{Sagrado Santuário 2} Capitulo 6 - Fim Da Maldição (Final)


[::P.O.V. DONGHAE::]

Se olharmos para frente, via-se o grande castelo negro. Na frente tinha-se a entrada, mas sabia que não seria fácil de entrar. Os grandes corredores davam uma única saída, o inicio da montanha, onde no topo estava o castelo, o local onde Hyukjae estaria.

Ás águas do rio batia contra as pedras, o céu ficara negro, a lua cheia como na outras noites, mas dessa vez parecia estar mais branca. Uma atmosfera tensa e sombria pairava no local.


Kibum e Yesung foram verificar o perímetro, saber se tínhamos alguma outra entrada. Logo uma chuva de flechas com pontas de fogo, foram miradas na direção dos dois que ,com certa dificuldade, tentavam se esquivar.

- PROTEJAM AS CRIANÇAS! – Gritou o líder, Heechul, Shindong, Henry, Sungmin, Kyuhyun e Ryeowook pegaram as crianças e ficaram dentro das barracas.

O resto do grupo foi para frente do lago, nos dispersamos tentando chamar a atenção de quem quer que atire as flechas.

- Estão no portão!

Espreitei os olhos tentando enxergar alguém, e logo alguns vultos que ficavam bem perto dos portões, preparavam canhões. Ignorando qualquer reclamação, corri em direção dos portões. Assim que cheguei perto me deparei com um cara, devia ter 1,98 de altura, forte bem musculoso, com uma cara de bandido. Ele apanhou um facão, droga eu estava desarmado, não teria como ataca-lo.

O bandido veio em minha direção, enquanto eu apenas esquivava de seus golpes. Ele conseguiu desferir um golpe em meu diafragma, me fazendo cair no chão. Aproveitando de minha posição, passei-lhe uma rasteira, assim que o homem largou seu facão a peguei cortando-lhe a garganta.

Olhei em volta vendo que os outros havia se juntado á mim, brigando contra o resto do pequeno exército, que ainda atiravam as flechas, já preparando os canhões. Um cara mais baixinho, porém fortinho, também veio até mim com uma flecha, sem o arco. Aquela devia ser sua primeira briga, para tentar me atingir com uma flecha, mas dependendo de onde ele acerta, pode ser que vença. Seus passos em minha direção eram pequenos, porém rápidos. Logo ele estava na minha frente dando um soco em meu maxilar. Não demorou em desferir outro golpe, certando um chute em meu abdome, e uma cotovelada em minhas costelas. Caí no chão, mas antes que eu fizesse qualquer movimento, ele me ergueu, jogando-me contra Leeteuk.

- Você está bem, meu filho?

- Estarei melhor, quando tiver acabado com eles.

Corri em direção do baixinho, agora ele conseguira me deixar bravo. Peguei uma espada de um cara morto, e apontei para aquele que, agora, também corria em minha direção. O baixinho tentou me golpear, mas por sorte consegui me abaixar. Assim fechei a mão em um punho acertando um soco em seu maxilar, uma cotovelada em seu rosto. O cara caiu no chão, então tentei ser rápido, com a espada em minhas mãos, a enterrei no peito do baixinho. A retirei logo mirando em um terceiro cara que vinha em minha direção.

Ignorando os corpos, que estavam estendidos no chão, corri pela beira no lago, até que chegasse perto dos portões. Assim, pulei na água, andando até a outra beirada, empurrei os portões me surpreendendo em vê-los abertos. Ignorando a dor em meu corpo, corri por aqueles corredores extensos e escuros, a procura dele.

Não demorei muito para encontrar a porta grande, assim que a abri lá estavam eles. O lugar era brilhante, na parede ao fundo estava desenhado um pentagrama, no centro um desenho, provavelmente o mesmo pentagrama, com os objetos que foram utilizados no ritual, ao lado esquerdo amarrado á parede estava Hyukjae. O castelo que ficava no topo da montanha era falso, considerando que eu não escalei nenhuma pedra para poder chegar até ali. 

- HYUKJAE!!!!

- DOGNHAE! NÃO VENHA.

Tarde demais, corri em sua direção e um clarão me fez fechar os olhos. Senti meu corpo queimar assim me fazendo cair no chão. Era fogo, mas... Meu corpo não parecia queimado.

- Hu?! Moleque atrevido. – disse a besta.

Tentei erguer a espada e atingir a besta, mas a minha visão ficou embaçada, tudo parecia estar derretendo.

- Donghae! – ouvia os gritos de Hyukjae, mas nada via. Logo senti meu corpo queimar em seguida esfriar. Estava do lado de fora do castelo.

- Droga, era uma ilusão.

- Essa é a ilusão dos espelhos paralelos, se puder entre, dessa vez será real. – disse uma voz que logo reconhecera ser da besta.

- Donghae.

Ouvi alguém gritar meu nome, virei minha cabeça para a esquerda vendo todos juntos, com alguns machucados, porém nada sério.

- Como faço para entrar lá? – perguntei impaciente, Junyoung, que carregava uma mochila gigante de acampamento, apontou para o chão onde pisávamos. O que antes era água agora era gelo, e nela o reflexo do castelo, que agora não tinha mais na superfície.

Junyoung pegou minha espada, jogou algum liquido que deve ser água benta, me pedindo para fincar a espada no gelo. Assim o fiz enquanto ele pronunciava algumas palavras em latim. Uma rachadura foi feita, em seguida um buraco, não me demorei pulando dentro dele.

Novamente estava no corredor que dava passagem á aquela sala onde Hyukjae estava. De onde estávamos dava-se para ouvir um pouco da conversa.

- Quem diria que eles realmente entrariam aqui, que curioso

- Os deixe saírem daqui.

- Ah, amor, vocês humanos valorizam tanto esse sentimento.

- Me recuso a ficar aqui.

- Não seja ansioso, logo nos tornaremos um só, como nos velhos tempos.

Assim que entrei na sala, novamente, vi a besta prestes a fazer a junção com o corpo de Hyukjae, ficara bravo afinal, para isso eles tinham que selas seus lábios, como uma prova que ambos estavam de acordo com a junção. Não deixaria ninguém tocar nos lábios que me pertencem.

Estiquei a espada para dar um golpe, mas a besta retirou outra espada, que eu não faço ideia de onde, logo a jogando contra a minha, fazendo ambas as espadas tinirem. 

- Quer ficar ao lado do corpo do amado, que romântico. – ironizou a besta.

- Não me provoque.

A besta tenta fincar a espada em meu peito, mas eu ficava revidando, não demorou para a besta enrosca a espada na minha fazendo-me ficar desarmado. Junyoung pegou a foice de Leeteuk e a jogou contra besta, que a parou com a espada, assim dizendo algumas palavras em latim, que me pareciam maldições, ela fez com a foice fosse em direção de Leeteuk e Junyoung, jogando-os contra a parede levando Siwon e Yesung.

Ao ver que a besta se defendia dos golpes de Kibum, tentei ataca-lo por trás, mas a besta se virou fazendo a espada atravessar meu peito.

- DONGHAE!! – Escutava Hyukjae gritar por meu nome, a dor em meu peito era grande, mas ouvir sua voz rouca era de deixar meu coração em pedaços.

A besta caminhou até o espelho que ficava no centro do circulo, virando-se para Hyukjae.

- Olhe Hyukjae, eu sou a besta que deve viver dentro de ti. – o reflexo da besta e de Hyukjae em um único corpo era refletido no espelho.

A besta começou a proferir as palavras em latim, como um encantamento. O espelho começou a vibrar, fazendo o reflexo se mexer. Olhei para Hyukjae, que ficara paralisado, com os olhos arregalados, seguido por um grito, a fusão começara. A besta se aproximava bem aos poucos, encostando seu corpo ao de Hyukjae.

- Hyukjae, Hyukjae. – gritei por seu nome, ignorando tudo o que sentia principalmente o ciúme.

Os corpos dos dois estavam se unindo, assim que a besta encostou os lábios nos de Hyukjae, seu corpo desaparecera. O corpo de Hyukjae vibrara, fazendo seus cabelos ficarem metades loiros e metades castanhos, sua unhas virando aos poucos garras, seus olhos se perderam, ficando totalmente pretos.

- Hyukjae, não se deixe levar.

Tentava me levantar, olhei para trás vendo todos os outros se vestindo se preparando para algo, aquela era hora de se trocar? Olhei para Hyukjae que gritava em agonia, seu corpo aos poucos criavam marcas, ele lutará para não perder a consciência, ele se arranhava para poder acordar daquele transe, mas nada adiantava. Corri em sua direção parando em sua frente, segurei as mangas de seu casaco.

- Hyukjae, pare com isso, você vai deixar tudo para trás? 

Como respostas Hyukjae, me arranhara o abdome, caí no chão sentindo o sangue escorrer pela blusa, que agora estava totalmente rasgada. Levantei-me novamente, a transformação estava quase no fim, faltava pouco para eles estarem completamente ligados, corri em sua direção novamente, dessa vez apoiei minha cabeça em seu peito sentindo seu coração bater cada vez mais lento. Não, aquilo não podia acontecer. Não, não iria perdê-lo. Não. Não. NÃO.

- Hyukjae, não se entregue, por favor!

As lagrimas rolavam solta pelo meu rosto, sentia seu coração batendo cada vez mais lento, estava morrendo a besta precisava de seu corpo morto. Suas unhas se fincaram em meus braços de forma forte, senti meu sangue escorrer, estava completamente banhado de sangue, cheirando a ferrugem.

Com a minha visão embaçada, pude ver os com vestes escuras seus rostos estavam cobertos por capuzes, suas mão faziam sinais diferentes. Outro ritual era isso o que iriam fazer, esse era o plano. Mas sentia que dessa vez seria mais pesado. Eles formaram um circulo em volta de mim e Hyukjae, assim que posicionados, uniram suas vozes, em rezas diferentes, cada um para um pedido.

SW -Luna noctibus, aestivis noctibus,orationem eorum et pecora, nunquam revertetur 

KG - sub potestate eius sub sua proteccione habebit lumen tuum videre

YS - hoc animal velit, introitu tuo erit gibba

KB - et pugna contra bestia, lux show

LT - tibi tradidit Dominus filius meus sperabo, rogo ut hoc convenit animae, habere secunda vitae.

JY- bestia, quae captus fuit maturius hoc speculum, spero iam potest esse trancadfiada álibi, quaesumus Domine purgati ad hoc quod olim comes puri amoris finem, hoc est anima, quae prius fuit.*

As preces eram feitas ao mesmo tempo, e repetidas várias vezes. O circulo começara a criar uma rajada de vento, fazendo todos os objetos, que foram usados no ritual, fossem jogados no chão se quebrando em milhares de partes. Hyukjae soltara um grito, sua pele parecia estar se queimando.

Seria agora minha parte. Segurei-me nas veste de Hyukjae, fechei os olhos me concentrando, trazendo de volta todas as nossas lembranças. Toda a felicidade que tivemos durantes esses quatros anos. Do dia em que nossa pequena Sunny nascera, de quando Hyukjae chorou ao escutar pela primeira vez Sr chamado de Appa. Tudo o que era de bom, toda a nossa felicidade, tentei trazer para mim.

Assim que assegurei de ter todas as boas lembranças, juntei meu corpo ao de Hyukjae, dando-lhe um beijo. Um beijo inocente, como fazia quando éramos pequenos. Um beijo quente, e doce que transmitia paz e segurança á ele. Senti suas presas diminuírem de tamanho, seu corpo agora se acalmara, mas seu coração ainda batia lentamente.

As preces continuavam dessa voz com as vozes mais fortes, aprofundei o beijo, como um pedido de que Hyukjae voltasse aos meus braços. Senti as lagrima rolarem pelo meu rosto, sentindo a atmosfera ficar mais amena. Parei o beijo, abrindo os olhos de vagarosamente, olhando ao meu redor. Hyukjae voltara ao normal.

A besta saía de seu corpo, com gritos, e juramentos de que voltaria, mas acredito que ele se fora para sempre.

Podia sentir a diferença desse ritual com o da ultima vez. O outro não tinha sinceridade, uma única pessoa rezava pelo seu bem, enquanto as outras estavam dispersas apenas pensando positivamente. Dessa vez o desejo era maior. Eu estava ali o desejando.

Hyukjae desmaiara em meus braços, o segurei pela cintura, vendo os outros baixarem os capuzes. Logo um terremoto tomou conta do castelo, que aos poucos caia aos pedaços. Tínhamos que sair dali. Siwon pegou Hyukjae no colo, logo tomei a frente e corri em direção da porta. Por onde corríamos os pedaços do castelo caia, fora por pouco que eu não fui atingido por algumas rochas.

Depois de corrermos e desviarmos de rochas, cosegui alcançar fenda que antes fora feita pela espada. Jogamos o copo de Hyukjae primeiro, seguido pelos outros me deixando por ultimo, a fenda estava se fechando, Leeteuk e Junyoung estenderam suas mãos, me agarrei á elas, e senti meu corpo ser puxado.

Estávamos no lago novamente. Dessa vez parecia que o castelo desaparecera, o céu da noite começara se tornar alaranjado, pois o sol nascia.

- Conseguimos? – Perguntou Kangin.

- Conseguimos.

Todos começaram a pular e alegria, mas a minha preocupação não acabaria assim do nada. Olhei para Hyukjae que aos poucos tinha sua consciência de volta. Ele se sentou, olhou para mim.

- Donghae.

Não pude aguentar, pulei em seu colo, coloquei ambas as mãos em seu pescoço, sentindo sua pele. Não demorei em sentir seus lábios. Agora ele correspondia, enquanto suas mãos exploravam o meu corpo. Ouvimos alguns gritos, não demorou muito para Sunny vir abraçar o pai.


3 ANO DEPOIS

Um ano se passara, nunca mais ouvimos falar da besta. Agora vivíamos como nos velhos tempos.

Heechul ainda têm medo do pequeno Minwoo, mas estava feliz por estar esperando seu primeiro filho. Apesar de seu jeito excêntrico ele fazia-nos sentir feliz. Kibum agora era mais aberto conosco, pedira desculpas á Hyukjae por causa das antigas broncas, mas o que era do passado ficou no passado.

Henry e Sungmin continuavam o seu reinado em Memphis, agora com o filho herdeiro, que é a coisa mais fofa do mundo. Tínhamos que admitir, os dois eram fofos e o filho se não fosse, então seria bruxaria.

Junyoung e Leeteuk, felizes como nunca, sempre rodeado de seus netos. Às vezes eles saiam de férias para aproveitar a vida de casados, já que os filhos já têm ás próprias.

Siwon e Kyuhyun, felizes por terem um filho prodígio, o garoto aprendera a ler e escrever sozinho, o que os deixa muito orgulhosos. Continuavam a trabalhar, e sempre que podiam faziam um piquenique em família, para desfrutar da natureza, bem típico de Siwon.

Ryeowook e Yesung estavam na lua de mel, queriam aproveitar a vida de casados antes de formar uma nova família, mas sabíamos que isso significava, que Ryeowook voltaria grávido, o Yesung não é perfeitinho como imaginávamos ser.

Shindong estava namorando uma enfermeira, estava tão nervoso, pois queria pedi-la em casamento, mas não sabia como.

Kangin virou o líder do exercito de Memphis, e nas horas vagas era babas das crianças, querendo ou não, ele gosta de ter os pequenos se divertindo á suas custas. De vez em quando saia para paquerar as mulheres, não duvido que tenha filho perdido no mundo.

Eu e Hyukjae, mais felizes do que nunca com a nossa Sunny. Dormíamos os três na mesma cama, e quando Sunny ia dormir na casa dos avôs Hyukjae matava a saudade de explorar o corpo humano, esse tarado.

Nada podia abalar nossa felicidade. A aventura que passamos é contada como lenda, sempre que alguém perguntava se era verdade, nós nos olhávamos e damos risada. Agora somos todos agradecidos pela besta, por causa dela, nos tornamos mais unidos do que nunca.

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