{Baby You Are...} Capitulo 6 - Only U


[::P.O.V. HYUKJAE::]

A semana se passou de forma rápida. Não pude perceber se eu havia pensado em Donghae, pois tinha outra coisa que me intrigava. As cartas. Não sei quem escreve, mas posso sentir suas emoções ao escrevê-la. Durante os dias em que não fui ao hospital, era uma carta. Chegava cedo à faculdade, e na minha carteira estava a carta. Poderia sair perguntando quem havia colocado ela lá, mas a sala estava vazia. 

A carta tinha poucas linhas, mas palavras de grande sentido. Sempre dizendo para ir bem às provas, para não me preocupar com outros assuntos, para poder focar nas matérias. Realmente era bom de lê as cartas por me darem motivação, guando eu queria parar de estudar. 

Mas ao mesmo tempo era tenso. Não saber quem é que escreve, e também que essa pessoa está de olho a cada passo meu, isso me deixa meio tenso. Não gosto nem de que meu pai fique me vigiando, agora uma pessoa, que não sabia quem, olhava por mim.

Tirando isso o resto da semana foi bom. Fui muito bem nas provas tirando ótima notas, deixando meu pai e mãe orgulhosos de mim. Aproveitei o resto da semana para passar um tempo com minha mãe, que parecia melhorar, mas quando meu pai chegava em casa eu corria para meu quarto.

Os meus amigos, ficaram tão preocupados comigo que nem se quer me ligaram. Quando finalmente parei na minha cama, sem nada para pensar, fiquei me perguntando se ele estava bem, se estava obedecendo aos enfermeiros. 

Enfim, aqui estou eu, parado na porta do quarto de Donghae. Mais cedo havia recebido uma ligação de Yesung pedindo para que eu fosse até o hospital. Como eu fiquei preocupado corri até aqui. Respirei fundo, tentando tranquilizar a minha respiração que ficara ofegante por causa da corrida. Abri a porta de vagarosamente, vendo Yesung com uma cara de sério, e Donghae com um bico enorme nos lábios.

- Com licença. – Pedi chamando atenção de ambos.

Hyukjae, que bom que chegou, entre. – Disse Yesung ainda com o rosto sério. – Queria te perguntar uma coisa, quando você volta ao seu turno aqui no hospital?

- Hum, amanha.

- Ótimo, começa hoje, por favor.

- Por quê?

- Tem um certo mocinho, que faz uma semana que não toma os remédio que os enfermeiro dão á ele. Ele cospe tudo.

- Donghae, por que você fez isso?

- Quer mesmo que fale você realmente não sabe? – Ironizou Yesung

Yesung saiu do quarto para deixar eu conversa com Donghae mais a vontade. Olhei para ele que até agora não disse nada, nem se quer me olhou. Que raiva disso.

- Hae-ah, por que você não tomou o seu remédio? – Donghae subiu o olhar espantado com o apelido que eu dera á ela, seus olhos tinham um brilho que deixavam seu rosto mais belo do que já é.

- Do que você me chamou? – Antes de minha folga, sua voz já era bem fraca, mas agora quase desaparecia.

- Hae-ah, mas eu quero saber do por que não ter tomado os remédios.

- Só tomo se o meu enfermeiro for você. – Senti meu rosto queimar, que vergonha que estava sentindo agora.

- Mas eu já tinha deixado claro que eu ia ficar uma semana fora, agora você está aí todo fraco. Você tem certeza de que quer se recuperar? Se continuar desse jeito, você não viver por muito tempo.

- Eu sei disso, mas não consigo, da primeira vez eu vomitei todo o remédio. Só você pode me dar remédio.

- Se eu tiver que estudar, não poderei vir aqui, o que faço?

- Estude aqui. Não irei te incomodar. Prometo.

Suspirei como ele pode pensar desse jeito? Ele não percebe que sua situação não é das melhores? Se ele deixar de tomar os remédios, ele vai ficar cada vez mais fraco a ponto de ficar em coma de novo. Chamei Yesung e pedi a ele que examinasse Donghae.

Deixei-os sozinhos e fui em direção á sala de meu pai. Assim que cheguei à porta pedi por licença logo entrando.

- Gostaria de pedir um favor.

- Qual é?

- Quero ser o enfermeiro responsável pelo paciente Lee Donghae.


[::P.O.V. DONGHAE::]

Ficar a semana inteira sem ele me deixava com medo. Apesar de ter as visitas constantes de Minnie e July, eu me sentia sozinho. Os remédios não ficavam em meu estomago por muito tempo, logo eu vomitava tudo o que havia ingerido.

Agora que ele estava ao meu lado, me sentia mais protegido, essa era a melhor sensação de todas. Yesung brigou comigo, mas eu sabia que ele estava me escondendo alguma coisa.

- Aconteceu alguma coisa?

- Que o Wookie me perdoa, mas eu tenho que te contar. Hyukjae têm uma admiradora secreta.

- O QUÊ!! COMO ASSIM?

- Ah, nessa ultima semana ele vem recebendo cartas de alguém, mas até agora não se sabe quem.

Uma dor invadiu meu corpo. Pode parecer precipitado, mas quando escutei sua voz pela primeira vez foi como anjos cantando em harmonia. Ver seu rosto pela primeira vez parecia uma obra de arte que demorou anos para ser concluída, por que o artista queria chegar ao ápice da perfeição. Cada vez que via seu rosto focar vermelho demonstrando sua vergonha, era um batimento cardíaco mais rápido. Ficar sem ele por uma semana parecia ter se passado um século, ouvir sua maravilhosa voz dizer meu apelido, ah, estava no paraíso. Posso afirmar que estou totalmente perdido na paixão. Mas ficar sabendo que têm outro alguém de olho nele, além de fazer meu sangue ferver, me deixa com mais vontade de conquista-lo, de gritar ao mundo inteiro, que Lee Hyukjae era meu... Meu namorado.


[:: P.O.V. HYUKJAE::]

Depois de conversar com meu pai, que demorou em aceitar meu pedido, voltei ao quarto de Donghae, que agora estava sozinho. Já era noite, e ele parecia triste sozinho. Aproximei-me dele, peguei os remédios que estavam em cima da bancada, junto com o copo de água e lhe estendi. Quando me encontrei com seus olhos pude ver que ele realmente estava triste com algo, eu não tinha a intenção de lhe perguntar, mas minha curiosidade era tanta que não pude segurar. 

- Tome o remédio Hae-ah.

Ele demorou em abrir a boca, o que era sinal de que estava ficando mais fraco. Meio relutante coloquei a pequena pílula dentro de sua boca, me permitindo encostar a pele de meu indicador em seus lábios, que pareciam secos. Dei o copo de água, ajudando-o a beber. Assim que terminei ajudei-o a se deitar, cobrindo seu corpo com o edredom, assim que me virei para sair do quarto, sua mão segurou meu braço.

- Faça companhia para mim essa noite, por favor.

- Tudo bem.

Sentei-me na cadeira, olhando seus olhos encarando os meus. Senti-me incomodado.

- Fiquei sabendo que tem uma admiradora secreta.

- Yesung contou?

- Sim, mas não brigue com ele.

- Bom farei nada á ele. 

- Você... Gosta de quem está te mandando as cartas?

- Não sei quem é, mas não irei mentir, as cartas me fazem me sentir especial para essa pessoa. É um sentimento bom.

Donghae fechou os olhos, como se não quisesse escutar aquilo, me senti arrependido de ter falado sinceramente com ele, mas a sua reação me deixou curioso. Por que ele se sentia assim?

- Se você soubesse quem é essa pessoa, o que faria?

- Não sei.

O silencio tomou conta do quarto. Eu não queria dizer nada, pois estava com medo de machuca-lo. Sentia que minhas palavras eram como chicotes para ele, e deixa-lo pior do que seu estado físico era a ultima coisa que eu não gostaria de fazer. No lado de fora uma tempestade começou. O quarto que antes era iluminado pela luz dos postes, que havia na rua, agora era iluminado pelo relâmpago, que soavam sombriamente. Donghae se sentou na cama, ficando de frente para mim, seus olhos pareciam mostrar determinação, mas não sabia do quê.

Olhei para a janela, vendo as arvores dançarem bruscamente com o vento, os pingos da chuva caiam como pedras, o som delas indo de encontro com o chão parecia ser várias bolas de gude caindo no chão. Os relâmpagos eram muito barulhentos, a luz transmitida mostrar uma parte do rosto de Donghae.

- Posso te dar um apelido? – Perguntou ele, com sua fraca, porém suave.

- Pode.

- Darei um apelido único, que somente eu posso usar mais ninguém. Eunhyuk é seu apelido, é assim que te chamarei de agora em diante. Eunhyuk.

- Eunhyuk, gostei.

Um sorriso brotou no rosto cansado de Donghae. Ele agora se inclinara em minha direção, dizendo bem baixinho ‘’me desculpe’’, mas não sabia do por que dele querer se desculpar. Ele foi se aproximando devagar, faltavam poucos centímetros entre nossos rostos. Ele fechou os olhos deixando o seu halito gélido tocar em minha pele, fazendo-me arrepiar. Não demorou muito e seus lábios tocaram nos meus de forma leve, mas demorada. Ele logo abriu sua boca deixando meus lábios totalmente presos aos dele. Que sensação maravilhosa. 

Tudo o que havia pensado nesses últimos dias, se fora. Achava que gostar de alguém do mesmo sexo era a coisa mais errada. Mas não é. Aquele pequeno gesto me fez perceber que tudo o que Donghae havia me falado, eram indiretas, eram frases que demonstravam seus sentimentos por mim. Cada lágrima que eu havia derrubado, era por desejar ser alguém importante para ele, sendo que eu já era. Nunca havia parado para pensar, que a besteira já estava feita. Que o que Kyuhyun me dizia era a verdade estampada na minha cara. Eu estava apaixonado por Donghae.

Seus braços contornaram meu pescoço, queria mais dele, mas não podia, ele estava fraco para fazer isso. Empurrei-o para a cama, sem deixar que nossos lábios se separassem. Assim que me certifiquei que Donghae estava deitado confortável, pude me debruçar em cima dele, sem ter malicia. Pedi passagem para seus lábios, que logo fora atendida. Sua boca era maravilhosa, explorei cada parte dela, sem pudor nenhum. Depois de marca cada pedacinho de sua boca, me desfrutei do sabor que sua língua me trazia. Nossas línguas pareciam dançar uma dança calma, porém viciante. Senti suas mãos explorarem meu corpo, fazendo-me ficar excitado , não pude ficar parado, apenas sentindo seus doces lábios, minhas mãos passearam em seu corpo tentando ver onde seria seu ponto fraco. Assim que pausei minhas mãos em seu pescoço, ele gemeu, deixando claro que era ali. Tomei as rédeas do beijo, chupando seus lábios, sabendo que no dia seguinte ficaria vermelhos e inchados. Paramos o beijo por falta de ar. Ele me olhou com aquele brilho nos olhos, não pude deixar de sorrir.

- Você sente o mesmo? – Perguntou Donghae, com sua voz baixa.

- Apenas por você.

Donghae sorriu, não pude deixar de passar minhas mãos em seu cabelo acobreado. Ele fechou os olhos para poder sentir mais de meu toque. Assim que percebi em que posições estávamos, senti uma onde de vergonha inundar-me. Me sentei na cadeira de forma ajeitada, Donghae ainda tinha os olhos fechados, pude perceber que ele estava dormindo. Como ele podia dormir numa hora dessas? Sorri bob com tal pensamento. Continuei fazendo carinho nele, suspirando.

Não podia ficar ali por muito tempo. Tinha que voltar para casa, tomar um banho e ir para a faculdade para arrumar as coisas do meu novo horário. Procurei uma caneta e um papel, deixando um simples bilhete.

‘’Fui á faculdade resolver alguns problemas, volto depois do almoço. Não se esqueça de tomar os remédios.

Ass:. Eunhyuk <3’’

Deixei o bilhete ao lado da cama, debaixo do copo que antes havia água. Peguei minhas coisas e saí do hospital indo em direção de casa. Assim que cheguei todos estavam dormindo, fui na ponta do pé até meu quarto. Assim que suspirei, meu celular vibrou. Uma mensagem de Kyuhyun

‘’O que Donghae tinha para você me deixar falando sozinho?’’

Quando Yesung me ligara, me pedindo para ir ao hospital, eu estava conversando com ele pela internet.

‘’Conto amanha ;]’’

Desliguei o celular, colocando-o em cima da cômoda, e fui tomar banho. A água quente que tomava conta de meu corpo levara embora tudo o que me cercava deixando apenas a sensação de ainda ter os lábios de Donghae nos meus. Passei o dedo no lábio de forma bem leve, deixando um suspiro tomar conta de mim. Como eram macios seus lábios. Mas agora que nos beijamos eu seria considerado gay? Ou bissexual? E amanha como reagiria ao vê-lo? Só de pensar em ver seus olhos, que possivelmente teriam aquele brilho lindo, cheios de esperança, me deixa com tanto medo. Medo de ter me apaixonado, medo de perder ele, medo de machuca-lo, medo de me machucar, medo de fazê-lo passar por tempos difíceis. Mas não importa o que passemos, eu quero estar ao seu lado, quero o ver sorrindo por minha causa. Quero que ele não tenha vergonha de dizer que eu sou a pessoa que o faz feliz. Será que é muito cedo pensar nisso? Seria cedo de mais pensar em ter um relacionamento sério?

Desliguei o chuveiro, colocando meu pijama, indo direto para cama. Não me atrevi a pensar no amanha, iria apenas aproveitar o hoje.

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