{Sagrado Santuário} Capitulo 16


[::P.O.V. DONGHAE::] 

Shindong se aproximou de mim ignorando totalmente Hyukjae, que não gostara nada. Assim que Shindong viu que Hyukjae corria em sua direção, Yesung o empurrou para perto de mim. Fizera isso para que Eunhyuk o pegasse ao invés do amigo. 

Hyukjae segurava o pescoço de Yesung e jogou para o lado de fora da capela. Ryeowook entrou em pânico, começando a levantar para acudir o amado. Kangin correu atrás do pequeno para protegê-lo. Não pude prestar muita atenção neles, mas queria saber de todos os movimentos de Hyukjae, puxei a camisa de Junyoung, fazendo-o olhar para mim. 

- Está tudo bem Donghae? – Perguntou o enfermeiro. 

- Está, foi só um susto. – Disse. 

Voltei a minha atenção em Hyukjae, ele jogara o Redentor na parede fazendo com o que o mesmo perdesse a consciência. Ryeowook foi em direção á Hyukjae, tentando fazê-lo acordar, mas não daria certo. Hyukjae apenas deu tapa na cara de Ryeowook, e logo em seguida recebeu um soco na cara dado por Kangin. A chuva estava começando a ficar visível, molhando o corpo dos meninos que se encontravam fora da capela. 

Heechul estava começando a ficar com raiva e se levantou indo em direção de Eunhyuk. 

- CARA QUAL É O SEU PROBLEMA EM FICAR BATENDO EM SEUS AMIGOS? – Hyukjae apenas olhou para ele, fez uma cara de que não gostou. Kibum pegou um dardo e tentou atacar em Hyukjae, mas errou a mira, fazendo com que Eunhyuk soltasse um grunhido. 

Hyukjae tentava se aproximar de Heechul, que correra para o outro lado. Mas assim que ele correu um barulho estourou, juntamente com um trovão, fazendo com que a terra fosse pelos ares. Levantei-me espantado. O que aconteceu? 

- Calma Donghae, foi apenas um a pequena bomba – Disse Junyoug Appa. – Só consegui me acalmar quando vi que tanto Hyukjae quanto Heechul estavam bem. 

Logo um novo exército de Redentores surgiu com arcos e flechas apontadas para Hyukjae. Eles apontaram para ele e atiraram, mas Hyukjae pareceu ser mais esperto, não sei como, ele conseguiu desviar de TODAS as flechas. Fiquei boquiaberto, com tal cena. Prontamente ele chegou perto de tais Redentores, usando a mesma espada, cortou a garganta delas, sem ter dó nem piedade. O sangue espirrara em seu rosto e vestimenta, o que deixava com um ar de diabólico. 

Enquanto Hyukjae cuidava dos Redentores, Kibum pegou Heechul no colo e o trouxe novamente para a capela, ele voltou para tentar pegar Yesung, mas Hyukjae já olhava para dentro da capela novamente. Kangin pulou no pescoço de Hyukjae tentando chamar a atenção, o que conseguira, pois Hyukjae tentava golpear Kangin, mas convenhamos que ele fosse mais forte que Hyukjae. Ele tentava se esquivar dos golpes mas estava ficando sem espaço e cansado. Querendo dar um fim aquilo deu uma rasteira em Hyukjae, que antes mesmo, pulou para trás. 

Estava começando a ficar tenso, ninguém era mais forte que Hyukjae. Isso deixara Kangin furioso. Leeteuk olhou para Junyoung como se esperasse algo vindo dele. 

- Só posso tirar a besta do corpo de Hyukjae quando a lua estiver cheia. 

- Mas não têm como sabermos se alua está cheia ou não, o céu está nublado. – Respondi. 

- Não se preocupe, sei quando será o momento certo. – Disse Leeteuk. – O sino já deve ter tocado 20 vezes, se esperarmos mais 4 horas, será o tempo perfeito para tentar tira-lo. 

Leeteuk me soltou e se levantou, disse que tentaria enrolar até às 4 horas se passarem. Enquanto isso Junyoung Appa se preparava para fazer o ritual. Leeteuk Appa começou a se preparar. Correu até a beirada de uma árvore que ficavam á 10 metros de distância de onde Kangin e Hyukjae estavam. Juntamente com uma foice que ele pegou de um baú escondido na capela ele entregou-a para Kangin se juntando. 

-NÃO O MACHUQUE!! – Gritei, aquela foice poderia fazer fatias fininha de Hyukjae, mas sabia que Leeteuk precisaria de algo para se defender. 

Appa usou a foice para dar outra rasteira em Hyukjae, que apenas pulou sem mostrar dificuldades. Aquilo estava ficando cada vez mais tenso. Já não tinha noção do que poderia acontecer com ele. Meu coração estava prestes a pular do meu peito. 

Ambos ficaram chocados com o que vira. Hyukjae pegara uma flecha que estava no chão e jogou em direção á Kangin, se não fosse por seu reflexo a flecha teria acertado seu peito, mas ele conseguiu desviar-se dela, mas assim que voltou sua atenção á Hyukjae ele acertou um golpe contra seu pescoço. Kangin caiu na lama, botando a mão em seu pescoço, logo Kibum entrara em seu lugar como um substituto, assim trazendo o mais forte para dentro da capela. 

Leeteuk foi para cima de Hyukjae, mas logo foi repelido, foi segurado pelo braço, recebendo uma cabeçada de seu agressor na testa. Kibum se aproximou de Hyukjae erguendo o braço para bloquear o golpe contra a sua nuca. O redentor o atingiu logo abaixo do punho, foi uma pancada forte, e a primeira que o acertara. Hyukjae perdeu o equilíbrio e Kibum o empurrou com violência para a esquerda atirando-o contra o tronco de uma arvore grossa. 

Kibum olhou para o lado e viu a foice, que Leeteuk usara anteriormente, e o apanhava. Foi em direção de Hyukjae, caído de bruços. Pulou em cima dele ficando entre as pernas do mais novo, com a foice erguida. Foi então que Hyukjae desferiu um golpe com a flecha que havia caído de algum redentor, atingindo Kibum na parte de dentro da coxa. O redentor cambaleou para trás, espantado e caiu, logo sendo ajudado por Heechul levando-o para dentro da capela. 

Aquilo estava indo longe demais, os meninos estavam ficando machucados, sem contar com o próprio Hyukjae. Isso me deixa perturbado, não quero que ele se machuque, sei que perdeu sua mente, mas por que os outros não entendiam. Se eu fosse falar algo eu seria automaticamente, ignorado. Junyoung Appa olhou para nós dizendo que alguns Redentores havia chego. 

- Precisamos tirar os acólitos daqui. – Comentou o mais velho. 

- Deixe que os Redentores os tirem. – disse Heechul bravo, enquanto fazia um breve curativo em Kibum. 

- Você acha mesmo que eles irão tira-los? – perguntou Leeteuk. – Vamos fazer o seguinte, Yesung, Kibum, Heechul, Sungmin, Henry voltem ao santuário reúnam os acólitos e os tire daqui, o resto fique aqui, acredito que esses exércitos de redentores não vão dar conta do recado. 

Todos assentiram ninguém era louco de ir contra as ordens do mais velho, e ele sabia que mesmo que ele me mandasse ir eu ficaria, pois é aqui que o dono de meu coração se encontra. Assim que vira uma brecha os meninos se levantaram e correram em direção ao Santuário. 

[::P.O.V. SUNGMIN::] 

Corremos em direção á uma grande porta de madeira, do lado de fora não escutávamos nada além dos gritos dos arqueiros mirando em Hyukjae, mas depois de adentrar no local, meus ouvidos doeram de tanto que tinha de garotos chorando, gritando, falando sobre o que estava acontecendo. 

Um pequeno garoto devia ter dez anos de idade, parou na nossa frente nos perguntando do motivo que os Redentores deixaram as salas ás pressas. Heechul, discreto como sempre fora, colocou uma cadeira em cima de uma mesa, que havia por perto, e ficou em pé sobre a cadeira, para chamar a atenção dos jovens, que prontamente fizeram silêncio. 

- Bom seus bando de pirralho – Começou Heechul olhando para nós que entendemos o recado, nos espalhamos até a porta do salão deixando Yesung e Kibum passar para abrir os portões do Santuário. – Vocês tem o direito de sair daqui, querem sair daqui e nunca mais voltar? Então darei essa chance, vocês têm 20 minutos para saírem e quem ficar, pode dizer adeus á vida. 

Tratei de abrir as portas, juntamente com Henry, e um rebanho de jovens meninos passaram, como se o que esperasse do lado de fora fosse uma barra de chocolate gigante, o que eles poderiam encontrar. Assim que todos saíram fizemos uma ronda por todo o Santuário para ver se tinha mais alguma criança ali perdida, o que não foi o caso. 

Logo nos deparamos com a porta proibida, pelo que eu saiba ali teriam um monte de mulheres, que provavelmente não sabiam de nada. Heechul abriu a porta sem se importar com barulho, esperamos do lado de fora e em cinco segundos outro rebanho, mas dessa vez de mulheres, correndo em direção dos portões. 

Rondamos o resto o pátio os jardins refeitório, lugares fora do grande castelo. Sem brincadeira nenhuma, levamos uma hora e meia para fazer tudo isso, sem contar que nem sabíamos o que fazer com os prisioneiros. Mas quando chegamos à porta não tinha se quer uma alma viva naquele calabouço. Acho que já deram um jeito neles. 

[::P.O.V. LEETEUK::] 

Depois que os meninos saíram, os Redentores faziam de tudo para poder capturar Hyukjae, que não facilitava as coisas. Ele era rápido demais, sempre conseguia tirar as armas dos redentores e mata-los. Durante todo o tempo que ficamos ali assistindo, que era uma hora e meia, ele matara 80% dos Redentores, os últimos redentores, que redentores não tinham nada, era a gente, e o exército reserva, ou seja, prisioneiro. 

Faltavam cerca de duas horas e meia para dar meia noite deixando a lua totalmente cheia, notei uma nuvem de poeira ao longe. Hyukjae notou e logo foi de preparando, pois eram eles chegando. No decorrer de uma hora, dava para notar que os últimos redentores vinham em duplas, ás vezes em trios, em uma linha irregular que se estendia por um quilômetro, mais ou menos, marchando em direção de Hyukjae. A cada passo que se aproximavam, era um pelo de meu corpo eriçado, eles pareciam determinados. A essa altura, um grupo de 15 prisioneiros tinha se reunido sem a menor cautela a cerca de 150 metros de Hyukjae. 

Eles começaram a dar meia-volta e a se afastar quando um arco silencioso de flechas subiu no ar fazendo uma curva majestosa e, em menos de dois segundos, eles caíram ao redor de Hyukjae. Mas o que me espantara, foi que NENHUMA o acertou. Hyukjae olhou em direção dos prisioneiros, com um olhar de que estava entediado. 

Suspirei indignado, era muita flecha para um único homem, mesmo que o acertassem não iria fazer muita diferença, do jeito que aquele moleque tira as armas do corpo como se fosse sujeira. Trinta minutos depois, no lado oposto em que Hyukjae se encontrava uma grossa flecha – morteiro foi disparada quase que verticalmente, caindo trinta metros de distancia de Hyukjae. 

Donghae suspirava aliviado ao meu lado, a cada movimento era motivo para se encolher em meus braços, às vezes escondia seu rosto para não ver, mas como não ouvia nada levantava a cabeça e procurava pelo amado, que nem sequer havia saído do lugar, apenas olhando para os prisioneiros com uma cara de ‘’é só isso?’’. 

Logo, Hyukjae começara a se movimentar, e um dos prisioneiros fizera um sinal com a mão, a primeira linha dos Redentores deram alguns passos para trás, a chuva estava ficando cada vez pesada, mas isso não interrompeu a ‘’batalha’’ deles. Enquanto isso Hyukjae se aproximava deles, parecia estar correndo. Outro sinal dos Redentores e um clangor ensurdecedor fazendo os mesmo se abaixarem, enquanto o jovem continuava a se aproximar. Foi então que uma bomba estourou, estourou bem onde Hyukjae pisara, fazendo-o sumir junto com a fumaça e alguns destroços da parede do Santuário. 

-HYUKJAEEEEEEEEE – Gritou Donghae, deixando suas lágrimas invadirem seu rosto, segurei seu rosto tentando fazer com que ele não visse nada. 

- Olhe lá. – Disse Kyuhyun, assim fazendo com que Donghae soltasse de meus braços e olhar para a fumaça que mostrava o semblante de Hyukjae. Um sorriso nascera nos lábios do gestante. 

A explosão além de acabar com o local de onde Hyukjae passava, destruiu uma grande parte da parede do Santuário, que guardava uma das salas de ‘’aulas’’. Nenhum de nós havia visto tamanha violência, tudo bem que eles eram acostumados a matar, mas usar bombas era novidade. E quando é que foi que eles instalaram aquilo. Por acaso eles sabiam que isso iria acontecer? 

Pelo fato de Hyukjae ainda caminhar em direção deles, fez com que os Redentores, parassem e recuassem como se fosse uma única criatura assustada. Hyukjae se aproximou bem pertinho deles e continuou a sua carnificina. 

Não sei como descrever a cena que veio a seguir, a chuva ficara muito grossa e com direito a raios e trovões. Todos os quinze redentores prisioneiros juntamente com aqueles que acenderam a bomba, estavam mortos. Os sangues deles escorriam pelas mãos de Hyukjae que, graças aos outros meninos que se juntaram a nós novamente, vinha em direção á pequena capela. Apertei Donghae em um abraço tentando protegê-lo de qualquer coisa que acontecesse. 

O fato dele não matar nem sequer desferir um soco dentro da capela, era considerado uma benção. Mas o garoto era esperto. Caminhou em direção ao barril que sobrou, os barris continham a química das bombas, ele virou uma que parecia esquecida e mirou em direção á capela. Logo a acendeu. 

- CUIDADO – Gritou Junyoung, juntamente com Siwon e Kangin, nos empurraram para a esquerda, e logo um estouro ecoou pelo local. Estava encolhido, eu estava em cima de Donghae protegendo ele, assim que sentimos que era seguro olhar puderam ver que a capela estava aos pedaços, assim nos fazendo molhar com aquela chuva. 

Hyukjae olhava para nós com um olhar malicioso, claramente não era ele. E tudo o que aconteceu no inicio retornou. Heechul, Kibum, Kangin, Yesung, Siwon, Kyuhyun tentavam de todas as formas chamarem a atenção da besta, faltavam apenas meia hora, enquanto isso Junyoung se preparava o bastão com vinagre para o ritual. Mas algo nos chamou a atenção. 

- AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!. – Novamente Donghae gritara, dessa vez suas mãos pareciam estar molhadas, pensei que era a chuva, mas assim que Shindong se aproximara, analisando o garoto e me olhando espantado. 

- A bolsa estourou.

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