{Seulement Vous} Capitulo 19

Fanfic / Fanfiction Seulement Vous - Capítulo 19 - Capitulo 19
Londres, 22 de setembro, 12h
Não teria se acostumado ás regalias que a família Park tinha, na verdade nunca imaginou que a empresa da qual o alfa iria trabalhar era uma dentre as demais que o senhor Park era dono. Desde redes de hotéis até fábricas de alimentos, tudo era comandado por ele. Pelo o que soube através das conversas com Chanyeol, o alfa iria começar pela rede de hotéis em Londres, que seria afastado dos olhos dos pais e também por estarem perto de seus amigos fugitivos. Baekhyun imaginou-se em um hotel chique em Mayfair, e logo balançava a cabeça se negando em deixar que o dinheiro viesse acima de tudo.

Além do trabalho enorme que Chanyeol iria ter, o que mais preocupava o ômega era a situação em casa. Mesmo sendo um homem, e que era contra o gosto de seus futuros sogros, ele era mimado por estar gerando um herdeiro. Segundo os exames que tivera de fazer descobrira estar á espera de uma garota. Mesmo que fosse uma hipótese, o sexo do filhote gerou mais briga entre os dois alfas Park, Chanyeol fora bem categórico em dizer que ninguém além dele mesmo e do próprio ômega iriam decidir o que fazer com o futuro do herdeiro. Tão breve a briga foi deixada de lado, quando a senhora Park descrevia os encantos em se ter uma menina, tais descrições deixaram o futuro avô bobo.
Com isso as regalias e cuidados em volta de Baekhyun aumentavam. Ao receber a ligação de Chanyeol o pedindo para que fosse á Londres, e lhe contar todo o ocorrido, não demorou para que alguns seguranças da família Park chegasse na simples casa onde o recém casal vivia, e escoltá-lo até o aeroporto onde um jato estaria á sua espera. Sabia que precisava ir o quanto antes, porém daquele jeito era totalmente desnecessário. Sabendo que a situação pedia por aquilo, então cederia daquela vez, porém iria conversar com o alfa de cabelos platinados para que aquele mimo parasse.
Naquele momento já estava dentro do carro que Chanyeol enviou para lhe buscar no aeroporto e seguia por Londres até o prédio onde Jun Myeon mora. Não escondia seu entusiasmo em visitar um país diferente, e nem a sua admiração pela beleza dos prédios. Acariciava a barriga pequena e sorria belamente ao chegar em Mayfair, onde já conseguiria entender que seria ali que o ômega mora. “É tão Jun Myeon”.  Em poucos minutos subia no elevador depois de avisar pelo celular que já teria chego, mas a única pessoa que lhe recebera foi Chanyeol.
Estava com os cabelos bagunçados e de pijama, porém o sorriso largo e sedutor se mantinha em seu rosto. Apenas puxou o menor para dentro do apartamento e segurou de seu rosto para selar de seus lábios. Baekhyun anda se acostumava com os atos surpreendentes do alfa, sabia que se sentia atraído pelo mesmo e que não acharia alguém tão belo e que tivesse tamanho amor por si além de Chanyeol, e a mordida deixada em si o fazia se sentir bem como jamais se sentiu. Tudo o que precisava fazer era retribuir os sentimentos e fazê-lo tão feliz quanto se sente.
- Como foi a viagem?
- Acho que quero ficar longe de aviões por um bom tempo.
- E ficará – Chanyeol se agachava erguendo a camisa do ômega, depositando um selar carinhoso na região onde o feto se encontrava – Esta pequena deve descansar como o médico pediu, por isso ficaremos aqui até que enjoemos de Londres.
- Por mim tudo bem, acho que ficar fora da Coréia será bom para nós.
Puxava o garoto ômega até a sala, antes deixando com sua bagagem ficassem no quarto de hóspedes. Baekhyun olhava em volta e conseguia sentir o cheiro tanto de Yi Xing quanto de Jun Myeon, o aroma dos dois juntos parecia algo doce como uma sobremesa, talvez uma torta de limão. Incrivelmente delicioso e fácil de saber quando estavam ou não ali. O casal se sentava no sofá e se olhavam enquanto sorriam pelo sentimento de liberdade que sentiam.
- Como que está a situação por lá?
- Bom não consegui falar com Minnie – Baekhyun dedilhava o braço de Chanyeol que estava pousado em seu colo, enquanto a mão livre do mesmo abraçava-lhe pelo ombro. – E não faço ideia se o Xing chegou lá.
- Acredito que o baixinho deve saber alguma coisa, a mordida não deve manter eles separados sem uma ligação e sem explicação alguma.
- E quando Myeonnie chega?
- Bom considerando que ele tem aula normal hoje, segundo o que me disse por volta das 15 horas.
- Então....temos três horas para fazer alguma coisa...
Chanyeol já sorria malicioso, teria se segurado até aquele momento por medo de machucar o ômega. Mas o mesmo apenas ria balançando a cabeça puxando-lhe pelo pescoço para unir os lábios em um beijo saudoso. Os braços que apertavam os corpos para se encostarem causavam intensos arrepios nos híbridos. Segurando o ômega sem cessar do ósculo, Chanyeol o levava para o quarto onde dormiriam, fechando e trancando-a para evitar incômodos desnecessários.
Baekhyun não se sentia dolorido e muito menos com receio, não vinha em sua memória sobre o ocorrido que o fez morar na casa do alfa. A alegria do mesmo era tão intensa que superava qualquer coisa, e por já terem feito sexo antes, a vergonha se quer era convidada e sim dispensada. Com as cortinas fechadas o ambiente ficou levemente escurecido, parecendo ser mais uma noite esquecida, só que dessa vez seria á tarde e para sempre relembrada. Deitando o ômega na cama e ficando sobre seu corpo, o beijava afoito acariciando todo seu corpo, em especial as coxas fartas de Baekhyun.
As caricias que trocaram seguiram-se por horas naquele quarto, Chanyeol não deixou de beijar todo o corpo do garoto ômega, deixando-lhe marcas em suas coxas, costas e peitoral. Baekhyun se deleitava ao sentir aqueles braços fortes em volta de seu corpo o abraçando de forma protetora, sentia-se tão bem ali que quase se esquecia do mundo afora.
O corpo de Baekhyun havia mudado por conta da gestação, teria engordado um pouco mais. Mas para Chanyeol aquilo não seria um problema, apenas o estocava com cuidado, gemendo rouco em seu ouvido sentindo suas costas arderem ao serem arranhadas por Baekhyun. O mais baixo não demorou em tomar as rédeas e trocar as posições, sentando-se no colo do maior rebolava e quicava em seu membro enquanto seu rosto seduzia cada vez mais aquele rapaz á sua frente.
O prazer que ambos sentiam no corpo do outro fora finalizado com mais beijos e carinhos, e um bom banho com água gelada. Chanyeol teria que sair para ver alguns funcionários de seu pai e voltaria apenas na janta, e sentia-se completamente feliz em tomar banho junto á Baekhyun antes de uma tarde tediosa. O banho demorou mais que o esperado, e poucos minutos foram necessários para que ambos estivessem devidamente vestidos na sala.
Jun Myeon chegou no apartamento e se impressionou com a visão que tinha, em frente ao seu sofá Baekhyun sorria belamente enquanto ajeitava a gravata de Chanyeol. Pareciam recém casados ou além de uma cena de filme. Quando fechou a porta, os dois híbridos o percebeu e somente então Baekhyun e Jun Myeon se abraçavam.
No final das contas, os dois amigos passariam bons tempos juntos. Para Baekhyun sua ida á Londres seria a sua chance de dar sentido á sua vida. Chanyeol se despedira seguindo para o primeiro hotel onde conheceria os funcionários, deixando os dois ômegas sentados no sofá contando das novidade já que não se viam á tempos.
- Teve noticias do Xing? – Baekhyun acariciava a mão do amigo e o olhava atentamente, Jun Myeon parecia bem, mas continha as olheiras abaixo de seus olhos.
- Ele me ligou no almoço e disse que Jong Dae é um sigma.
- Então ele é meio beta...e meio alfa?
- É...bom o médico vai fazer alguns exames e disse que o medicamento que o Min Seok deu á Jong Dae podem ajudar a retardar os sintomas.
- E o que farão depois disso?
- Eles ainda não sabem, e pretendem esperar que Jong Dae acorde para discutirem á respeito.
Sabendo que foi á Londres á pedido do alfa chinês para fazer companhia ao ômega, Baekhyun logo tratara de mudar de assunto que voltou-se para o pequeno filhote em sua barriga. Os dois híbridos conversaram pelo restante da tarde, conseguindo sentir paz em seu interior e esquecer-se minimamente de sua preocupação com Jong Dae e Yi Xing. Jun Myeon aproveitava a companhia do melhor amigo, e contava á ele sobre as maravilhas de viver em Londres e sobre suas novas amizades. Ria com o ciúme do amigo, mas nada que pudesse lhe deixar confortável e aliviado em estar com alguém diante de uma saudade tão intensa que sentia de seu alfa.
Coreia do Sul, 23 de setembro, 9 h da manhã
Yi Xing olhava para Min Seok sentindo toda a sua frustração e raiva se apossarem, mesmo que seu interior tivesse uma pequena onda de paz querem lhe acalmar. O ômega mantinha o olhar sério sobre o alfa e com os punhos cerrados mostrava a sua determinação de suas ações. Senhor Xing não permitiu que tivesse uma briga entre os dois, já que esclareceu ter ajudado o genro em preparar os remédios, e como o próprio doutor havia dito antes, esses medicamentos foram de ajuda para a condição do hibrido em questão. O alfa não iria poder discutir, mas isso não evitava de se sentir tão frustrado por não ter percebido a doença do irmão antes.
- Por que somente eu fiquei sem saber de nada?
- Eu pedi para que não contassem – Min Seok suspirava sorrindo finalmente – Achei que Jong Dae deveria dizer pessoalmente.
Mais uma vez derramava lágrimas ao saber da condição de seu irmão mais velho, Yi Xing virava de costas passando a mão pelo rosto suspirando sem saber o que deveria fazer para poder dar o próximo passo, mas se quer sabia o que lhe esperava. A porta que dava acesso á UTI fora aberta mostrando o médico de aparência fria, ajeitando os óculos em seu rosto, ele sorria gentilmente enquanto todos os demais híbridos esperavam alguma noticia.
- Jong Dae está acordado e segundo os exames ele se encontra em perfeitas condições de respirar sozinho. Acabamos de transferi-lo para um quarto comum e lá poderemos conversar sobre os tratamentos.
A senhora Kim abraçava o marido sentindo-se aliviada, assim como os demais. Não tardaram em seguirem o médico beta pelos corredores indo ao quarto andar onde se encontravam os quartos reservados para pacientes Vips, se entreolhando nenhum dos quatro híbridos teriam pago por um tratamento luxuoso para o filho. Mesmo assim caminhavam pelo corredor silencioso até chegar no primeiro quarto onde Jong Dae se encontrava.
0 hibrido estava deitado na cama e olhava para as próprias mãos as movendo lentamente. Fazia algumas horas que despertava e ainda se sentia tonturas, porém melhor do antes. Ao ver todos de sua família reunidos não escondeu sua surpresa, principalmente em ver Yi Xing ali. A senhora Kim foi a primeira em abraçar o filho e agradecer o médico por tê-lo salvo, o caçula foi o ultimo á cumprimentar o irmão que o olhava sorrindo. O mesmo sorriso que mostrava na infância ao aprontar alguma coisa que seus pais não deveriam descobrir.
- Eae....maninho.
- É a primeira vez que nos vemos desde que nos reatamos... precisava ser desse jeito? – Deixando as mãos no bolso da calça, Yi Xing mantinha o rosto sério tentando esconder sua preocupação e medo de perder o hibrido irmão.
- Tem que ser com estilo Xing.
- Bom seu estilo é uma porcaria. – O meio sorriso que mostrava fez Jong Dae sorrir e esticar os braços, o chamando para dar um abraço.
- Também te amo meu irmãozinho.
Os dois finalmente se abraçavam apertado, o alfa se sentia aliviado também em ver seu irmão acordado ao seu lado. Teriam perdido tanto tempo com brigas de ciúmes que esqueceram de se amar como deveriam. Agora que teriam se reatado era o momento perfeito para mostrarem que o laço fraternal entre eles era tão intensa quanto se parecia.
Min Seok aproveitava do momento em família para retirar suas duvidas com o médico, aproveitou o conhecimento que ganhou durante os dias que esteve ali e repensava em suas fórmulas dos remédios, pensando em recria-las aperfeiçoando-as. Mas o que queria era poder abraçar o alfa, e assim o fez quando o mesmo terminou de conversar com o irmão caçula. Envolvendo cuidadosamente de seus braços sobre o corpo do hibrido, Min Seok selou-lhe a testa, mas logo foi puxado e ganhou um selar demorado em seus lábios. Sua face ruborizava e com o sorriso no rosto de Jong Dae percebia que o mesmo estaria bem o suficiente.
- Obrigado por cuidar tão bem de mim.
- Eu te disse não? Te quero vivo e bem...bem do meu lado.
- Bom – O doutor Oh segurava a prancheta e deixava na mesa ao lado da cama. Desviando sua atenção para o hibrido enfermo, retirou os óculos e ajeitava-os sobre sua cabeça. – O tratamento para a sigma consiste em fazer com que o hibrido se torne ou beta ou alfa.
- É o que eu tentei fazer – Sorria Jong Dae ganhando um olhar repreendido do médico.
- Infelizmente os remédios que acostumou a tomar são fracos demais e já não irão surtir efeito. Sendo assim recomendo que vá para o exterior.
- Londres. – Foi a resposta unânime. Já sabiam que seria o lugar onde todos poderiam ir, apesar do casal mais velho ali preferirem se manter na Coréia.
- Existe um hospital da qual irei ser transferido e que tem ampla pesquisa sobre sigmas, além de ter os melhores aparelhos para realização de exames.- O médico olhava tanto para Min Seok quanto para Jong Dae sorrindo sarcasticamente – Senhor Min Seok seu conhecimento em medicina vai ser muito útil, por isso o convido para ser meu assistente em Londres. Com isso Jong Dae terá um tratamento de acordo com seu estado de saúde.
- Eu? S-Seu assistente? – Olhando para Senhor Xing e Jong Dae, recebera resposta positiva. – Mas se formos para lá e ser um campo de pesquisa, os americanos não tentarão entrar lá?
- Não, o governo britânico não permite a entrada deles, é necessário diversos documentos do exército explicando a entrada. E o laboratório tem o seu próprio método de segurança. Não será um problema.
O senhor Xing e a esposa se entreolharam e sorriam para Min Seok, deixaram-lhe á cargo de conversar com seus pais para pedir a permissão de ir para o exterior. A decisão ainda seria tomada, Yi Xing e seus pais voltavam para casa á fim de descansarem, deixando apenas o hibrido e o ômega sozinhos. Doutor Oh se retirou depois de tirar todas as duvidas de Jong Dae sobre o lugar onde seria o tratamento, e assim o silêncio se iniciava.
Min Seok se sentia responsabilizado, mesmo sabendo que seus medicamentos não foram a causa da parada respiratória de Jong Dae, ainda se sentia culpado. Sentando ao lado da cama olhando para seus próprios dedos, não sabia o que dizer. Era como se tivesse voltado aos primeiros dias de aula onde se quer conseguia o encarar, por temer que se apaixonaria cada vez mais. Jong Dae ao perceber, esticou o braço para segurar a mão do ômega, assim que o fez e ganhou de sua atenção puxou-lhe para se deitar ao seu lado.
- Sabe que estamos sozinhos em todo o andar...que tal tirar essa saudade que eu tenho do seu corpo?
- Ya – Com o rosto corado, Min Seok formava um bico nos lábios para então soltar uma risada baixa. – Já vi que está bem.
- E eu estou, com você cuidando de mim, não tem como não me sentir bem.
O ômega voltava a baixar de seu rosto, dessa vez seus dedos brincavam com a blusa branca do hibrido alfa. Sabendo que o mesmo lhe olhava, sentia sua face ruborizar. Saberia que seria difícil de convencer seus pais de ir para Londres, principalmente por não terem muitas informações á respeito do que teria de fazer por lá. Contou-lhes sobre a situação do namorado e ambos os progenitores demonstraram total apoio ao filho, e Min Seok não queria abusar da sorte que tinha.
- O que acha que deve fazer? – Olhando o mais alto, mordia o lábio inferior contendo a vontade de beijar-lhe os lábios que estavam tão próximos á si.
- Eu vou aonde você estiver. – Jong Dae sorria em ver o menor tão encolhido em seus braços, selando-lhe os lábios rapidamente, permitiu que as mãos do ômega apertar sua cintura. – E você, topa ir para Londres comigo?
- Quer realmente que eu vá?
- Eu quero. – Passando a ponta dos dedos pelo pescoço do ômega, Jong Dae deixava o sorriso desaparecer, e olhava carinhosamente para o namorado – Eu quero tanto poder te morder, passar cada cio me embebedando de seu corpo e de seu cheiro.
- Se continuar com o tratamento em Londres, poderá me morder.
- Mas enquanto eu sou sigma... eu quero ter certeza de será meu por toda a vida que me resta.
Arregalando os olhos Min Seok abraçava o namorado negando com a cabeça. Não gostava de imaginar que a vida do namorado estava por terminar, queria ter pensamentos fortes e por isso se negava em ouvir algo do tipo.
- Não fale assim, vai viver eu sei disso. Eu me encarregarei disso.
- Então por favor....cumpra mais um desejo egoísta meu e entregarei toda a minha vida em suas mãos.
Afastando o corpo do ômega do seu, Jong Dae segurou suas mãos o olhando determinado. Selou de seus dedos e não demorou em selar dos lábios do menor iniciando um beijo calmo e carinhoso, prolongando o suspense em sua proposta. Porém o ômega não se importava, diante do nervosismo e preocupação que passara os últimos dias, sentir um beijo de Jong Dae era a melhor sensação que precisava sentir no momento. Assim que os lábios apaixonados se separaram, mesmo com os olhos levemente entreabertos, o sussurro do hibrido enfermo ressoou no quarto tão simples e gentil quanto uma flor de cerejeira voando em um campo verde.
- Se case comigo Seokkie.

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