{Baby You Are...} Capitulo 13 - Aniversário


[::P.O.V. HYUKJAE::]

Sentir do corpo de Donghae fora a melhor sensação do mundo, mas fiquei com a consciência pesada por fazer isso quando ele não está nas melhores condições. Não sei de onde ele arranjara energia, e mesmo eu tendo cuidado para não machuca-lo ele se saiu bem. Não posso julga-lo já que ele fora meu primeiro, então é claro que eu falaria que ele se saiu bem.

Mas eu sentia algo me incomodando dentro de mim, como se estivesse mentindo para ele, e isso me deixa chateado. Omitir o fato de estar morando em seu apartamento sem que ele saiba, que fora expulso por protegê-lo será o suficiente para Donghae me deixar, apenas para que eu aproveitasse minha família. Assim que meu pai se acostumasse com a ideia, voltaríamos nosso relacionamento.

Se seguir essa linha de raciocínio, realmente faz sentido, isso é se você tiver o mesmo passado que Donghae. Antes de eu voltar para o hospital Sora me contara do motivo de meu pai agir daquele jeito com Donghae, me deixando com o coração pesado, e culpado, por esse motivo eu quis sentir o corpo de Donghae, pois se nos separarmos, me agarraria as lembranças.

‘’- Os pais de Donghae morreram em um acidente de carro, ambos os pais foram atendidos pelo nosso pai, mas... – Sora parou de contar, tomando um gole da xícara de chá que havia pedido no restaurante em que nos encontrávamos.

- Mas, o quê?

- Quando papai descobriu que Donghae era homossexual, ele não quis cuidar deles, como se fosse uma doença.

- Homofóbico.

- Isso, mas eu cuidei deles, cuidei de Donghae e fiz o possível, pois estava terminando a faculdade de medicina. Quando papai descobriu, ele me mandou para o exterior.

- Então, o que aconteceu com os pais dele?

- Na época em que eu fui mandada para o exterior, era um momento critico de seus pais. Se eu tivesse ficado mais um pouco, cuidado mais um dia, eles teriam sobrevivido. ’’

Fora assim que meu pai e Donghae se conheceram, mas se ele conhecia Donghae antes e sabia que ele tem essa opção sexual, por que me deixou aproximar dele tanto assim? Isso não tem sentido, por que fizera uma coisa dessas?

Mas o que me importava tudo já havia passado e eu tinha Donghae em meus braços, dormindo como um anjo, com um sorriso em seu rosto, provavelmente feliz com a noite em que tivemos. Sinto-me bem se ele estiver bem, isso é o que importa.

Já eram seis da manha, ainda bem que era sábado, não teria que ir á faculdade. Me levantei vendo a bagunça que tínhamos feito noite anterior. Para que eu pudesse ser calmo sem machuca-lo tive que fazer alguns sacrifícios. Me senti o vampirinho do filme crepúsculo, que para tentar não machucar a humana ele quebras a cama. Ri pensando na cena, e como eu fizera quase igual. Resolvi ir para o apartamento de Donghae tomar banho, e assim o fiz. Escrevi um bilhete á Donghae, deixando claro onde estaria, caso acordasse e não me encontrasse.

Dirigi com calma, uma calma não minha. O caminho todo tentei não pensar em algo, como minha família, já que Sora dizia que mamãe não se importava com quem eu estava, homem ou mulher, desde que eu fosse feliz. Ouvir isso me deixou feliz, era a cara de minha mãe dizer algo como isso. Sora também estava ‘’do meu lado’’, a única pessoa que se faz de bravo e inatingível é meu pai. Um lado meu acredita que ele reagiu daquela forma por realmente ser homofóbico, mas a outra apenas tenta enganar meu coração dizendo que era choque do momento.

Estacionei o carro na garagem, pegando as chaves, e entrei no prédio. Esperei o elevador chegar, e assim dando graças á Deus por chegar em casa. Em casa, não via totalmente aquele lugar como minha casa, mas a partir de agora deveria. Abri a porta, indo direto para o sofá onde minha bolsa se encontrava no mesmo lugar. Depois de escutar Sora no restaurante, eu fui direto ao hospital.

Abri minha mala, revirando as roupas á procura de algo que me deixasse confortável. Enquanto tirava as roupas e guardando em uma estante com algumas gavetas vazias, recebi uma mensagem de Kyuhyun.

‘’Hoje é aniversário de July, iremos preparar uma festa para ela no quarto de Donghae. Venha logo’’

Como ele era atencioso á seu namorado, sabia que se ele estivesse solteiro iria ignorar a pequena garota, mas como é o Sungmin, então ele têm mais é que obedecer.

Como eles iriam fazer uma festinha, eu teria que ir um pouco arrumado, peguei uma calça jeans, e uma camiseta xadrez. Corri ao banheiro, se Donghae estiver dormindo, então os outros chegariam e veriam a bagunça, começando a me caçoar, principalmente Kyuhyun.

Tomei um banho rápido, passando o perfume como toque final. Tranquei o apartamento, indo em direção da garagem para pegar o carro. Durante o caminho fiquei me perguntando o que July gostaria de aniversário. Talvez ela se sinta sozinha no orfanato, ouvi dizer que a pequena gosta de peixinhos, acho que irei dar um para ela. Mas não poderei levar ao hospital. Bom quando a festa terminar levarei ela ao shopping para comprar um.

Quando menos esperei eu já estava desligando o carro, havia chegado no hospital e nem percebera. Andei ás pressas pelos corredores, assim entrando no quarto,vendo que Donghae ainda dormia. Se não fosse pelos suspiros que ele dera eu entraria em pânico, achando que algo de ruim poderia ter acontecido á ele.

Peguei todas as coisas que eu havia quebrado e rasgado e joguei dentro de um saco plástico preto de 1L, assim que terminei joguei fora, sem me importar se alguém abriria para ver o que havia dentro. Pensei em limpar o chão, mas acredito que o quarto deve ter sido limpo antes mesmo de que chegar ontem.

Aos poucos Donghae acordava, piscava de vez em quando, e quando me viu deu um belo sorriso.

- Bom dia Eunhyuk.

- Bom dia bela adormecida.

- Por que está todo arrumado?

- Kyuhyun e Sungmin irão trazer July aqui.

- Ah, quase me esqueci, é aniversário dela.

- E você, não vai tomar banho?

- Você me dá? – Perguntou Donghae malicioso.

- Vai ter que ir sozinho.

Donghae fez um biquinho, que eu não aguentei e mordi. Ele deu um sorriso, logo o peguei no colo e levando ao banheiro, o deixei sozinho para que fizesse sua higiene matinal. Enquanto Donghae tomava seu banho, arrumei sua cama, deixando o soro já preparado e tudo mais. Quando ele saiu do banheiro de forma apresentável, peguei no colo novamente levando-o até a cama. Logo a porta foi aberta revelando a aniversariante e os casais, que carregavam algumas sacolas. July não perdeu tempo e correu no colo do pai, recebendo um abraço. Kyuhyun começou a farejar o quarto como se estivesse suspeitando de algo.

- Kyunnie para com isso. – Pediu Sungmin, mas quem disse que o moleque escutava?

- Sinto cheiro.... – Kyuhyun olhou para mim, puxando meu braço para perto de si. – Hyukie, você e o Donghae....

Senti meu rosto queimar tamanha era vergonha, como ele sabia? Ele apenas farejou o quarto como um cão policial a procura de um fugitivo, e ele já sabe o que se passou.

- Hum... S-S-Sim.

- Eu sabia.

Me senti tão envergonhado que Sungmin deve ter notado, já que puxou Kyuhyun para ajuda-lo a arrumar a comida. Quando tudo estava pronto começamos a cantar parabéns á July. Comemos bebemos refrigerante, cantamos, brincamos fizemos tudo para animar a pequena garota. Estava sentado na beirada da cama de Donghae, mas não o tocava, queria me controlar na frente da menor, não posso servir de mal exemplo. Mas minha mãe se entrelaçou com a de Donghae, que não pude evitar sorrir, não um sorriso normal, mas um que deixasse claro o quão feliz estava.

Não demorou muito para a festa terminar, quando o médico encarregado de Donghae entra avisando que ele iria fazer um exame. Preparei Donghae para o exame, e o levando para a sala onde o médico o esperava. Quando sai da sala, segurei na mão de July e a puxei para o lado de fora do hospital, mais necessariamente o meu carro.

- Aonde vamos oppa?

- Vou lhe dar seu presente de aniversário.

- E o que é?

- Você vai ver.

Dirigi até o shopping mais perto, não poderia demorar muito, se não levaria uma bronca de Donghae por ter sequestrado sua filha em um dia tão importante. Fomos direto para a loja de animais que tinha no estacionamento. Pedi para a atendente me mostrar os peixes que ela havia, deixando July surpresa.

- July, escolha três peixes para você levar para o orfanato.

- Sério mesmo oppa? Posso escolher mesmo?

Assenti para a pequena garota que correra junto com a atendente para ver os peixes. Cada aquário era um sorriso maior, e isso me deixara feliz. Fico imaginando como ela deve se sentir no orfanato. Ela tem apenas cinco anos de idade, e não têm pai nem mãe que deem á ela um amor incondicional. Por outro lado é sortuda por ter todos nós ao seu lado, algo que pode amenizar sua solidão, e acredito que com os peixes, ela fique mais feliz.

Logo escolheu os peixes, levando-os em um saquinho. Voltamos ao hospital, onde todos nos esperavam no quarto, via que Donghae já havia terminado seu exame. Ela andou até Donghae com o saco em sua mão, toda reluzente, feliz com o presente.

- Olha appa, Hyukie oppa meu deu.

- Ele te deu esse presente?

- Uhum, os dois grandes é você e o oppa, o pequeninho sou eu.

Senti-me feliz em saber que ela me imaginara como peixe. Mas dei muita risada quando Yesung dissera que o apelido de Donghae era Fishy, mas o meu pequeno peixe não me deixou barato.

- Vai rindo, o macaquinho. – Parei de ri na hora, olhei para Yesung que dava mias risada, mas ele também não se salvara. – Yesung é tartaruga, Wookie é girafa, Minnie um coelho e o Kyuhyun...

- Um controle de vídeo game. – Completei arrancando altas risadas de Sungmin que concordara comigo.

- Todo mundo é um animalzinho e eu sou um objeto. Que amor.

a festa se passara rapidamente, em um piscar de olhos eu me via arrumando o quarto. Pensava em sentir uma atmosfera mais limpa e animada, mas não era assim que me encontrava. Donghae me olhava profundamente, sua alegria se fora quando a pequena July foi embora. Ele me encarava friamente, como se me analisasse. Não falei nada, se algo o incomoda deixaria que ele falasse, se eu tentar arrancar algo pode ser que nos encontramos em uma briga.

- Você não têm nada para me contar Hyukjae?

Parei no mesmo instante. Sempre que alguém fala isso é porque sabe de alguma coisa. Se Donghae dissera isso ele descobriu algo que eu não queria contar, e a única coisa que eu omiti dele é o assunto da briga. Olhei para ele, e tentei ser o mais sincero o possível.

- O que quer saber?

- Você não têm nada que queira me contar?

- Se você fala desse jeito é porque algo já sabe e quer saber os detalhes. Pode me dizer qual o meu segredo que você descobriu? – Donghae suspirou derrotado, logo me olhando sério.

- Por que não me contou que havia saído de casa?

- Como descobriu isso.

- Não importa. – Disse Donghae, ele deve estar se sentindo impaciente.

- Quero saber quem é o xereta que não têm nada para fazer a não ser fuçar na minha vida.

- Hyukjae, por que não me contou?

- Donghae, isso é algo entre a minha família e eu, não irei colocar você no meio.

- Eu já estou no meio, é por minha causa que você saiu de sua casa. Você foi pego comigo.

Suspirei aquele não poderia ser o dia em que conversávamos sobre o assunto. Donghae está bravo e isso posso sentir, mas o que devo fazer, se eu tentar adiar a conversa iríamos ficar um pouco distantes e eu não quero isso. Mas o dia fora tão especial, mesmo que July tenha saído, não acho certo começar uma conversa sobre isso hoje. Mas não poderia mais adiantar, ele já sabia e quando Donghae quer saber dos detalhes de certas coisas não têm Cristo que pare ele.

- Donghae, eu realmente briguei com meu pai, por que eu me senti ofendido. – Eu dizia a verdade. – Não quero que briguem com você, não quero isso, por eu ser mais velho eu não aceito isso.

- Só porque é mais velho que eu você acha que eu não tenho boca para argumentar? Só por que estou nesse estado acha que sou fraco?

- Sei que não é fraco, Donghae, mas o que eu quero dizer é que eu acho que você já têm problemas de mais para cuidar.

- Como o que, a minha saúde?

- Donghae, por que está reclamando. Você me escondeu o fato de meu pai ter te ameaçado, escondeu o fato de que foi por causa de meu pai matou os seus.

- Como sabe disso? – Repetiu Donghae, com lagrimas nos olhos.

- Sora, ela veio falar comigo ontem, antes de eu voltar.

- Hyukjae eu quero saber uma coisa. Você aguentaria viver sem mim para aproveitar a sua família?

Na hora estava segurando um copo de vidro, que Kyuhyun havia esquecido. Realmente não acreditava que ele estava fazendo aquela pergunta. Ele iria me largar apenas para que eu aproveitasse a minha vida com alguém que não aceita quem eu realmente sou? Senti minha raiva ser canalizada apenas para minha mãe direita, o vidro logo se quebrara quando fechei o punho. O fato de ainda cerrar o punho deixava alguns cacos de vidros criarem cortes fundos em minhas mãos. Mas a dor que eu sentia em minha mão não poderia ser comparada com a dor que eu sentia em meu coração. Sentia-me ofendido. Largaria tudo para ficar com ele, Donghae com apenas um olhar conseguira me prender de um jeito tão... Impetuoso. Donghae olhava para a minha mão com os olhos arregalados.

- Uma coisa eu te digo Donghae.

- Hyukjae vai cuidar dessa fer....

- ME DEIXA FALAR. – Suspirei para manter a calma. – Não irei te largar para viver com apenas UMA pessoa que não aceita quem eu realmente sou. Minha mãe e minha irmã já me deram apoio e estão me ajudando com meu pai, isso porque elas querem a MINHA felicidade. E a minha felicidade é estar ao seu lado. Então não me mande para longe de ti, que eu te seguirei até o quinto dos infernos, só para poder te abraçar, te ter ao meu lado.

- Mas Hyukjae não quero que passe o mesmo sofrimento que eu. – Disse Donghae ao meio de lagrimas. Não importei me aproximei dele, acariciando seu rosto com a mão ilesa.

- Se não quer que eu passe por esse sofrimento que você passou então não se afaste de mim.

Donghae assentiu, engolindo as lagrimas. Selei seus lábios sentindo quão preocupado ele estava comigo. Queria poder sentir mais dele, mas a dor em minha mão fora maior. Donghae dera um sorriso, como se realmente estivesse feliz em saber que não estava mais sozinho. Sim ele não estava sozinho, agora ele tem á mim.

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