{Dance For You} Capitulo 7 - Casa de Campo


Fiquei aterrorizado, era linda aquela mulher. Pelos menos agora que consigo ver mais detalhes, vejo sua beleza estonteante, podia dizer que era a mulher mais bela. As batidas qe vinham do lado de fora, pareciam zumbido de mosquito, eu estava totalmente perdido naqueles olhos claros e belos, que o espelho refletia.

A jovem mulher de cabelos negros estendia sua mão, para que eu a segurasse. Sem pensar muito estiquei a minha mão direita para alcança-la, mas um estrondo da porta me fizera acordar do transe. As mãos doces de Donghae seguraram as minhas, e logo me roubara um selar, me fazendo desviar o olhar da mulher, que agora voltara á sua imagem sóbria e tenebrosa.

Olhei para Donghae, que me encarava com os olhos tristes, como se estivesse magoado. Durante aquele momento, que me pareciam segundos, a culpa me tomou conta, fazendo-me perceber o quão fraco eu era, pois havia caído em uma armadilha, havia caído em um transe, e quase perco aquele que se tornara importante para mim.

Kyuhyun entrou no banheiro com um machado e quebrou o espelho. Donghae me puxara para o lado de fora da mansão, deixando-nos expostos ao sol.

- O que aconteceu? – Perguntei.

- O espírito conseguiu invadir sua mente. Fez uma espécie de hipnose. – Donghae me olhava triste, deixando meu coração em pedaços. – Ela faria com que você lhe desse a sua alma. Foi minha culpa.

- Hey, - Levantei o rosto de Donghae que havia se abaixado mostrando seu arrependimento. – Não se culpe por minha fraqueza.

Estava prestes a fazer um belo discurso para levantar o ânimo de Donghae, mas acabei por levar um tapa no topo da cabeça. Olhei para quem me batera encontrando os olhos bravos de Kyuhyun.

- Fraco? Pelo menos você sabe que é. – Kyuhyun gritara, agora olhava para Donghae sério. – Falei para fazê-lo dormir.

- E eu o fiz.

- Se tivesse feito direito, não teria acontecido isso.

Kyuhyun puxou Donghae para um canto e começaram a cochichar, acredito que seria para eu não ouvir. Mas a curiosidade era tanta, que me permitir apenas fita-los. Tentara imaginar o assunto, pois Donghae ficara com o rosto vermelho, e me olhava de relance, ficando mais vermelho ainda. Kyuhyun falava com ele fazendo gestos, mesmo assim não pude entender do que se tratava a conversa. Não se demorou em os dois voltarem e Kyuhyun nos deixar a sós.

- O que ele falou para te deixar desse jeito?

- Besteiras, muitas besteiras.

Donghae tomou minha mão, me puxando para uma espécie de chalé, não sei direito como dizer o que era. Bom dizendo melhor, uma casa no jardim da mansão. Ele abriu a porta mostrando a casa rústica, e bela. Entramos e fomos direto para a escada, onde havia três portas fechadas. Donghae abriu uma delas, que mostrava uma cama de casal, quarto branco com algumas inscrições na parede.

- São orações. Digamos que essa é uma casa, da qual maus espíritos não entram.

- Entendo. Passaremos a noite aqui?

O rosto de Donghae ficara vermelho novamente. Fiquei me perguntando o que Kyuhyun teria falado que o deixara tão constrangido assim. Mas como sempre, aquele anjo me surpreendera.

Donghae entrelaçara nossas mãos, e colou seu corpo no meu. Sua mão esquerda, que estava livre, massageava meus cabelos, deixando nossos rostos próximos, podendo assim sentir a respiração um do outro. Ele logo colou seus lábios nos meus, em um beijo lento e viciante. Ele pedira permissão para invadir minha boca, assim pude sentir sua língua lutando por espaço contra a minha. Donghae jogava seu corpo para cima do meu, suas mãos agora livre, passeavam pelo meu corpo, mas não iam para os lugares íntimos, como um medo do que poderia acontecer em seguida. Sabia que eu tinha que parar aquilo, caso contrário, não aguentaria tamanha tentação. O separei do meu corpo, encontrando seus olhos negros, que ardiam por desejo, essa era uma prova de que estávamos indo longe demais.

- Você não pode.

- Preciso.

- És um anjo.

- Tenho que fazer isso, para te proteger.

- Não quero te perder.

- Não ficarás longe de mim.

Novamente Donghae se aproximara de mim. Entendera o que havia deixado-o tão constrangido. Kyuhyun o mandara dormir comigo, para assim ficar exausto e não acordar com alguma hipnose sobrenatural. Seria um bom plano, porém muito arriscado. Nunca ouvi falar sobre um anjo cometer tais pecados carnais.

Mesmo assim, cá estamos deitados na cama, tentando nos livrar das roupas, que agora eram desconfortáveis para nós. Tirei minha camisa, sentindo os dedos gélidos de Donghae percorrerem por minha barriga. Com um pouco de dificuldade retirei sua camisa, assim podendo desfrutar de seu corpo escultural. Ele tinha seu abdome definido e delicado, sua pele era branquinha e excitante. 

Não se demorou para estarmos sob os lençóis sentindo o corpo um do outro. Fiz de tudo para poder ser delicado com Donghae, já que aquela seria sua primeira vez. Mesmo assim, pude sentir o grande prazer de vê-lo ao natural, cada estocada nele era como uma pena, eu queria ser o mais gentil o possível, mas ele sempre me deixa surpreso, gemendo por meu nome e pedindo por mais. Ele não tinha do que se envergonhar, seu corpo era perfeito, literalmente angelical. Sua boca se tornara tão viciosa, por isso deveria tomar cuidado para que não tivesse esse gosto para com seu corpo. Um vicio da qual eu não me importaria de ter, Donghae com seu corpo, da qual eu invadia, me deixa em um estado de pura excitação, que me é fora de controle. Por mais que ele pudesse mostrar um sorriso de prazer, suas mãos sempre trabalhavam com afinco, tentando me trazer prazer do mesmo jeito que eu fizera com ele. Admito que essa é a primeira vez com que transo com um homem, mas eu juro pelos céus, que será apenas com ele, isso se me for permitido. 

Mas assim devo dizer fora uma das melhores sensações que já sentira. Donghae se mexia como um ritmo de uma musica eletrônico. Suas mãos eram perfeitas que poderia bater no mesmo ritmo de uma bateria. Sua boca gemia como uma acorde de guitarra.

Não demoramos muito para chegarmos em nossos ápices, e cairmos ao lado do outro. Donghae me abraçara escondendo seu rosto em meu peito. Puxei o lençol para cobrir seu corpo, tentando diminuir seu constrangimento.

- Me sinto culpado. – Admiti.

- Por quê?

- Sinto que tirei algo de você, algo que não se pode devolver.

- Tirou, mas não me importo.

Beijei a testa de Donghae, deixando as gotas de suor passar em meu rosto. Pude sentir sua mão enxugando as gotas que teimavam em escorrer, assim sorrindo por sentir sua delicada e macia pele.

O plano de Kyuhyun, em me deixar cansado, funcionou. Pois agora sentia meus olhos pesarem tanto, que provavelmente não escutaria alguém falar ou se mexer perto de mim. Donghae me fizera gastar de minhas energias para lhe proporcionar prazer. Agora eu tinha que recarregar essas energias, sentindo de seu doce e vicioso abraço.

-x-
Cansado, essa era a minha atual sensação. Estava cansado. Depois de acordar, é claro tendo como primeira visão os belos olhos negros e brilhantes de meu amado Donghae, recebera a noticia de que iríamos para um lugar. Ou seja, iríamos sair da cidade.

Estou aqui sentando no carro de Yesung, deitado no colo de Donghae. Como eles fizeram questão de me acordar, eu fiquei com um pouco de sono, assim posso desfrutar de um pequeno descanso.

Acordei ao sentir que o carro havia parado de se mover. Levantei a cabeça, sentindo uma aura sombria novamente. Estávamos parados de frente para uma casa de madeira. As árvores, que acredito eu era para estarem com flores, não tinham uma folha se quer, elas eram negras com galhos finos e secos. O céu nublado dava um aspecto de casa mal assombrada, eu não fazia ideia do que estávamos fazendo ali.

Descemos do carro, sentindo o vento gélido bater contra meu rosto quente, me deixara arrepiado. Fitei para a janela aberta , que dava vista para uma sala, mas pude ver que algo se moveu dentro da casa, como se um vulto tivesse passado.

- Alguém mora aqui? – Perguntei.

- Não, essa casa é mal assombrada. – Respondeu Ryeowook.

- E antes que você pergunte, viemos aqui para largar o espírito que você fez o favor de chamar. – Reclamou Kyuhyun. – Eu poderia ter ficado em casa, curtindo meu namorado, mas não tive que vim aqui, porque um adolescente não sabe controlar os hormônios.

- Hey, eu tenho 17 anos. – Reclamou Sungmin.

- Você não conta.

Caminhamos em direção da casa, eu sentia todas as minha veias pulsarem o medo e a adrenalina. Se dependesse de mim eu ficaria 50 km de distância daquele lugar, e se precisasse passar por ele, provavelmente criaria um atalho, caso não existisse. Mas como eu estou na minoria, quem sou eu para questionar.

Yesung abriu a porta da casa, e um bafo de poeira e mofo se misturou com o ar, deixando claro que a casa estava desabitada á bastante tempo, talvez alguns séculos. Entramos na casa mal iluminada, vendo os móveis que parecem ter sido feitos de madeira, alguns estavam cobertos com um lençol, outros estavam quebrados, deixando alguns destroços no chão, fazendo-nos desviar.

Um barulho nos chamara atenção, como se fosse um estouro. Kyuhyun havia tentado ligar uma lâmpada, mas ela estourara. Senti a tensidade em minhas veias. Segurei firme a mão de Donghae, que retribuía, sentia que ele também estava com medo.

- Bom, vamos brincar de Scooby Doo? – Disse Henry. – Vamos nos separar.

- Tudo bem. – Disse Kyuhyun confiante.

Yesung Henry e Ryeowook foram checar a cozinha, Kyuhyun e Sungmin foram ver a sala e eu e Donghae fomos ver os quartos. Caminhamos por um pequeno corredor, onde a madeira estava com buracos, e pintadas de forma desleixada. Abrimos uma das portas, vendo que o quarto era bem pequeno, havia apenas uma cama de solteiro, e um armário. Perto desse armaria tinha uma porta que dava ao banheiro, evitei de entrar no banheiro, dando uma olhada nas paredes, que estavam rabiscadas e sujas.

De repente tudo ficou escuro, pisquei tendo a certeza de que estava acordado. Mas a escuridão me deixava a impressão de eu ter caído em um sono profundo. Senti uma mão tocar em meu rosto. Não era a mão de Donghae, disso eu tinha certeza, pois aqueles dedos eram enrugados e ásperos.

- Donghae, onde você está? –Perguntei.

- Estou aqui, Hyukie, segure a minha mão.

- Não vejo a sua mão.

- Espere um momento.

Senti a barra de minha camisa ser puxada, mas a mão em meu rosto alisava minhas bochechas de forma carinhosa. Mesmo assim senti o medo me deixar congelado.

- Como és lindo, meu jovem rapaz.

Uma voz jovem e bonita ecoara pelo quarto, me fazendo gritar. Puxei a mão que segurava a barra de minha camisa, tendo a certeza de que ela pertencia á Donghae. Tentei tatear as paredes para procurar algo que pudesse ser a maçaneta do quarto. Com uma dessas tateada, senti algo furando a palma de minha mão, sentindo em seguida o sangue escorrer.

- Hyukie, sinto cheiro de sangue. – Disse Donghae.

- Me ajude a achar a saída. Rápido.

Logo uma porta fora aberta, mostrando a luz forte de uma lanterna. Kyuhyun nos olhava e estendeu a mão segurando a de Donghae, assim nos puxando para o lado de fora do quarto. Kyuhyun fechou a porta logo após eu ter saído, assim me olhou diretamente.

- Alguém se cortou?

- Acho que bati a mão em um prego. – Disse estendendo a minha mão, vendo um corte grande no centro da palma. Kyuhyun arregalara os olhos mostrando sua surpresa.

- Isso é um problema.

- Por quê?

- Os meninos não caçaram.

Virei para trás, vendo os outros garotos com os olhos vermelhos e suas presas á mostra. Sabia o que eles eram, mas não juraria ver algo do tipo em toda a minha vida. Batidas na porta do quarto eram ouvidas, virei para trás vendo que a porta tremia, e soltava algumas lascas da madeira. Seja lá o que tiver dentro, estava quase quebrando a porta, e na minha frente tenho quatro vampiros loucos para se deliciarem do meu sangue.

- Donghae, corra com ele para o lado de fora, que eu irei distraí-los.

Donghae segurou minha mão que não havia ferimento e me puxou para o lado de fora da casa de madeira. Corremos ultrapassando a cerca, mas me surpreendi ao deparar-nos com uma mulher jovem que segurava uma faca nas mãos. Ela sorria para nós e logo começou a correr em nossa direção, deixando sua faca já preparada. Tivemos que nos separar, mas ela apenas me seguia. Corri ao redor da casa, tentando me esconder em um poço grande de pedra. Me sentei atrás de poço, e tentei escutar algo que pudesse me deixar de alerta, assim podendo fugir o mais rápido possível. Tentei ver para o poço, mas quando voltei a sentar-me, a mulher surgira, atacando sua faca em minha direção, mas consegui me abaixar, assim criando forças para poder correr. Logo senti minha mão ficar dormente, sendo de nenhuma utilidade. Corri novamente para onde havia visto Donghae pela ultima vez. Mas nada encontrara, pude sentir meu ombro ser puxado para trás, assim encarando Sungmin, que estava com sua pele acinzentada com as veias negras e transparecendo, seus olhos agora eram negro profundo como um buraco, suas presas ainda eram visíveis, deixando claro que ele estava em uma situação precária. Atrás dele, pude ver a silhueta da mulher se aproximando com a faca erguida, pronta para dar um golpe.

Coloquei a minha mão ferida na boca de Sungmin, e o virei, deixando a faca da mulher sombria, ficar em minhas costas.

- HYUKJAE – Fora a ultima coisa que eu escutei, o grito de Donghae.

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