{Baby You Are...} Capitulo 3 - A new friendship


[::P.O.V. HYUKJAE::] 

Assim que o médico escutou o nome do paciente, ele correu em direção do quarto sendo seguido por mim. Estava assustado, fazia quase duas semanas que ele estava em coma e agora estava acordado, e ainda mais passando a sua mão, que era muito macia por sinal, em meu rosto.

Entramos no quarto vendo o tal Donghae que estava sentado direito olhando para sua mão direita. Não era a mão que ele usara me alisar? Alisar-me, ficou mal essa frase, o que eu estou pensando?Assim que nossos olhos se encontraram pude ver seu rosto brilhar, como se ele quisesse sorrir, mas por causa do tubo ele não podia.

O médico chegou perto dele, lhe perguntou se conseguia respirar, tendo como respostas um sim com a cabeça, logo o aparelho foi tirado sendo posto no lugar uma máscara, essas que se é usado para fazer inalação em pessoas com bronquite ou asma.

- Parece que está tudo bem, amanha começaremos a bateria de exames, peço á você Hyukjae que assim que a faculdade terminar venha para cá, quero que você prepare o paciente.

Assenti, o médico saiu do quarto deixando-nos sozinhos. Não conseguia olhar para ele, já que seus olhos me analisavam de uma maneira tão intensa que me senti muito envergonha e nu. Passei a mão direita na nuca, tinha que falar algo, mas não sabia o quê. Ficar em sua presença me deixava muito nervoso. Olhei para a bolsa de soro vendo que estava no fim, caminhei até a cômoda ao lado da cama, tirando uma nova bolsa cheia com o liquido transparente. Troquei a bolsa sentindo o seu olhar em cada movimento meu. Aquilo estava me deixando nervoso. Assim que terminei me afastei dele, indo em direção da porta, me virando apenas para avisar.

- Apenas descanse depois eu volto para ver como está a sua temperatura. – Estava começando a caminhar quando sua voz se fez presente naquele quarto silencioso.

- Ainda se sente cansado? - pude perceber que sua voz era fraca, mas não deixava de ser bonita.

- Como assim?

- Você me disse, que estava cansado.

Senti meu coração parar de bater. Como assim?Ele escutou eu reclamar de minha rotina pesada? O que fazer? Senti um calor tomar conta de meu rosto, estava ficando ruborizado, tratei de desviar o seu olhar, dando uma risadinha pequena e baixa.

- C-como as-s-ssim? – ótimo além de não ter nenhuma outra frase em meu vocabulário, eu estava gaguejando., pude ver que o rapaz me olhava divertido, soltando uma risada que fora abafada pela mascara.

- Não foi você que reclamava para mim sobre sua rotina ser entediada e cansativa?

Fiquei paralisado, tudo o que falara, pensando que ele não escutava ele acabara de admitir que ouvira, isso me deixou muito, extremamente nervoso. 

- Ah..is-s-sso...é...eu v-v-vou ali.

Saí sem olhar para trás, no momento em que fechei a porta, me encostei-me a ela colocando a mão no peito, meu coração batia em um ritmo tão acelerado, tão...nervoso, como era possível eu estar ali respirando e ficar em pé? Perdi meu equilíbrio, me sentei no chão em frente a porta. Sungmin apareceu em minha frente, com um olhar preocupado.

- Omo, você está bem? – perguntou o garoto.

- Sim estou bem, ah o paciente acordou, vá ver ele.

Sungmin assentiu, chamou a pequena garota e adentrou no quarto, Kyuhyun veio em minha direção e me levou até a cafeteria que tinha na frente do hospital. Lá contei tudo o que havia acontecido, como ele era meu melhor amigo não tive medo de falar sobre o que sentia em tal situação.

- Você está apaixonado. – Concluiu ele.

- Só por que você está não quer dizer que o mundo inteiro esteja, Kyuhyun.

- Quando eu vi Sungmin, eu senti isso, não tenho duvidas, você está apaixonado.

- Não estou isso deve ser carência, não fico com ninguém já faz um bom tempo.

- Guarde as minhas palavras Hyukie, um dia você vai me dizer que eu tenho razão.

Será? Kyuhyun realmente tem razão? Lembrar-me que ao acordar sua mão estava em meu rosto, eu poderia dizer que ele gosta de mim, mas e se ele fizera aquilo apenas para provar a si mesmo que estava vivo, que não era de sua imaginação estar em um quarto de hospital vivo?

Assim que terminei de desabafar, Kyuhyun fora levar Sungmin para casa, me deixando sozinho no hospital. Não queria vê-lo agora, então me sentei à mesa perto da recepção e me pus a ler os livros da faculdade. Uma hora e meia havia se passado, e eu tinha queria ao seu quarto para lhe dar os cobertores, se não o paciente iria passar freio e a culpa seria minha, e com razão. Andava no corredor silencioso, e por acidente me esbarro em um ser que não sei de onde veio, mas pude perceber algumas coisas: um ele estava totalmente de preto, que medo; e dois ele deixou algo cair.

Agachei-me para pegar o tal objeto, que era um livro grosso, deveria ter uma quinhentas paginas, ao olhar a capa pude perceber que era de medicina, então o jovem que correra sem olhar para trás e não perceber que aquele tijolo havia caído no chão era um estudante de medicina? Fui despertado de meus pensamentos quando um garoto baixinho de cabelos castanhos, ofegante parava em minha frente apontando para o livro em minhas mãos.

- Aish, por acaso esse livro é do moço de preto que acabou de passar correndo por aqui? – assenti ele logo pegou o livro em minhas mãos. – Obrigado por pega-lo, e me desculpe se ele te machucou.

- Não, estou bem, mas... Você o conhece?

- Oh, sim é uma historia complicada. Alias me chamo Ryeowook, e você?

- Hyukjae, sou enfermeiro estagiário daqui.

- Ah eu também sou, finalmente um amigo.

- E aquele estudante de medicina

- Yesung, ele também é estagiário aqui, ele estava correndo quando ficou sabendo que um ‘’amigo’’ que antes estava em coma, acabou de acordar.

Não sei se foi a minha imaginação, mas o amigo, que Ryeowook falara era seu inimigo, não sei sua voz era pesada e com raiva, era fácil de ver que ele era homossexual e que gostava do tal Yes ser, eu ri com a minha piada ridícula.

- Bom Hyukjae, eu vou indo até mais.

Antes mesmo que pudesse lhe responder o baixinho sairá correndo em uma velocidade impressionante. Ignorei e passei por uma enfermeira que me avisou já ter passado no quarto de Donghae, que eu estava dispensado.

Não demorei muito, peguei meu carro e fui em direção de casa, onde meu pai não havia chego, estava dando palestra para alguns universitários. Antes de subir ao meu quarto, fiz qualquer coisa para comer já que minha mãe se encontrava dormindo. Subi as escadas de forma lenta e cansada, indo tomar banho para tirar todo aquele nervosismo que Donghae me trouxera.

Assim que me deitei na cama deixei meus olhos fecharem e que quaisquer pensamentos tomasse conta de mim. Sendo assim ele me veio a cabeça. Seus olhos negros, sua boca, sua voz fraca, tudo o que havia visto nele era passada em câmera lenta em minha mente.


Acordei com o som do despertador, de modo automático me levantei indo para o banheiro tomando um banho e me arrumando para a faculdade. Desci as escadas com preguiça, estava sem vontade de sair de casa. Tomei um café e logo me pua a caminho da faculdade.

As aulas estavam chatas, mas fiz um esforço muito grande para poder prestar atenção em tudo, afinal se estava fazendo estagio minhas notas tinham que subir não é? Se eu estivesse entediado com certeza as aulas se arrastariam, mas como eu estava em uma concentração, que até eu me assustei não tinha motivos para as aulas demorarem muito. 

Logo era hora do almoço, não iria ter aula depois, então deixei Kyuhyun babando no Sungmin, enquanto ia em direção do hospital. Estacionei o carro, dei entrada, e logo fui em direção á sala do médico, sendo informado que outro estagiário, dessa vez em medicina iria cuidar do mesmo paciente que eu. Era impressão minha ou todo mundo quer cuidar daquele moleque? Se eles soubessem como ele é meio pirado e que escuta coisas que deveria esquecer, eles pensariam duas vezes antes de pedir para cuida-lo.

Ignorando tudo, fui em direção ao quarto de Donghae, assim que abri a porta vi um ser de jaleco verde claro, que ao ouvir a porta sendo aberta se virou para me olhar. Reconheci-o na hora era ele com quem havia me esbarrado ontem. Olhei para Donghae que fitava o tal Yesung de uma forma tão... Admiradora, que senti meu peito apertar.

- Então Yeye, você vai vir todos os dias? – Perguntou o jovem rapaz. Como assim Yeye? Mal conhece o cara e já bota apelido nele. Espere aí... Um amigo que antes estava no come a agora acordou, será que o pequeno Ryeowook estava falando de Donghae? Será esses dois têm alguma coisa? E desde quando eu me importo com isso?

- Acho isso meio obvio não é Hae-ah.

- Bom o que devo fazer então? – Perguntei, fazia questão de atrapalhar aquela conversa melosa dos dois, não quero saber disso na minha frente, saco. Yesung me olhou, parecendo me analisar, que vontade de quebrar a cara desse moleque, mas vou me conter.

- Vai pegar um café para mim.

CAFÉ? TA ACHANDO QUE ISSO É UM RESTAURANTE SEU MANÉ? Apesar de ficar nervoso eu tinha que obedecê-lo, afinal ele era mais velho que eu, já que se formaria esse ano, e eu daqui a dois anos.

Assim que saí do quarto indo em direção á maquina de café, me encontrei com o Ryeowook.

- Como está?

- Poderia estar melhor, o Yesung é medico estagiário do mesmo paciente que eu.

- Então posso te acompanhar até lá?

- Claro.


[::P.O.V. DONGHAE::]

Estava me sentindo muito entediado, ficar deitado nessa cama estava me deixando muito preguiçoso. Queria sair, ter uma conversa natural com Hyukjae, quero ouvir sua voz saber como é a sensação de ter um amor correspondido. Mas ele gosta de homens? Não sei e se não gostar farei com que goste exclusivamente de mim.

Quero brincar com July, que nessas horas deve estar na escolinha, aprendendo a ler para trazer livros para mim, ela gosta de mostrar para mim o que aprende na escolhinha e isso me deixava com orgulho de pai.

Não demorou muito para um rapaz adentrar no quarto, o reconhecera de qualquer lugar, era o meu melhor amigo Yesung. Eu Minnie e Yeye éramos os três mosqueteiro quando pequenos. Não escondíamos nada e sempre ficávamos juntos, mas quando o assunto faculdade se tornou nossas metas, deixamos claro nos encontrar apenas nos finais de semana, para não atrapalhar os estudos. 

- Como está Hae-ah?

- Bem, e você veio me visitar?

- Sou estagiário, serei médico assistente.

Eu ia dizer algo, mas Hyukjae entrara no quarto, não sabia o que fazer, queria dizer para Yeye sobre o novo rapaz da qual eu estava começando a gostar, mas a minha felicidade era tanta que não pude deixar de sorrir. Ter os dois no mesmo lugar era como um sonho, na para tanto, mas parecido com isso. 

Mas logo tomei as rédeas da conversa, perguntando se ele viria todos os dias, mas Hyukjae chamou a atenção de novo tendo como resposta á sua pergunta uma ‘’vai pegar café para mim’’. Quando Yesung falava aquilo, significava uma coisa. Assim que Hyukjae saiu do quarto ele se pos a sentar na beirada da cama.

- Lee Donghae, pode me explicando esse sorriso.

- Droga fui pego. – dei uma risada baixa. – gosto de ouvir a voz desse rapaz, ela é doce macia não sei explicar, e assim que vi seu rosto, nossa... Sem comentários.

- Fique esperto, esse moleque é filho do dono desse hospital, dependendo de suas ações, isso pode ficar preto pro lado dele.

- Disso eu não sabia, mas mudando de assunto, e o Wookie?

- Ainda correndo atrás de mim.

Novamente fomos interrompidos pelo som da porta, Hyukjae entra no quarto com o copo de café e conversando com o Wookie que o me ver deu um sorriso fraco, saia que ele morre de ciúmes de mim com o Yeye, mas o coitado mal sabe de suas armações.

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