{The Ghost Of...} Capitulo 10 - Ilusão


Acordei ao ouvir o som irritante do alarme, hoje teria que ir para a aula. Tateei a cama a procura de Kyuhyun, mas nada encontrara, abri meus olhos, depois de tanto esforço, vendo que ele não estava lá. Sentei-me na cama, olhando ao meu redor, mas nem se quer encontrara sua sombra. Suspirei derrotado, me levantando até o guarda roupa, peguei meu uniforme indo para o banheiro fazer minha higiene matinal.

A água morna fazia-me acordar e relaxar, como um preparamento psicológico para o dia que estava por vir. Arrumei-me da melhor forma que podia, mesmo não sentindo a necessidade de fazê-lo. Sai do banheiro olhando para o segundo andar, mas nenhum som da banheira era ouvido. Dei de ombros, pegando meu material e indo direto para o elevador.

Ao sair do cubículo, tive que desviar de alguns alunos, que paravam para conversar enquanto me fitavam, ele olhavam para mim dos pés á cabeça e logo chegava perto do ouvidos dos colegas para contar algo. Baixei a cabeça e encolhi meus ombros, apressei o passo para mais rápido chegar ao refeitório.

Cheguei ao local, já encontrando o aceno de Ryeowook, me chamando para sentar com ele. Andei até meu amigo, deixando minha bolsa no colo, enquanto sentava na cadeira que ficava de frente á ele.

- Virou assunto da escola. – Disse ele enquanto me oferecia um pedaço de maçã. 

- Não entendo do por que. – Disse ao aceitar a fruta, mordendo um pedaço.

- Kyuhyun. Ele passou com você no colo ontem, pelo colégio inteiro.

Continuei a comer, tentando ignorar os olhares que me eram direcionados, para a minha sorte o sinal do inicio das aulas tocara, fazendo com que todos ali fossem para suas respectivas salas. Eu e Wookie, pegamos nosso material e subimos as escadas lentamente, não estávamos com muita vontade de ir para a aula, mas eu já havia perdido matéria e isso não seria muito legal. Entramos na sala, dei graças á Deus, por ninguém cochichar nem me olhar torto, apenas me ignorando. Fui direto para o meu lugar notando que Kyuhyun ainda não havia chego.

A primeira aula havia se passado rapidamente, eu estava tão concentrado na matéria, que levara um susto quando a porta foi aberta. Olhei para trás vendo que era Kyuhyun, seus olhos e jeito estavam frios de novo, ele não me olhou nem sorriu para mim, o que me deixara frustrado. Mas conhecendo um pouco ele, posso afirmar que ele não gostou nem um pouco dos rumores sobre nós. Sei que os rumores são verdadeiros, mas acredito que Kyuhyun seria o tipo de pessoa que odeia intromissão em certos assuntos, principalmente assuntos pessoais. Lembro-me quando ele me contara uma mentira ridícula para que eu não chegasse perto de seu tumulo, com certeza era uma prova de que ele odeia esse tipo de intromissão. 

Virei-me para frente continuando a prestar atenção na aula, sei que eu ele não iria falar comigo aqui na escola, e que viria para cima de mim apenas quando estivéssemos á sós, por isso eu o ignorarei. Não quero ser apenas um brinquedo, entendo que ele não goste do jeito que os outros alunos pensam sobre nós, mas não vejo nenhuma mentira. Então o que custaria assumir? Acho que não seria tão ruim, até pelo o que vejo, alguns deles não se importam tanto assim conosco.

E assim foram as primeiras aulas, eu controlando a minha vontade de olhar para ele, e tentando prestar atenção na aula. O sinal tocou, e para não cair na tentação de seus olhos frios, puxei Ryeowook para o refeitório. Sentamos na nossa mesa de costume, nada falei sobre meu desconforto, mas Wookie entendera isso em meu olhar, pois começara a contar sobre seu primeiro ano na escola. Eu estava completamente absorto em sua história, que fiquei me perguntando o motivo de meu amigo parar de falar e olhar para algo atrás de mim.

Olhei para os lados vendo que os alunos olhavam em minha direção, fiquei me perguntando se havia alguma comida em meu rosto, mas nada senti. Apenas segui o olhar de Ryeowook, me virei vendo Kyuhyun e Yesung, que nos fitavam com uma cara não muito boa. Kyuhyun se aproximou de mim, puxou meu queixo, depositando um selar em meus lábios. Seria mentira se eu dissesse que não fiquei surpreso, pois ele acabara de me beijar no meio do refeitório cheio. Senti o meu rosto arder de vergonha, mas Kyuhyun nunca ajuda. Ele se sentou ao meu lado segurando a minha mão. Ele olhou para mim esboçando um sorriso, fiquei apenas fitando ele perguntando a mim mesmo o que se passa na cabeça daquele ser. Uma hora está de mau humor depois vem todo amoroso. Era realmente como havia imaginado.

- Bom dia Minnie. – Disse ele me tirando de meus pensamentos.

- Quem é você e o que fez com o Kyuhyun.

- Nossa só porque eu não estava ao seu lado hoje de manha?

Franzi o cenho, não era Kyuhyun. Ele nunca falaria uma besteira dessas, ele sabe muito bem que eu odeio quando tiram vantagem de mim por ter feito algo. Sim nós ficamos juntos a noite inteira e ao acordar ele não estava lá, agora eu encontro ele sendo sarcástico, por imaginar onde ele estaria? Como posso dizer de uma maneira melhor. Kyuhyun nunca se importa, ou pelo menos nunca o fez sob minha presença, com o fato de que eu ficaria preocupado com ele, pois ele sabe que eu não me importo com ele, morto Kyuhyun já está então fico totalmente tranquilo em relação á seus sumiços, mas tirar sarro de tal coisa, não é de seu feitio. 

Olhei para Yesung, ele apenas me olhara de forma fria, como de costume. Ryeowook me direcionou um olhar, de medo, pude ver que Yesung também não está em suas melhores condições. Olhei novamente para Kyuhyun, vendo que ele apenas me encara. Respirei fundo e me levantei.

- Kyuhyun, venha comigo.

- Tudo bem.

Ele também se levantou, o direcionei até o jardim, olhei para os lados vendo que não havia ninguém perto. Fui até o buraco do muro que dava até a casa de Henry. Agachei-me e me arrastei já chamando por Henry, claro que ele não sairia de casa, mas provavelmente acordaria. Puxei o pulso de Kyuhyun levando até a porta da casa, mas ele parou de andar, não entrando dentro de casa. Olhei para ele vendo que seu olhar era frio e preocupado. Como suspeitei.

Abri a porta vendo que Henry já estava a minha espera. Fiz sinal de que cheirasse Kyuhyun, e ele o fez. Ele farejou de forma discreta. Logo seus olhos ficaram vermelha, sua pele branca com as veias negras se destacando. Henry me puxara para perto de si, me fazendo entrar em sua casa. Kyuhyun apenas olhara tudo aquilo, e logo depois sorriu sarcástico. 

- Fora esperto Sungmin, em chamar seu cachorrinho para me farejar. – Disse ele,sua voz estava diferente, mais grossa.

- Posso dizer que Kyuhyun não têm muita formalidade em acordar antes de mim, até porque ele não dorme.

- Ah então fui pego, por ter essa falha. Peço desculpas, da próxima vez farei perfeitamente.

- Não terá uma próxima vez. – Henry saltara de encontro com Kyuhyun , ou pelo menos, um fantasma que se passara por ele.

O que antes se parecia com Kyuhyun agora parecia voltar á sua aparência natural. Era um garoto, que se estivesse vivo teria cerca de 17 anos. Seus cabelos eram negros, e seus olhos eram parecidos com o do menino do laboratório. Fora então que eu entendi. Aquele era o aluno que havia morrido no laboratório por fazer o ritual satânico. Aquele garotinho de antes deveria ser um espírito qualquer que ficara preso lá por acaso. Para me fazer voltar lá ele usara a forma de Kyuhyun. Uma boa ideia, porém com as falhas em relação ao comportamento de Kyuhyun.

Henry, investia golpes, mas o fantasma o bloqueava. O pequeno tentou cravar as presas no inimigo mas não conseguira. Olhei para trás, correndo para a cozinha, peguei qualquer objeto que fosse, e voltei, vendo que os dois haviam desaparecido.

Dei um passo para frente, saindo da casa. Olhei por todos os lados, mas nada encontrara. Saí do terreno de Henry, voltando ao jardim da escola. Olhei para os lados julgando que o sinal havia batido. Corri pelo campo, indo em direção do primeiro prédio, subi as quatro escadas, chegando ao quinto andar, onde o laboratório se encontrava.

Dessa vez ninguém veio me recepcionar, nem se quer presença de espectro eu sentia ali. Continuei a andar em direção da sala desativada de laboratório, abri a porta, vendo Henry deitado na mesa desacordado. Corri em direção do pequeno deixando o objeto cair. Chacoalhei o corpo de Henry, em pedido de que acordasse, mas nenhum movimento se quer ele fazia. 

Logo o rosto do garoto fantasma, tomou conta da face de Henry, me fazendo recuar. Havia caído em uma armadilha, de novo. Tentei procurar algo que pudesse usar para me proteger, mas nada encontrara. Estava encurralado, pois as portas haviam se fechado sozinha. Essa seria a parte em que Kyuhyun deveria aparecer heroicamente, me salvando, mas duvida que isso aconteça.

Tentei correr pela sala, jogando as carteiras, frascos, mas nada adiantara. O espírito do garoto corria atrás de mim, quase me alcançando. Gritei por Kyuhyun, por ajuda, mas nada de diferente acontecia. Me belisquei tendo a prova de que aquilo era real e não um sonho. Perto da mesa em que eu me enconstava, tinha um frasco com um liquido azul, joguei o liquido no rosto do garoto, que recuara. Pude notar que saia fumaça de seu rosto, o garoto tirou a mão da face mostrando que o havia naquele frasco queimara sua face. Até poderia tentar achar um jeito de procurar por mais daqueles frascos, mas o garoto era impertinente, não desistia um segundo se quer de tentar me atacar. Corri pela sala, chegando perto da porta, conseguindo abri-la, corri pelos corredores escuros, que do nada havia espantado a luz do dia. Vi que no final do corredor havia uma porta, tentei abri-la mas não conseguira, olhei para trás vendo que o garoto tinha em suas mãos a mesma faca banhada em sangue. Pus mais força na porta, abrindo-a e de lá encontrei Kyuhyun e Henry. Soltei um suspiro aliviado, e entrei no armário, fechando a porta atrás de mim.

Sentei no chão desamarrando as cordas de Kyuhyun e de Henry, que logo me abraçaram.

- Disse para não vir aqui. – Disse Kyuhyun.

- Você é um ser morto, e se deixa ser sequestrado. Não tive outra escolha a não ser vir.

A porta do armaria fora quebrada, a madeira caia em cima de nós quando entrara em contato com a faca. O garoto, enfiou a mão dentro do buraco que havia feito na porta, mexendo na maçaneta. A porta se abriu e assim Kyuhyun pegou um pote, jogando um liquido no fantasma. O garoto como da vez anterior, recuara colocando a mão em seu rosto, tentando conter a queimadura.

Henry me puxara e logo nós três saímos de lá. Chegamos no fim da escadaria que dava para o quinto andar, e Kyuhyun parar jogando o restante do liquido do pote, nos degraus. Continuamos a descer as escadas deixando o quinto andar para trás. Nada mais nos seguia, mas mesmo assim corríamos feitos loucos para a casa de Henry.

Ao chegarmos lá, senti um alivio imenso. Sentei-me no sofá, tentando descansar um pouco e acalmar os batimentos cardíacos.

- O que era aquela água? – Perguntei ofegante.

- Água benta. Foi isso que eles usaram para me pegar. – Disse Kyuhyun.

- Onde eles acharam?

- Naquele armaria em que estávamos, é o único local onde eles não pisam, por ter um estoque de água benta. Usei um pouco nas escadas, assim eles não podem mais sair de lá.

- Uau, de novo – Gritou Henry sentindo a adrenalina nas veias.

Suspirei aliviado em perceber que os fantasmas do laboratório não viriam mais a nossa procura. Sentei-me no sofá, e logo Kyuhyun se sentou ao meu lado, apoiando as pernas em meu colo, Henry apoiara a cabeça em meu ombro, já caindo no sono, já que se acostumara a dormir durante o dia.

- Fora fantástico hoje Sungmin, mas como percebeu que não era eu?

- Primeiro me chamou de Minnie, segundo porque não estava ao meu lado quando acordei.

- Esse é o meu garoto.

Sorri em ver que aquele sim, era o Kyuhyun que conhecia. Tudo pode voltar ao normal, ou pelo menos é isso que eu devo pensar. Mas aquele livro que havia pego na biblioteca provavelmente teria mais lugar para me mostrar e xeretar. Mais tarde iria ler mais um capitulo do livro, e tentar descobrir, quem é Cho Kyuhyun, e porque ele morreu.

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