{Baby You Are...} Capitulo 7 - Buquê de Flores


[::P.O.V. HYUKJAE::]

Acordei ao som do despertador. Com muito esforço me levantei, me arrumando e fazendo meu desjejum. Pus-me a caminho da faculdade, sem pensar em nada, apenas deixando com que meus pés me levassem, já que todo dia era assim.

Estava andando tão distraidamente, que não vi Kyuhyun correndo em minha direção, pulando em meu colo, com um sorriso no rosto.

- Pode me contar tudo

- Bom dia para você também, Kyuhyun, como foi a sal noite têm estudado bastante?

- Olá, bom dia, boa tarde, boa noite, que seja me conta TUDO.

Sungmin vinha andando em nossa direção de forma calma e com um sorriso no rosto, estava acompanhado de Yesung e Ryeowook.

- Boa pessoal. – Disse dando um sorriso.

- Bom dia Hyukie, então posso saber do motivo de meu namorado sair correndo para seus braços? – Perguntou Sungmin se mostrando interessado no assunto.

- Acho que não têm jeito. – Suspirei os flashes do que acontecera na noite passada fez com que meu estomago embrulhasse em ansiosidade. – Ontem eu e Donghae, nos beijamos.

- O QUÊ?! – Os quatro me olharam com os olhos arregalados. Kyuhyun ficou de joelhos na minha frente com as mãos para cima.

- Aleluia meu Senhor.

- Pra quê tudo isso, Kyunnie? – Perguntei.

- Demorou em fazer isso, o cara precisou parar de tomar os remédios pra ter o beijo, imagine pra fazer...

- Kyunnie, vamos pra aula. – Sungmin saiu puxando o colarinho da camisa de Kyuhyun, o fazendo arrastar-se pelo chão.

O sinal do inicio das aulas tocou, nos dirigimos para sala. Ryeowook ficou me perguntando todos os detalhes, mas eu tinha que ser sincero. Não faço a mínima ideia de como encarar Donghae. Tenho medo de que ele não tenha gostado que eu não fosse tudo aquilo que ele pensava. Apesar de sentir uma grande necessidade de protegê-lo, de sentir seus lábios macios nos meus de forma constante, mas o medo é muito maior.

Além do medo de ser a primeira vez que me relaciono com um homem. Como meus pais reagiriam com isso? Saber que o único filho deles é homossexual, e o namorado é o primeiro paciente da qual cuidou. Se eu fosse mergulhar de cabeça nisso, tenho que me preparar pro que der e vier. Tendo mais ou menos a mentalidade de meu pai, ele deve me expulsar de casa, me deserdar, fingir que eu nunca existi. Para a minha mãe... Será que seu coraçãozinho pouco saudável aceitaria isso?

Parei de pensar no assunto me concentrando na aula. Apesar de parecer chato, estava aceitando tudo o que pudesse tirar esses pensamentos de minha cabeça. As aulas foram muito boas, consegui entender tudo o que foi falado, o que antes era considerado difícil, agora parecia ser bem mais fácil, graças ás explicações dos professores. O sinal tocou novamente indicado hora do almoço.

Saí andando com o Wookie, que dizia os detalhes de seus encontros com Yesung, de como ele era romântico consigo, que toda vez que se viam. Pegamos nossos almoços e ele continuava a contar, agora com o namorado ao lado. O casal Kyumin saíram, e nem preciso dizer para quê, o armaria do faxineiro serve para isso, além de guardar os produtos de limpeza.

Enquanto eles contavam-me todos os encontros Noé mínimos detalhes, fiquei com uma ideia martelando a cabeça. Depois do almoço teria que ir ao hospital, ou seja ainda tenho 30 minutos para sair da faculdade. Me despedi dos meninos e saí correndo rua a fora. Eu tinha que fazer aquilo era a única forma de acabar com as minhas duvidas.


[::P.O.V. RYEOWOOK::]

Hyukjae estava no mundo da lua, me deixando falar sozinho. Poderia parecer louco, caso continuasse com aquilo. De repente ele saiu correndo dizendo tchau enquanto corria, feito um condenado pro lado de fora. Olhei no relógio, vendo que ele tinha tempo de sobra para ir ao hospital. Logo Kyuhyun e Sungmin se aproximaram de mãos dadas. É eles assumiram, e para falar a verdade, ninguém ligou. Mas se fosse o Hyukjae o negócio seria diferente, já que a maioria das meninas o desejam. Sortudo.

- Onde está Hyukjae? – Perguntou Kyuhyun

- Acabou de sair correndo.

- Já deu o horário? – Dessa vez quem perguntou foi Sungmin.

- Falta meia hora ainda.

- Vocês têm aula agora? – Perguntou Kyuhyun com a cara de pensativo. Mesmo conhecendo-o pouco, sei que essa cara significa uma besteira. Todo mundo disse que não com a cabeça. – Ótimo, vamos seguir o Hyukjae então.

Kyuhyun, com a mochila nas costas, saiu correndo, sendo seguido por Sungmin, depois eu e Yeye. Corremos muito, por que Kyuhyun era muito rápido. Na entrada vimos Hyukjae saindo, ele ainda estava nos portões. Não poderíamos passar por ali, os seguranças não iam deixar a gente sair sem autorização. 

- Por aqui.

Sungmin nos levou até o meio do jardim, onde tinha uma grande lixeira retangular verde escuro. Ele a empurrou mostrando um buraco. Ele pulou dentro do buraco, nos deixando pra trás. Kyuhyun soltou um sorriso sussurrando um ‘’meu garoto’’ pulando logo atrás do namorado. Não demorei e logo segui, tendo atrás de mim Yeye que fizera questão de ser o ultimo para que nada acontecesse, puxando a lixeira no lugar para que ninguém nos descobrisse.

Dentro do buraco era escuro, tínhamos que engatinhar, se eu erguesse a cabeça iria bater e provavelmente cairia terra em meu cabelo. Engatinhamos poucos centímetros, logo uma luz no fim chamou a nossa atenção, mostrando que chegaríamos ao nosso destino. Sungmin ficou em pé, assim todos nós saímos do buraco. Estávamos no lado de fora na faculdade. Que genial.

- Sungmin, como você sabe sobre essa passagem secreta?

- Eu que fiz.

- Quando?

- Tive minha época de rebeldia.

A conversa iria mais além se não fosse pelo Hyukjae passando. Ele não viu a gente, logo seguindo seu caminho para outro lugar. Seguimo-lo, com certa distância. Vimos que ele caminhava em direção do hospital, mas não da entrada e sim da entrada dos fundos. Ele queria ver Donghae, mas não falou nada só podia ser isso.

Poderia seguir com essa linha de pensamentos, mas ele atravessou a rua. Nos entre olham os e vimo-lo entrar em uma floricultura. Para quê ele iria entrar lá? Ficamos sentados no banco que ficava de frente á floricultura. Kyuhyun comprou um sorvete para Sungmin e ficaram de costas para a porta da loja, eu e Yesung dividíamos um jornal, fingindo estar falando sobre o caderno de esportes.

De onde eu e Yesung estávamos sentados, podíamos ver Hyukjae apontando para as rosas brancas. A atendente sorriu para ele, pegando um numero x de rosas e embrulhando eles formando um buquê. Hyukjae sorriu e lhe pagou saindo da loja. Quando ele direcionou o olhar para nós, ergui o jornal escondendo meu rosto e do Yesung, olhei para Kyuhyun e vi que Sungmin usava uma peruca de mulher. Kyuhyun para disfarçar beijo Sungmin fingindo ser um casal hetero de adolescentes. Tentei segurar a risada, a cena era cômica demais.

Yesung Fez um pequeno buraco no jornal podendo ver Hyukjae sem que ele percebesse.

- O que ele está fazendo? – Cochichei para ele.

- Suspirando, olhando o céu, e agora está andando.

Yesung tirou o jornal, logo olhando para Kyuhyun, que ainda beijava Sungmin. Ele puxou o mais novo pelo colarinho, do mesmo jeito que havia feito Sungmin hoje de manha. Continuamos andando atrás de Hyukjae, que agora adentrava o hospital pela porta da frente. Assim que ele deu as costas entramos, as recepcionistas ficaram se olhando como se quisessem entender a situação. Eu e Yesung, entramos em nossos estágios, enquanto Sungmin e Kyuhyun eram visitas. Andamos em direção ao quarto de Donghae, já que tínhamos perdido Hyukjae de vista. Andamos e paramos na porta. Ao ver pelo vidro da mesma Hyukjae com o buquê, com o rosto corado e Donghae o olhando surpreso. Ficamos olhando toda a cena, no maior silêncio, vendo que as enfermeiras que estavam na recepção também estavam grudadas na porta vendo o que estava para acontecer. 


[:: P.O.V. DONGHAE::]

O beijo que demos ontem. Não saia de minha cabeça, sempre invadia meus pensamentos. Apesar de eu ter tomado iniciativa, pude sentir que ele também queria aquilo, mas apenas para saber, para provar, para acreditar. Aquela era a sua primeira vez, aquela fora a primeira vez em que ficara com alguém do mesmo sexo.

Levara a aquela ideia como positiva, pois eu seria o seu primeiro, e talvez o único, mas também corria o risco de ser rejeitado, e só de pensar em tal alternativa me doía o peito. Tudo bem, eu entenderia caso ele sentisse nojo e repulsa de mim, mas sei também que iria doer, vai doer. Se ele ficasse confuso, daria o tempo do mundo, ele teria que pensar em uma das alternativas, se ele corresponde os meus sentimentos, ou se ele se tornaria um homofóbico, já que eu não dei muita ajuda. Mas ele disse, que sentira o mesmo por mim, apenas por mim, então não teria como ficar com medo. Certo?

Eu perguntei a ele, se correspondia aos meus sentimentos, e ele disse claramente que apenas por mim, se ele disse isso então não haveria motivos de eu ficar pensando no lado negativo. Mas se ele disse aquilo apenas pelo momento? Não Donghae, ele não faria isso, um dos motivos de você ter se apaixonado por ele, foi por saber de sua inocência, ele é muito inocente, não sabe nada sobre amor, e eu teria que ensina-lo.

Ficar no quarto me deixava entediado, mas graças a suas doces palavras da ultima noite, tudo se passara rapidamente. Faltavam trinta minutos para ele chegar. Sim todos os dias eu contava os minutos. Mas agora eu estava preocupado. Hyukjae se tornara meu enfermeiro responsável, tudo o que acontecer de ruim comigo pode ser jogando nele, por falta de atenção em seus pacientes. E eu não quero isso á ele, tenho que melhorar sair desse hospital para poder ter um encontro como um casal normal. Mas nem sequer respirar eu podia. Estava me sentindo fraco, minhas costelas doem demais, que eu não aguento respirar. Se eu tentar mexer minhas mãos elas tremem, deixando qualquer objeto em minhas mãos caírem, por isso Yesung me proibira de usar copos de vidro, apenas de plástico.

Além de ele receber esses tipos de broncas, eu tirei seu período escolar. Ele tinha que estudar, Hyukjae precisa se formar, para cuidar da mãe, que fora o que meu melhor amigo me contou. Mas por causa do meu medo de ficar sozinho, ele teve que mudar de turno. Ah como me sentia tão idiota. Nem isso fazia direito. Quando ele chegar terei que pedir a ele, que volte ao seu turno normal, que eu cuidaria de mim mesmo caso ele não estivesse por perto.

Mas quem disse que ele acreditaria em mim? Sinto que se fosse falar algo, ele iria recusar. É tudo culpa minha. Minha mãe tinha razão. É tudo culpa minha.

Estava tão preso aos meus pensamentos, que não notei a porta ser aberta, e Hyukjae passar por ela com um buquê de rosas brancas em suas mãos. Ergui o olhar e fiquei surpreso ao ver que ele estava na minha frente com o rosto corado. Sim ele correspondia aos meus sentimentos, não era calor do momento. Era seus sentimentos.

- O que é isso? – Perguntei vendo que minha voz saíra rouca.

- Um presente, pra você.

Hyukjae se aproximou de mim com o buque estendendo-o para mim . Peguei o buquê sentindo o leve perfume que elas traziam. Como eu amava as flores. Trabalhar em um jardim fora meu primeiro trabalho quando era adolescente, isso me fez criar um carinho especial pelas plantas, que eu nunca imaginei que amaria.

- Por que está me dando isso?

- Por que, eu... Estou com vergonha.

- Do quê? De ontem? Mas você disse...

- Eu sei o que eu disse, e fui sincero... Mas... Eu não sabia como reagir.

Não pude deixar de sorrir. Era apenas vergonha, ele tinha vergonha, de mim. Poderia sentir horrorizado com aquilo, mas ver Yesung e outros olhando na porta pude ver que a vergonha que Hyukjae sentia não era ruim, mas sim por pura falta de experiência. Ele nunca deve ter tido um namorado, nunca beijou um homem, isso me tornara único.

- Apenas, seja você, isso já basta.

Hyukjae ergueu o olhar, ah como era lindo vê-lo corado. Alarguei meu sorriso quando vi seus lábios sorrirem junto comigo. Como ele podia ser tão perfeito? Apesar de eu ser mais novo que ele, me sentia um hyung. Estiquei a mão como um convite para ele se aproximar de mim. Logo Hyukjae se sentou na cama, aproximando seu rosto do meu dando-me um selinho, que logo se transformou em um beijo, calmo e gostos. Sem malicia apenas puro amor. Ouvimos alguns gritinhos vindos da porta, que logo fora aberta, todos se jogaram em cima de Hyukjae brincando com ele. 

Senti-me noivo, eles fizeram as brincadeiras como se eu e Hyukjae fossemos um casal de namorados que estão enrolando para se casar, e quando finalmente é oficializado o noivado, tudo seria motivo de festa. Sungmin se aproximou de mim me dando um abraço, realmente era essa a sensação.

- Bom sei que os pombinhos acabaram de ficar juntos, mas Donghae ainda é paciente aqui, então sem beijinhos entenderam? – Criticou Yesung.

- Se isso acontecer, a gente dá um jeito de... – Kyuhyun ia falar alguma coisa, mas Sungmin tampou a sua boca.

- Como vocês sabiam que eu ia...

- Te seguimos. – Disse Ryeowook.

- Como saíram de lá? – Perguntei interessado no assunto, mas os quatro se olharam fazendo um não com a cabeça.

- Hyukjae você não viu a gente te olhando no outro lado da rua, enquanto você comprava o buque?

- Eu só vi um casal se beijando igual á uns necessitados, sério mesmo onde eles acham que estavam no meio da rua e se beijando daquele jeito, fiquei arrepiado vendo aquilo. 

Olhei para Sungmin que segurava a risada, desviei para olhar Kyuhyun que fuzilava com o olhar Hyukjae, aposto que eram os dois. Não poderia me sentir tão bem , como me sentia nesse momento. Minhas preocupações se foram, apesar de restar uma. Quem era admiradora secreta de Hyukjae?

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