{Sagrado Santuário} Capitulo 14


[::P.O.V.HYUKJAE::] 

Não me lembro do exato momento em que perdi a consciência, mas assim que acordei me senti com uma energia não minha. Ao abrir meus olhos rodei pelo local, que parecia com o meu quarto, vi que não tinha uma alma viva naquele lugar. 

Levantei-me indo em direção ao corredor. Passei pelas inúmeras portas á procura de alguém, até que ouvi alguns burburinhos, vindo da biblioteca. Coloquei apenas minha cabeça para ver se tinha realmente alguém ali. Avistei Hae junto com o resto do grupo. Endireite-me e andei em direção á eles, sem chamar a atenção de ninguém, pois todos estavam de costas para mim. 

Quando faltavam alguns passos para me aproximar de Donghae, diminui os passos, estiquei meus braços circundando sua cintura de forma que ele não percebesse. Ele estava tão distraído com o livro que tinha em mãos, que não percebeu a minha presença. Cheguei perto de seu ouvido e sussurrei; 

- Voltei para te pegar! – Quando terminei de falar, Donghae deu um pulo derrubando o livro no chão, enquanto caia no colo de Leeteuk. Comecei a dar risada, minha barriga doía de tanto que eu estava rindo da cara de assustado do Hae. 

- Aí assombração, quer me matar do coração? – Disse ele se levantando enquanto colocava a mão no peito como se aquele gesto realmente acalmasse seu coração. 

- Ai é assim que você me recebe? – Perguntei fazendo um biquinho e baixando o olhar. Donghae circundou meu pescoço com seus braços, passei meus braços em sua cintura, acabando com o espaço entre nós. 

- Não, é assim que eu te recebo. – Ele depositou um selar, que logo foi aprofundado. Deixei a sua língua explorar cada canto de minha boca. Eu estava muito ocupado explorando o corpo de Donghae com as minhas mãos. Logo ele parou o beijo depositando selinhos. – Bem vindo. 

- Desculpa interromper o casal… - Uma voz nos chamou atenção. – Hyukjae como se sente? 

- Depende do que você quer Redentor Zhoumi. 

- Quero te pedir um favor. 

- Que favor? 

- Quero que me acompanhe. – E saiu. 

Segui o Redentor Zhoumi, pelo caminho o silêncio reinou, pude perceber que estávamos indo em direção ao seu escritório. Assim que no local, vi que tinha uma espécie de biombo. Antes que eu pudesse perguntasse para que servisse aquela coisa, um Redentor bateu na porta dizendo que o Redentor Hyunseung tinha permissão de entrar. Redentor Zhoumi respondeu que sim, e assim que o mensageiro saiu, ele tratou de me empurrar para trás do biombo. 

- Fique quieto aí, e apenas escute tudo o que for dito aqui será a sua missão. – E saiu me deixando perdido. – O que você quer aqui Redentor Hyunseung? 

- Vou direto ao ponto. Há 8 mil mercenários lacônicos* pagos pelos Antagonistas* marchando pela planície costeira em direção ás montanhas Golan. 

- E, pelo visto, você que irá comandar a defesa da montanha. – Afirmou Redentor Zhoumi. 

- Não. – Ele fez uma pausa e logo voltou a falar. – Essa não é minha intenção. Golan será uma base de uma defesa. Estou determinado a não deixa-los passarem dessa linha com um exército de Redentores. Nós não devemos temer aqueles… Sodomitas repugnantes. Já tenho 8 mil da minha parte esperando em Golan, e amanha pretendo voltar para lá com 10 mil como reforço. 

- Você não tem medo, mas faz questão de ter dois homens a mais que seu inimigo? – Debochou Redentor Zhoumi. 

- Você não é único, Zhoumi, que acredita em táticas novas. Mas a diferença entre nós é que eu não corro riscos desnecessários. 

- Ah, sim, claro – Senti ironia na voz do Redentor. 

Tive que abafar, se não se não eu daria uma alta gargalhada. Era ridícula a ideia de atacar os mercenários pela planície costeira. Aquele é o lugar favorito para se lutar dos Antagonistas. Mas um abafo acabou escapando de meus lábios, logo um chute no biombo me assustou. 

- Um mosquito, nada sério. – Disse o Redentor Zhoumi. O Hyunseung saiu depois de alguns segundos em silêncio. 

Depois Redentor Zhoumi tirou o biombo, me ajudando a me levantar. Olhei feio para ele, afinal ele tentara me chutar. 

- Desculpa, se quiser me matar têm uma faca na gaveta da mesa. 

- Por que te mataria? – Perguntei. 

- Para ser sincero, eu sinto que irá me apunhalar pelas costas. 

- O que?! – Perguntei fingindo indignação. 

- Sei que não fará isso. Mas deixando a besteira de lado, você entendeu a sua missão? 

- Eu terei que acompanha aquela cara? E você sabe que o plano dele tem um imenso buraco? 

- Não vou com a cara dele, assim como ele não vai com a minha, por isso pedi para que não falasse nada. 

- Então eu vou querer que uma pessoa me acompanhasse. 

- Quem? – Perguntou o Redentor curioso. 

- Junyoung. 

Estávamos reunidos na biblioteca juntamente com Junyoung. Contei á eles tudo o que ouvira no escritório de Zhoumi, deixando-os boquiaberto, e como era de se esperar Donghae não concordou. 

- Por que tem que ser você? – Perguntou ele. 

- Não sei, mas enquanto tivermos aqui temos que obedecê-lo. 

- Hyukjae, você fica. – Disse Donghae autoritário. 

- Ah, então você vai me deixar ir lá sozinho? – Disse Junyoung. 

- Ah pai, não piore a situação. – Exclamou Donghae, dando um abraço no pai. 

- Donghae eu vou, e você vai ficar junto com outros, quando eu chegar, quero o exames que Shindong fará em você. Entendeu? – Pedi, ele em resposta apenas assentiu. 

Assim que eu me despedi umas centenas de vezes de Donghae, ao lado de Junyoung fomos onde Redentor Zhoumi pediu para nos encontrar. Ao vê-lo ele prontamente nos apresentou ao Redentor Hyunseung, que nos olhou como se fossemos insetos insignificantes, aquilo me subiu um ódio. 

Essa foi uma das maiores jornadas que já fiz, para poder chegar até Golan, demorou seis dias, imagina a minha saudade de Donghae, ahh ás vezes eu pedia para Junyoung me distrair, se não iria dar meia volta para me deitar sobre os braços daquele eu amo. Ao chegar perto da montanha Golan, pudemos ver a lateral esquerdo de a montanha estar interditada, o local era disputamos pelo Lacônicos e outra tribo, e se os lacônicos se juntarem aos Antagonistas, aquele seria de onde eles poderiam nos atacar. 

Assim que chegamos ao Golan, Hyunseung mandou eu e Junyoung fazermos os afazeres desagradáveis, aposto que fazia aquilo de propósito. Assim que ele viu alguns Redentores que trouxemos ele fez uma cara de que comeu e não gostou. Virou-se para mim me perguntando. 

- Quem são eles? – Eu ia responder de formal bem mal educada, mas Junyoung tomou a minha frente, livrando aquele cara de ouvir umas boas verdades. 

- São Redentores que estão tentando pagar por seus pecados. 

Olhei para Junyoung como agradecimento, seu eu respondesse com certeza o Redentor iria ouvir e sentir. Depois que Hyunseung resolveu nos ignorar, continuamos a fazer aqueles afazeres ridículos, como buscar comida para os outros Redentores. Enquanto isso cantava uma parte do hino que os Redentores cantavam enquanto preparavam suas armas. ‘’Morte, Julgamento, Céu, e Inferno as últimas quatro coisas da qual eu me apego, mortificação, morte e pecado são as roupas da qual estou trajado’’. 

Assim que voltamos para a nossa tenda recebemos a mensagem que no dia seguinte iniciaria a batalha, e que eu, Junyoung juntamente com o reforço tivemos a permissão de assistir a batalha sem nos intrometermos, o que me deixou feliz, pois assim ele seria morto por alguém e Donghae não diria que fui eu por ter ciúmes. 

No dia seguinte, acordamos junto com o sol, que poético. Eu com mais dez pessoas fomos até uma colina que dava a bela visão do campo de batalha. Pedi para alguns Redentores verem os arredores, e eles constataram que se algo desse errado tinha duas rotas de fuga. Do lugar onde estávamos dava para ver os Antagonistas, porém eles pareciam estar começando a tomar forma, estavam sem um alinha de frente e tudo mais. Vimo-los, finalmente, indo a sua linha, cantando um hino. Aquilo para mim era hilário vê se podem, os caras pronto para se matar e eu assistindo isso de camarote. 

Logo, as tropas dos Redentores chegaram, com suas roupas extravagantes, mas o Hyuseung parecia estar bem longe Dalí, o filho da mãe estava sentado no Golan confortável, esperando dar um grito que iniciaria a batalha. 

Agora que os Redentores estavam meio alinhados para atacar, os soldados lacônicos começaram a se mover, mas devagar formando assim um quadrado irregular. Mas eles parecia desinteressados no que acontecia, pois observavam os últimos Redentores terminarem de chegar a suas posições. Tudo estava em um perfeito silêncio, até que um som de trombeta corta a tensidade. Logo o vento trouxe para nós os gritos dos sargentos e do bufar dos cavalos. 

Na frente dos lacônicos houve movimento na hora em que oito homens, com duas bandeiras cada um, correram para fora e para cada lado diante do exército ainda agrupado livremente. 

Aos poucos os exércitos dos lacônicos ganharam vida, marchando em direção aos Redentores, seus passos pareciam ter sido tirados de uma dança, pois eram ritmados e perfeitos. Aquilo estava parecendo uma guerra de torcida. Tantas bandeiras, tanto grito de guerra, menos a própria guerra, estava começando a ficar com sono. 

O grande exército de Redentores avançou como um touro. Os mercenários lacônicos começaram a correr em direção ao inimigo como se estivessem desesperados e eufóricos para morrerem. Não foi uma corrida leve ou um avanço ligeiro, mas uma explosão de velocidade que deveria ser fatal para a ordem e o poder da parede maciça que dependia de que milhares agissem juntos com uma única mente. 

O súbito estouro dos lacônicos confundiu os centuriões* dos arqueiros Redentores á esquerda e á direita. O fato de eles correrem tão rápido deve ter assustado até mesmo os próprios Redentores. Mas eles perderam a oportunidade de jogar as flechas neles. Tentaram novamente e tudo o que conseguiram foram atrasar os lacônicos. Já deveria ter uns 150 mortos. E agora que os arqueiros Redentores tinham a livre chance de atacar, foram deixados de lado. Sério o que aquele idiota estava pensando? E para a minha não surpresa, os lacônicos atacaram os arqueiros. Bem feito. 

O ataque deixara os Redentores totalmente perdidos, dava-se para escutar o abaixem-se. Seria sorte se alguns saíssem vivos da li. Mas um baque tirou a minha atenção. Os escudos dos Lacônicos haviam batido no capacete dos Redentores. Se não fosse pelo bentido capacete eles teriam mortos agora. Agora tudo estava uma baderna, uns em cima de outros, gritos aqui e ali, tudo na maior zona. Senti-me entediado, saberia que os lacônicos iriam vencer, Hyuseung foi retardado de pensar que os caras não teriam uma estratégia pronta. 

Mas os lacônicos me surpreenderam dessa vez. Sempre ouvira falar que, quando eles estavam em guerra eles podiam perder, mas roubavam as ideias. Ideias do tipo de armas, planos, tropas, e tudo mais e agora estava claro para mim. Os lacônicos tiravam uma espada de um metro, que aos meus olhos era bonita, ela podia cortar os escudos dos Redentores como se fosse papel. 

Os Redentores estavam começando bater em retirada, eles fizeram um circulo, sendo que quem ficasse longe do inimigo saíam de fininho. Mas quem disse que os lacônicos eram tão idiotas assim. Alguns soldados saíram de trás de arvores arbustos e esfaquearam os soldados. Aquilo me surpreendeu. E quando conseguiam fugir, eram substituídos por uns caras que eu imagino ser mais fracos do que os outros. Logo as trombetas soaram dando sinal de que a batalha chegara ao fim, quem conseguiu fugir, deve estar agradecendo a Deus por ser tão bondoso, e quem ganhou? Claro que foram os lacônicos, até eu estava torcendo para eles. Nem foi preciso de reforço, que comédia. Assim que descemos as montanhas damos de cara com Hyunseung. Ele pediu para falar comigo á sós. 

Ele me levou até no meio da montanha, estava começando a escurecer. Ele se virou para mim me encarando. 

- Você sabia que iríamos perder? – Perguntou ele. 

- Claro, só um idiota iria deixar o inimigo atacar em um local onde eles se sentiriam confortáveis em atacar. - Não demorou muito e ele me deferiu um soco, mas meus reflexos são muitos bons e desviei dele. 

- Se você sabia por que não falou? 

- Você não me perguntou. 

- Está agindo assim só por que eu roubei seu Minnie? – Ah agora ele queria guerra. 

- Ham, você… – Dei lhe um soco em seu estomago, mas isso não foi o suficiente para ele calar a boca. 

- Ou será que você está com medo de que eu roube o seu precioso namorado atual? 

Eu iria matar aquele idiota, se não fosse por Junyoung se meter no meio. 

- Hyukjae, pare agora mesmo. Redentor Hyunseung, você está sendo intimado pelo Redentor Zhoumi. 

- Ahh foi aquele idiota que mandou você ficar calado. 

- Ahhh, não preciso que alguém me mande ficar quieto, se eu quiser te matar eu posso fazer isso em estralar de dedo. E te deixo uma coisa bem clara, não toque no Donghae se não… 

- Se não o quê? 

- Não responderei pelos meus atos. 

Soltei-me dos braços de Junyoung. Logo em seguida voltamos para o Santuário. Fomos em silêncio, eu estava irritado, é bom que aquele cara ande acompanhado se no momento em que o ver sozinho ah, mas o bicho vai pegar pro lado dele. 

Assim como na ida, a volta demorou seis dias. Assim que botei meus pés dentro do quarto, senti alguém pulando em cima de mim. Conhecia aquele cheiro, aquele calor. 

- Senti tanto a sua falta. – Disse Donghae me dando um beijo de boas vindas. Como adorava aqueles beijos. 

- Vem que agora você vai ser meu. 

Depois disso, ficamos na cama trocando caricias, conversamos, apertei Donghae em meu corpo, estava com saudade de senti-lo, mas estava me segurando. Dormimos abraçado, sem nos importar com o mundo lá fora, apenas eu e ele, e é claro a nossa pequena Sunny.

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