{Seulement Vous} Capitulo 20

Fanfic / Fanfiction Seulement Vous - Capítulo 20 - Capitulo 20
O início do outono
A estação que prometia ás ruas uma camada gentil de folhas secas marrons e amareladas, destacava ainda mais de sua beleza e ternura. A estação que antecede o inverno provava aos três casais que suas paixões de adolescência transcendiam as expectativas. O aquele novo ano se findava e logo fazia 365 dias em que Jun Myeon e Yi Xing passaram a morar em Londres.

O ômega teria ingressado ao curso de letras com honras, uma vez que a segunda fase de sua prova fora um texto dissertativo sobre seus motivos de ir á aquela universidade em busca daquele curso. Os professores que avaliaram sua resposta ficaram extasiados com a beleza de sua escrita, além de verem um imenso futuro para aquele garoto. Sendo assim seus estudos não eram pesados e muito menos entediantes, Jun Myeon se sentia cada vez mais renovado em ir á universidade e aprender mais.
Enquanto isso, o alfa teria retornado á Londres e dado continuidade aos seus estudos online sobre doces. Senhor Wu também fazia suas apostas em seu novo amigo e pagou por um curso ao alfa chinês, que demonstrou grandes habilidades na cozinha e não somente em doces. O curso teria durado apenas um semestre, e tão em breve Yi Xing resolveu fazer uma faculdade de agronomia e estava em seu primeiro semestre. Em seu tempo livre durante ás tardes, começou á trabalhar no restaurante Victorian London, como garçom e ás vezes preparava alguns de seus doces para serem vendidos.
O restaurante que estava prestes á fechar fora reerguido com a entrada do alfa chinês, sua pele esbranquiçada coberta de tatuagens além de seus cabelos e olhos negros chamavam a atenção de jovens londrinas. Claramente todos os empregados sabiam muito bem que o alfa estava namorando e assim tentavam impedir que situações desgostosas passassem do limite. Jun Myeon não sentia ciúmes das garotas em volta de Yi Xing, porém não conseguia mascarar sua frustração em ver alguns garotos adolescentes de belas feições também se sentirem atraídos por seu homem.
O ômega não era de demonstrar ciúmes, sempre ficava calado e se mantinha afastado de Yi Xing, o alfa percebia de imediato quando seu peito apertava, conseguiria distinguir de quaisquer outras emoções que não lhe pertencessem. Aquilo era próprio da insegurança de Jun Myeon. Porém tudo se resolvia com uma noite de amor repleta de juras românticas e caricias.
Assim seguiam suas vidas.
Baekhyun e Chanyeol também estavam felizes com suas vidas em Londres, agora viviam como casados. A cerimônia fora feita com simplicidade, um dia apenas para os funcionários das redes de hotéis e demais empresas participaram e uma segunda somente para a família, algo mais tranquilo e fora de comodidades. Os primeiros dias de casados foram repletos de vergonhas, uma vez que Baekhyun ainda se sentia receoso diante de intimidades com o alfa mais alto.
Uma forma que o mais alto encontrou para poder se aproximar cada vez mais, foram os encontros românticos e pequenos afazeres que demonstrassem sua confiança em ser um bom esposo. Preparar o café na cama era uma das favoritas, já que Chanyeol amava ver o rosto sonolento de seu marido. Aos poucos os dois finalmente agiam como um casal e dentro dos meses seguintes uma pequena garota nascera.
O bebê recém-nascido dormia serenamente em seu berço ao lado da cama dos pais, se preocupavam com as primeiras cólicas e choros no meio da noite, e acreditaram ser melhor deixar o berço o mais próximo. A garotinha era apegada em seus pais e em seus avós, adorava dormir nos braços de Chanyeol, brincar com sua camisa além de mostrar as gengivas em um sorriso torto. Baekhyun adorava chegar em sua casa após as compras e ver o alfa deitado no sofá dormindo, com a pequena bebê esparramada sobre seu peitoral.
Em dias de verão, principalmente com o senhor e a senhora Park em sua residência, a garotinha usava apenas fraldas e brincava calmamente, fazendo todos derreterem com sua pequena beleza. Ela era a mistura perfeita dos dois híbridos progenitores, Chanyeol dizia que os olhos pequenos eram do ômega e os lábios finos também foram herdados dele.
Escolheram viver também em Mayfair, onde ficariam próximos aos hotéis onde Chanyeol trabalha. Sendo assim Jun Myeon ajudava Baekhyun em seus dias de cios, ficando com a pequena afilhada em seu apartamento. Yi Xing era um padrinho manhoso e sempre tirava fotos do ômega com a criança, dizia que seria melhor se tivessem sua própria criança. Mas o ômega sabia que apenas teria seus filhos depois que tivesse casado e terminado a faculdade. Uma ideia que não foi descartada pelo seu alfa.
Os dois casais também visitavam com frequência o terceiro casal. Min Seok precisou terminar o ensino médio na Coréia, deixando com que Jong Dae fosse á Inglaterra com o irmão caçula como companhia. No primeiro inverno, o ômega despedira de seus pais e seguia para Londres onde passaria a morar. Quando Doutor Oh descreveu o hospital onde iriam ficar, Min Seok imaginou que fosse um exagero, porém á cada momento em que se aproximava do local, poderia ver os imensos muros brancos e torres de vigilância. Ao passar pelos portões de ferro, encontrara uma pequena vila com casas iguais ás outras e em seu centro uma imensa construção que se assemelhava á um castelo, ali era o hospital.
Jong Dae vivia na casa mais próxima ao hospital, e lá recebeu o amante que mais tarde viria a ser o seu esposo. O casamento se seguiu como um jantar entre amigos no Victorian London, onde o sigma provaria a comida de seu irmão pela primeira vez, próximo á meia noite os dois assinaram os papeis e a partir de então eram casados. Na semana seguinte deu-se inicio aos tratamentos, á principio houve muitas sequelas no corpo do hibrido, mas Min Seok conseguira reverter com suas receitas caseiras.
Houve tempos em que seus cabelos começaram a cair, Jong Dae os cortou imitando um soldado que se prepararia á entrar no exército. Tão logo doutor Oh conseguira encontrar um caminho mais fácil para o tratamento, e com os resultados positivos surgindo com facilidade, todos puderam suspirar em alivio. Apesar de o casal saberem que alguns fios de cabelo caindo seria o melhor entre os demais males.
E assim o tempo começou a passar para os três casais, e quando menos se esperava a vida dava conta de trazer mais situações para as quais precisariam lidar aos poucos do jeito deles.
5 anos depois, Londres, Reino Unido, início do inverno.
- Papai!
Os cachos negros balançavam enquanto a pequena Hanna¹ corria do seu quarto para a sala, onde ouvira a porta abrir. Mesmo que descalça, ela teria pulado de sua cadeira pequena e de plástico onde terminava de fazer o seu dever, e saíra em disparada para abraçar o alfa. Chanyeol alargava o sorriso faceiro, deixou a pasta preta ao chão e segurou a filha alfa em seus braços a pegando no colo.
- Como minha garota está? – Pegando de sua pasta novamente, o alfa ria ao ganhar um beijo demorado em seu rosto em seguida do abraço apertado. Caminhou do corredor para a sala espaçosa² e clara por conta dos vidros. Olhou para a sua esquerda e via a cozinha levemente bagunçada, porém sem a presença de seu marido.
- Eu tava desenhando, a professora pediu para desenhar as flores com as cores primárias...mas é tão difícil de decorar.
Sentando a pequena Hanna no sofá, Chanyeol se ajeitou ao seu lado enquanto bagunçava seu próprio cabelo. Ria ao ver o bico manhoso da garota, idêntico ao de Baekhyun. Apenas conversando com ela não percebeu o cheiro doce surgir da suíte em que dormia. O ômega sorria largo em ver o marido ter chego e não demorou em andar na ponta dos pés para se aproximar, deixando com que seus braços rodeassem os ombros do alfa e um selar demorado fosse depositado em seu pescoço. Chanyeol suspirou soltando uma risada baixa, envolvendo seu braço na cintura do ômega o puxando para que se sentasse em seu colo e assim tivessem um pequeno momento em família.
- Hanna estava me contando que desenhou flores.
A garota alfa subia nas coxas de Baekhyun e se acomodava ali, abraçando o ômega que acariciava a filha. O sorriso largo do garoto ainda era jovem, apesar de ter crescido alguns centímetros, ainda mantinha aquela feição de um adolescente.
- Nossa pequena vai ser uma ótima artista, são desenhos lindos e eu adoro vê-los.
Hanna demonstrou grande praticidade para desenhos, e sempre que podia os fazia para dar á seus avós quando vinham a visitar nas férias. Por ficar em casa, Baekhyun sempre brincava com a garota e a fazia usar de criatividade, sempre a estimulando com bonecas e desenhos da televisão, e isso rendia em elogios para as professoras com quem a garota estudava.
- Minha filha já está na hora de arrumar seus brinquedos do seu quarto.
A garota não questionou o pedido do ômega, apenas deu-lhe um beijo em seu rosto e no do alfa para então seguir o corredor em ao seu quarto. Ao estarem á sós, Baekhyun segurou o queixo de Chanyeol podendo selar de seus lábios demoradamente fazendo com que o mais alto sorrisse em seguida. Não demorou para que segurasse o esposo em seus braços fortes e o levasse para seu quarto³, onde poderiam conversar calmamente e sem nenhuma interrupção da pequena garota.
Ao sentar-se no colchão coberto por um lençol preto, Chanyeol ajeitava o marido em seu colo segurando firmemente de sua cintura enquanto o beijava intensamente. Mesmo que por alguns segundos, tomaram ar e trocaram sorrisos de cumplicidade e então logo voltava ao ósculo romântico e cheio de saudades. Para o alfa a felicidade estava apenas começando, mesmo que seu casamento tivesse sido ás pressas, parecia que tudo ainda era um sonho seu de adolescente. Entrelaçando de seus dedos aos cabelos finos e macios do ômega, sentia de seu cheiro tomar conta do ambiente, fazendo-lhe roçar os lábios por seu pescoço distribuindo selares molhados.
- Chan, a gente precisa planejar o seu aniversário...
- Pode falar, estou a te ouvir.
O sorriso de Baekhyun alargava a medida em que os selares do marido passavam a ser mordidas e sucções leves. Mesmo apertando do ombro do maior, não conseguia conter um leve gemido ao sentir a língua úmida e quente passear por sua pele. Queria conversar com o rapaz, mas sabia que o mesmo estava com saudades de seu corpo. Mordendo o lábio inferior para conter de seus gemidos, olhou para a porta vendo a mesma se abrir lentamente. Chanyeol erguera o rosto observando a filha entrar com um sorriso sapeca em seu rosto, e ao encontrar os pais saíra correndo para o colo de ambos os abraçando carinhosamente.
- Ah parece que hoje não irei me divertir.
- Papai – A menina ajeitava os cabelos que lhe incomodavam na face, ficando em pé no colchão a garota conseguia ficar á altura do pai que estava sentado. – O papai disse que vamos viajar, pra onde vamos?
Chanyeol olhava para Baekhyun e logo entendia que esse seria o assunto que pretendiam discutir. O ômega apenas deu de ombros e passava a olhar a filha que parecia ansiosa em ir viajar com o casal.
- Não sabemos ainda.. – O alfa se quer sabia quais eram os planos, já que quem gostava de organizar festas como aquelas era seu marido.
- Iremos conversar ainda e logo te contaremos, pode ser?
- Vão convidar o tio Dae? Eu to com saudade dele.
Baekhyun soltara uma risada baixa ao ver a face ruborizada da pequena garota, Chanyeol já se sentia enciumado em ver a filha reagir daquela maneira sempre que via Jong Dae. De todos os tios das quais a pequena tem, o hibrido doente era o favorito, achava-o belo e estonteante, e sonha com ele sendo seu príncipe encantado. O alfa progenitor resmungava ao lado de Min Seok sempre que iam os visitar, e admirava a paciência do ômega em ver seu marido sendo tão admirado por uma garota, que também tem sua beleza mesmo que infantil.
- Iremos – Baekhyun olhava para Chanyeol que parecia mais interessado em beijar seu ombro, como se ignorasse a alegria da filha.
Rindo do ciúme do alfa resolvera levantar-se e voltar á preparar o jantar, Hanna voltava a brincar com seus ursinhos de pelúcia na sala, enquanto Chanyeol rodeava o marido na cozinha, olhando diretamente á garota que não soltava um urso branco com laço marrom em seu pescoço. Pegando uma cerveja na geladeira, o alfa encostou-se na bancada ao lado do marido que cortava o tomate, bebericava um gole e balançava a cabeça inconformado.
- Me diga por que raios ela gosta do Jong Dae?
- Pergunte ao Minnie, acho que ele seria perfeito para te responder isso. – O ômega negava com a cabeça a cerveja que lhe fora oferecida, tendo sua atenção totalmente focada na janta. – Mas me diga, o que acha de irmos aquela chácara com os meninos?
- Só nós sete? Naquele casarão?
- Vai ser bom, - Baekhyun desviou os olhos para o mais alto e sorria gentilmente. – Percebi que não tem dormido direito nessas ultimas noites, e acho que os hotéis devem te dar muito trabalho.
O alfa se surpreendia com a percepção do ômega, as noites em que não conseguia dormir por ter problemas em seu trabalho, e com o seu silêncio era mais propício que seus pensamentos ficassem agitados e lhe tirassem o sono. Mesmo que soubesse que o marido estava dormindo calmamente ao seu lado, nunca imaginava que a mordida seria capaz de tal feito. Bebendo mais um gole da cerveja, Chanyeol assentia compreendendo que estava preocupando seu companheiro, e como o queria vê-lo feliz ao seu lado comemorar seu aniversário seria uma boa ideia.
- Realmente, á medida que fico velho vejo os problemas surgirem com facilidade.
- Não está ficando velho, está fazendo... – Baekhyun balançava a faca no ar fazendo de suas contas, Chanyeol ria balançando a cabeça erguendo a lata até seus lábios. – 24?
- 24 anos... – Cerrando o cenho, o alfa ria do marido que estava boquiaberto. Havia diferenças em suas idades tanto quanto haveria imaginado? – Que foi eu reprovei algumas vezes.
- É...eu to percebendo. Eu jurava que tinha a mesma idade que eu!
Apenas selando a bochecha do ômega, saíra da cozinha para ir brincar com a filha. Mesmo que fosse um pai ciumento, saberia que era uma fase e que passaria rapidamente. Mesmo assim, ao saber que o urso de pelúcia que a garota andava para todos os cantos fora um presente de natal de Jong Dae, apenas esperou uma brecha para segurar a pelúcia e jogá-lo para longe da filha, que apenas fazia um bico manhoso e voltava a correr pela espaçosa sala para pegar o brinquedo novamente.
Londres, Reino Unido, 23 de Novembro.
A vida recorrente de Londres não poderia ser melhor, apesar de estar lá para tentar se curar de uma doença, Jong Dae conseguia ver a beleza da vida em apenas observar de seu marido. Min Seok dormia serenamente ao seu lado, estava abraçado em si com o rosto parcialmente coberto pelo travesseiro. O vento gélido que passara pela janela balançando as cortinas claras, fez o ômega se arrepiar e encolher mais contra o corpo quente do sigma alfa. Sem esconder de seu sorriso, o cobria devidamente com a pesada coberta e voltava á admirá-lo.
As batidas em sua porta o fez suspirar, temendo que o sono do marido fosse bruscamente interrompido, Jong Dae se levantou ás pressas sem vestir de sua camisa usando apenas um calção verde. Passando pela sala em passos apressados fora diretamente para a porta onde ao abrir sorria alegremente em ver o casal de amigos. Chanyeol e Baekhyun seguravam as mãos da filha Hanna, que olhava para o hibrido á sua frente com as bochechas coradas.
- Uau que surpresa em vê-los. – Deixando a porta mais aberta, o hibrido deu a passagem para que a pequena família entrasse na pequena casa, fechou a porta rapidamente evitando que mais do vento gélido tornasse desnecessário dentro da residência. Guiando a visita para a sala clara indicou o sofá de três lugares para os visitantes, olhando em sua volta procurava por uma camiseta, e ao se virar de costas tanto Chanyeol quanto Baekhyun se surpreenderam com as novas manchas que surgiam nas costas do hibrido, uma mancha rosada que parecia serpentear a coluna vertebral. – Deveriam ter ligado, eu teria preparado alguma coisa para vocês.
- Não se preocupe, apenas viemos para fazer um convite. – Baekhyun acariciava os cabelos da filha, que seguia o hibrido mais velho em todos os cantos. Assim que Jong Dae encontrou uma blusa de lã larga, a vestiu e sentou-se na poltrona em frente á mesa de centro. – Onde está o Minnie?
- Dormindo, ultimamente ele tem se focado bastante no trabalho e tem ido dormir tarde. – Olhando em volta o hibrido coçava a nuca de forma desajeitada e respirava fundo ao sentir o pulmão lhe incomodar minimamente. – Bom querem algo á beber?
- Não precisa, apenas passamos aqui para fazer um convite e logo iremos. Tenho uma reunião á ir e Baekhyun vai levar Hanna para a escola.
- Ah – Jong Dae desceu o olhar para a garota, sorrindo largo piscou para a menina que sorria graciosamente. – Então do que se trata?
- O que acha de nos reunirmos para comemorar o aniversário de Chanyeol?
O hibrido arqueava a sobrancelha, dos cinco anos que teriam se passado vez ou outra se reuniam em algum lugar para descansarem. E mesmo que o tempo tivesse passado, Jong Dae ainda via os rapazes como adolescentes que precisavam de seus cuidados, e na verdade era ao contrário. Sendo o mais velho entre os seis, o hibrido sorria calmamente e assentia ao convite, imaginando que um dia de festa poderia ser o suficiente para que Min Seok pudesse relaxar e sem ficar muito focado em seu trabalho.
- E como será isso?
- Pensamos em ir a nossa casa de campo – Chanyeol ajeitava o cabelo agora de cor castanho, em um leve topete. – Ficar uma semana por lá.
- Antes de ir... como está de saúde?
Jong Dae fizera um sinal para que o casal esperasse, mesmo que fosse de manhã não iria conseguir se focar sem tomar um gole de café. Se levantava da poltrona e passava para a cozinha rapidamente, sem desejar deixar de seus amigos o esperando por muito tempo. Pegou da cafeteira e a deixou trabalhar sozinha, para então voltar á sala e sorrir como sempre o fazia. Olhava para a parede onde teria um quadro com seus exames e remédios, uma forma de se organizar e que dava certo, principalmente quando eram tantas as coisas que precisava fazer.
- Essa semana irei fazer alguns exames, acho que estou perdendo um pouco da minha mobilidade. – O hibrido voltava a olhar para o casal, que estavam sérios, se não com olhar de pesar. – Acredito que ficar fora depois de ficar dentro de salas cheias de máquinas venha a ser interessante.
- Tio! – Hanna balançava as pernas, estava bela em seu traje escolar. A pequena boina que Baekhyun colocava em sua cabeça, a deixava como um rosto mais infantil. – Sabia que o papai vai fazer 24 anos?
- Sabia – Jong Dae se agachara em frente á garota, segurando de suas mãos delicadas. – É muito não?
- Sim, e o tio, quanto anos tem?
A risada que Jong Dae soltara, fez tanto Baekhyun quanto Chanyeol olharem para ele curiosos. Apesar de se conhecerem á anos, a questão de idade não era importante. Na época da escola na Coréia, sabiam que Jong Dae era alguns anos mais velho que seu irmão, e que teria reprovado algumas vezes. “Típico desses alfas” pensava Baekhyun. Para o ômega tudo o que sabia em questão de idade, era que os três ômegas amigos tinham a mesma idade, 22 anos.
- O tio tem 27.
- Da onde? – Baekhyun questionou, ocasionando risada por parte dos demais híbridos.
- Sou quatro anos mais velho que Xing. – Erguendo-se o alfa cruzava os braços com o sorriso triunfante diante da incredulidade de seus amigos.
- Caramba, vocês três fizeram pacto de reprovar na época da escola?
Chanyeol e Jong Dae se entreolhavam cúmplices e soltavam uma risada baixa. O hibrido mais velho retornou á cozinha onde servia o café nas xícaras de porcelana as deixando organizadas sobre a bandeja com desenho de samurais. Min Seok adorava os filmes japoneses sobre samurais, e sempre que poderia comprava algum utensílio de casa que o fizesse se lembrar desse vicio. Obviamente o sigma não se importava muito e apenas apreciava a vista dos olhos brilhantes de seu esposo. Ao retornar á sala e servir o café, percebera o cheiro único de seu marido, mesmo que sentisse algo suave com seu olfato desgastado.
Min Seok teria despertado ao som da risada de Hanna, e teria se banhado rapidamente para receber os amigos. Os cumprimentando educadamente, o ômega se sentou em uma poltrona, ganhando um selar em sua testa. Jong Dae também lhe entregara uma xícara de café e sentou-se ao seu lado segurando de suas mãos.
- Desculpa se te acordamos.
- Tudo bem, eu fico contente em recebê-los em nossa casa.
- Eles estão aqui para nos convidar em passar uma semana na chácara deles. Comemorar o aniversário de Chanyeol.
- Hm... realmente seria bom sairmos da nossa rotina.
Passando os minutos seguintes em conversas para se programarem á irem na chácara, ficaram por marcar a data de encontro depois de conversarem com o terceiro casal de amigos. Tendo de seguirem com seus afazeres, a pequena família de Chanyeol logo foram embora, deixando o casal na sala olhando para a janela. Min Seok abraçava o marido e selava sua bochecha sorrindo largo em vê-lo também sorrir.
- Como vocês estão?
Jong Dae se virou ficando de frente ao ômega, o vendo ficar com as bochechas rosadas, soltou uma risada e acariciava de sua barriga gentilmente.
- Estamos bem.
Depois de alguns meses de casados, Jong Dae pedira ao doutor Oh que ajudasse-o á engravidar Min Seok. Lembrava-se de que apenas um quarto de seu gene era de sigma, então poderia engravidar normalmente o seu ômega quando o mesmo entrasse no cio, o problema se devia aos procedimentos que foi obrigado á passar quando capturado na América, os remédios o deixou frágil daquela forma. Passando a usar mais um medicamento, depois de conversar com o esposo, Jong Dae conseguira, depois de quatro anos tentando, engravidar Min Seok.
Mesmo que tivesse tomado vários hormônios, conseguira fazer o nó no ômega e então a gravidez fora confirmada pelo próprio doutor Oh. Como o corpo do  apaz era magro, a barriga ainda não aparentava nenhum volume, mas o cheiro e a presença conseguia se notar. Jong Dae se agachara e selava a barriga demoradamente, não sabia o quanto viveria, mas ficava tranquilo em saber que teria um filhote com a pessoa que ama, e era isso o que iria aproveitar.
A viagem que o casal vieram propor parecia uma boa forma de Jong Dae aproveitar o marido em gestação, além de afastar as preocupações sobre sua saúde. Voltando á ficar em pé, o hibrido alfa segurava o rosto do ômega e selava, demoradamente, de seus lábios. Poderiam ficar juntos naquela manhã, nenhum compromisso os esperavam. Sendo assim, Jong Dae passava a beijar Min Seok, demonstrando sua ideia em passar as próximas horas em sua cama, amando e sentindo o corpo de seu esposo.
Min Seok amava ficar daquela forma com o mais velho, por mais que ele demonstrasse uma ferocidade na cama, sempre haveria um toque sutil e gentil. As caricias que recebia em seu corpo, os lábios gentis que marcavam sua pele e distribuíam selares molhados, os olhares que trocavam cheios de desejo eram sempre apreciados pelo ômega. Ao ser deitado na cama, puxava o marido para permanecer sobre si, entrelaçando os dedos em seus cabelos, o beijava afoito, enquanto sua mão curiosamente serpenteava por suas costas o trazendo para mais perto de si.
Mesmo que o inverno estivesse chegando com seu frio intenso, o casal permanecia quente sob o lençol fino.
Londres, Reino Unido. 23 de Novembro.
O dia passara com tamanha facilidade que Jun Myeon estranhara. Após de ter se formado na faculdade, o ômega pretendia dar continuidade aos seus livros iniciando um novo projeto de romance. Os três livros que teria escrito foram todos um estrondoso sucesso nas livrarias, sua editora lhe dera diversos prêmios por tal feito, além de serem obrigados a fazerem parcerias com outras gráficas para que dessem conta das impressões dos livros. Apesar disso, ninguém sabia quem era Jun Myeon, sempre usava pseudônimo e evitava fotos em seus livros. A sua imagem também ajudava na venda, já que todos queriam saber quem era aquele autor desconhecido e com bela escrita.
Passara o dia todo em frente ao seu computador criando os projetos, pensava nos personagens, suas características e até mesmo no tema que iria propor. Apenas aproveitava daquele silêncio e calmaria para pensar, mesmo assim estranhara o celular também silencioso. Sempre recebia mensagens de Yi Xing, lhe perguntava se teria comido, se sentia algo estranho ou coisas do gênero. Mas naquele dia, recebia nada, sentia nada, tudo o deixando preocupado.
Estava feliz em ver que seu namorado teria também terminado o seu curso, e que poderia fazer doces como quisesse. O restaurante em que trabalhava crescera ao ponto de ter uma nova loja em outro bairro. Ficava contente em ver que o homem que amava estava sujeito á tantos feitos positivos como aqueles. Até mesmo conseguiram fazer com que seus pais mudassem de opinião em relação ao alfa, e as visitas que faziam em Londres eram corriqueiras, mas sempre terminavam na sacada comendo algum doce novo.
Jun Myeon também teria conhecido de seus sogros, que foram á Londres visitar Jong Dae. Ao contrário de seus próprios pais que ficaram alarmados com a presença de Yi Xing, o casal de híbridos foram bem educados e paparicavam o ômega. O que antes era um medo intenso por ser rejeitado pela família de seu alfa, agora era uma onda de alivio por ser aceito e ambas as famílias estarem estáveis com o seu relacionamento.
Suspirando, fechava o notebook branco e se levantava da cadeira para pegar seu casaco e celular. Já era tarde e Yi Xing deveria ter chego no apartamento algumas horas, apesar de haver dias em que o mesmo ficava até tarde, mas nunca passava das onze da noite. Trancando o apartamento, saía para o elevador olhando o celular procurando por alguma mensagem ou ligação perdida. Mesmo assim nada encontrava. Com passos apressados saía do prédio em que morava e seguia pelas ruas de Mayfair, um trajeto que se tornara rotina de fazer e que sempre dava para um lugar onde poderia encontrar o alfa perdido em suas obrigações.
As ruas estavam em seu movimento, mesmo que fosse á noite algumas pessoas aproveitavam para sentirem a brisa gélida e a visão noturna de Londres. Ignorando a beleza tendo de sua preocupação como ponto principal, Jun Myeon avistava Victorian London na esquina seguinte. Ao se aproximar estranhara as luzes apagadas e a escuridão através da porta. Empurrou a madeira esverdeada que era a porta e adentrou no recinto encontrando apenas uma mesa no centro, as demais estavam ajeitadas como de costume quando iriam fechar o restaurante.
- Xing?
Olhava em volta estranhando não ter ninguém ali, o coração batia acelerado á cada passo que dava para perto da mesa central. Vira que ela estava formalmente apresentável, com dois pratos e pares de talheres posicionados, e uma vela acendida no meio. Pegando o celular olhava o visor novamente procurando por algum de sinal do alfa, se assustou ao ouvir passos ecoando no piso de madeira. Ao se virar para trás suspirava aliviado em ver o namorado diante de si.
- Pensei que iria demorar mais em vir.
Inclinando a cabeça Jun Myeon percebia que o alfa segurava uma bandeja coberta, o alfa se aproximava deixando a bandeja no centro da mesa ao lado da vela. Yi Xing puxou uma cadeira e fazia sinal para que o ômega se sentasse, e assim que o fez fora até a cozinha onde pegou uma garrafa de vinho. O mais baixo olhava em volta estranhando a escuridão, o olhar pousou na bandeja coberta, onde surgia um aroma gostoso de carne grelhada. Já sentia seu estomago roncar pela fome que sentia, teria esperado que o alfa chegasse no apartamento para que fizessem a refeição juntos.
Yi Xing retornara á mesa com o vinho já aberto, servia em duas taças e logo se sentava em frente ao ômega. Retirou a tampa da bandeja e via o sorriso largo do ômega se abrir, assim como esperava era de fato uma carne grelhada com um molho branco em cima. O alfa começara a servir os pratos mantendo o mistério daquele jantar, Jun Myeon apenas o observava atentamente e bebericava um gole do vinho.
- Qual o motivo de estarmos sozinhos aqui? – Jun Myeon pousava a taça de vinho na mesa e olhava para o alfa que mantinha o sorriso largo no rosto.
- Cumprindo uma promessa que eu fiz alguns anos atrás.
O ômega inclinava a cabeça sem entender o que o alfa queria dizer, dando de ombros começou a cortar da carne a colocar na boca soltando um suspiro intenso de satisfação ao sabor que tanto gostava. Yi Xing ria com a reação do menor, e tão em breve os dois conversavam casualmente enquanto faziam o desjejum. Apesar do inicio do relacionamento tenha sido tão rápido e maluco, os cinco anos de namoro fez Yi Xing pensar em como estaria tão certo sobre aquele garoto á sua frente ser a pessoa ideal em passar o resto da vida. Não apenas por receber de seus carinhos ou da forma como seu corpo parecia ser tão sensual durante o sexo, mas era além.
A primeira vez que o vira, no corredor da escola em seu primeiro dia de aula. Onde a brisa teria feito sentir de seu cheiro mesmo que metros de distância. Nunca teria sentido tal aroma, tão delicioso e doce que o fazia se lembrar de uma pétala de cerejeira. E ao observá-lo em seu uniforme, com a gravata bem posicionada assim como a blusa que parecia ter sido engomada para a realeza, simplesmente havia chamado de sua atenção. Mesmo que suas relações fossem apenas com ômegas de Zagan, Yi Xing sentiu-se atraído por um típico nerd mais novo que si.
Mas valeria a pena, o brilho de seus olhos castanhos, e os cabelos da mesma cor que balançavam suavemente com a brisa ajudando a espalhar de seu cheiro eram fascinantes. Ver sua reação ao tocá-lo pela primeira vez, a forma como seu corpo ficara rijo e as mãos gelarem em segundos eram sinais de que ele sentia algo por si. O primeiro beijo, mágico com os fogos de artifício estourando como um cenário. E pensar que tudo poderia estar perdido por conta do haveria descoberto sobre si e Baekhyun, agora estava diante dele em Londres depois de namorarem e morarem juntos por cinco anos.
Não haveria algo melhor.
Passando da meia noite e com o jantar já feito, Yi Xing servia a sobremesa que seria duas taças de sorvete com sabores de chocolate e baunilha, cobertos por uma grossa camada de calda de chocolate ao leite e castanhas em pequenos flocos. Jun Myeon sorria largo se debruçando para começar a degustar da sobremesa, mas parou ao ver o alfa diante de si entrelaçando de seus dedos em seus cabelos os acariciando. “Eu amo...como eu amo”. As bochechas ruborizavam quando o alfa chinês soltava uma risada ao perceber o que o garoto pensava, não o olhava por sua vergonha e desviava a atenção para a taça em sua frente, apertando de suas mãos na blusa leve que usava.
Sem aguentar aquela bela visão, acreditando que se ficasse um minuto longe de seus lábios fosse apenas enlouqueceria, segurou o queixo do ômega e selou carinhosamente de seus lábios. Um selar que fora bem correspondido pelo mais baixo, e que não perdurou por muito tempo. Vendo aqueles olhos brilharem diante de si, Yi Xing se ajoelhava segurando as mãos do ômega, abrindo um largo sorriso começando a se sentir nervoso, segurava o olhar do mais novo em si, enquanto seus polegares acariciavam suas mãos.
- Jun, acho que está mais do que na hora de darmos o passo seguinte. Eu sei que posso ter errado com você antes de namorarmos, mas... – Soltando a mão do ômega, o alfa buscara no bolso de seu casaco o par de aliança dourada. Jun Myeon arregalava os olhos surpreso, segurando firmemente a mão do amante. – mas acho que se eu não oficializar isso, eu poderei te perder em um piscar de olhos.
- Me perder? Xing, porque eu fugiria?
O sorriso sensual do alfa e o balançar de seus ombros, pareciam destacar ainda mais a sua beleza diante do ômega.
- Nunca se sabe quando alguém com cara de mau e cheio de tatuagem surja para te seduzir.
Sem que a pergunta fosse feita, Jun Myeon segurou a aliança maior e a depositou no anelar do alfa. Selou o dedo e sorria gentilmente vendo que o mais alto já o abraçava fortemente pela cintura.
- Aos homens que tem tatuagem e cara de mau eu sinto muito, mas só existe um que fica belo dessa forma.
- Farei o possível para que mesmo que apareçam não te levem para longe, por isso acho que não precisamos noivar – Yi Xing segurava a aliança entre seus dedos e erguia a mão do ômega diante de seu rosto. Sorrindo com a resposta do menor, apenas assentia confiante de que para Jun Myeon, mesmo se estivesse sem sobrancelhas e cheio de espinhas, ainda poderia parecer bonito para si. – Isso é enrolação demais.
- Então...é um jantar privado de casamento?
- Só se você me dizer sim.
O sorriso largo e o intenso brilho de seus olhos castanhos eram suficientes para que o alfa compreendesse a resposta. Ao deslizar a joia no anelar do ômega, se quer piscara e se encontrava sentado no chão com o rapaz sobre si o abraçando apertado. O coração de ambos batiam acelerado, controlavam as risadas bobas e altas e as lágrimas traiçoeiras, uma vez que o momento era tão propicio á gritos enaltecedores de felicidade. Uma felicidade típica de um casal recém-casado.

❖❖
------------------x--------------------------x--------------------------x------------------------------x
² Sala e Cozinha da casa de Chanyeol e Baekhyun - http://data.whicdn.com/images/272635438/large.jpg

Nenhum comentário:

Postar um comentário