{The Ghost Of...} Capitulo 1 - Falls School


Como meus pais puderam me por nesse lugar? Sei que eles não ligam para o que eu faço, se estou vivo ou não, mas eles tinham que me mandar para esse internato? Já ouvira falar dele, que era o lugar mais horripilante de todos, dizem por aí que existe um fantasma e um vampiro, que o grande clássico ‘’O fantasma da ópera’’ fora baseado naquele lugar. 

Dizem os rumores, que dois garotos morreram naquele internato, e por suas almas se sentirem angustiadas, elas se esconderam entre os alunos, perturbando os jovens quando quer e quando bem entende. Os alunos morreram no quinto andar no prédio dos dormitórios, ou seja, o andar em que eu irei dormir. Pois é, meus pais, além de me colocar naquele lugar fizeram questão de ser de ultima hora, não tendo outro quarto em que eu possa me instalar. Vou ter que ficar naquele quarto, justamente onde os dois alunos morreu. 

Estou parado na frente do colégio. A aura é assustadora, como era de se esperar, o céu está nublado dando pequenos trovões, os portões enferrujados rangem com o toque do segurança, que me permite entrar. O pátio em si era bem cuidado, não devo mentir, a pintura dos prédios estavam conservados. Não diria que aquele lugar era amaldiçoado. 

Andei até a jovem moça que me olhava sorrindo, tentando ser hospedeira, parecia que estava acostumada com tal atmosfera que o lugar trazia.

- Você deve ser Lee Sungmin, certo?

- Sim.

- Bom seja bem vindo, venha te levarei até seu aposento.

A jovem moça, que em seu crachá mostrava que seu nome era Jessica, caminhou em minha frente, mostrando o caminho. Toda porta em que passávamos ela parava e me explicava o que era. Mostrou-me as salas de aula, apontou para uma escada dizendo que a minha ficaria no segundo andar. Saímos do primeiro prédio indo para o segundo que ela dizia serem os dormitórios. Assim que passamos pela porta pude ver alguns alunos, se juntando na soleira da porta, para ver quem acompanhara a jovem moça, ou seja, para verem quem seria o coitado que iria pro quinto andar amaldiçoado. A cada passo era uma cara de espanto, já estava ficando com medo.

Paramos na frente de um elevador que nos levaria até o meu andar, enquanto a Jessica me passava os meus horários de aulas e tudo mais. Assim que o elevador parou no andar dei um passo para frente saindo do cubículo, olhei para trás, vendo a jovem moça ainda no elevador sorrindo.

- Moça, eu não sei qual é o meu quarto. – Pedi delicadamente. A moça apenas sorriu.

- Esse é o Maximo que eu chego desse andar. Você dividirá o quarto com o único aluno que reside o andar. – Ela apontou para o final do corredor, que havia a porta. – Aquele é seu quarto. Boa sorte.

A porta do elevador se fechou me deixando sozinho naquele lugar. Tudo parecia horripilante, estava com medo de entrar, mas se eu teria um colega de quarto, que mal haveria? Um trovão ecoou pelo andar me fazendo dar um pulo assustado. Peguei minhas coisas e andei em direção á ultima. Assim que a abri, vi que tudo estava escuro, a única fonte de luz era as lâmpadas do corredor. Coloquei a cabeça dentro do quarto tentando achar um interruptor, mas nada enxergara.

- Com licença. – Pedi com a voz baixa, sentindo um vento frio bater em minhas costas.

- Quem é você?

Uma voz me fez dar um pulo, olhei para trás vendo um garoto alto, seus cabelos eram caramelados, seus lábios medianos, seus olhos negros como um mar á noite, sua pele era bem clara, que poderia desaparecer na luz. Pisquei algumas vezes para me acostumar a tal ser.

- Sou novo aqui, esse é o meu novo quarto.

O meu tom de voz sairá tão baixo, que duvidei se ele havia me escutado. Ele apenas deu de ombros abriu a porta e entrou no quarto.

- Você fica no andar de baixo. E já deixo claro, não mexa nas minhas coisas.

Assenti sem nem piscar. Como era grosseiro esse cara. Só por que deve ser mais velho que eu já acha que manda, como assim? Coloquei minha bagagem na cama de solteiro que havia no andar de baixo. Arrumei as minhas roupas no pequeno armário, vendo que meu uniforme já estava lá. Se aquela mulher não chegaria perto desse andar, então quem colocou as roupas aqui? Balancei a cabeça afastando essa linha de pensamentos e continuei a arrumar o andar de baixo do quarto, para que me sentisse mais a vontade.

Olhei para o andar de cima, vendo meio de relance que era parecido com o andar de baixo. Dei de ombros, saindo do quarto. Andei pelo corredor, esperando o elevador. Assim que cheguei no térreo, os olhares ainda eram para mim, mas agora eram acompanhados por cochichos, encolhi os ombros, e continuei andando. Passei pelo jardim, indo para o primeiro prédio. Na frente dele havia um mapa, dizia o que havia em cada andar daquele prédio. Olhei a procura da biblioteca, ela era no terceiro andar.

Apressei os passos indo em direção ás escadas que me levariam até o segundo andar. Cheguei em uma porta grande de madeira, que acima dela havia uma placa que dizia ‘’BIBLIOTECA’’. Abri-a devagar, com medo de chamar a atenção de alguém, que para o meu alivio, não chamou. O lugar era grande, várias estantes de livros, aquilo era o paraíso, só podia ser. Vi que cada estante era um gênero literário, fui a procura dos livros de terror, por mais que eu odeie esse gênero, eu queria saber se tinha algum livro que contasse a história dessa escola. Bom acho que não deve existir, mas custa nada tentar.

Procurei os livros, vendo um que chamara a atenção, ‘’O fantasma da Ópera’’, pensei mil vezes antes de pegar ele, encontrar alguma cadeira para poder ler o livro. Comecei a folear as paginas, e tudo era exatamente como os outros haviam me falado.

Antes de entrar nessa escola, pedi ajuda de meus amigos, para saber um pouco mais sobre o colégio, mas tudo o que eles sabiam era sobre essa lenda, dois alunos se matarem e suas almas ainda andarem pelos corredores. Ninguém sabia do motivo deles terem se matado, e os alunos que frequentaram a escola na época, agora são os professores. Pois é isso me chamou muito a atenção, todos os alunos que estudaram na época, eram os professores daqui, devo admitir que é professor pra caramba.

Isso me deixa assustado, por que raios eu tinha que ficar aqui? Meus pais podiam me mandar pra qualquer outro internato masculino, mas tinha que ser esse? Tenho dificuldade em fazer amigos e eles sabem muito bem disso, mas não, eles devem ter pensado ‘’vamos trollar o Sungmin’’, pois bem, conseguiram.

Estava tão concentrado no que lera, que não vi a cadeira ao meu lado ser arrastada. Só percebi que havia alguém quando esse ser tocou em meu ombro. Ele era baixinho, cabelões castanhos, com as maças do rosto bem marcadas, seus olhos pareciam simpatizantes.

- Você é o aluno novo, não é? – O garoto falava em tom baixo, já que me parecia ser proibido falar aqui.

- Sim, e você?

- Kim Ryeowook.

- Sungmin. Lee Sungmin.

- Você virou o assunto daqui.

- Por que?

- Vem, vamos conversar lá fora.

Ryeowook se levantou saindo da biblioteca, deixei o livro em cima da mesa e segui o baixinho, que andava em direção ao refeitório, onde alguns alunos tomavam café. Ele se serviu de um pedaço de bolo e café, e eu fiz o mesmo, estava com fome. Ele se sentou em uma das mesas que estava perto da janela, e eu me sentei em sua frente.

- Você deve saber da lenda que corre aqui, não é? – Disse ele, enquanto mexia no café.

- Dos dois alunos que morreram, sim.

- Então, depois que eles morreram, pra ser exato dois dias depois, os alunos alegaram ter visto a alma dos alunos. Isso deixou a maioria apavorado. Os alunos que restaram são hoje nossos professores. Evitamos perguntar o motivo, os detalhes, pois eles ficam em pânico.

- Pânico? 

- Sim, é meio estranho, mas teve um aluno que criou a coragem e perguntou, o professor teve um ataque de pânico, se no dia seguinte morto. 

- Alguém matou ele?

- Dizem que foram os fantasmas, que eles perturbaram o professor a ponto de fazê-lo se matar.

- E o aluno?

- É o seu colega de quarto. – Parei e pensei, bem que aquele sujeito tinha cara de ligar só pra si mesmo. – Ele é garoto mais popular daqui, ele desafia tudo que envolva a almas desses alunos, ele diz provar que é mentira.

- E se for verdade?

- Bom nada me garante. Apenas sei que quando ele e seu amigo se juntam, ninguém segura aquelas pestes.

Olhei para trás de Ryeowook, vendo que o próprio diabo aparecia. Seu andar mostrava o quanto era metido. Os alunos que antes falavam tranquilamente, se encolheram, enquanto outros mostravam admiração por tal sujeito. Continuei a fita-lo tentando imaginar se ele buscasse as almas dos jovens, para acabar com seu medo ou se era para ganhar popularidade na escola. Senti um arrepio na espinha quando ele virou o olhar para mim, até parecia que sabia o que rondava em minha mente. O garoto deu um sorriso de lado e voltou a andar, pegando alguma coisa para comer, sentando-se na mesa ao lado da minha, ficando de frente para mim. Tentei prestar atenção em Ryeowook que parecia hipnotizado com algo, segui o olhar e vi um garoto tamanho mediano cabelos negros e repicados, seu olhar era bem frio e escuro. O garoto se sentou ao lado do ser ignorante, era assim que o chamaria a partir de agora, ignorante.

- Qual é o nome deles?

- O do cabelo negro e repicado é Yesung, ninguém sabe seu nome verdadeiro, e ao lado dele, seu colega de quarto é Kyuhyun, Cho Kyuhyun.

Cho Kyuhyun, esse era o nome do garoto esnobe que divide o quarto comigo. Devo fazer uma nota mental, não devo me aproximar desse ser. Desviei meu olhar para encara-lo, vendo que ele fazia o mesmo. O seu olhar era penetrante, me dava medo, mas mesmo assim não desviei, era como se ele me quisesse ali, olhando para ele, para desvendar cada pensamento meu sobre ele.

- Quer uma dica? Fique longe dele.

Ryeowook me parecia sério, seu olhar parecia ser de um grande amigo, aquele conselho era real, era sincero, e eu faria o máximo para ficar longe daquele cara.

Nenhum comentário:

Postar um comentário