{The Ghost Of...} Capitulo 13 - A Verdade


- Como assim, o Yesung pai do Henry? – Perguntei assustado, Ryeowook me olhara seguido de um suspiro pesado, como se sentisse cansado.

- O Yesung, pediu que desabafasse com você, e eu necessito disso, pois é a única pessoa da qual posso falar livremente sobre o assunto, e a segunda pessoa da qual confio. – Wookie fechou um jornal, pousando ele embaixo de suas mãos, me olhando atentamente. – Antes do Yesung vim para cá, ou seja, quando era humano, ele teve um relacionamento com uma mulher, que depois de alguns meses disse á ele, que esperava um filho seu. Mas depois de Henry nascer, mais ou menos quando ele tinha 9 anos, essa mulher veio dar aulas aqui. E quando Yesung ficou sabendo disso, ele se matriculou aqui, para tentar conversar com essa mulher, sobre a criança.

- Ele queria se responsabilizar?

- Isso mesmo. Não sei se você sabe da história do professor. – Ele olhou para mim, e eu prontamente assenti me lembrando da história que Henry me contara. – Pois então, esse professor saía com as professoras jovens que lecionavam aqui, inclusiva a mãe de Henry. Ela foi a ultima morta daqui. Yesung achou estranho ela não ter aparecido, e quando a vista morta no jardim da escola, ele quis vingança. Resultado, Yesung foi morto.

- Quantos anos o Yesung tinha quando morto?

- Ele tinha 16 anos quando saiu com a mulher, então ele morreu com 25 anos.

- Como ele conseguiu entrar aqui?

- Bom, digamos que Yesung, nunca gostou de estudar...

- Ele reprovou quantas vezes?

- Não sei. Mas mesmo assim, ele mantém o Henry naquela casa, para que assim o protegesse da melhor forma. Mas ele não sabe como dizer ao Henry a verdade, digamos que ele tenha medo.

Parei para pensar comigo mesmo. Então Yesung tinha 16 anos e se relacionou com uma mulher, que ficara grávida dele. Nove anos se passaram, e Yesung reprovou vários anos, assim se reencontrando com tal mulher, para poder ficar perto do filho, sendo que a mulher foi seduzida pelo professor vampiro, que a matou e Yesung querendo vingança, acabou sendo morto e mordido. Agora me pergunto o que Kyuhyun têm a ver com isso, pois se me lembro bem, ele também fora morto, e provavelmente tinha a mesma idade de Yesung. Por isso ele age sombriamente, para que ninguém chegasse perto de si, desconfiando que seja mais velho e principalmente morto, suas ações são idênticas as de Kyuhyun.

- Bom, fico feliz que tenha me contado isso. – Disse sincero á meu amigo.

- Sabe Minnie, eu queria que os dois conversassem, sei que Yesung se sente mais confortável, vendo Henry se sentir seguro quando está com você. Mas acho que ele quer fazer o mesmo, você entende não é?

- Entendo Wookie, e pensando bem, não é uma má ideia fazer com que os dois fiquem juntos. Mas desculpa a minha curiosidade, mas porque Yesung e Kyuhyun são...

- Tão unidos? A mãe de Henry era a irmã mais velha de Kyuhyun.

Senti-me triste, pois não sabia que Kyuhyun tinha uma irmã mais velha, para falar a verdade, o fato de minha curiosidade ser tão aguçada e sentir vontade de me arriscar para descobrir o que aconteceu de verdade nesse colégio, são apenas para saber sobre o passado da pessoa que eu amo. Mas como posso fazer isso, sendo que nem seu básico. Realmente não sei nada sobre Kyuhyun se o assunto for família, apenas o que se relaciona aqui no colégio. Não sei quais são seus medos, do que mais gostaria de fazer, tudo isso, eu não faço a mínima ideia.

Continuamos a ler os jornais, procurando alguma noticia que me pudesse dizer sobre o passado sombrio do colégio, mas nada além da morte de Kyuhyun e Yesung. Poderia a escola não ter permitido que as outras mortes fossem ao conhecimento publico para que a popularidade de ensino da escola não abaixasse. Quem seria os pais que matriculariam seus filhos em uma escola, onde carrega um passado tão forte, como várias mortes de alunos? Sei que meus pais seriam um deles, pois eles só se importam com o dinheiro, e não com o meu bem estar. Mas mesmo assim, não acredito que as outras famílias fossem do mesmo jeito. Sei que existem pais e mães que realmente se importam com o filho. Mas acredito que os que importam não colocariam seus filhos aqui. 

Desisti de procurar pelos jornais, havia muitos e eram de poucas páginas, não existem jornais com mais de 20 paginas. Bufei, tentando pensar em outra maneira de achar os jornais com tamanho numero de paginas. Desviei o olhar para a estante, vendo um livro grosso, de capa de papel amarelado. Levantei-me indo em direção a tal estante, tentando pegar o livro. Sua capa era fina, realmente feita de papel. Ela estava amarelada, um toque do tempo mostrando que já era bem antigo. Em sua capa havia gravuras em preto e branco, espreitei o olhar vendo que as fotos eram de pessoas mortas, e quando digo pessoas mortas quero dizer, corpos mutilados, estrangulados decapitados, e tudo que pode ser enjoativo de se ver.

- Wookie, venha aqui.

Meu amigo se levantou, parando ao meu lado. A capa tinha as fotos e em cima delas uma discrição robusta e formal, aquela não era a nossa língua de origem. Olhei em volta para ver se tinha alguém por perto, visto que não havia ninguém, coloquei mo livro grosso dentro da mochila de Wookie, e saímos da biblioteca.


- Vocês conhecem essa língua? – Perguntei á Yesung e também á Kyuhyun.

- É francês. Posso traduzir. – Disse Yesung.

Estávamos no jardim, sentados em uma das mesas brancas sob o guarda-sol, para que Yesung não se queimasse, mesmo que o dia estivesse totalmente nublado, as nuvens tampando totalmente o sol, o deixara mais confortável. Ele lia atentamente a primeira pagina do livro grosso, não demorou muito para pousar o livro na mesa, e nos dizer o que havia entendido.

- Bom, parece que é um almanaque, juntaram as mais diversas noticia e rumores criando esse livro. Parece que são multi línguas, sendo que todas as noticias são daqui. – Yesung apontou para a capa. – Aqui mostra os primeiros alunos mortos, mas esses foram assassinados por assaltantes, que invadiram a escola. Parece coisa normal da qual não estamos a procura.

- Ela mostra alguma data? – Perguntou Wookie.

- 14 de maio de 1979. Antes mesmo de eu nascer.

- E a primeira página?

- A segunda morte, 15 de abril de 1980. Um grupo de meninas desapareceu, e foram encontradas mortas nas redondezas. O motivo da morte desconhecido.

- Têm alguma mais recente? Veja as noticias a partir de 1993.

Yesung começou a vasculhas as folhas de forma rápida, ele olhava as datas e logo a noticias par encontrar algo que poderia ser de nosso interesse. Não se demorou em pousar o livro novamente, apontando para a pagina escolhida.

- 13 de agosto de 1993 em uma sexta feira. Uma aluna foi encontrada morta no quinto andar do primeiro prédio.

- Ela fez o ritual satânico? – Perguntei.

- Pode ser, já que o motivo da morte não está especificado aqui. Bom aqui está a foto dela já morta.

Viramos o livro para poder ver melhor a foto, que poderia ser julgada bem forte. Uma garota no chão, com os olhos abertos e uma poça de sangue ao seu redor, seu pescoço parecia cortado deixando a mostra seu interior. Pude reparar que seus cabelos eram negros, seus olhos estavam desfalecidos, a garota parecia ser cega, pois eram brancos. Lembrei-me da figura que havia visto na noite anterior, me arrepiei.

- É ela, a garota de ontem á noite. – Disse apontando a foto.

- Tem certeza?

-É ela sim. – Disse Kyuhyun.

- Bom ao que está escrito aqui na descrição, antes de sua morte, ela parecia interessada em fazer os rituais satânicos, que na época eram tabus no país. Ela o fez no laboratório, o diretor da época conseguiu disfarçar sua morte, como se nunca tivesse acontecido.

- Será que ela se sente injustiçada e por isso fica vagando por aqui? – Perguntou Wookie.

- Não, ela é do tipo de fantasma, que não importa onde esteja ela seria um incomodo. Não se sente injustiçada, apenas amaldiçoada.

- Por que Kyuhyun?

- Ao que parece os rituais satânicos eram feitos quando você queria ganhar algo nem que vendesse sua alma para o tal ser. E quando você fazia o ritual, sua alma já é amaldiçoada, sendo que três dias após o tal ritual você morre, e sua alma vaga pela humanidade assustando as pessoas até as levarem ao suicídio ou então de criarem coragem em fazer o ritual.

- Pelo o que diz, essa menina deve se infiltrar nos sonhos das pessoas, já que quando viva era cega, agora morta não deve ser diferente. – Explicou Yesung.

- Ainda não entendi.

- Nos sonhos você pode fazer o que quiser, ela pode de enxergar e pode te atormentar. Mesmo que você sonhe com o ritual, sua será comprometida na realidade. – Expliquei seguindo o raciocínio dos meninos.

- Próxima morte. – Disse Kyuhyun.

Yesung virou a pagina analisando as palavras sussurrando elas, para que na sua mente, as palavras saíssem com mais clareza, para que nós pudéssemos entender.

- 13 de maio de 1994. Um garoto chamado Kim Young Woo, garoto de 17 anos desaparecido. Até hoje não foram encontrado nenhuma pista, provavelmente está morto. Dizem seus colegas que ele estava tendo pesadelos, depois de entrar no laboratório do quinto andar. Ele não deve ter aguentado os pesadelos e fugiu.

- É impressão minha ou todas as mortes foram no dia 13.

- Dia treze a maioria na sexta feira. Dia perfeito para se fazer rituais e falar com espíritos, pois seria o dia em que todos os humanos sentiram curiosidade em saber se é verdade que existe um mundo dos mortos. Por isso o número de mortos cresce consideravelmente nessa data. – Explica Ryeowook.

- Bom ao que parece ele também era estudante daqui.

- Vamos para a próxima. É a pagina 59 deve ser a do tal Park Jung Soo.

- É, está certo. – Yesung virou a pagina depois de fazer uma leitura rápida. – 13 de janeiro de 1995, aluno Park Jung Soo, aluno em destaque, sendo o líder de todas as suas classes, típico aluno exemplar, porém fora morto no jardim da escola, perto da casa de Henry, seu corpo tinha sinais de 5 facadas na barriga, sua cabeça havia um corte em forma de cruz, o que lembra o catolicismo.

- Mas o que isso têm a ver com as mortes?

- Parece ter sido uma mensagem, como se o assassino tivesse mandado uma mensagem do tipo ‘’ seu Deus não pode te salvar’’, coisas assim. – Explicou Kyuhyun.

- Parece que Jung Soo antes de morrer deve ter rezado pedindo por salvação, mesmo assim morrera.

- Próxima morte. 13 de outubro do mesmo ano, outro aluno fora morto. Era colega de quarto de Jung Soo, seu nome é Kim Heechul, era considerado um capeta da escola, sempre arranjando briga. Fora encontrado morto no laboratório três dias depois de fazer o ritual satânico.

- Credo. – Disse Ryeowook, sentindo um arrepio.

- 13 de setembro de 1996 um grupo de 6 alunos, todos garotos, foram encontrados mortos, dizem que três dias antes eles haviam feito o ritual, ao saber disso o diretor os expulsou, e eles morreram. O que acredito que vocês já sabiam desses.

- É, o número de alunos parece diferente, mas o resto é igual. – Disse me lembrando do que ouvira anteriormente.

- Bom, em 13 de dezembro do mesmo ano, aconteceu a mesma coisa, porém com um grupo de meninas. Parece que a partir daí, a escola virou um internato masculino. 

- E depois? Quais foram as mortes?

- Junho de 1997, não preciso dizer a data não é? – Yesung perguntou, sabendo que era sexta feira 13. – Enfim, um garoto fora estrangulado por um colega que julgara estar possuído por um espírito.

- E o garoto possuído não morreu também? – Perguntei.

- Aqui não consta nada. Próxima morte. Foram três no ano de 1998, um em fevereiro, um professor fora encontrado morto no laboratório. A segunda morte foi em março também sendo um professor, e em novembro que fora um aluno, depois disso a escola proibiu a entrada dos alunos no quinto andar do primeiro prédio.

- No ano de 2000, o que aconteceu?

- Foi na época em que eu e Kyuhyun entramos no colégio. Mas nunca fiquei sabendo dessas mortes. Em outubro de 2000, uma professora foi dada como desaparecida, sendo que seu corpo fora encontrado sem nenhuma gosta de sangue.

- Deve ter sido a primeira vitima do professor. – Comentou Kyuhyun.

- De 13 de abril até 13 de Julho 7 professoras foram encontradas enterradas no lixão que havia perto da escola. Seus corpos estavam começando a se decompor, e não havia sinal de órgãos.

- Setembro de 2002, uma mulher morreu com marcas de caninos no pescoço, sem nenhuma gota de sangue.

Olhei para Kyuhyun vendo que seu olhar mostrava tristeza, mas nenhuma gota de lagrima, se juntara em seus olhos. Ele apenas respirou fundo e me olhou, me dando um sorriso.

- 13 de dezembro de 2002, foram encontrados dois alunos mortos dentro do quarto, não havia motivo da morte somente a marca de canino em um dos corpos.

- Ou seja, eram vocês dois.

- Depois disso, não têm nenhuma morte que se relacionasse á sexta feira treze, apenas a morte do autor do livro, que foi no dia 23 de agosto de 2004. Mas enfim.

E agora o que fazemos, sabemos praticamente todos os motivos de mortes, sabemos que um monte de alunos morreram, mesmo assim, não vejo algo que pudéssemos fazer. Levantamos-nos, já estava ficando tarde, e logo seria o horário do jantar. Resolvemos ir ao refeitório, Yesung e Ryeowook foram na frente, esperei por Kyuhyun que ainda olhava a foto da mulher, que eu julgara ser sua irmã.

- Acredito que você já sabe.

- Que era sua irmã? Sim eu sei.

- Fico me perguntando o porquê dela ter caído na lábia daquele cara.

- Não pense. Kyuhyun, já passou, ela deve estar em algum lugar, cuidando de você de Henry.

Kyuhyun se virava para mim, puxando meu braço, fazendo-me sentar em seu colo. Entrelacei meus braços em seu pescoço, beijando seus lábios deliciosos e macios. Sentia que ele precisava de algo que o distraísse, pois sentia dor em seu coração morto, eu sei que ele sente raiva de tal professor, e se ele estivesse por perto, ele gostaria de mata-lo. Paramos o beijo, me pus de pé e o puxei para o refeitório.

Sentamos-nos na mesa, e conversamos sobre diversos assuntos que pudesse afastar aquela atmosfera de morte. Já cheios, fomos cada um para seu quarto. Eu sentia a necessidade de sentir a cama, estava cansado demais, não havia dormido noite anterior e isso estava pesando em mim. Tomei meu banho e logo me escondi em minhas cobertas, fechando os olhos, sem se quer dar boa noite á Kyuhyun, nem sabia o que ele estava fazendo.

Fechei os olhos, e senti algo pesar sobre mim. Pensei ser Kyuhyun, mas quando abri meus olhos, encontrei aqueles olhos cegos me fitando, os cabelos negros, caindo em meu rosto deixando nossos rostos próximos. Suas mãos negras e sujas passeavam em meu rosto alisando a minha pele. Um grito ficou entalado em minha garganta, lagrimas queria sair, mas nada de escorrer, o pânico tomando conta de minhas veias, deixando meu coração batendo rapidamente.

A mulher apenas se aproximava, sua boca se movia, mas nenhum som era escutado. Não conseguia me mexer, e ela apenas se aproximava de mim.

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