowook. Os outros casais estão bem, por incrível que pareça. Sungmin e Kyuhyun continuam com suas brigas amorosas para depois voltarem aos seus braços. 

Todos nós nos graduamos, eu finalmente passei de ano, depois de reprovar dezenove vezes, é eu ainda não criei vergonha na cara. Agora todos nós moramos em uma mansão, moramos todos juntos. Donghae morreu algum tempo depois, mas ele se tornara um anjo, dá para creditar nisso? Ele teve que se matricular em outra escola, coitado tem que se passar por humano para proteger um garoto, mas esses dias ele contou que fez a maior besteira da vida e que tem medo de partir para sempre. Ele se apaixonou pelo humano.

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