{Sagrado Santuário} Capitulo 11


[::P.O.V. DONGHAE] 

Enquanto esperava pelo Eunhyuk, fiquei com a companhia de Sungmin e Henry, pois Heechul havia ido ver algo para se distrair. Mas a atmosfera estava estranha, Henry estava sentado longe de Sungmin. Me sentei perto de Henry que parecia estar inquieto. 

- O que aconteceu pequeno? – Perguntei. 

- Me declarei por Sungmin. 

- E isso não é bom? 

- É que na verdade eu me declarei enquanto brigava com ele. – O rosto fofo de Henry mostrava um semblante triste. 

- Se ele gosta de você, então ele irá te procurar não se preocupe. – Eu e Henry sussurrávamos para que Sungmin não ouvisse, mas ele pigarreou como se não tivesse gostando que conversássemos baixo. 

A noite pareceu ser longa aos meus olhos, graças aos carinhos de Heechul consegui pegar no sono, mas ao acordar tive que me levantar, estava ansioso pela chegada do meu Hyukie. Tomei o café da manha correndo recebendo broncas de Henry, mas é claro que o ignorei. Fui direto para o portão onde a qualquer momento veria Eunhyuk passar por ele. 

Depois que os três tomaram seus cafés, me acompanhou no portão, estava ficando cada vez mais nervoso, não parava de andar de um lado pro outro, de ficar na ponta dos pés para ver melhor. Várias vezes recebi broncas dos outros meninos pedindo para que eu parasse, que já estavam ficando tontos, mas eles sabiam que eu só sossegaria quando ele estivesse ao meu lado. Não demorou muito para vê-lo, não perdi tempo e corri abraça-lo, parecia que fazia anos que não o via. 

Logo deram ordem de fazer uma festa, que não demorou muito a ser preparada, também tendo Heechul e Sungmin como decoradores, não tinha motivos para ficar cafona. O grande salão azul que havia no Palazzo, estava decorado com fitas brancas realçando o azul das paredes, o lustre grande cristal pendurado no meio do salão deu um ar de nobreza. A comida estava divina, cada pedaçinho parecia ter sido feito no céu. A musica não era irritante nem entediante, era bom o suficiente para fazer os soldados expressarem sua alegria em ter tido sucesso em sua missão. 

Mas Eunhyuk não parecia feliz, ele olhava profundamente para a lua, que estava nova, me aproximei dele e lhe perguntei o motivo de estar tão concentrado. Ele me respondeu que estava com a impressão de ter falhado em algo, e sobre um Redentor ter lhe falado sobre a lua cheia. Sabia que tinha a mais e que ele estava me escondendo, mas se não queria me contar não iria pressiona-lo, tudo têm seu tempo. Tentei fazer com que ele se distraísse, puxei-o para o centro de roda de dança. Dançávamos de acordo com o ritmo, sem deixar que eu me mexesse demais. 

Saí da roda dizendo que ia ao banheiro, fui andando em um corredor mal iluminado. Senti que estava sendo seguido, mas meu medo de olhar para trás e dar de cara com um fantasma era maior. Entrei rapidamente para o banheiro, fazendo as minhas necessidades, mas um cheiro enjoativo me fez botar para fora tudo o que havia comido naquele dia. Um cheiro de fumaça me fez ficar tonto. O que era aquilo, alguma mostra grátis de aromas? Olhei á minha volta e só pude perceber a fumaça saindo por debaixo da porta. Tentei abri-la, mas foi em vão, pois estava trancada. Bati na porta gritando por socorro, aquele cheiro iria me fazer perder a consciência, e isso poderia afetar o meu bebê. Eu tinha que ser forte. 

- ALGUÉM AÍ? ESTOU PRESO NO BANHEIRO!! SOCORRO. HYUKJAEEEEEE. – Gritei com todas as minhas forças. 

[::P.O.V. HYUKJAE::] 

Apesar de não ter dito a verdade para Donghae, ele fez questão de me animar, me chamar para dançar acabou realmente efeito. Mas a minha felicidade durou pouco, depois de Hae ter saído dizendo que ia ao banheiro, Kyuhyun entrou no sacão aos berros. 

- FOGO NO PALAZZO.!!!!!!! 

Todos que estavam no salão correram para suas posições de emergência, parece que eles foram treinados para esse tipo de situação. Procurei por Leeteuk, precisava de ajudar para procurar por Donghae. 

- Leeteuk, Donghae, está no banheiro, me ajude a procura-lo. – O líder assentiu e começamos a correr em direção ao banheiro. Mas aquilo só poderia ser brincadeira, a fumaça dificultava a minha visão e sem brincadeira nenhuma, aquele lugar tinha três banheiros em um único andar. Entrei no primeiro enquanto Leeteuk entrava no segundo. Passei pela porta procurando pela pia para me apoiar, a fumaça tomava conta do local também. Ouvi os gritos de Donghae, dizendo que estava preso, tentei seguir o som, mas estava difícil. 

- DONGHAE, ONDE ESTÁ?? 

- ESTOU AQUI HYUKJAE, VENHA RAPIDO. – Segui o som da voz dele, e presumi ser a terceira cabine. 

- SE AFASTA DA PORTA HAE-AH. – Assim que ele me disse que estava longe, dei um chute forte quebrando a porta. Vi Donghae com o semblante assustado, ele me abraçou forte. Rasguei um pedaço da minha camisa, e dei para ele para que não inalasse a fumaça. O peguei no colo e saí do banheiro indo em direção da porta que dava para o lado de fora do Palazzo. Lá se encontrava todos, Leeteuk veio ao nosso encontro, perguntando á Donghae se ele estava bem. 

- Olá Leeteuk, sim estou muito bem, obrigado por perguntar, e não estou ferido. – Disse com ironia. 

- Isso é bom. 

Coloquei Donghae em um banco com a cabeça apoiada no colo do pai. Olhei para o Doojoon que me explicou a situação atual. O fogo parece ter sido provocado por um invasor, ou por alguém de dentro do Palazzo. Uma chuva de flecha veio em direção, sem pensar duas vezes usei meu corpo para proteger Donghae. Uma flecha acertou minhas costas. Donghae me olhou assustado, para lhe acalmar dei um sorriso. Leeteuk parecia estar protegido por Kangin. 

Assim que senti que era seguro olhar para trás, perguntei se alguém estava ferido, mas a púnica resposta que recebi foi ‘’você’’. Tirei a flecha, ignorando a dor o que deixava os outros com raiva de mim, eles devem achar que um dia eu vou morrer por causa das minhas maneiras de retirar as armas que me penetram. Ouvi barulhos que parecia ser de cavalos, me virei e uma cavalaria, muito conhecida, se aproximava dos portões do Palazzo. No cavalo da frente, um rosto familiar , se proclamava, era o Redentor Zhoumi. 

- Oras sentiu minha falta Hyukjae? – Perguntou ele, com ironia na voz. 

- Nem um pouco. O que faz aqui? 

- Ahh, sei que você fez uma besteira, e você sabe muito bem que uma hora ou outra eu viria a sua procura. – Sabia de qual besteira ele estava falando, afinal eu, um garoto de 18 anos, engravidou outro garoto, que é um ano mais novo que eu. 

- Então quer me levar de volta para o Santuário? 

- Sim, mas é claro que seus amigos vão junto. 

- O que você quer? – Sabia que ele não seria gentil comigo. 

- Hyukjae, me acompanhe de volta ao Santuário e explicarei tudo o que quiser. 

Olhei para Leeteuk, que parecia confiante, ele assentiu para mim, entendia o que ele pensara. Se algo acontecesse eu protegeria Donghae. Olhei para os outros que assentiram também, Donghae prontamente entrelaçou as nossas mãos em um ato de confiança. Só achei ironia, eu saíra daquele lugar e agora voltava por livre e espontânea vontade. Que vontade rir. Aceite o convite do Redentor Zhoumi, que nos deus alguns cavalos. Dividi o meu com Donghae colocando-o na frente e aproveitando para abraça-lo. Tentei inalar o seu cheiro, pois sentia um frio na barriga como se algo me dissesse que aquela seria ultima que o veria. 

Demoramos algumas horas para voltar ao Santuário, e assim que adentramos no local, o pátio estava lotado com acólitos e Redentores se curvando por onde passávamos. Achei estranho de inicio, mas guardaria minhas dúvidas para quando Zhoumi me explicasse o que diabos ele queria. 

Assim que entramos em sua sala oficial, sentamos e ele logo começou. 

- Como sei que está com várias perguntas começarei a contar toda a história, desde que você chegou. – Prontamente ele olhou para Leeteuk e deu um sorriso. 

- Então pode começar. – Incentivei. 

- Bom, trinta anos atrás quando eu fui para o deserto jejuar e rezar antes de me tornar Redentor Oficial, um dos anjos do Senhor surgiu para mim em três visões. Na primeira, ele me disse que Deus tinha esperado em vão que a humanidade se arrependesse por ter matado Seu filho e perdera as esperanças em sua natureza. A maldade do homem era grande na Terra, e por mais que Ele perscrutasse os pensamentos em seu coração eles continuavam sendo perversos. Ele se arrependeu de tê-lo criado. 

‘’ Na segunda visão, ele me disse que Deus havia me falado: ‘’É chegada a hora de toda carne perecer diante de meus olhos; cada homem e mulher vivente feito por mim, você os varrerá da Terra. Quando tiver cumprido sua missão, o mundo chegará ao fim, os escolhidos entrarão no paraíso e homens e mulheres cessarão de existir’’. Eu lhe perguntei como eu poderia fazer isso, e o anjo me disse para jejuar e esperar por uma terceira e ultima visão. Nela, o anjo trouxe consigo um menininho carregando um galho de espinheiro e, da ponta dele, pingava vinagre. ‘’Procure por essa criança e, quando a encontrar, prepare-a para seu trabalho. Ela é a mão esquerda de Deus, também chamada de Anjo da Morte, e realizará todos esses feitos. ’’ 

Enquanto o Redentor Zhoumi contava as visões, percebi que seu olhar estava perdido, era como se ele estivesse longe Dalí, sua alma parecia ter voltado á trinta anos atrás. Mas logo ele voltou, dando um sorriso e continuou a contar a história. 

- Quando um garoto de cinco anos de idade que tinha um olhar triste, fazendo-me tremer de medo por dentro, reconheci-o. Era você Hyukjae. Mas com o passar do tempo alguém quebrou algumas regras. Leeteuk conheceu o nosso Redentor Enforcado e engravidou, até tentou me esconder as crianças. Mandei Redentores a procura deles, mas quem diria que um deles estava tão perto de mim? Assim que soube, pedi para simularem a morte do Redentor, afinal não perderia um gênio por uma das regras ridículas do Padre Tae Hwa. Começei a me concentrar em você, Hyukjae, mas parecia que alguém estava tentando te desviar, então mandei eles para fora do Santuário. 

- Não é de o seu feitio mandar as pessoas para fora, numa paz. – Disse, o Redentor Zhoumi era a pessoa mais fria que eu conhecia. 

- Pois é, mas Redentor Enforcado sabe demais, ele é um grande problema para nós, se fizéssemos algo com eles, estaríamos perdidos. Mas enfim, assim que os mandei embora, outro aparece. Ahh juro que fiquei com raiva, mas não foi necessário muito, afinal ele te machucou não é mesmo? – Apenas permaneci em silêncio – Enfim, assim não precisei fazer muito, você se tornou frio e bruto. Não podia apontar-lhe o dedo que você já o mandaria para o inferno. Então eu só precisava acordar a sua besta. 

- Você contou para o Padre Tae Hwa, que prontamente criou um plano. – Proclamou Kyuhyun. 

- O Padre sempre teve curiosidade sobre os pecados, então ele levou isso a sério, mas precisávamos de alguém que Hyukjae fosse muito próximo, no caso o pequeno Kyuhyun. Tudo o que aconteceu fora do Santuário fora de acordo com o planejado. 

- Como assim? – Disse Leeteuk. 

- Ora, quem melhor que os antigos Redentores para treinar Hyukjae? Só não esperava que ele cometesse um dos pecados. Mas isso não irá atrapalhar o que tenho a fazer. 

- Então o que você quer? – Disse novamente, apesar de ele ter contado toda essa história ele não respondera a minha pergunta inicial. 

- Hyukjae, o que eu quero é ajuda-lo a cumprir a missão que me foi confiada. Enquanto ter esperava tomei a liberdade de pesquisar sobre a tal Mão Esquerda de Deus, tenho tudo preparado, tenho as melhores correntes para te segurar, tenho um calabouço que irá te permitir fazer o que quiser. Não farei nada contra ti. 

- Mas antes você me batia. – Tá agora eu pareci uma criança, Zhoumi apenas riu. 

- Precisei fazer isso para poder fazê-lo ficar com raiva o suficiente para acordar o seu outro ‘’eu’’. 

- O que vai acontecer com eles? – Perguntei apontando para os outros que estavam atrás de mim. 

- Irão receber do melhor tratamento. Sei que se algo acontecer com eles você não ficará com um temperamento bom. 

- E que história essa de lua cheia? 

- Eu pretendia te buscar na lua cheia, mas assim que soube que o Redentor havia lhe contado tive que agir cedo. Perdão

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