{Baby You Are...} Capitulo 4 - Novidades acompanhadas por dúvidas


[::P.O.V. HYUKJAE::]

Depois de cumprir minhas obrigações como estagiário, tive que ter um momento para poder controlar as minhas emoções. O fato de ter Donghae e Yesung conversando tão animadamente me deixava nervoso. Ryeowook, que acabei por chama-lo de Wookie, me olhava transmitindo calma.

A verdade é que estou confuso, toda vez que fecho meus olhos sinto as mãos geladas de Donghae acariciando meu rosto, como da vez em que acabara de acordar, seus dedos macios e gelados. Mas vê-lo com aquele... Emo egoísta me deixava irritado e chateado. Parece que ao meu lado Donghae não sorria desse jeito, não me olhava cúmplice de algo. Não que eu queira, mas eu não sei olhar para Yesung me faz sentir, inútil, fraco, impotente.

E para ser sincero Ryeowook me deu apoio, seus olhares me fez lembrar minha adorável mãe. Eu estava desconfortável, e isso era fácil de ver, só de olhar para ele, me sentia aliviado, confortável, pois ele sabe que eu estou em um caminho que eu desconheço.

Tratei de afastar essa linha de pensamentos, peguei minhas coisas e saí, deixando os ‘’melhores amigos’’ conversarem a vontade. Segui em direção á cafeteria do hospital, paguei um cappuccino e me sentei em uma das mesas. Estava tão absorto no sabor quente da bebida, que me assustei ao ver a cadeira da frente ser arrastada, e Wookie se sentar nela.

- Há quanto tempo você e Donghae se conhecem?

- Antes dele se envolver no acidente o vi na faculdade, mas nunca cheguei a conversar com ele.

- E quanto tempo pensa nele? – a pergunta me pegara surpreso, iria mentir, mas os Olhos de Wookie eram tão serenos e calmos, se eu mentisse provavelmente ele saberia.

- Desde a primeira vez que o vi. – fui sincero. – O que é isso? Por que sinto isso?

Não aguentei, deixei as lágrimas rolarem pelo meu rosto, estava cansado, seria obvio que qualquer coisa fosse motivo de choro. Mas se fosse só isso, eu até nem ligaria, mas pensar nos dois sorrindo um para o outro, um sorrindo, de quando o paciente acordara ele passara sua mão em meu rosto e depois ficara encarando ela, me deixava tão... Confuso. 

- O que você acha que é?

- Kyuhyun me dissera que eu estava apaixonado.

- Pelo pouco que vi, posso saber quem é ele, mas não pergunto o que seu amigo acha. Vou perguntar de novo. O que VOCÊ acha o que é isso que você sente?

- Não sei, e tenho medo de descobrir.

Ryeowook se levantou, arrastou sua cadeira ao lado da minha, apoiou a minha cabeça em seu ombro e fez carinho em meus cabelos. Depois das lagrimas cessarem, ele mudou de assunto, sabia que havia ficado desconfortável, e queria me ajudar. Como um cara que eu conheci em menos de um dia já conquistara uma grande confiança em meu coração em questões de segundos? Era isso que eu sentia em relação á ele, Ryeowook era meu anjo da guarda. E se eu ficasse com ele? O QUE? Hyukjae você não têm assunto o suficiente para pensar? Isso tudo é cansaço?

Depois de conversarmos assuntos constrangedores, do tipo os micos que já passamos, Ryeowook se pronunciara ir embora, pedi para que fosse para minha casa, como estudávamos na mesma universidade, o mesmo curso e na mesma sala, que eu não sei como não tinha reparado nele antes, teríamos prova no dia seguinte então seria uma boa estudarmos juntos. Estávamos a caminho do quarto de Donghae, tínhamos que avisar que estávamos de saída, ao entrar no quarto Yesung estava sentado na cama de Donghae, e como era de se esperar, estavam todos á sorrisos, fechei meu punho tentando me controlar. As mãos de Wookie deslizaram-se na minha mão, desviei meu olhar para ele e encontrei seus olhos me pedindo por calma, que logo iríamos sair da lí, não tive como retribuir um sorriso.

- Yesung, estou indo para casa. – disse o pequeno, deixando o mais velho estupefato.

- Normalmente você vai depois de mim.

- Sim, mas o Hyukie vai me dar uma carona.

- Hyukie? – perguntou Donghae, mas o ignorei, passei a segurar com força as mãos de Wookie, precisava me controlar aquilo ou seria fraco. – Você já está indo?

- Sim, irei levar o Wookie para um lugar.

- E que lugar? – perguntou o mais velho.

- Minha casa. – vi Yesung se levantar, mas foi segurado por Donghae, Wookie entendeu o que eu estava fazendo e logo me puxou para o lado de fora.

Caminhamos até meu carro sem nenhum comentário, sei que o meu modo de falar havia ter deixado uma má impressão para os dois, mas eu não me importava eu estava tão confuso com os meus recentes sentimentos, que nada mais me importava.

Chegamos à minha casa, e como era de se esperar, meu pai estava trabalhando e minha mãe dormindo. Subimos até meu quarto e ficamos estudando até cair no sono.


[::P.O.V. KYUHYUN::]

Depois de Hyukjae ter me deixado sozinho, fiquei pensando em sua situação. Estava preocupado, sei que ele está apaixonado e conhecendo o meu amigo, sei que não será fácil ele admitir e provavelmente irá se machucar com facilidade. Estava tão absorto em meus pensamentos que me assustei ao ver Sungmin sentando na minha frente com um olhar sério.

- Irei te perguntar uma coisa em nome de meu amigo Donghae.

- O que é?

- Me conte tudo o que você sabe sobre Hyukjae, assim faz aquele doente parar de me perguntar sobre ele.

- Bom, o pai de Hyukjae é o dono do hospital em que seu amigo se encontra internado, ew a mãe dele é dona de casa, mas nos últimos anos ela têm tido sua saúde frágil, por isso não trabalha muito e fica descansando. Por causa do pai, Hyukjae teve a pressão de ser pó herdeiro, agora com o estado da mãe, a pressão aumentou por causa disso ele desistiu de estudar medicina, mas quando sua mãe era mandada para o hospital, ele mudou de ideia, começando a estudar enfermagem. Sua mãe é quem sempre brincava com ele, sempre com um sorriso no rosto, seu pai sempre frio então não é muito chegado nele. 

‘’seu pai brigou com ele dizendo que era por culpa do Hyukjae que a mãe dele estava daquele jeito. Não vou mentir, era verdade sempre que a mãe dele tinha que descansar e tomar remédio e tudo mais Hyukjae queria que ela brincasse com ele, queria que ela corresse com ele e tudo mais, e ela fazia isso, é seu único filho não se pode negar um desses pedidos. E Hyukjae sabe muito bem disso, o pai dele brigou tanto com ele, que Hyukjae nunca mais saiu de casa para brincar, os poucos amigos que tinha se foram, quando tinha uns oito anos de idade ficava trancado no quarto estudando, como se o que aquilo que ele aprendia deixasse á um passo mais perto da faculdade, á um passo mais perto de se tornar alguém digno de cuidar da saúde da mãe. ’’

‘’Todo dia, ele ia para a escola sozinho, voltava sozinho, nos conhecemos naquela época, e juro que nunca havia escutado sua voz. Teve um dia que eu tomei liberdade e conversei com ele, desde então Hyukjae se abrira comigo, mas não totalmente. Quando o conheci fiquei com um sentimento no peito, que eu não pude negar, eu queria estar ao lado dele, protegê-lo e se Hyukjae quisesse chorar, podia chorar em meu ombro, tenho esse sentimento até hoje. Não quero me gabar, mas eu sou o único amigo que ele tem, e o conheço de uma forma que até eu me assusto, e te digo Sungmin, sei que ele sente algo por Donghae, mas não sabemos qual sentimento é, acredito que nem ele mesmo sabe. ’’

‘’Vou ser sincero, tenho medo de que Hyukjae saia machucado, ele não sabe nada sobre sentimentos, o fato do pai dele ter brigado com ele, o fez nascer de novo o que é amigos? O que é o amor? Se você perguntar á ele, tenho certeza de que ele irá olhar em seus olhos e dizer que não sabe. Sim ele não sabe e têm medo de saber, pois eu sempre contei a ele o que eu sinto em relação á outras pessoas. Quando eu falei pra ele que era homossexual, ele ficou espantado, e chegou a procurar em livros sobre o homossexualismo, mas no final ele ignorou o fato e ficou interessado nas minhas histórias. Quando disse que estava gostando de um cara daqui da faculdade, ele ficou interessado e foi aí que ele viu o Donghae pela primeira vez. ’’

‘’Sungmin sei que ele está perdido, e com medo, mas eu não sei o que fazer, quero te pedir ajuda para isso, fale com seu amigo e peça para que ele seja sincero em seus sentimentos, se ele não gosta de Hyukjae, que fale agora, antes que ele se machuque, porque se algo acontecer não vai ter um ser humano que me segure.’’

Sungmin escutara cada palavra minha com atenção, eu estava com vontade de chorar, mas não ia, aguentaria, se ele quisesse ver o meu verdadeiro eu, ele tinha que perceber que eu fiz uma besteira enorme no meio da minha história.

- Você gosta de alguém Kyuhyun?

Droga fui pego. O que fazer, devo admitir? Devo mentir?

- Sim.

- Por quem?

- Por que quer saber?

- Não é nada... Se não quiser contar.

- Vamos lá fora, e eu te mostro quem é. Preciso contar para alguém isso.

Sungmin me olhava triste, eu tenho certeza de que ele sente por mim, por que eu já perguntei para Donghae. Sim eu já conversara com ele, mas não estou pronto para dar o meu melhor amigo á ele, não confio. Nas ultimas semanas eu consegui me aproximar deles de uma forma tão surpreendente que, cada dia eu ia dormir com um sorriso largo nos lábios. Não sei mentir, cada vez que Sungmin falava, nem que fosse do dito cujo, ele me deixava uma marca, sua voz seus lábios seu sorriso, tudo me deixava nas nuvens.

Chegamos ao lado de fora da faculdade, faltava cinco minutos para as aulas voltarem, e eu tinha que fazer aquilo, aqui e agora. Assim que chegamos em um lugar onde não tinha ninguém Sungmin me olhou me perguntando onde estava a pessoa, assim com a mínima coragem que eu havia juntado, estiquei meus braços, com o braço esquerdo puxei a cintura de Sungmin para perto de mim, assim que nossos corpos estavam colados, cortei a distancia que seus lábios estavam dos meus. Beijei-o de leve, com a mão livre apoiei em seu pescoço, não pedi passagem, estava muito cedo para isso. Assim o sinal tocou, e me separei dele, que ainda estava com os olhos aberto assustado. Afastei-me de seu corpo, dei um sorriso.

- Depois a gente conversa, agora eu tenho que ir pra aula, vê se não se atrasa heim.

Sai correndo, a vergonha tomou conta de mim que me senti um covarde. Não tive como conter, corri pra sala e assim que a aula acabasse eu tentaria fugir de Sungmin, não estou com coragem de encara-lo, ele deve estar me odiando.

E assim eu fiz, quando o sinal da saída tocou saí como um foguete, indo direto para o curso de informática. Desliguei-me de tudo que se relacionasse á Sungmin e faculdade, agora era eu e meu amado computador. Prestei atenção em tudo o que o professor dizia. Não deixava nenhuma informação vazar, cada exercício foi feito com sabedoria, me senti orgulhosos e satisfeito.

Quando o curso terminou, já era umas sete horas, senti meu celular vibrar, era uma mensagem de Sungmin, fiquei nervoso, comecei a tremer, mas ainda sim li sua mensagem.

‘Venha ao parque na frente da faculdade, temos que conversar.

- Sungmin. ’’

Pronto agora eu ia morrer com certeza ele juntou seus amigos fortes, que eu não sei se ele tem, e iria me bater até que eu morresse. Meio relutante fui até o parque, já era noite e as ruas eram iluminadas pela luz dos postes, não demorei muito para ver o semblante dele sentado na balança. Aproximei-me dele, toquei em seu ombro logo seus olhos se direcionaram para mim, um calafrio passou por minha espinha, é ele iria me bater.

- Me desculpe por hoje de manha, eu não tinha a intenção de te beijar, mas você perguntou, e eu não tinha coragem para falar que era por você de quem eu gosto...

- Então você realmente gosta de mim? Kyuhyun, era só falar eu não ia te julgar.

Meu mundo caiu, me julgar isso significa que ele não gosta de homens, mas que burro eu era estava tão perdido em seu sorriso que esqueci de pensar na possibilidade de Sungmin ser heterossexual, como era burro.

- Ah, me desculpe, era isso? – Sungmin não falara nada. – Então, me desculpe de novo por hoje de manha, e... Bom vou indo já está tarde.

Virei-me para ir embora, andei em passos lentos esperando ele vir em minha direção e dizer que eu estava errado, mas nada aconteceu, então passei a andar correndo, logo sinto seus braços circundarem a minha cintura, parei de andar na hora.

- Sinto o mesmo por você Kyuhyun, sinto em dobro, em cada veia de meu corpo eu sinto o meu amor por você, por isso não se desculpe.

Virei-me para fita-lo, mas não deu tempo, pois Sungmin me beijara. Logo ele pediu passagem e foi atendida. Seu beijo não era como o de hoje de manha, esse era doce, gostos, dava para sentir a nossa cumplicidade se iniciando, iríamos ser amantes, e aquele beijo era prova disso. Cada dia de espera valeu a pena, os sonhos e a promessa de parar de jogar starcraft só para tê-lo em meus braços valera a pena, agora tinha que cumprir.

- Você não ia para casa Cho Kyuhyun?

- Acho que dessa vez eu posso chegar tarde.

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