{Baby You Are...} Capitulo 16 - Presentes



[::P.O.V. HYUKJAE::]

Recuperei minha consciência, vendo que estava em dos quartos do hospital. Na cadeira encontrada ao lado de minha cama, estava meu pai que se pos de pé ao me ver acordado.

- Como se sente? – Perguntou ele calmamente.

- Bem melhor.

- Vá tomar um banho, já preparei uma roupa e toalhas.

- Como ele está? - Meu pai erguera o olhar para mim com um doce sorriso em seu rosto.

- A cirurgia fora um sucesso. Ele está bem, devemos considerar isso um milagre.

- Quando ele vai acordar? – Perguntei sentindo a animação vir até mim

- Não irá demorar muito, acredito eu.

Levantei-me livrando das agulhas que estavam em meu braço, e corri para o banheiro. Agora que sabia que Donghae acordaria qualquer hora, nada me deixaria triste. Queria lhe fazer uma surpresa, já havia pensado em fazê-lo, mas nunca levei á sério, pensando em fazer isso mais para frente.

Despi-me sentindo a água morna cair sobre meu corpo. Passava meu sabonete pensando que era mão de Donghae, é claro que evitei o máximo não ficar excitado, mas a carne é fraca. Aliviei-me tendo os piores pensamentos existentes no mundo. Mas estava feliz, saber que ele iria correr, literalmente, para meus braços. Pensar na sensação de sentir seus braços em torno dos meus, me deixava ansioso.

Terminei o banho, trocando a roupa, que parecia ser minha, meu pai deve ter trazido de casa. Saí do banheiro encontrando meu pai, que me esperava para levar-me até o quarto de Donghae. Aproximei-me dele, contando-lhe o que queria fazer, era algo simples como um presente para Donghae, tendo a resposta de que conversaria com minha mãe. Senti-me com quatorze anos quando tudo o que eu queria fazer teria que conversar com ambos, para que me deixasse sair com amigos ou coisa do tipo.

Caminhamos pelos corredores, vendo Sungmin, Kyuhyun, Ryeowook e Yesung no corredor. Wookie correra em minha direção quando me vira, pois estava preocupado com a minha situação, pelo fato de ter desmaiado na hora em que Donghae dera aquela reação.

- Estou bem melhor agora que descansei. – Acalmei o baixinho.

- Não me deixe preocupado desse jeito. Já não basta o Donghae. – Pronunciou Sungmin.

- Você não está bravo comigo? – A minha pergunta o fez rir.

- Não se preocupe Hyukjae, sei que estava mais preocupado do que eu.

Abraçamos-nos sendo separados pelo Kyuhyun que dera uma de ciumento. Demos risadas e pedi permissão para entrar no quarto de Donghae. Peguei o crachá, entrando no quarto, vendo que ele dormia serenamente, sem tubos em seu rosto, apenas com a agulha em seu braço recebendo o soro. Sorri ao vê-lo de forma bela, sem nenhum tubo, nem batimentos cardíacos baixos, que agora batiam em um ritmo consideravelmente regular. Aproximei-me dele, sentando na cadeira, segurando sua mão, sorrindo abobadamente.

-Hae-ah, eu vim aqui dizer oi, tenho que sair. Agora que soube que está fora de perigo eu quero lhe dar um grande presente. – Depositei um beijo em seus lábios ouvindo uns gritinhos abafados, olhei para a porta vendo que todos olhavam a cena e, provavelmente, ouviram o que eu havia dito, senti meu rosto queimar. – Prometo voltar. – Beijei a testa de Donghae e sai do quarto, indo em direção de Sungmin.

- July está no orfanato? 

- Sim, por que pergunta?

- Hyukjae eu disse que conversaria com sua mãe. - Pronunciou meu pai.

- Sabe que vou ignorar essa resposta não é? – Perguntei arrancando risadas do mais velho.

Peguei a chave do carro e sai em direção da garagem. Entrei no carro dirigindo em direção do orfanato. A estrada estava livre, como não estava com pressa, eu dirigia em velocidade média. Não demorei em chegar nos portões de ferro enferrujado que guardavam o grande prédio que em seu jardim tinha algumas crianças brincando.

Sai do carro, apertando o alarme do carro. Caminhei até o portão onde duas mulheres me deram entrada. Logo fui recepcionado pela diretora do orfanato, que me atendera com um grande sorriso no rosto. Ela me levou até sua sala onde pudéssemos conversar mais a vontade.

- Acredito que se interessou pela July. – Disse a diretora sorridente.

- Sim, gostaria de adota-la.

- Bom, meu jovem sei que és próximo ao Sr. Donghae, e sei que está fazendo isso por ele.

- Na verdade é para os três. Em pouco tempo me apeguei á pequena, e como ela passa bastante tempo conosco, gostaria de adota-la.

A conversa durou bastante tempo, até que a diretora pediu para que um de suas ajudantes pedisse para que a July arrumasse suas coisas para ir para sua nova ‘’casa’’. Senti-me feliz nesse momento, iria adotar July e me mudar para a casa de Donghae, perguntei á meu pai se ele pudesse cuidar do assunto da papelada do casório, eu pediria Donghae em casamento, quero proteger Donghae, o quero perto de mim para que nada de ruim aconteça á ele, que nunca passemos as mesmas dificuldades que passamos durantes esses meses.

Assinei toda a papelada que a diretora me pedira tendo mais uma longa conversa. Logo a diretora me levou para o portão onde July esperava com um bico nos lábios, deve estar pensando que é outra pessoa que veio lhe adotar. A chamei fazendo seus olhinhos pequenos virarem para mim acompanhados de um sorriso. A pequena correu em minha direção com braços abertos, soltando uma risada gostosa de criança. A peguei no colo, me despedindo da diretora, e lavando a pequena comigo até meu carro.

Coloquei-a sentada no banco de trás com cinto de segurança, e logo fui para o banco do motorista, dirigindo o carro em direção do hospital.

- Você é meu appa agora? – Perguntou a pequena.

- Bom, se quiser, mas na verdade o Donghae irá ser.

- Então venha morar com a gente, quero vocês dois juntos.

Sorri com o comentário da pequena, ela era novinha demais para entender sobre tal assunto, mas mesmo assim o faz de forma tão... Adulta. Ela nunca me julgou, e acredito que ela já deve ter nos pegado beijando, disso eu tenho certeza, de vez em quando eu escutava algumas risadinhas que eram parecidas com a dela. Mas mesmo assim, penso que seria melhor se me vesse como oppa, para que quando fosse á escola ninguém confundisse, nem a tratasse mal. Mas ela era esperta demais.

Dirigi até o hospital, July correu até Sungmin dando um abraço e contando a novidade, de que agora tinha dois pais. Meu pai olhou para mim com brilho nos olhos. Conheço o velho, ele se faz de durão tentando deixar seu coração apenas para minha mãe, mas sei que ele gosta de mengo. Ele logo se aproximou da pequena, se agachando para ficar na sua altura. Deixei os dois ficarem a vontade e entrei no quarto de Donghae, onde ele ainda dormia. Sentei na cadeira passando a mão em seus cabelos acobreados, como ele era lindo.

- Pronto, seu presente já está pronto, espero que os receba de braços abertos, Hae-ah.

Sussurrei logo Yesung entra no quarto dizendo que o horário de visitas havia terminado. Levantei-me depositando um selar em Donghae e saí. Peguei a July para que ela desse uma olhada em Donghae, e ela fora rápida, logo voltou, pronta para irmos para casa.

Eu e July fomos para a casa de Donghae, olhamos pela casa a procura do quarto que usaríamos para instalar July. Pegamos um que as paredes eram brancas, e tinha uma cama e um guarda roupa. Simples até o que me deixara aliviado. 

- July, sei que Donghae vai brigar, mas vamos pintar esse quarto para que deixe á sua cara?

- Vamos!

Olhei pela casa a procura de tintas, sei que ele guarda pois um dia me falara sobre a ideia de que ele tinha em pintar o apartamento, mas que estava sem vontade. Procurei pelas tintas e logo as achei na dispensa que ficava do lado da lavanderia. Peguei a cor mais clara que tinha e levei, junto com os pinceis, até o quarto.

Arrastei a cama e o guarda roupa para a sala sabia que os vizinhos do andar de baixo iria reclamar, mas no momento eu era o único que conseguia levantar aqueles móveis, até que July tentou ajudar carregando os travesseiros.

Espalhei jornal pelo chão e abri o pote de tinta. Eu e July pegamos os pincéis mergulhando-os na tinta e espalhando pela parede. Ficamos pintando a parede por horas, sem notar que já era noite, só fora reparar que era tarde quando minha barriga reclamou de fome.

Fui para a cozinha e preparei um ramyun. Fiz uma panela em que dividimos, ficamos sentados na mesa da cozinha comendo e imaginando como terminar de pintar a parede. July tinha vontade de desenhar eu Donghae e ela, como uma família feliz, achei uma boa ideia, pensaria em como Hae iria ficar feliz em saber que a pequena o considera tanto.

Depois de lavarmos a louça voltamos a pintar, como era apenas uma parede, faltou apenas um pouquinho para terminar, não queria que a pequena ficasse tão cansada, afinal passaria a tarde com Donghae já que eu tinha outros assuntos para cuidar.

Depois que resolvemos terminar por ali mesmo, dei banho na pequena, e logo dormimos na cama de Donghae, que era de casal, sendo que cabia umas vinte pessoas de tão larga que era.

Acordei com a pequena me chacoalhando, pela suas roupas ela já estava pronta para ir ao hospital.

- Acorda Appa.

Sorri ao ver que a pequena já me considera parte de sua família, nova família. Me levantei, indo ao guarda roupa pegar uma calça jeans e uma camiseta branca. Tomei meu banho rápido, para depois mergulhar no perfume. Terminei de me arrumar ao por uma camisa xadrez azul. Saí do quarto e fiz um café parar tomarmos, enquanto July assistia desenho animado no sofá.

Tomamos o café e logo fomos a caminho do hospital, durante todo o trajeto, pedi á July que não deixasse Donghae perguntar sobre mim, caso ele esteja acordado. Ela me respondeu que iria falar tanto, que nem ar iria precisar.

Estacionei o carro na vaga de enfermeiros, e levei July até Sungmin, que já a esperava. Minnie pegou a pequena no colo, indo em direção do quarto de Donghae, deixando eu e Kyunnie sozinhos.

- Como está Donghae?

- Acordou faz uns cinco minutos. Os médicos estão espantados com a recuperação dele.

- Queria vê-lo.

- Vai ver, mas agora vire homem e vai comprar o anel.

Sorri para Kyuhyun e saí do hospital, indo para meu carro. Ao sentir o banco de coro com temperatura alta, por ter ficado no sol, pude soltar uma risada. Ele acordara e nem se quer fazia ideia do que estava prestes a receber de presente. Donghae vai sorrir em ver a pequena, mas acredito que irá ficar mais feliz em saber o que eu estava tramando para ele.

Liguei o motor do carro, vendo Ryeowook bater na janela. Ele fizera sinal para que a abaixasse para que pudesse conversar.

- Posso ir junto? Acredito que não sabe muito sobre noivado. – Sorriu o baixinho.

- Entra.

Logo Ryeowook entrou no carro, e dirigi até uma joalheria em que Wookie dissera ser de confiança. Alianças bonitas e baratas era o que eu precisava. Estacionei o carro perto da loja, e logo entramos no local, sendo recepcionado por uma mulher bem vestida e maquiagem bonita.

- Sejam bem vindos. Em que lhe posso ajudar? – Perguntou a mulher com um sorriso no rosto. Era impressão minha ou todo mundo está sorrindo belamente?

- Quero ver um par de alianças para noivado.

Logo a atendente nos levou para vermos as variedades de alianças que a loja tinha. Eram vários tipos algumas mais largas, finas, com detalhes, sem detalhes. Olhei para Wookie em um pedido silencioso de ajuda. Queria algo simples porém significativo, quero algo que seja bem a cara de Donghae.

- Pode nos mostrar essa? – Pediu Wookie ao ver um par de largura média, com uma faixa dourada no centro que era mais clara do que o interno da aliança. Era bem bonito e simples, era exatamente o que procurávamos.

- Vocês podem gravar os nomes? – Perguntei, olhando para a atendente.

- Sim. Como quer escrito?

- Ah, na verdade preciso de duas alianças... – Ia falar, mas senti vergonha, nunca se sabe onde iremos encontrar algum homofóbico.

- Masculinas? Sem problema. – A atendente, pegou um papel e uma caneta. – Anote o que quer que seja escrito, por favor.

Peguei a caneta e escrevi o meu nome e o de Donghae. Atendente esclareceu que iria levar cerca de 20 minutos para estarem prontas. Eu e Ryeowook resolvemos andar pela rua, enquanto as alianças estavam sendo gravadas.

Uma das lojas me chamara atenção. Olhei pela vitrine e achei a cara de July, quero dar algo de presente á pequena, acho meio injusto apenas presentear Donghae. A garota é pequena e viveu sem pais, ela merece um mimo. Entrei na loja com Wookie e compramos o urso de pelúcia do peixe Nemo. Paguei pelo bichinho, e logo voltamos para onde o carro estava, guardei a sacola no banco de trás. Tranquei o carro, e resolvemos tomar um sorvete, paguei um para mim e para meu amigo, enquanto conversávamos sobre o casamento.

- Posso conseguir um padre, que não tenha preconceito algum, para fazer a cerimônia.

- Wookie, o casamento vai ser mais pra frente, quando Donghae tiver totalmente recuperado. Não quero que seja agora.

- Que tal para daqui á seis meses?

- Pareço um tempo bom.

- Ótimo, tenho seis meses para cuidar de tudo isso.

Ri com o pensamento do baixinho, ele realmente estava animado com a história toda. Depois que os vinte minutos se foram, voltamos para a joalheria, onde a atendente já estava com ambas as alianças prontas. Estava pegando minha carteira mas Wookie não deixou.

- Presente. Eu pago.

Sem soltar a minha mãe, para ter a certeza de que eu não pegaria a carteira, Ryeowook pagou pelas alianças, que estavam guardadas dentro de uma caixinha de veludo preto. Coloquei a caixa no bolso da jaqueta, e logo nos dirigimos para o hospital. 

Estava tão nervoso, que podia sentir as minhas mãos suarem e meu coração bater acelerado. Faltava alguns metros do hospital, e cada centímetro era uma batida a mais. Depois de estacionar o carro, eu e Wookie fomos em direção do quarto, mas antes de entrar eu parei, respirei fundo tentando me acalmar. Kyuhyun me dera um copo de água para me acalmar, e só então pude ver que todos estavam ali, até mesmo minha mãe, que quase não saia de casa. Novamente respirei fundo e entrei no quarto, encontrando aqueles olhos lindos me fitando novamente. Sentei-me na cadeira ao lado, vendo que Donghae estava sério.

- Pensei que não queria me ver. – Disse ele.

- Você não sabe o quanto sofri apenas esperando ver esse seu olhar.

- Sinto que passou por maus bocados, gostaria que fosse o primeiro a me ver.

- Não vai me perdoar?

- Não.

Respirei fundo novamente tentando esconder meu nervosismo. Olhei para a porta e vi todos se aglomerando para poder ver o que se passava entre nós. Fiquei mais nervoso, vendo que batia a perna no chão como se estivesse escutando uma musica, de tão nervoso que eu estava. Donghae me olhava interrogativo, sabia que tinha algo de errado comigo, mas não sabia o que era. Tomei toda a coragem do mundo e me ajoelhei tirando de meu bolso a caixinha de veludo negro, fitando sua reação espantada. Engoli em seco, tentando ter confiança em minha voz, rezando para que ela não falhasse em um momento daqueles.

- Lee Donghae, aceita se casar comigo? – Perguntei, vendo lagrimas em seus olhos. Ele sorriu logo colocando as mãos na boca, estava espantado, surpreso, era isso que eu queria.

- Aceito.

Gritos surgiram no lado de fora do quarto, tendo a porta aberta, todos vieram nos abraçar, desejando felicidades. A pequena July veio para meu colo, me dando um beijo no rosto.

- Você foi bem Appa. – Me disse a pequena, os olhos de Donghae novamente me mostraram surpresa.

- Como assim Appa?

- Essa é a segunda surpresa. Adotei July, agora ela é nossa filha.

- Como posso ter o melhor namorado?

Rimos todos, e logo Sungmin tirou July de meu colo, me empurrando para Donghae, foi então que eu entendi. Peguei a aliança que estava gravado o meu nome e coloquei no anelar direito de Donghae, que fizera o mesmo comigo. Selamos nosso noivado com um beijo, acompanhado de aplausos e risadas.

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