{Seulement Vous} Capitulo 14

Fanfic / Fanfiction Seulement Vous - Capítulo 14 - Capitulo 14
Coréia do Sul, 4 de agosto, 6:40 h da manhã
A raiva que sentia antes se dissipara diante da coragem do garoto ômega, aparecer em sua casa e o tirar de lá parecia ser uma ousadia que ninguém, além de Yi Xing, teria feito. Mas Min Seok por mais determinado que estivesse, mantinha as mãos trêmulas, o que sugere que suas ações foram impulsionadas e não pensadas. Mesmo assim Jong Dae se sentia agradecido. O observando ser puxado até os portões da escola em uma caminhada extensa e silenciosa, onde finalmente pararam de caminhar e olhar para o outro. O ômega tinha as bochechas rosadas e os olhos brilhantes, soltando da mão do alfa ele sorria envergonhado e se curvava.

- Me desculpa por ter intrometido dessa maneira. Mas ouvi o barulho de algo se quebrando e pensei que algo teria acontecido.
Não sabia o que dizer na verdade, ainda estaria impressionado com aquela coragem súbita do menor. Coçando a nuca soltou o ar de seus pulmões em um suspiro longo, voltando a olhar aquele garoto á sua frente, o alfa sorrira gentilmente.
- Valeu por aparecer, acho que eu iria enlouquecer.
O ômega ficava a observar aquela alfa diante de si, parecia mais estonteante do que o normal é como se houvesse um brilho m volta de Jong Dae, um brilho que ressaltasse sua beleza natural. Os cabelos castanhos que balançavam com o vento sutil que passava entre eles, os olhos que pareciam envergonhados pela cena de antes, e o sorriso... ah aquele sorriso tão gentil e belo.
Min Seok adorava aquele sorriso, e se quer notara quando deu alguns passos em frente ao alfa e segurou-lhe o rosto com ambas as mãos. Ficando na ponta dos pés, o ômega extasiado pela beleza do alfa, selou-lhe os lábios de forma demorada e surpreendente. O mais alto se quer piscara diante daquele ato, apenas via o garoto beijá-lo e se afastar de si com o rosto corado. Arqueando a sobrancelha sem ter o que fazer em seguida, Min Seok percebera o que tivera feito e rapidamente se afastou do alfa.
- D-Desculpa, eu...
Jong Dae nada dizia novamente, porém diferente da outra situação na hospedaria onde ele se quer sabia o que sentia, agora as palavras simplesmente fugiam. Andando para trás para então sair correndo em direção á escola, Min Seok cobria sua boca com as mãos sem acreditar na sua segunda ousadia naquela manhã.
Correndo pelos corredores ainda vazios, o ômega seguia direto para o vestiário onde seria o lugar perfeito para se esconder do alfa. Os alunos não poderiam usar as quadras nos primeiro horários, sendo assim Min Seok permitia-se afundar em seus pensamentos e na vergonha que sentia. Passando de forma sutil a ponta do indicador por seu lábio, comparou aquela sensação com a que teve na hospedaria. Porém não poderia fazer uma boa comparação, já que na hospedaria Min Seok estava bêbado e mal conseguira aproveitar serenamente a sua primeira vez com o cara que gostava. E há poucos minutos atrás jurou estar em um sonho onde tudo poderia ser feito, jurou que estava preso em sua própria mente, e a imagem que Jong Dae teria de si era de um ômega avoado.
Cobrindo o rosto com as mãos soltou um suspiro prolongado, não iria chorar por conta disso e sem falar que seu ato pegara o próprio ômega de surpresa. Apenas pensava em como iria encará-lo durante as aulas, teria de evitar o contato visual, deveria sair da sala o mais depressa o possível no almoço e na saída. “Mas ele nem deve se importar com o que eu fiz”.
Ouvindo o som de passos soarem pelo vestiário, Min Seok ficou a olhar em volta desesperado. O relógio em seu pulso já marcavam sete horas da manhã o que já iniciava as aulas. Não queria aparecer no primeiro horário, não queria ter que encarar o alfa e saber que todas as suas chances de se aproximar do mesmo estavam perdidas por suas ações impensadas. Mas também não queria ir para casa, metade de si queria ver a reação de Jong Dae, queria vê-lo e admirá-lo mesmo que de longe. Eram confusos seus pensamentos.
Os passos aumentavam gradativamente, ficando atrás da ultima fileira de armários esperou que o som ficasse mais alto. Esticando a cabeça minimamente, pode ver que um dos inspetores da escola estava revistando o vestiário. Talvez algo novo que a diretora fez para aquele semestre, o numero de alunos cabulando aula teriam aumentado segundo o relatório de Min Seok, e essa era a medida que a diretora tomou. Seria esse o motivo da vinda dos formandos mais cedo, professores ligando desesperados para a diretora ao verem as salas de aula completamente vazias. Mordia o lábio inferior tentando conter de seu nervosismo para evitar que o aroma de seu corpo denunciasse a sua presença. Se baseando pelos sons, o ômega ia para as fileiras evitando do inspetor desconhecido, porém ao chegar na primeira fileira dos armários de metal teve de sua mochila presa em um dos trincos.
Aish e agora?” tentando puxar o chaveiro que teria feito um nó no trinco de um dos armários, Min Seok começou a se desesperar ao ouvir os passos do inspetor voltarem em sua direção. Arrancando com força sem fazer barulho os dedos do ômega pareciam desastrados em cumprir da simples missão em dar voltas no chaveiro. Assim que conseguira, depois de alguns segundos tentando, já conseguia ver a sombra do inspetor. Para evitar de ser pego fora para os chuveiros porém nenhuma porta parecia estar destrancada.
Virou-se para poder encontrar o inspetor, um homem alto com uma fisionomia séria e carrancuda. Todavia algo puxara de sua cintura e tampava de sua boca o levando para dentro de um dos box de chuveiro. Min Seok arregalava os olhos ao ser encostado na parede e ver o rosto do ser que o ajudava. Corava violentamente em ver que seria ninguém menos que Jong Dae, o alfa teria entrado silenciosamente no vestiário para ajudar o ômega. Ainda sem saber como ele teria entrado sem ser visto, ficou em silencio enquanto o alfa segurava a porta com um dos pés.
O inspetor que conseguia sentir o cheiro dos dois híbridos encarou a porta do box onde eles poderiam estar escondidos. Porém o lugar emanava diversos aromas por conta das roupas que estavam guardadas nos armários, e assim ficava difícil para o mesmo saber se deveria investigar melhor ou terminar a sua rotina.
Dentro do box, Jong Dae trancava a porta inaudivelmente, somente então encarou o ômega diante de si, ainda cobrindo sua boca. Os dois híbridos permaneceram encarando um ao outro, esquecendo-se aos poucos do inspetor. A mão de Jong Dae passou a deslizar pelo rosto do ômega, que o encara em altas expectativas.
- O novo presidente do grêmio cabulando aula – O sussurro de Jong Dae arrepiava Min Seok. – Que exemplo.
- Veio para tirar sarro de mim?
- Claro.
Min Seok revirava os olhos e se soltava dos braços do alfa prestes a sair do box, porém o inspetor continuava fazendo sua ronda no vestiário. Jong Dae ainda ouvindo os passos pesados do beta, puxou novamente a cintura do ômega, agora era seu corpo que estava encostado na parede, e o de Min Seok diante de si. O mais novo ficava cada vez mais nervoso e com o coração descompassado. Ficara imóvel sentindo o braço do alfa lhe apertar a cintura, e logo se arrepiava ao sentir algo tocar sutilmente sua nuca.
Ambos os braços do alfa seguravam o ômega contra o corpo rijo do mais velho, Min Seok não poderia se mexer com facilidade já que sua força era inferior. Mesmo assim queria saber o que se passava, tão breve sentia algo molhado tocar em seu pescoço lhe causando mais arrepios. Inclinando a cabeça para o lado o ômega verificou que eram os lábios de Jong Dae roçando em sua pele, com selares molhados.
- O-O que está...
- Shh – Com a voz rouca e baixa, o alfa sussurrava no ouvido do menor logo sorrindo largo – Ele vai nos achar.
Assentindo de forma obediente, Min Seok tratara de se encostar ao corpo do alfa e esperar por algum sinal onde pudesse voltar a correr, dessa vez em direção á sua casa. Porém os atos de Jong Dae não se encerravam, os selares molhados continuaram a ser distribuídos pelo pescoço do ômega, e cada vez que inalava de seu cheiro, aumentava cada vez mais o seu desejo. Não demorou para que as mãos grandes do alfa adentrassem na blusa do ômega, acariciando-lhe o abdômen.
Min Seok mordia o lábio inferior em conter algum gemido baixo, já poderia sentir que o alfa estaria excitado atrás de si. Em sua mente várias perguntas se passavam para poder entender o que levaria o alfa á estar ali consigo e ainda agir daquela maneira. Mas a cada selar e aperto que o maior fazia, mais o ômega fingia que tudo estava bem em apenas para aproveitar daquilo.
Jong Dae deslizava os dedos pelo abdômen definido do menor, apertava-lhe a cintura e soltava um gemido rouco em seu ouvido. Recobrando de sua consciência, lembrou-se da hospedaria onde teria se sentido amado pelo menor e satisfeito com a noite que tiveram. Queria mais daquilo. Virando o menor de frente para si, tomou-lhe posse de seus lábios em um beijo afoito e necessário. Min Seok não demorou em corresponder do beijo, envolvendo os braços em seus ombros.
Era algo que queria há tempos e finalmente o teria, Jong Dae guiando em um beijo ardente e necessitado. Os dedos do alfa se entrelaçavam aos cabelos do menor e passava a acariciá-lo, explorava aquela boca quente e úmida sem se preocupar com nada. Quanto mais os corpos se encostavam, maior era sua ereção. Não poderia sair daquele lugar sem antes tomar posse daquele corpo tão precioso. Erguendo o garoto deixando com suas pernas rodeassem de sua cintura, Jong Dae o encostava novamente contra a parede.
Sugando-lhe os lábios antes de se separarem ofegantes, o sorriso malicioso do alfa fazia o menor se arrepiar pelo o que viria á seguir. A calça do menor fora aberta e baixada junto com a boxer preta que o mesmo usava, Jong Dae alisava as coxas fartas do menor e suspirava baixo ao ter seu pescoço marcado pelo mesmo. Estava começando a tirar proveito de Min Seok, o menor por mais tímido que fosse sabia muito bem como deveria agir para lhe dar prazer, mesmo que tivesse aprendido em uma única noite.
Os dedos curiosos do ômega acariciavam e arranhavam o abdômen do maior, logo se entrelaçando ao cós da calça que era retirada sem nenhuma pressa. Jong Dae virava o menor de frente á parede, inclinando de seu corpo ficou a apreciar a pele antes de erguer a camisa do garoto e selar de suas costas. Min Seok soltava baixos suspiros querendo evitar de gemer, se quer sabia que os dois estavam plenamente sozinhos naquele lugar. O alfa que se masturbava logo o penetrava e começava a distribuir mordiscadas por seu pescoço.
Nunca teria provado algo como aquilo antes, e para o menor era inovador, secreto e excitante. Entretanto ao erguer o rosto e observar sua mão espalmada na parede, tendo a semelhante de Jong Dae entre seus dedos, fez nascer uma ponta de esperança em seu interior. Apertando de seus dedos o garoto sorria prazerosamente e tão logo se sentia animado em estar ali com ele. Sua animação resultou em um rebolado, porém para o ômega queria algo alem de ficar olhando a parede.
Virando-se bruscamente, segurou a cintura de Jong Dae o fazendo se sentar no chão. Os olhos que deveriam mostrar uma pureza, pareciam cheios de desejos. Sentando-se entre as pernas do alfa, o ômega engatinhava retirando de sua calça e boxer por completo, ficar entre suas pernas parecia lhe incomodar demais. Passando os dedos pela linha de expressão do maior, o mesmo sorria cada vez mais satisfeito com aquela figura que surgia diante de si.
- Por que está aqui?
A voz do menor soava baixa, mesmo transparecendo do prazer a sua voz parecia séria em certo ponto. Mesmo assim Jong Dae puxava a cintura do menor o fazendo sentar em seu colo, segurava-o com extremo cuidado sem desviar os olhares. Sorrindo cada vez mais largo, o ômega tratara de segurar a camisa do maior, deixando de seu corpo empinado voltou a rebolar sensualmente sobre o membro pulsante do alfa.
- Me diga Jong Dae, por que está aqui?
O alfa não queria responder, sentia que poderia enlouquecer á qualquer instante com aquele garoto movendo-se em seu colo. Deixando uma caricias em seus cabelos o alfa roçava ambos os lábios, mordiscando e sugando os do menor para então olhá-lo com seriedade.
- Te dou a permissão para me amar baixinho. – Min Seok parava os movimentos, a vergonha voltava a assolar seu rosto enquanto os olhos esbugalhados demonstravam sua surpresa. – E apenas a ti dou esta permissão.
Sabendo que aquela seria uma chance que jamais iria ter novamente, Min Seok tomou posse dos lábios de Jong Dae, que logo o penetra novamente e todo o ato se iniciasse mais uma vez. Dentro daquele vestiário o cheiro que conseguiam emanar parecia secreto e com segredos, sobre os braços possessivos do alfa, o ômega sussurrava uma vez mais em seu ouvido aqueles sentimentos que guardara por anos. Enquanto ao alfa, o peito se aquecia com o sentimento que experimentara na noite esquecida, e agora se deleitava da mesma novamente.
 Não iriam se separar tão cedo. Após chegarem ao ápice, os dois híbridos mantinham os lábios unidos, selando o contrato secreto.
Londres, Reino Unido, 3 de agosto, 22 h da noite
Jun Myeon e Yi Xing haveriam saboreado do corpo alheio por horas depois que o menor chegou da aula. Tudo começou quando Yi Xing deu inicio um jogo de provocações ao ficar sem camisa no quarto e em momentos seguintes, Jun Myeon beijava cada tatuagem pintada em sua pele. Os dois híbridos ainda se acostumavam á vida londrina, entretanto o que mais era necessário aprenderem á controlar eram as vontades de sexo. Banhos juntos passaram a serem demorados por conta dos desejos que nasciam principalmente pelo alfa adorar ter a sensação daquele ômega em seus braços.
Ofegantes, YI Xing deslizava os dedos pelas costas do ômega que estava deitado sobre si, os lençóis era o único tecido que cobriam seus corpos nus. O alfa soltara uma risada baixa em ver o garoto dormir, levantar cedo não era difícil para o menor, porém não conseguia evitar o cansaço pesar em seus ombros. “Ainda bem que ele comeu”. O alfa selava o rosto do ômega e ficava a observa-lo sem cessar das caricias.
As batidas na porta assustou o alfa por um momento, Jun Myeon se remexera sem despertar. Com cuidado Yi Xing deitava o garoto na cama e o cobria, pegando da calça jogada no chão a vestia apressado indo em direção á porta onde ouvia as batidas.
- Já vai.
Respondendo em inglês, o alfa ajeitava os cabelos e abrira a porta se surpreendendo com a visita. Os dois híbridos que estavam em sua porta olhavam para o rapaz também surpreso, a ômega observou o número do apartamento para então voltar a encarar o alfa.
- O que faz aqui?
A voz forte do pai de Jun Myeon ressoara na mente do alfa. O mesmo se esquecera daquele detalhe, não teria pedido á Jun Myeon como seria a situação familiar, se eles saberiam sobre os dois. Mas somente olhando para as faces surpresas, o alfa pode dizer que a sua presença não havia sido anunciada aos mais velhos. Sem dizer nada, o alfa apenas dera passagem para que os mesmos entrassem no apartamento.
- Não queremos ser expulsos por falar alto não?
A senhora Kim apenas sorria e pousava as mãos nos ombros do marido o guiando para dentro do apartamento. Yi Xing fechava a porta e seguia para a sala onde os dois híbridos lhe esperavam ansiosos por alguma explicação. A face do senhor Kim não transbordava nenhuma surpresa, mas sim irritação, a mesma que recebera na enfermaria quando Jun Myeon fora jogado na piscina. Sem esperar por mais o alfa mais velho se virou com os braços cruzados em uma pose autoritária diante do outro.
- Onde está o meu filho?
- Ele está dormindo no quarto. – O senhor Kim dera passos em direção ao quarto, porém Yi Xing se colocou na frente do mais velho, o olhando calmamente – Peço que não o acorde.
- O que? Se eu quiser...
- As aulas têm sido puxadas e ele tem levantado cedo até mesmo no sábado. Deixe-o dormir.
- M-Meu querido, por favor, sente-se.
A senhora Kim parecia ter calma, o oposto do marido, porém sabia que para tudo teria uma explicação e esperaria por isso. O casal se sentou no sofá sendo que Yi Xing fora o único a se manter em pé. O alfa mais velho não conseguia esconder a repulsa em ver aquelas tatuagens no corpo do rapaz, as orelhas furadas e com brincos pareciam ser típicos de jovens rebeldes. O que não fugia da realidade.
- Por favor, meu jovem, quem é você e porque está no apartamento do nosso filho?
O alfa reconhecera a voz calma da mulher, era idêntico ao filho. Assentindo o mesmo coçava a nuca pensando em uma forma de contar as coisas. Entretanto seria difícil saber o que deveria dizer e o que deveria se manter em segredo, já que não conhecia a relação de Jun Myeon com seus pai. Olhou para o quarto vendo que Jun Myeon ainda dormia serenamente. Sorrindo levemente desviou a atenção para os mais velhos começando a contar sua história.
- Sou Yi Xing, creio que se lembram de mim...
- Salvou o nosso filho da piscina – Assentia a senhora Kim, o sorriso que mostrava as rugas abaixo dos olhos, mesmo assim era uma mulher estonteante. – Então estuda na mesma escola que Jun.
O alfa acabou por contar os eventos da escola com detalhes, o motivo do garoto ter caído na piscina até os seus sentimentos. A sua fala era cortada vez ou outra, o Senhor Kim deixava claro que iria se opor aquela relação. O alfa mais jovem se mantinha calmo enquanto podia, entretanto ouvi-lo dizer sobre afastar o recém-casal mexia consigo. O deixava angustiado.
Jun Myeon despertara com aquele sentimento no peito, o alfa olhou para a porta e suspirava passando a mão no rosto. Nesse momento todos se calaram e observavam a porta do cômodo onde um ômega que vestia seu pijama, o garoto ao perceber que seus pais estavam ali ficara nervoso, os olhos se encontraram ao alfa e apenas pensava no que deveria dizer para poder se explicar.
- Não te criei para que fosse assim Jun. – O senhor Kim se levantara e caminhara em direção do filho, olhando-o parecia ver aquela criança que o seguia pela casa pedindo para brincar. Não teria visto o momento em que ele cresceu se perguntava o que teria perdido para que o tempo passasse tão depressa e levasse consigo aquela criança. A mão formigava após o tapa que dera no rosto de Jun Myeon.
Yi Xing se prontificou de imediato entre pai e filho, empurrando o mais velho para longe do garoto. Senhora Kim observava sem saber o que teria acontecido, tamanha rapidez que o alfa jovem teria ido para perto e empurrado de seu marido. Levantando-se do sofá apressada, foi até o cônjuge averiguando que o mesmo estaria bem, entretanto o alfa mais velho observava a cena atônito. O alfa mais jovem segurava o rosto do garoto e olhava-o com culpa, mesmo que Jun Myeon se mantivesse calmo sem derramar uma lágrima pelo tapa que teria levado. Uma troca de olhares entre os dois que pareciam trocar palavras mentalmente. Sorrindo da forma mais gentil o possível, o ômega acariciava as mãos do maior.
- Era por isso que eu não poderia contar – O ômega olhava para sua mãe, a progenitora relembrava a conversa onde o filho pedia para que não perguntasse sobre o que ocorria na escola. – Mas já está feito não?
- Jun pegue suas coisas, você vai voltar agora mesmo para casa.
- Não o levará- Yi Xing desviou o olhar transbordando de sua ira, mesmo que segurasse as mãos do ômega, o alfa não segurava a sua indignação. – Acha que deixarei que o leve depois do que acaba de fazer?
- Como ele é de menor ainda está sob minha responsabilidade, além de ser o meu filho.
- Mesmo que eu vá, ele irá comigo – Jun Myeon erguia o pulso mostrando da mordida.
Os dois híbridos voltaram a se sentar no sofá, dessa vez chocados. O alfa abraçava o menor á sua frente e acariciava de seus cabelos mantendo a calma entre os dois. O ômega olhava para os pais pensando cuidadosamente o que deveria falar.
- Sei que pode ser difícil, mas eu dou conta de cuidar da minha vida da minha maneira. – O ômega olhava para o alfa e sorria ternamente – Eu o amo.
A progenitora conseguia sentir algo ser emanado daquele casal, por mais surpresa que tivesse com toda a situação, sabia que o filho não agiria estranho por problemas com dois alfas apenas.Brigas escolares não eram problemas que mexessem com o ômega, para poder lhe afetar seria necessário algo que estivesse... relacionado aos seus sentimentos. Observar a forma como aquele rapaz teria agido com seu marido para proteger o seu filho, seria considerado uma prova de afeto entre os dois, a mordida não significaria sentimentos verdadeiros para a ômega, já que os jovens poderiam morder apenas por impulso e no final de toda a história a vida de seu filho poderia ser prejudicada. Mas aquela mordida serviria para que ficasse tranquila quanto ao filho longe de si sem os seus cuidados
Segurando a mão do marido, transpassou de seus pensamentos e sentimentos fazendo com que o alfa também entendesse aquele lado da história. Mesmo assim ele não iria se sentir á vontade quanto a atual situação de seu filho. Uma mordida foi deixada em seu corpo, sendo assim Jun Myeon já nãopertenceria somente á família Kim, mas também á qualquer momento poderia criar sua família.
- Iremos fazer um trato – Senhor Kim se levantara e fora em direção do casal, dessa vez com a esposa ao seu lado para evitar futuras brigas. – E se não o cumprirem, irão se separar á força, e você Jun irá se casar com quem eu escolher.
Coreia do Sul, 4 de agosto, 12 h
Chanyeol comia do seu almoço sem desviar o olhar do celular, esperava uma resposta de Baekhyun sobre o garoto ter almoçado. O ômega não se sentia á vontade para retornar as aulas, seu corpo ainda estava com hematomas mesmo que a dor tivesse passado. O alfa respeitava essa atitude e tratava desviar a atenção dos professores quando o assunto era as faltas do garoto.
Com o sinal do fim do almoço soando pelos alto falantes, o alfa de cabelos platinados se levantara seguindo para a sala de aula sendo seguido por demais alunos Zagan. Outra coisa que lhe ocupava a cabeça era ser líder de uma gangue que dominava metade da escola, após a saída de Yi Xing os alunos Zagan ficaram perdidos e rodeavam ainda mais Chanyeol, depois que Jong Dae afirmou a saída do alfa para outro país as brigas aumentaram. Phenex não perderam o tempo em atacar Zagan, principalmente por não terem um presidente do grêmio que os punisse.
O caos teria retornado se não fosse por Chanyeol tomar posse da liderança e, juntamente com Jong Dae, afirmarem que a rixa entre Zagan e Phenex seria imperdoável. Muitos achavam aquilo estranho e protestavam, mas não chegariam á dizer em voz alta perto dos alfas. Aos poucos tudo voltara ao normal, as brigas eram fora da escola e sem envolver os lideres, mesmo que no final os mesmo acabassem sendo chamados na diretoria para controlar de seus “discípulos”.
Jong Dae não se importava muito e mantinha sua pose, deixava claro para quem entrasse em briga que não usasse de seu nome ou insígnia caso quisessem arranjar briga consigo. Já Chanyeol punia cada um que entrava em briga, e uma boa forma de descontar de sua raiva e preocupação acumulada. Em poucos dias que as aulas teriam retornado, os Zagan estavam disciplinados e mais temerosos quanto ao seu novo líder.
Entrando na sala de aula, o alfa se sentou mexendo uma ultima vez no celular, mandando outra mensagem ao garoto. Os xingos que passavam em sua boca chamava atenção dos demais alunos presentes na sala, porém ninguém se atreveria á perguntar o que teria acontecido. O aparelho vibrava em sua mão mostrando a mensagem de Baekhyun, o alfa se ajeitava na cadeira e lia a primeira mensagem que o garoto o mandava.
Estou bem, já comi e estou limpando o seu quarto...que chiqueiro.
Não conteve a risada, o garoto era ousado em pensar daquela forma, mas Chanyeol sabia que o ômega estava entediado. Pelo menos teria lhe respondido e assim o alfa poderia se sentir mais aliviado. Deitando a cabeça na mesa de madeira, colocou o livro diante de si e fechou os olhos para dormir pelas próximas horas.
Despertava assim que o sinal tocava, pegou de seus materiais jogando tudo em sua mochila, apressadamente corria pelos corredores ansioso para chegar em casa. Os alunos que lhe cumprimentaram ficavam sem respostas, tamanha era a euforia do garoto em sair da escola e ir para casa. Ao chegar nos portões da escola parou de correr imediatamente, o carro branco parado alguns metros diante de si fez sua pele arrepiar. A mulher que usava trajes finos e bonitos sorria largo em ver o filho.
- Pensei que iria demorar mais para vir.
- Aish que saco.
O alfa olhou em volta pensando em alguma fuga, porém a progenitora tivera sido mais rápida e espalhou guarda costas por todo o terreno escolar, assim averiguando que seu objetivo fosse cumprido. Chanyeol conseguia ver os homens vestidos de preto e com seus rádios em mãos, não teria outra opção além de ouvir o que sua mãe tinha para lhe dizer.
-  O que quer?
- Por que não atente minhas ligações? Tenho algo urgente para lhe contar.
- Não to afim de casar e muito menos trabalhar com empresas – Sorrindo malicioso o alfa seguia para passar pela mulher, porém a mesma segurou-lhe o pulso. – O que foi agora?
- Espere seu pai saber que o filho herdeiro está interessado por outro garoto – Os olhos de Chanyeol se arregalaram – E que está morando com ele...
- Quer brincar com a sorte hm? Bela ameaça.
- Estou fazendo vista grossa Chanyeol, devo te lembrar que sua mordomia é sustentada por nós.
- Podem me tirar tudo se quiser, posso me virar de qualquer jeito.
A senhora Park era considerada uma mulher gentil demais com o filho, porém sabia que o garoto não iria conseguir viver nas ruas por muito tempo e com seu temperamento explosivo. Já o vira brigar e se assustara com a forma como seus olhos pareciam raivosos, chorou por longo tempo em pensar que o filho tinha um temperamento explosivo e que á qualquer momento isso colocaria sua vida em risco. Por isso era contra Chanyeol morar sozinho, precisava saber que ele estava bem e sem se machucar.
- Seu pai está na sua casa nesse momento – Soltando o pulso do garoto, Chanyeol ficou a observar a progenitora que se virava de costas. – Ignore minhas ligações novamente que direi á ele o motivo de aquele garoto estar na sua casa.
Entrando no carro a mulher dera ordens para seguir em direção á sua casa, deixando um Chanyeol atônito. Seus pais eram donos de empresas e se deram extremamente bem no ramo, uma mansão fora da cidade deixava claro que as riquezas eram imensas. O alfa crescera sendo mimado em grande parte por sua mãe, porém com seu pai eram apenas estudos e treinamentos para se tornar um herdeiro perfeito. De inicio o garoto até se interessava pelo assunto, apenas para ter o pai orgulhoso de si, entretanto com o passar do tempo vira que a visão que eles teriam era apenas para negócios e não um amor fraternal.
Chanyeol começara a andar com Yi Xing quando tinha doze anos, os dois brincavam e sempre se deram bem. Quando entraram no ensino médio as brigas se iniciavam, a maioria das encrencas eram por bobeiras como um encarar o outro ou apenas não se gostarem. Chanyeol sempre era protegido pelo alfa mais velho e tão logo pedia para aprender á lutar alguma arte marcial para participar das lutas e também proteger o amigo.
Porém quando vira Baekhyun pela primeira vez sentia que sua força precisava ser maior, sentia que aquele garoto se fosse ficar consigo deveria se sentir protegido. Pensou que seria exagero de sua parte, mas toda vez que o via passou a se sentir mais atraído, e quando menos esperava estava espiando de sua janela. Seus pais notaram a diferença de comportamento do garoto e tão logo chamavam de sua atenção para que retornasse á sua consciência, foco nos estudos.
Quanto mais os progenitores prendiam Chanyeol, mais o alfa se mentia em brigas para descontar sua necessidade de liberdade. O acordo que teria feito á seu pai seria que o garoto aproveitasse o período escolar, e quando fosse se formar teria de cursar uma universidade para poder receber a empresa de seu pai e se casar. Como Chanyeol estava totalmente crente que não teria Baekhyun consigo, então aceitou o acordo.
Mas a situação atual era diferente, Chanyeol tinha chances de conseguir os sentimentos do garoto ômega, mesmo sabendo que seus pais seriam contra ao relacionamento homoafetivo. Fechando a mão em um punho passou a correr pelas ruas com o máximo que suas pernas poderiam aguentar, vários pensamentos passavam em sua mente sobre os possíveis motivos que levaria seu pai á ir em sua casa.
Em passos rápidos entrava nas ruas passando por entre as pessoas sem se desculpar por esbarrar nas mesmas, apenas queria ver sua casa o mais rápido possível. De longe já conseguiria ver o carro de seu pai e seu coração acelerava cada vez mais. Ao se aproximar da casa abriu a porta rapidamnte, vendo Baekhyun sentado no sofá segurando uma bandeja em seu colo, em frente ao garoto encontrou o alfa de cabelos brancos naturalmente, sentado e de braços cruzados.
- Pai.
O alfa olhou por cima do ombro sem demonstrar nenhuma emoção, apenas pigarreando voltou a olhar o garoto á sua frente e se levantar do sofá.
- Pense sobre o que eu te disse meu jovem, saberá fazer sua escolha.
- Sim senhor.
Chanyeol cerrava o cenho diante da obediência de Baekhyun para com o homem, o alfa progenitor passou pelo filho e tocou-lhe o ombro suavemente e então saiu da casa indo diretamente para o seu carro. O alfa de cabelos platinados encara Baekhyun e fechara a porta rispidamente, o mesmo sobressaltara e suspirava aliviado em se ver livre da tensão.
- O que ele te disse?
- Nada demais Chanyeol, só veio aqui saber como você estava.
- Está brincando comigo? Meu pai pouco se importa pro meu bem estar – Se aproximando lentamente, segurou os ombros do ômega e o encarava seriamente – O que raios ele te disse?
- Eu já disse....
O garoto parara de falar, empurrando o alfa para longe corria para o banheiro onde se curvou diante do vaso e passou a regurgitar o que teria comido nas ultimas horas. Chanyeol seguia o garoto e não demorou em acariciar de suas costas deixando sua raiva diminuir. Apertando da descarga e indo á pia escovar dos dentes, Baekhyun sentia-se aliviado e olhava para o maior pelo reflexo. Sorrindo envergonhado se virou coçando a nuca.
- Seu pai é assustador, fiquei com nervoso diante dele.
- Seu idiota. – Chanyeol abraçando o garoto, acariciou-lhe os cabelos soltando um suspiro prolongado. – Eu te protejo.

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