{The Ghost Of...} Capitulo 12 - Copo


- Espera um minuto repete. – Disse Kyuhyun surpreso com a minha decisão.

- Isso mesmo que você ouviu, vamos terminar.

- Sungmin, pare de brincadeiras.

- Não estou brincando. Estou sendo bem sério em relação a isso. - Kyuhyun me olhara com lágrima nos olhos, senti meu coração falhar algumas batidas.

- Minnie-ah – Disse ele, enquanto segurava minhas mãos firmemente. – Me diga o motivo, por favor.

- Kyuhyun, você falou que eu lhe dava dores de cabeça, acabei de descobri que já namoraste o autor do livro da qual eu sigo tudo. E pelo que parece tanto eu quanto o autor sentimos algo por você. Eu sinto que eu estou te levando ao passado, que isso te machuca.

- Minnie, o que sinto por você não se pode comparar ao que senti antes. Ele é meu passado, ele me fez lembrar do meu maior medo, eu quando te vi pela primeira vez... – Ele respira enxugando as lagrimas. – Eu sabia que seria você e ninguém mais.

- Kyuhyun, não me entenda mal...

- Sungmin, por favor não faça isso comigo. Eu te imploro. Eu posso ser alguém morto, sem coração, de jeito frio, mas sei quando te vejo sinto uma luz vinda de ti. Você é o meu ar, és o motivo de minha existência.

Vê-lo chorar pela primeira vez, me fez lembrar o eclipse lunar, a data da qual me era permitido chorar sem motivos. Ele fora o primeiro a me ver chorar, e essa é a primeira vez que o vejo assim. Eu realmente estava determinado a deixar de ficar ao seu lado, mas seu olhar era muito... Implorável, ele realmente implorava em seu olhar, para que eu não fizesse isso com ele. Se eu pudesse estaria derramando lagrimas junto á ele, mas agora em seu ver, devo parecer um garoto sem coração.

Kyuhyun se aproximou da cama, sentando-se ao meu lado, apoiou sua cabeça em minhas costas e assim ficou. Pude sentir a camiseta ficar molhada por causa de suas lagrimas, sentindo vontade de tê-lo em meus braços, fora o suficiente para puxar seu rosto para perto do meu dando-lhe um beijo. Um beijo molhado por conta de suas lagrimas com o gosto salgado de meu pedido de desculpas. Kyuhyun envolvera seus braços em minha cintura, fiz o mesmo com seu pescoço acabando com o espaço que existia entre nós.

Nossas línguas se abraçavam em saudade, seus lábios que como sempre me eram delicioso de serem sentidos. Seus cabelos macios foram convidativos para que uma de minhas mãos fossem fazer carinhos. As mãos de Kyuhyun apenas me apertavam, em um abraço gostoso e relaxante, provavelmente provando a si mesmo que estava tudo bem agora. Nos separamos, para que não possamos ir longe demais. Ele apenas sorriu para mim, enquanto eu me acalmava, tentando dissipar a minha preocupação de ser outro para ele, pois gostaria de ser único.

- Sungmin, não sei se já te disse. Mas eu te amo.

- Não acredito que falarei isso. Mas eu também te amo, Kyuhyun.


Estávamos nos preparando para o próximo passo do livro. Kyuhyun fizera questão de estar presente, em qualquer coisa que eu fizesse em relação ao livro. Sentia-me protegido com sua presença, mas acredito que ele está fazendo isso para poder provar algo para si mesmo. Henry também quisera participar, até mesmo o Wookie, mas do nada o Yesung o chamou, apenas para não deixa-lo perto do vampirinho.

Estávamos no sótão da casa de Henry, sentamos em um circulo, ou em um triangulo, com uma cartolina no centro. A cartolina tinha o alfabeto inteiro, junto com um retângulo escrito ‘’sim’’ e outro escrito ‘’não’’ e os números de 0 a 9. No centro da cartolina havia um copo virado de cabeça para baixo, onde encontrava nossos indicadores.

- Ok, segundo livro, se fizermos essa brincadeira, aqui no sótão de Henry, iremos entrar em contato com um dos antigos estudantes mortos pelos rituais satânicos.

- Qual o primeiro passo? 

- Ficarmos bem quietinhos. – Disse Kyuhyun, logo o silêncio se apoderou.

O ambiente estava bem sombrio, estava tudo escuro, e eu estava nervoso, mas não muito pois havia um vela acessa perto de nós. Com a minha mão esquerda eu segurava a barra da camisa de Kyuhyun, tentando me acalmar. Respirei fundo e tomei uma coragem para inicar tal ritual.

- Têm alguém aí? 

A minha voz pareceu fina e baixa, porém nenhum outro som se fez presente. Ficamos encarando a cartolina, esperando algum movimento. Fomos bem claro antes que ninguém empurrasse o copo de propósito, afinal queria pistas sobre o que ocorrera com os alunos. O copo começou a se mexer, indo em direção do retângulo escrito ‘’sim’’. Ficamos impressionados em ver que tal brincadeira, realmente era séria. 

- Quem é você? – Perguntei.

O nome do espírito, tinha que bater com o do livro. Assim o copo se movera para as letras ‘’J’’, ‘’U’’,’’N’’,’’G’’. esperamos mais um pouco, e logo o copo voltou a se mexer. Henry tomava nota de todas as letras, assim formando as palavras. O copo parar de se mexer, quando finalizara seu nome. Olhávamos para Henry esperando sua resposta, o pequeno ergueu a voz trêmula dizendo e nome da quarta presença.

- Jung Soo. Park Jung Soo.

- É o mesmo nome. – Disse me lembrando do próximo passo que o livro dera. – Jung Soo, o que aconteceu com você?

O copo de primeira não se mexeu, pensei na hipótese dele ter ido embora, mas logo as letras foram sendo destacadas, e o pequeno escrevendo-as. A partir da quinta palavra desisti de acompanhar, ele iria escrever uma frase inteira, de mais ou menos duas linhas, para que tanta palavra fosse transmitida.

- Ele disse, pagina 59. Olhe na pagina 59 e encontrarás o que procura. Caso não ache volte a me procurar. Por enquanto peço que larguem essa brincadeira antes que fique sério de mais.

- Henry, você mexeu no copo, e está com medo. – Disse Kyuhyun sério. Olhei para o pequeno que ficara com o rosto vermelho.

- Bom, pelo menos a parte da pagina 59 parece ser bem real. – Eu disse largando o dedo do copo já me levantando.

Tentei abri a porta do porão, mas ela parecia ter sido trancada pelo lado de fora. Tentei abri-la com ambas as mãos, mas não consegui. Olhei para Henry que logo veio em minha direção, fazendo força, mas também não conseguira. Kyuhyun se aproximou, mas nem se quer o trinco ele conseguia mover. Olhei para Henry perguntando se aquilo seria uma brincadeira sua, mas o garoto apenas negou com a cabeça. Kyuhyun tentava de todas as formas, mas nada. Um som de algo se arrastando nos chamou atenção. 

Olhamos para o tabuleiro onde o copo se mexia sozinho. Henry se sentara perto do copo novamente, tentando anotar as palavras que nos era transmitidas. Logo o copo parar de se mover, assim Henry trazendo o caderno para que pudéssemos ler.

- ‘’Pagina 59, encontrarás sobre minha vida. Mas não de quem te trancas aqui.’’

- O que ele quer dizer. – Perguntei.

- Existem dois espíritos aqui, um deles está falando conosco e o outro está tentando nos assustar. – Explicou Kyuhyun.

- Tá, Henry e você, já estão mortos, por isso não sentem medo, mas eu sou humano e preciso de outro par de calças.

- Eles não farão mal hyung, mas acho estranho eu não conseguir vê-los.

- Henry, você consegue enxerga-los?

- Normalmente sim, eles sempre transmitem uma certa aura, se for branca estão em paz se for negra, são vingativos. Aqui sinto sua presença, mas nada que pudesse mostrar sua forma ou aura.

- Na verdade, eu posso sentir mais uma presença e eu não gosto nenhum um pouco disso. – Disse Kyuhyun, tendo seu jeito frio de volta. Ele segurara minha mãe e a de Henry.

Senti alguém me cutucar, desviei o olhar para trás, encontrando um par de olhos brancos uma pele branca cabelos negros cobrindo o rosto, suas roupas eram negras e rasgadas, sua boca estava trincada e roxa. Kyuhyun cobrira meus olhos rapidamente, me puxando para si, escondendo meu rosto em seu peitoral. Mas ainda podia sentir alguém mexendo em mim, como se forçasse a olha-lo novamente.

- Pare de respira Minnie, prenda a respiração por quanto tempo conseguir e não feche os olhos. Henry irá abrir a porta.

Apenas prendi a minha respiração, mantendo meus olhos abertos, fiz o que pude, assim tentando inalar um pouco do perfume de Kyuhyun, caso perdesse um pouco de ar. Assim senti meu corpo se mexer, olhei para Kyuhyun que se encaixara entre elas, me pegando no colo, ele me olhava tentando me acalmar, assim me senti uma criança sendo carregada pela mãe. Pude ver que conseguimos sair do sótão, e também da casa de Henry. Pude sentir quando toquei o chão, descendo do colo de Kyuhyun.

- Pronto pode soltar. – Disse ele.

- Por que eu tinha que prender a respiração e deixar os olhos abertos?

- Ela não enxerga, aquele espírito, ela segue sua respiração e a batida de seu coração. Quando ela te acha, ela tenta encontrar o calor de seus olhos, assim que você os fecha, ela invade tua mente, te levando ao suicídio. – Explicou ele.

- Então eu não deverei dormir esta noite?

- Exato.

- Ótimo, Kyuhyun tenho um trabalho para você, é por sua culpa que isso aconteceu.

Kyuhyun me olhava desconfiado, não entendia o que ele havia feito. Não pensei sobre isso para que não pudesse estragar a surpresa. Henry, dissera que iria fazer alguma coisa, que o mantivesse longe de sua casa, até que o espírito se fosse. Segurei a mão de Kyuhyun e o levei com urgência para o segundo Prédio, nem se quer esperei o elevador subimos as escadas de tamanho era a minha situação. Chegamos em nosso andar, eu abri a porta o mais rápido o possível. Assim, a tranquei para nada pudesse me atrapalhar, Kyuhyun me olhava confuso, ele realmente não tinha ideia de seus efeitos sobre mim.

Caminhei até o banheiro, preparando o chuveiro em uma temperatura quente, já que fazia frio nessa noite. Logo me olhei no espelho, vendo minha atual situação. Estava excitado, sentir seu corpo, era esse resultado, pura excitação, ele realmente não deveria ter feito aquilo, eu poderia muito bem andar, já que conseguia enxergar, mas não ele fizera questão de me levar no colo, e ainda para piorar naquela posição. Agora ele me paga.

Despi-me entrando no chuveiro, não se demorou para a porta ser aberta mostrando Kyuhyun. Ele me vira, e logo seu olhar pervertido se tornou presente. Ele veio até mim, tirando suas roupas, entrou no boxe, e colou seu corpo no meu.

- Era esse o trabalho?

- Você me paga, seu espírito maldito.


Ah, como era bom ver o amanhecer junto com alguém que ama. Mesmo sentindo cansado depois de um bom banho acompanhado, Kyuhyun fizera o possível para me manter acordado, como jogar seus vídeos games favoritos, explicar matéria da escola. Mas o que fora mais perfeito, é ver o amanhecer. Não se demorou para o alarme tocar, avisando que se não me aprontasse, me atrasaria. Tomei um banho, colocando o uniforme, e esperei Kyuhyun pois ele fizera questão de que fossemos juntos. Caminhamos alegremente pelo corredor, logo esperando o elevador. Os alunos que entravam nele nos olhavam tortos, percebi que o assunto sobre nosso relacionamento era algo que Kyuhyun gostaria de evitar. Tirei minha mão da sua, caindo ao lado de meu corpo, mas a mão de Kyuhyun segurou a minha novamente. Desviei o olhar para ele, que me correspondeu com um sorriso.

Resolvera assumir nosso relacionamento, e pensar que nós discutimos sobre isso, e ele dissera ser totalmente contra tudo aquilo. Mas agora estava segurando a minha mão, sem se importar com os outros. Caminhamos assim, até o refeitório, sentamos na mesma mesa que Wookie e Yesung, que nos chamaram, assim que terminamos de pegar algo para comer.

- Então como foi ontem? – Perguntou Wookie em relação ao jogo do copo.

- Não deu muito certo. – Disse me lembrando dos olhos brancos horripilantes que vira noite anterior.

- Por quê?

- Um espírito negro apareceu. Ao invés de um apareceram três. Um parecia ser passivo o segundo era brincalhão, mas o terceiro era um Santyan.

- Santyan? O que é isso?

- É o nome usado para aqueles que morreram ao fazer rituais satânicos, aquela menina deve ter sido quem propôs tal brincadeira ás amigas. 

- Ainda bem que eu não fui. Mas você está bem não é Minnie?

- Estou sim, esta tarde irei á biblioteca, procurar pela pagina 59.

- Ela não é a do livro que está lendo? – Perguntou Yesung.

- Não, pois já passei da pagina 90. O livro parece ser algo parecido com documentos. Eu deveria procurar por documentos que mostrem reportagens sobre os alunos mortos, aqui desse colégio. Mas acredito que não exista.

- É, realmente não têm, mas acredito que se procurar em jornais da época, poderá encontrar algo.

Tomamos nosso café, indo para a sala. A manhã passou rapidamente a meu ver, mas para a minha alegria não iria sozinho para a biblioteca, apesar de Kyuhyun se juntar á Henry para expulsar os espíritos, eu ficaria sozinho, mas Ryeowook dissera que iria fazer-me companhia, sendo que ele também ficaria sozinho durante a tarde, enquanto Yesung sairá para caçar.

Caminhamos pelos corredores do primeiro prédio, entrando pela grande porta de madeira, que dava entrada á biblioteca. Assim que entramos pude sentir o calor batendo em rosto, me deixando aquecido do frio que aquele dia me trazia. Procuramos por estantes antigas, e não demoramos em acha-las. Vimos uma pilha de jornais, suspirei, mas logo tomei coragem em começar a lê-los. Arregacei as mangas, sentei no chão e comecei a olhar um por um, sendo imitado pelo meu amigo.

Já havia lido dez jornais, e já sentia cansado. Me lembrara das questões que de vez em quando surgem em minha mente, mas que não tinham respostas. Olhei para Wookie, pensando se deveria ou não perguntar á ele. Dei de ombros jogando meu orgulho de lado e logo perguntei.

- Wookie, como o Yesung e você se conheceram? Digo assim para sentirem o que sentem um pelo outro?

- Hah, - Disse ele erguendo sua cabeça, tendo seus olhos brilhando. – Um dia eu estava andando na rua, e sentia que alguém me seguia mas não via ninguém. Logo o vi um dia em meus sonhos.

- Hum, se importa de eu fazer mais perguntas?

- Sei, que tens uma curiosidade grande. Pode falar.

- Por que ele não entra na casa do Henry. Ele sabe de sua existência, sabe que o espera, então por que faz isso com o pequeno?

- Bom o Henry, parece considerar o Yesung como um pai, o Yesung o pediu para ressuscitar Kyuhyun, pois era humano, e Yesung não podia fazer isso, já que era um vampiro. Mas o passado dele, me deixa surpreso.

- Por quê?

- Yesung é pai de Henry.

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