{Baby You Are...} Capitulo 9 - Apenas meu


[::P.O.V. SUNGMIN::]

O tempo passara-se de forma rápida, aos meus olhos. E pensar que ontem éramos os três mosqueteiros do colégio, que sempre faziam as coisas juntos, desde se reunir em casa durante a tarde até brigar pelo seu amigo.

Ver Yesung ser seguindo pelo Wookie me deixava com inveja, Ryeowook nunca fez questão de esconder o seu amor pelo meu amigo, pelo contrário, sempre o seguia. Eu o entendia, Ryeowook era jovem e teve a sorte de seu primeiro amor ser Yesung, por não saber o que fazer, tomou a decisão de conhecer melhor o amado.

Conheço Yesung á anos, e isso me deixa aliviado, pois quem não o conhece poderia dizer facilmente que Yesung queria apenas brincar com os sentimentos do mais novo. Mas na verdade ele era tão sensível do que se pode imaginar, toda vez que os dois discutiam e Wookie corria á um parque para chorar, Yesung o seguia, e escondido atrás das arvores chorava junto ao amado.

Agora eles estão juntos, felizes por finalmente gritar ao mundo que se amam. E isso me deixava com inveja. Ver os dois aos poucos criarem uma amizade tão bonita, me fez ficar com vontade de amar alguém, e não é que aconteceu?

Lembro-me quando estávamos andando na faculdade, Yesung não estava junto, pois fora resolver alguma coisa. Restou apenas eu e Donghae, que conversávamos livremente pelo corredor. Mas Donghae disse que tinha que ir ao orfanato ver a pequena July, me deixando sozinho naquele lugar. Como faltava uma hora até as minhas aulas começarem, resolvi passar na biblioteca.

As estantes cheias de livros era o que me dava curiosidade em ler todos eles que me eram desconhecidos. Um livro me chamou atenção, ‘’O fantasma da ópera’’, já ouvira falar em tal opera e que também havia um livro, mas nunca soube de sua história, e isso me deixava curioso. Levantei a minha mão para pegar o livro, quando toco em outra mão. Ao sentir os dedos finos e longos, uma descarga elétrica se passou em meu corpo. Rapidamente me virei para olhar de quem seria aquela mão gélida. Fiquei de boca aberta. Como era linda, sua pele tão clara, seus olhos negro, seus cabelos caramelados, seus lábios pequenos, a maçã do rosto ficaram vermelhas quando nossos olhares se encontraram, só então percebi que a trás dele o sol irradiava seu rosto de uma forma tão bela que quase me esqueci de como se deve respirar. Não tive duvidas me apaixonara á primeira vista.

Ele fez uma breve referencia pedindo por desculpas, eu apenas fiquei bobo, não conseguira falar, sentia a minha boca levemente aberta em pura admiração. 

- Você já leu esse livro? -= Sua voz era grossa, harmoniosa linda, ah, adorei.

- N-Não.

- Então pode pegar, ia ler pela segunda vez, fique a vontade e desfrute desse clássico.

Aquele Deus grego, como podia ser tão bonito. Senti meu rosto queimar, peguei o livro agradecendo aquele ser belamente desconhecido e fui em direção ao balcão onde a bibliotecária me esperava para anotar o livro que eu pegara.

- Com licença. – Pedi chamando a atenção da mulher. – Como é o nome daquele moço? – disse apontando para o ser que agora lia um livro em uma mesa próxima á janela, deixando o vento bagunçar seus cabelos junto com a cortina.

- Ah Cho Kyuhyun, eu se você tomava cuidado, dizem por aí que ele pode ser nerd, mas gosta de pregar peças nas outras pessoas. Dizem também que é língua afiada, não importa quem seja ele sempre responde as pessoas de forma mal educada. Mas não deixa de ser galanteador.

Cho Kyuhyun, esse era o seu nome, que lindo. Me apaixonara por uma peste.

E foi assim que conheci ele, desde então fui á biblioteca com frequência só para vê-lo, e não é que deu certo? Graças á Donghae, que infelizmente se acidentara, e também ao Hyukjae, pude ouvir aquelas três palavrinhas saírem da boca de Kyuhyun. ‘’Eu te amo’’. Posso ser homem, mas me senti como fosse uma garota que ouve isso pela primeira vez do cara que realmente gosta.

Um mês se passara desde que estamos juntos, apesar de ver o lado infantil dele, me sinto feliz. Cada dia eu descubro mais sobre Kyuhyun, e isso me deixa cada vez mais feliz. Mas agora estou em estado de nervos. Depois de sermos pegos pela irmã mais velha dele, Cho Ara, Kyuhyun fizera questão de me apresentar, oficialmente como seu namorado, á seus pais. Só não fico tão preocupado graças á Yesung, que conseguiu adiar essa apresentação. Pois é, era para eu ter ido á casa dele semana passada, mas Yesung nos fez ajuda-lo com os preparativos de seu encontro. Saímos perguntando para quase todas as meninas que conhecíamos na faculdade, perguntando como seria o encontro de seus sonhos, e juntamos eles. Além de sairmos na rua á procura das alianças, realmente isso me deixou feliz, Yesung finalmente tomando juízo na cabeça, isso é considerado um milagre. Mas a minha felicidade durou pouca, quando Kyuhyun me avisou na sexta feira, que no dia seguinte eu iria á sua casa, para ver seus pais. Ara, disse que me ajudaria, pois gostara de mim, isso era bom. 

Estou na frente de casa, esperando Kyuhyun chegar. Não demorou muito e pude ver seu pequeno carro, que não conheço a marca já que não entendo do assunto. Ele deu um de seus belos sorrisos, convidando para entrar no banco passageiro. Não demorei e já me aconcheguei no banco de coro. 

- Por que está tremendo Minnie?

- Tenho medo de que seus pais não gostem de mim, aliás eles sabem que você é...

- Gay? Não sei.

Pronto, agora sim que estava nervoso. E se os pais dele não gostarem de mim? E se eles me expulsarem? E se eu fizer alguma besteira? Kyuhyun e Ara me disseram que a mãe não seria problema já que a mulher era doce e gentil de mais, o único ponto era o pai, que é rigoroso demais bravo demais e etc. mas isso não ajudou no meu nervosismo.

Chegamos na casa dele, que era parecia pequena, mas o quintal era bem grande, e bonito, o jardim bem cuidado dando um verde lindo. Passamos na porta de madeira, entrando na sala, que era bem bonita, as paredes pintadas de bege, uma foto da família pendurada, o sofás combinavam com as paredes, um hacker com uma TV LCD, realmente muito bonito.

Fomos recepcionados por Ara, que sorria belamente, ela me deu um abraço apertado passando suas boas energias para me acalmar, ela sabia do quão nervoso estava. Logo uma senhora surgiu, ela saia do que me parecia ser a cozinha. Seu rosto era sério, mas assim que me viu deu um sorriso. Não devo mentir, o sorriso da mãe dele era lindo, muito bonito e contagiante, não pude deixar de sorrir de volta.

- Você deve ser Sungmin não é? – A voz dela era parecida com a de Ara, assenti a senhora fazendo-a sorrir mais. – Pois bem, entre e fique a vontade.

Enquanto andávamos Kyuhyun segurava minha mão apertada. Por um momento me senti bem aliviado, mas ver o pai dele fez-me arrepiar tudo. Ele estava sentado em uma poltrona lendo um jornal, assim que minha sogra anunciou a minha vinda, ele meio que rosnou, deixando seu jornal de lado. Seus olhos eram sério, sua cara parecia carrancuda, poderia ele estar bravo com algo?

- Pai, esse é Sungmin, meu namorado. – Kyuhyun tomou iniciativa, fiquei de olhos arregalados, mas seu pai não fez nada apenas revirou os olhos.

- Prazer em conhecê-lo senhor. – disse meio com medo, o senhor me olhou de cima a baixo, me analisando, provavelmente procurando alguma imperfeição.

- Prazer Sungmin.

Fui salvo pela Ara, que me puxara para a cozinha. Ela sorria junto com sua mãe, o que me dava segurança.

- Sungmin, Kyunnie disse que você cozinha bem. – Disse a senhora com um sorriso no rosto.

- É, ah, obrigado.

- Então me ajude aqui na cozinha, Kyuhyun é muito desajeitado não sabe nem cortar um tomate. – Pediu ela.

- Ei saber eu sei, só tenho preguiça de fazer isso.

- Já entendemos Kyunnie, vá até seu quarto, comprei um jogo novo para você. – Assim que Ara terminou de falar, Kyuhyun disparou para seu quarto, como se aquele jogo fosse sua vida.

Fiz um dos pratos que Kyuhyun comera uma vez em minha casa, e dissera que esse seria seu prato preferido. Isso era muito a cara dele. Arrumamos a mesa, deixando tudo em ordem, o pai de Kyuhyun se sentou na ponta, ainda com a cara séria, a mãe de Kyu se sentou á direita de seu esposo, ficando de frente com Ara, eu e Kyu nos sentamos ao lado de Ara.

O senhor Cho fora o primeiro a pegar do prato que eu fizera, era apenas um arroz temperado com alguns vegetais, e presunto, com cobertura de queijo derretido, tomate azeitona e orégano. O mais velho, olhou para o arroz, lambeu os lábios e logo experimentou do prato. Enquanto ele mastigava, todos na mesa esperavam por sua reação, estávamos ansioso, e eu com medo de estar ruim. O Senhor Cho, olhou para sal esposa, após ter engolido do arroz.

- Quem preparou esse prato?

- Foi Sungmin, meu querido. – O velho tornou seu olhar para mim, e dessa vez deixou sair um sorriso.

- Meu jovem, onde aprendeu a fazer esse arroz?

- Foi minha mãe, esse foi o ultimo prato que me ensinara.

- Ultimo? Por que?

- Ambos meus pais faleceram em um acidente de carro á três anos atrás.

- Sinto muito em tocar no assunto.

- Não precisa se incomodar, já passou.

- Então com quem você mora? – Perguntou a senhora Cho com seu tom de voz preocupada.

- Moro sozinho, antes de meus pais falecerem eu trabalhava, e sempre guardava meu salário para caso de emergência. Quando faleceram juntei o meu dinheiro com a dos meus pais, e agora estou vivendo bem.

- Mas esse dinheiro já deve ter acabado como administra isso?

- Ah, nas férias eu trabalho.

- Faz quanto tempo que não tira férias, em sair de viagem? – A pergunta fora feito por Ara que se interessada no assunto.

- Exatos três anos. Quando é período de aula, sempre me dedico á faculdade. Nas férias eu trabalho. Não tenho tempo para tal coisa.

- Omo, Kyuhyun trate de leva-lo em férias esse ano. – Disse meu sogro.

- Sungmin, me arrependo de ter te trazido aqui. – Disse Kyuhyun, em tom de brincadeira.

- Aigoo Kyunnie, não seja assim. Você fez bem em trazê-lo. Ele mora sozinho, cozinha bem, administra uma casa e faculdade sozinho, além de trabalhar nas férias. Que namorado que arranjou.

- Mas meu filho, - Começou meu sogro se direcionando para mim. – A conta da casa e da faculdade não são altas?Você só consegue o salário nas férias.

- Ah, meu tio paga ambas as contas, nas férias eu junto o salário e dou á ele.

- E por que você não mora com seu tio?

- Eu moro, mas ele viaja muito, sempre está fora. Então eu cuido da casa.

- Bom tecnicamente falando, ele mora sozinho. – Disse a senhora Cho que agora respira aliviada. – Menos mal.

O resto do almoço foi tranquilo, os pais do Kyuhyun parecem ter gostado de mim e isso me deixou aliviado. Sem contar de que elogiaram o meu arroz temperado. Agora eu estou no quarto de Kyuhyun, que era pequeno, mas aconchegante. O quarto era claro, tinha a cama e o armário junto com a mesa do computador. 

- No final tudo deu certo. – Suspirei.

- Bom, fico feliz que seu nervosismo tenha se passado.

- Graças á você.

Kyuhyun sorriu se sentando na cama, estendeu sua mão para que a segurasse, e claro que eu a segurei. Ele me puxei fazendo-me senta REM seu colo. Seu braço direito circundou minha cintura, enquanto a esquerda alisava meu rosto de forma leve e carinhosa. Dele olhava fixamente para meus lábios, sabia o que ele queria. Não me demorei e logo selei seus lábios, que se transformaram em um beijo calmo e apaixonante.

A porta se abriu, mostrando Ara entrando lugar, assim que escutei um ‘’ops’’, fiz questão de me levantar, mas os braços de Kyuhyun não deixaram, olhei para seu rosto vendo uma cara de bravo.

- Desculpa atrapalhar.

- Já que você sabe então vaza. – Disse Kyuhyun bravo. Ara fez cara de pidona. Suspirei.

- Aconteceu algo? – Perguntei.

- Papai está chamando vocês.

Kyuhyun me soltou logo me levantei, assim que Ara saiu do cômodo. Espreguicei-me, estava ficando com sono, me levantara cedo para me arrumar, sabia que demorava no banho e que até escolher uma roupa que me deixasse confortável, isso deveria demorar. Senti Kyuhyun me abraçar possessivamente, essa era a sua marca, me abraçar, para proteger do que der e vier.

Descemos as escadas de mãos dadas, rindo do acontecimento que ocorrera se fosse a mãe dele eu ficaria com vergonha de encara-la. Assim que chegamos à sala, o pai de Kyuhyun deu um sorriso, logo dando um tapa na cabeça de Kyuhyun.

- Moleque, vai ficar trancado aqui? Leve seu namorado para sair.

- Mas vocês pediram para que eu o trouxesse para poder conhecê-lo.

- Já o vimos agora vocês dois têm que ter um tempo só pra vocês, então saiam e se divirtam. – A senhora Cho se vira para mim segurando ambas as minhas mãos, dando um belo sorriso. – Sungmin fique a vontade de vir nos visitar, se for preciso seremos seus pais. Continue assim, fofo, botando Kyuhyun na linha. Todos nós gostamos muito de conhecê-lo.

Não pude deixar de chorar, como aquela família poderia ser tão boa? Kyuhyun e Ara me botaram medo, sendo que não tinha nada a se temer. A Senhora Cho me abraçara limpando as minhas lágrimas, dando seu sorriso. Despedi-me de seus pais, e de minha cunhada, logo sendo expulso da casa. 

Kyuhyun resolvera me levar para jantar fora, já que estava anoitecendo. Chegamos no restaurante. Sentamos-nos na mesa vendo uma garçonete descer e subir o primeiro andar. Ela colocara uma corda no primeiro degrau impedindo a entrada de alguém. Acho que deve estar tendo alguma festa lá em cima, mas não tinha barulho vindo de lá, muito bem pelo contrário um silêncio. Talvez estivessem reformando e os pedreiros estivessem descasando. Não me importei muito com o que acontecia, queria aproveitar o jantar com aquele que acalmava meu coração de forma sobrenatural.

Fizemos nossos pedidos, conversando sobre tudo o que vinha em nossas mentes, ignorando as formalidades. Assim que terminamos fomos pagar a conta, vendo Yesung e Ryeowook descendo as escadas. Ah então era por causa deles. Pude notar que os dois usavam a aliança que Kyuhyun julgara ser a mais bela da joalheria. E não é que Yesung gostou mesmo do par de alianças?

Ver os dois juntos me deixou muito feliz, olhei para Kyuhyun que desviara seu olhar do meu, achei estranho.

Assim que pagamos as contas nos despedidos do casal. Entramos no carro, Kyuhyun me levaria até em casa, mas o caminho inteiro foi silencioso, estava tão tenso, que me deu medo. Será que eu havia feito algo errado? Ao parar o carro na frente de minha casa, soltei o cinto, olhando Kyuhyun que ainda parecia estar desviando os meus olhares.

- Bom até amanha Kyuhyun.

Eu ia sair do carro, quando os braços de Kyuhyun me impediram de sair do automóvel. Ele me puxou de volta para o banco, logo em seguida me dando um beijo quente, com desejo. Mas antes de que algo acontecesse ele parou, me olhando. Tirou uma caixa do bolso abrindo-a.

- Quando estávamos na joalheria, aproveitei e tomei uma decisão. – Ele respirou fundo, me olhando, abriu a caixinha mostrando as alianças de pratas, que eram lindas. – Lee Sugmin, eu oficialmente quero te perguntar. Você namora comigo.

- Claro que sim.

Kyuhyun sorriu aliviado, pegando a aliança escrita com seu nome em meu dedo. Fiz o mesmo com a alinça em que tinha o meu nome escrito. Demos mais um beijo, dessa vez de pura emoção. Finalmente, agora está oficializado, o garoto da biblioteca é meu.

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