{Sagrado Santuário 2} Capitulo 1 - A Besta Está de Volta


[::P.O.V. HYUKJAE]

Estava tudo indo bem, eu tinha uma família amigos inseparáveis, um trabalho de professor de arte da batalha, não trocaria o que tenho por nada. 

Estava voltando da cidade junto com Sunny, agora com quatro anos de idade, seus cabelos negros e longos que me lembravam de Donghae, seus olhos roxos ficaram como marca de quem, um dia, eu fui, seu pequeno sorriso se parecia, novamente, com o do pai.

Assim que chegamos na pequena casa azul claro, vi Leeteuk, Junyoung juntamente com Donghae, que estava sentado com o olhar vidrado em algum ponto deixando claro que seus pensamentos estavam voando em algum outro lugar. Sunny correu de encontro do avô mais velho, sendo pega no colo e levada para outro cômodo, olhei para Junyoung perguntando o que havia se passado.

- A besta voltou Hyukjae, parece que conversou com Donghae deixando claro que te buscaria me parece que ele quer o seu corpo.

- Se ele veio aqui e o Hae o viu, não vejo motivos de ele querer o meu corpo.

- O que fizemos naquela noite, foi um lacre, ele está preso em algum lugar, o que Donghae viu, não passava de uma ilusão. 

Fiquei pensando em tal noticia. Não queria lutar novamente contra aquela besta, pois passamos por muita coisa para poder construir a nossa vida, e agora ele quer destruí-la em questão de segundos? Não quero que ele chegue perto de Donghae novamente, sei que no passado ele não lutou por estar grávido, mas agora era diferente, se for para proteger nossa filha ele irá fazer de tudo, não só ele como eu também irei.

- O que vamos fazer? – Perguntei enquanto me sentava ao lado do mais novo que parecia não ter percebido a minha presença, o que me deixou triste.

- Esperar, ele irá fazer algo e infelizmente temos que esperar por esse algo para podermos achar ele. Hyukjae você não consegue sentir a presença dele?

- Não.

Donghae finalmente acordara do transe, olhando para mim e arregalando os olhos marejados, logo me prendeu em um abraço como se pedisse por proteção. Suas lágrimas escorriam de sua face assustada pingando levemente em minha blusa, enquanto eu acariciava o topo de sua cabeça em uma tentativa de protegê-lo. 

Logo depois de um tempo de conversa, Donghae e eu subimos ao quarto de nossa filha, que dormia como anjo, demos um beijo em sua testa e seguimos para o nosso quarto. Depois de tomar um bom banho, saí do banheiro com uma calça moletom, sem camisa e com a toalha presa em meu pescoço. Sentada novamente presos em pensamentos, Donghae parecia estar bem distante o que me deixara preocupado. Deitei ao seu lado, assim que me ajeitou posicionei sua cabeça em meu peito fazendo caricias em seus cabelos.

-Em quê está pensando?

- No que aconteceu hoje de manha. Tenho que admitir estou com muito medo.

- Estarei aqui para te proteger.

Ergui o rosto do mais novo depositando um beijo para selar a minha promessa. Não muito depois, Donghae conseguiu cair no sono, e não pude deixar de admira-lo. Seu maxilar definido, seus lábios poucos carnudos, mas o suficiente para me serem provocativo, seus olhos, apesar de estarem fechados, eram belos que sempre me fazia perder a noção do tempo. Adoro vê-lo sorrir, era a sua marca, seu sorriso me lembra de sempre uma criança espoleta pronta para aprontar algo. Seu peito subia e descia de acordo com sua respiração, que era silencioso, algumas vezes ele soltava um bufo para demonstrar que aquele dia fizera muito trabalho de casa. Não demorei muito tempo para acompanhar seu sono, fechei os olhos imaginando tudo o que havia acontecido durante todos esses anos de pura felicidade.

Um baque me fizera acordar assustado, olhei para o meu lado, mas Donghae não estava lá. Levantei-me rapidamente abrindo a porta sem me importar se faria barulho ou não. Corri em direção da cozinha, não estava lá, fui para o banheiro, também não estava, corri em direção da sala e a porta estava aberta, passei pelo mesmo vendo sua silhueta parada na frente do pequeno portão de madeira que separava a casa da rua da cidade de Memphis. Respirei fundo, aliviado, pois pensara que algo havia acontecido. Chamei seu nome não muito alto, mas em um tom bom para que Donghae me escutasse, assim que se virou pude ver que seus olhos estavam sem vida, parecia que sua alma fora sugada para algum outro lugar que sabe Deus onde estava. Depois de me analisar ele se virou para frente e continuou a andar, passando pelo portão de madeira e seguindo reto, uma voz pequena e fina me chamara atenção.

- Appa.

- Sunny, venha aqui. 

Chamei a pequena que usava seu pijama rosa, que Sungmin dera á ele em seu aniversário, agarrada em seu bichinho de pelúcia, assim que a chamei ela correu em minha direção, a peguei no colo e olhei em direção de Donghae, que agora estava de frente para a casa. 

Atrás dele tinha alguém, uma silhueta muito bem conhecida por mim. Assim que o reconheci ele deu um sorriso, agarrou a cintura de Donghae e desapareceu, sem deixar um rastro para trás.

- O Appa vai nos deixar? – perguntou a pequena jovem em meus braços deixando seu lindo rostinho ser encharcado de lagrimas.

- Não filha, acho que ele foi levado a força.

- Appa trás ele de volta.

Voltei para dentro de casa e logo tratei de chamar todos, queria falar do acontecido, queria deixar claro que tudo o que ele queria iria ter desde que devolva a minha família. Assim que todos estavam reunidos em minha casa com cara de sono fui logo explicando o que havia acontecido. Aos poucos a cara de sono foi trocada pela a de assustada.

- O que vamos fazer agora? – Perguntou Henry.

- Irei procura-lo. – Disse confiante.

- Você não pode ir sozinho. – Retrucou Siwon.

- Primeiro vocês tem que saber o que a besta quer, se vocês querem ir resgatar o Donghae tem que pelo menos saber onde ele está! – disse Leeteuk.

O silêncio reinou o local, era madrugada e estava frio juntamente com o olhar daquele que amo. Sua imagem vazia se passava em meus olhos, parecia estava desenhado em minhas pálpebras, tentávamos penar em um jeito de começar as buscas, assim Siwon acabou soltando um bocejo. Dei o pedido de que pensaríamos melhor depois de estarmos todos descansados, assim voltaram para suas casas, para suas respectivas famílias iríamos pensar melhor no dia seguinte.

Assim peguei Sunny e a deitei na minha cama, iria proteger ela esta noite, não quero que aquela besta tire de mim mais alguém. Dormi em um sono leve, pois estava atento a qualquer barulho que fosse. Logo uma voz conhecida me surgiu na cabeça, era a de Donghae ‘’Me ajude’’.

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