{Baby You Are...} Capitulo 12 - sclarecimentos


[::P.O.V. HYUKJAE::]

Estava sem saída, meu pai ver aquela cena poderia ser o caminho mais fácil para a destruição. Acredito que todo pai, de certo modo, surtaria ao saber sobre a sexualidade de seu filho, principalmente se for o único filho homem da família. Claro que ainda existem aqueles que não fariam drama, e entenderiam o que se passa na cabeça dos filhos, mas esse claramente não era o meu caso.

Ver o rosto de espanto em meu pai me deixa com várias emoções. Primeira emoção, feliz, por não ter que esconder de alguém esse segredo e poder falar sobre o assunto quando me sentir confuso, e segundo, com medo, pois sei que nunca irei conseguir a primeira emoção. Sinto que uma briga irá vir, mas ele também não sairia da futura discussão ileso, pois eu não sabia que minha irmã havia voltado para casa.

Donghae segurou minhas mãos, para me dar calma e deixar claro de que estaria ao meu lado. Mas não importasse o que viesse sair da boca do mais velho, não iria botar Donghae no meio, já que ele está internado. Ele pode até estar deitado nessa cama, com agulhas em seu corpo, e fraco mas isso não quer dizer que ele pararia de tentar se relacionar comigo.

- Hyukjae, quando chegarmos em casa, nós conversaremos. – Disse meu pai com sua voz rouca e rígida, deixando claro que quando chegasse em casa, eu ia ter de ouvir por bastante tempo.

Assim que meu pai saiu do quarto, me virei para fitar Donghae, que parecia assustado, logo a energia, que antes fora cortada por causa da chuva, agora voltava, deixando-me ver o rosto pálido de Donghae. Mas não sabia dizer se estava branco, por causa de sua fraqueza física, ou por causa do susto, de ter sido pego pelo meu pai. Donghae percebendo que eu olhara para si, mostrou-me um sorriso sincero, como se dissesse que estava tudo bem, um sorriso para me acalmar, e era disso que eu precisava me acalmar.

- Ele não fará nada de mal á você, não é? – Perguntou Donghae, com sua voz fraca.

- Não sei. – Fui sincero, seguido por um suspiro. – Pode deixar que de meu pai eu cuido, fique de olho na sua saúde.

Donghae assentiu dando um sorriso de lado, ele compreendia o motivo de eu ter que ir, tinha que resolver isso, e ambos sabíamos que não seria nada fácil, mas outra coisa me deixava pensativo. Como minha mãe iria reagir, sei que seu coração é fraco, por isso ela deve desmaiar, ou provavelmente. Seria melhor se eu deixasse algo pronto aqui no hospital, caso isso acontecesse? Não, ela me apoiaria, sempre apoiou minhas escolhas, sem me julgar, pois sabia que mesmo errando eu não desistiria. Mas nesse caso eu não errei pelo menos eu acho que não.

Terminei minhas tarefas, deixando Donghae mais a vontade, só saí do quarto quando tive a certeza de que não iria pegar uma gripe ao algo do tipo. Passei pelas enfermeiras em passos lentos, estava sem coragem em encarar meu pai. Queria poder passar uma borracha em sua memória para que não lembrasse do que havia visto, mas como era impossível, teria que encara-lo e explicar o que quiser saber.

Quando entrei em meu carro, pensei na possibilidade de acabar perdendo tudo, meu carro, meu estágio, minha faculdade, minha casa, o calor de minha mãe, e tudo o que me era de bom grado. Se perdesse e fosse expulso de casa, o que eu deveria fazer? Deveria contar á Donghae? Não, não poderia provavelmente ele acharia que é sua culpa, em me ver sem teto. Então, o que aconteceria se... Pare de pensar nisso, apenas enfrente isso como um obstáculo. O que Donghae é pra mim? Devo lutar por ele? Devo deixar claro tudo o que sinto em relação á ele?

Isso seria o que eu deveria pensar. O que Donghae causa em mim, para que eu pudesse defendê-lo? Risadas, o ver dando risada com a pequena July era algo confortante para mim, isso é algo que eu não quero que acabe. Lágrimas chorei muito por ele, assim como eu o fiz chorar, ambos temos culpa nesse quesito, mas as lágrimas nos deixaram fortes, pelo menos á mim deixou. Saudades, sempre sinto falta dele quando não estou perto de si, toda hora quero saber sobre seu estado, ansiando pela sua recuperação. Futuro, não devo mentir, já pensei em como seria a minha vida se eu passasse ela com Donghae, e sempre me pego pensando em vê-lo concluir sua faculdade de fotografia, indo ver sua exposição juntamente com July, como se fossemos uma família, a família mais feliz do mundo. Concluindo a minha linha de raciocínio, sim, Donghae é alguém por quem eu iria brigar esta noite.

Deixei meu carro estacionado na rua, sentia que mais tarde iria usa-lo. Respirei fundo e entrei em casa, sentindo a tensidade esvair do portão. Minha irmã, Sora me esperava de braços abertos, como na ultima vez que a vira. Ela deu um lindo sorriso, deixando seus braços me apertarem em um abraço de boa sorte. Dei um sorriso de lado, para lhe mostrar que iria encarar o mais velho. Continuei a caminhar em direção á porta. Assim que a abri vi meu pai sentado em sua poltrona marrom, com o olhar perdido, mostrando a sua raiva em suas sobrancelhas cerradas. Minha mãe estava sentada ao seu lado, porém seu rosto estava sem vida, isso deixou meu coração em um aperto. 

Aproximei-me de ambos, em passos lentos, assim que meu pai me viu, acenou com cabeça o sofá, onde eu deveria me sentar. Assim que o fiz, ele pigarreou, agora iria começar a discussão.

- Posso saber o que foi aquilo? – Perguntou ele, provavelmente não saberia como começar.

- Exatamente, o que o senhor viu.

- Moleque – Meu pai esbravejou assim que sentiu que eu estava sério sob re o assunto. – Como pode ser assim?

- Assim como, fiz algo de errado?

- Um outro homem Hyukjae? Você têm noção do que é isso?

- Sim, eu estou gostando de outro homem.

A face de meu pai de bravo mudou para uma de quê não queria acreditar no que acabara de ouvir. Tentei ficar mais sério possível, não iria fraquejar agora.

- Eu te criei para isso? Para se tornar um... um... Viado.

- Não sou viado, sou bissexual, já senti atração por mulheres, mas o que sinto por Donghae é coisa de outro mundo.

- Um paciente, Hyukjae, mesmo que fosse uma mulher, está se relacionando com um paciente? Como pode fazer isso, eu sou o dono desse hospital, como você acha que eu ficaria ao saber que meu filho enfermeiro, está namorando um paciente que ainda por cima é homem?

- Pai, você se importa muito com o que os outros dizem, você acha mesmo que eu ligo?

- O que?

- É isso mesmo, não ligo para o que o senhor acha, se vou ficar mal falado na sociedade, só me importo com a minha felicidade.

- É assim que retribui os favores de sua família? Te dou escolha na faculdade, um estágio, você têm tudo o que têm, e me apunhala pelas costas?

- Nunca disse que queria ser médico, eu só queria cuidar de mamãe, nunca falei sobre me formar em medicina. Você quer isso, faço faculdade de enfermagem para saber como cuidar de minha mãe.

- Não mete sua mãe no meio. Você cometeu o erro, então não jogue outras pessoas na sua conversa.

- Eu errei? – Me levantei, sentindo meus rosto arder de tanto ódio que estava sentindo. – O fato de eu gostar de alguém, é considerado um erro?

- Pelo fato de ser um homem e seu paciente, sim isso é erro. Era para isso que você se responsabilizou por ele. Para ficar perto, para ficar cometendo pecados até serem pegos?

- Não cometemos nenhum pecado.

- Isso é contra seus princípios Hyukjae, deixarei claro, ou você termina com esse garoto, ou deixa de ser meu filho.

- Então, era isso. O tão falado apoio que você disse uma vez que me daria.

- Não precisaria ter lhe dado essas opções se esse moleque atrevido tivesse feito o que eu disse. – Meu pai tentou falar baixo, como se fosse um resmungo, mas eu ouvira. Pude sentir as lágrimas escorrem pelo meu rosto.

- Como é que?

- Isso mesmo que você ouviu. Já sabia de sua paixonite, deixara claro á ele que te deixasse.

- Pai, uma coisa eu já deixou bem clara. Você acaba de perder um filho.

Sai da sala indo para meu quarto. Peguei a primeira mala, jogando dentro dela as roupas, materiais da faculdade, e tudo que precisaria. No fim das contas eu tinha razão, sabia que iria sair de casa, que iria perder algo por ficar ao lado dele, mas só de pensar em sua felicidade, tudo parecia ser nada, desde que Donghae ficasse ao meu lado.

Assim que acabei, sai de casa, pegando o carro e dirigindo até a casa de quem abriria o coração para me escutar. Kyuhyun. Quando cheguei perto de sua casa, liguei em seu celular, mas o garoto era esperto, assim que atendera o telefone, ele saiu de sua casa para abrir o portão, deixando-me estacionar o carro em sua garagem.

Kyuhyun, me dera um abraço, pois era disso que eu precisava. Chorei, deixei as lagrimas escorrerem pelo meu rosto, mostrando o quão frustrado estava, estava com medo de perder minha família, de perder no que sempre acreditara, amor incondicional de meus pais, tudo isso escapara de meus dedos em instantes. Kyuhyun me levou para dentro de sua casa, me sentando em seu sofá bege. Da cozinha Sungmin saira com um copo de água, como se já soubesse o que se passara em minha mente.

- Como vocês sabem que eu viria aqui? – Perguntei assim que me senti mais calmo.

- Donghae ligou do celular que July esqueceu no hospital, disse que seu pai pegou vocês.

- Ah, Donghae, como ele deve estar agora? – Me perguntei, sentindo que ele deve estar sofrendo.

- Então, quer falar sobre isso? – Perguntou Kyuhyun.

- Sai de casa, briguei com meu pai. – Resumi o ocorrido.

- Onde você vai ficar? – Perguntou Kyuhyun que agora se mostrava preocupado.

- Não sei.

- Durante o tempo em que Donghae está internado – Começou Sungmin. – Eu tenho ido até seu apartamento para limpa-lo. Estou com as chaves, você pode ficar lá durante um tempo.

- Obrigado Minnie. – Disse abraçando aquela coisa fofa deve ser por isso que Kyunnie deve gostar dele.

- Eh, parou a putaria. – Esbravejou Kyunnie, separando eu de seu namorado, logo depois sorrindo. 

- Ah, quero pedir um favor. Não contem nada do que aconteceu hoje á Donghae.

- Por quê?

- Não quero preocupa-lo.

Não demorei muito na casa de Kyunnie, ele logo me passou o endereço do apartamento de Donghae, dando-me as chaves, e alguma coisa para comer, já que dissera que a casa de Donghae era vazia. Perguntei a eles o motivo do mais novo morar sozinho, e eles e entreolharam, deixando claro de que seria melhor se o próprio dissesse, talvez seja um motivo complicado ou marcante na vida dele.

Dirigi calmamente até o prédio de Dognhae, sendo recebido pelo porteiro, que já sabia quem eu era. Subi pelo elevador, até o 12° andar. Procurei pelo apartamento numero 72. Assim que o achei, peguei a chave, destrancando o apartamento. Acendi as luzes vendo o quão lindo era aquele lugar.

Tudo era espaçoso, as paredes em cores claras, uma sala bem bonita, alguns quadros, que me parece ser pintado pelo Donghae, estavam pindurados pelos corredores. Deixei minha bolsa no sofá, sentando-me no mesmo, sentindo o cheiro dele. Como era a cara de Donghae. Tudo ser tão claro e iluminado, não tinha muitos moveis, o que dera um charmes especial ao local.

Escutei meu celular tocar, vendo que o numero era desconhecido. 

- Alô

- Hyukjae? É a Sora.

- O que quer?

- Têm um tempo para conversarmos?


[:: P.O.V. DONGHAE::]

Fiquei com um peso na consciência. Não quero que Hyukjae perca sua família, ele não pode se sentir solitário, do mesmo jeito que eu me sinto. Essa solidão que eu sinto, não posso desejar á ninguém, muito menos á ele.

Ligar para Sungmin foi uma luz no fim do túnel. Posso ter certeza de que meu amigo percebera o quão preocupado estou. E se algo acontecer, sei que Hyukie iria ver Kyuhyun, pois esse é seu melhor amigo.

Qual seria o melhor jeito de deixar Hyukjae feliz, apesar de toda essa situação? A única coisa que ele me dissera era para me recuperar, mas isso soou como uma despedida, que ele só viria me ver depois de muito tempo. Não posso pensar na possibilidade de não tê-lo aqui comigo. Isso arrasaria meu coração que a cada minuto bate mais fraco. Sem vê-lo sorrir e contar seu dia virou uma rotina para mim, uma rotina da qual nunca me cansaria. Se isso parasse nunca iria me perdoar em fazê-lo se apaixonar por mim.

Se eu não tivesse feito ele vir até mim, de ele necessitar de mim, isso não teria acontecido. Mas sei que não aguentaria apenas vê-lo, não iria aguentar muito tempo até chegar o dia em que o beijaria, e ele me batesse, me xingasse, fizesse a maior bagunça, sendo que eu estaria apenas realizando uma das minhas grandes vontades. Não importa qual caminho eu escolhesse, ele me levaria á tristeza. Á um lugar onde não teria Hyukjae para fazer Donghae feliz.

Sei que o que Sora-sshi havia feito era por amor ao irmão, sei disso. Não posso culpa-la por tal feito, se não fosse por aquele acidente, tudo seria diferente. Eu poderia fazer Hyukjae se apaixonar por mim na faculdade, um lugar onde o pai dele não nos pegaria, que apenas ficasse sabendo quando Hyukjae se sentisse pronto, mas não estou aqui, deitado na cama de hospital, com dores por todo o meu corpo, com meu coração batendo lentamente esperando pelo seu cheiro, sua voz, seu sorriso, por ele.

Sei que no passado, fizera coisas ruins que se relacionavam ao pai de Hyukjae e sua irmã, mas nunca pensaria que eu meu apaixonaria por ele, pelo filho que aquele cara carrancudo, sempre protegera. 

Sentia-me tão cansado, que resolvera dormir. Por mais que não queira, que eu queira esperar por ele para saber o que ocorrera em casa, eu tinha que descansar, tinha que dormir, meu corpo precisava disso. Fechei meus olhos e deixei minha mente em branco, embarcando no sono, do qual dispensara imagens.

Acordei com som da porta do quarto sendo aberta. Assim que abri meus olhos vi a silhueta de quem estava esperando, não pude conter um sorriso, ele estava ali na minha frente, parecia tão sereno, tão lindo.

Hyukjae se sentara na beirada da cama, com um olhar compreensivo, parecia cansado, como se fosse um grande esforço vir até aqui. Ele esticou as mãos e acariciou meu rosto, pude sentir a maciez de sua pele, como era gostosa de sentir.

- Como você está? – Perguntou ele com uma voz rouca, será que havia chorado antes?

- Bem, e você?

- Melhor agora.- Quando eu ia perguntar Hyukjae retomara a fala. – Apenas discanse, amanha falaremos sobre isso.

- Não estou com sono.

- Então está apto a me esclarecer algumas coisas?

- Como o que?

- Por que não me contou que meu pai estava te ameaçando.

- Pois sabia que você iria brigar com ele, e eu não quero isso.

- Hae-ah, eu sei que você se preocupa comigo, mas acho que já sou grandinho demais para isso.

- Hyukjae você não sabe o que é viver sozinho.

- Não, eu realmente não sei, mas mesmo assim, eu gostaria que você tivesse me falado.

- Quando você me disse sobre sua admiradora secreta, eu já tinha uma certa duvida de quem seria. Esperava que fosse alguma aluna da faculdade e não a sua irmã. Ela fazia isso, torcendo para que você entendesse as entre linhas.

- Que seria...

- Hyukjae, seu pai não gosta nem um pouco de mim, isso é fato. Mas tirar a sua irmã do exterior para nos separar me deixou pra baixo. Ela escrevia como se quisesse ter você para ela, sendo que ela estava claramente dizendo que deveria fazer suas escolhas, sem se importar com os outros.

- No caso, se eu escolhesse ficar contigo, estaria deixando claro que lutaria por ti.

- Exato. Na minha opinião eu realmente espero que você fique comigo, para sempre. Mas se você prefere sua família, pode saber que eu não irei interferir em seu caminho.

Nas minhas palavras eu poderia ser sincero, e eu estava sendo, mas meu coração gritava pedindo para que me escolhesse. Contei um pedaço da verdade para ele, não quero que Hyukjae saiba da minha antiga vida, não quero que ele se afaste de sua família por minha causa. 

Fui tirado de meus sentimentos, quando Hyukjae selara meus lábios. Pude sentir que essa era sua resposta, que ele havia me escolhido, mas ainda senti um desconforto. Puxei-o para mais perto de mim fazendo-o se deitar sobre meu corpo. Pude sentir que cada toca meu ele reagira, principalmente... isso me deixara feliz.

Arranhei suas costas, como uma forma de deixa-lo excitado, sei que não estava nas melhores condições, mas precisava daquilo, eu tinha que sentir sue corpo sobre o meu para poder sentir que aquilo não era sonho, de que realmente tinha Hyukjae sobre meus braços.

Mas também senti que ele necessitava daquilo, e isso me deixara com mais vontade ainda. Não aguentei e tirei sua camisa, o clima estava chegando mais rápido, Hyukjae tirou as agulhas que estavam sobre minha pele, tamborilando os dedos sobre os machucados para ver se havia sangrado, tendo a lúcida sorte de não. 

Retirei suas calças, sentindo a minha roupa do hospital ser tirada também, finalmente eu viria o corpo dele. Passei os dedos pelo seu abdome definido, sentindo suas mãos se passarem nos meus cabelos e nas costas. Soltei um gemido baixo assim que Hyukjae beijara meu pescoço.

Suor, amor, beijos, gemidos, juras de paixão, tudo isso fora colocado para fora. A noite fora maravilhosa. Hyukjae fora cuidadoso, não queria me deixar pior. Por mais que os médicos deixasse claro que eu deveria ficar quieto descansando, Hyukjae fizera o contrário. Cada toque seu era com cuidado, como se eu fosse vidro. Sentir seu corpo dentro do meu foi algo que me deixara feliz, pois ele realmente dissera as palavras de que amo tanto ouvir, principalmente dele.

- Lee Donghae, viverei sempre ao seu lado.

Dizendo isso, entrelaçamos nossos dedos após chegar ao nosso limite. Hyukjae era o homem de minha vida, disso eu tenho certeza.

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