{Baby You Are...} Capitulo 11 - Gotas de Chuva


[::P.O.V. HYUKJAE::]

Já que naquela noite não teria aula, fiquei deitado nos braços de Donghae aproveitando de suas caricias e seu silencio que não tive necessidade de quebrar. Seus dedos transpassando por meus cabelos descoloridos me dava uma sensação de calma e proteção. Sua mão em meu peito, dando-me um abraço de forma envolvente e pura me deixara com os pelos eriçados. Esse era um dos efeitos que Donghae tinha sobre mim.

Não sei se o que fiz foi certo, em lhe contar toda a verdade, mas um peso saiu de minhas costas. E ver que Donghae não teve reação me deixara preocupado, quero saber como ele se sente sobre isso. Sou muito novo e inexperiente quando o assunto é namorado do mesmo sexo. Ele é o meu primeiro namorado isso já deixa claro que não faço ideia do que fazer para lhe agradar.

- Hae-ah. – Sussurrei pensando em o ver dormindo, já que sua mão parara de se mexer.

- Hm.

- O que você está pensando agora?

- Em você.

Senti meu rosto queimar, como ele podia me deixar assim? Coloquei sua mão em meu rosto para que ele sentisse o quão envergonhado havia ficado com sua resposta.

- Gostaria de fazer algumas coisas com você, Hyukie-ah.

- Que tipo de coisas? – Não imaginei muitas coisas, apenas um encontro, ir á faculdade juntos, e até... Bom isso deixaremos para mais tarde não éh?!

- Não vou falar. Quando eu sair daqui você vai ver.

Outra coisa que me preocupava. Quando Donghae vai sair, se ficaremos juntos até lá, se nada de ruim acontecer com ele. O histórico médico dele é tenso. Cada movimento dele pode deixar com que as suas costelas, sendo que algumas estão trincadas, se quebrem perfurando algum órgão, deixando-o em coma. Não havia falado sobre isso com ninguém, pois só de pensar sinto um buraco em meu peito, se for para falar saberia que não aguentaria, iria chorar. Não quero parecer fraco em sua frente.

Não aguentava ficar sem tocar em seu rosto. Estiquei minha mão e tamborilei meus dedos em sua face, sentido a maciez que sua tez me trazia. Como estava escuro, não pude ver para onde meus dedos seguiam, mas senti seus lábios, que ao reconhecer meu toque, se entreabriram dando um pequeno sela na ponta de meu indicador. Sorri ao sentir seus lábios, todo o movimento que ele fizesse seria um motivo para eu sorrir. Cada gesto seu era uma perfeição que eu não saberia descrever com palavras, apenas sentiria a necessidade de tê-lo em meus braços e dizer que é meu, e de mais ninguém.

Donghae sabe me deixar louco, aqui entre nós, já me peguei várias vezes fazendo ‘’aquilo’’ enquanto pensava nele. Quando me dava conta já tinha chegado em meu ápice gemendo seu nome. Depois de terminar meu banho ria da cena vendo o quão patético e eu era, estava totalmente perdido nele, que não percebera.

Fiquei tão preso á meus pensamentos que acabei adormecendo, acordando no dia seguinte ao sentir os raios solares invadir o quarto. Espreguicei-me sentindo um corpo por debaixo do meu. Sorri ao ver o rosto juvenil de Donghae dormindo, parecia uma criança dormindo. O que ele era, pois sou dois anos mais velho que ele. Acariciei seu rosto de forma leve para não acorda-lo, levantei-me indo em direção do banheiro que havia no quarto.

Lavei meu rosto, vendo que quando chegasse em casa teria que explicar o motivo de ter faltado á faculdade de manhãs, e de não ter ido para casa noite anterior. Tudo isso eu suportaria, apenas para não deixar com que ele se sinta sozinho. Vi que a minha barba estava começando a crescer, teria que fazê-la, mas para isso tinha que ir para casa. Sai do banheiro olhando o relógio, vendo que estava totalmente enganado sobre as horas. Faltava uma hora para as aulas começarem.

Escrevi um bilhete para Donghae, peguei minhas coisas e me pus a caminho de casa. Como era de manha não tinha muita concentração de carros, a pista estava meio livre, fiz questão de dirigir rapidamente, pois ainda tinha que tomar banho, pegar meu material e ir pra faculdade. Assim que cheguei em casa, corri para meu quarto, ignorando qualquer pergunta que me foi redirecionada. Peguei uma roupa qualquer e fui tomar um banho que não demorou muito. Vesti-me, deixando minha aparência clara de que acordara atrasado, peguei meu material, e corri para a faculdade.

Cheguei na sala junto com o professor, vi Wookie acenando para mim, dizendo que havia guardado um lugar para mim. Sentei-me na segunda carteira da fila do meio, dando um sorriso á Wookie, em sinal de bom dia, logo prestando a atenção na matéria que o professor passara. Fiz de tudo para deixar Donghae de lado em meus pensamentos, estava na aula e não queria ir com vermelha, imagine quando meu pai perguntar e eu responder que estava muito ocupado pensando em um homem? Iria rolar dentes pela casa. Mas com muito esforço prestei atenção, anotei tudo que seria necessário. 

Vendo que o sinal do almoço já iria tocar, juntei minhas coisas, caminhando com Ryeowook em direção á nossa mesa. Como fomos os primeiros a chegar, e estava cedo, pois o professor deixou a gente sair cinco minutos antes, aproveitamos e pegamos uma bandeja com o almoço, ou era isso ou era ficar sem nada. Ficamos conversando sobre o que o professor havia falado, a conversa estava tão boa que não vira o movimento no refeitório aumentar.

Logo Yesung, Kyuhyun e Sungmin se juntaram a nós, conversando sobre os assuntos de baladas, festas de aniversários de seus colegas de classe e tudo mais. Senti meu celular vibrar vendo uma mensagem da pequena July, que nessas horas deve estar almoçando com Donghae, já que algumas inspetoras a levam.

‘’Oppa, meu Appa está te dando cinco minutos para você chegar, ele disse que têm uma surpresa’’.

Ri alto com a mensagem, como a pequena ficava abusada quando se juntava com o pai. Não que isso seja ruim, muito bem pelo contrário, adoro ver a alegria dos dois quando estão juntos. Lembro-me quando vi a pequena pela primeira vez e ela chamara Donghae de appa, como eu havia ficado confuso, mas graças á Kyuhyun pude entender a história toda. Ele quer adotar a pequena, mas não têm como, eu quero ajuda-lo com isso, mas iria precisar de mais alguns dias.

Me despedi dos meus amigos, deixando claro que fui intimado e ir ao hospital em cinco minutos, caso contrário ficaria sem presente surpresa. Todos riam e é claro que Kyuhyun não deixou de fazer suas piadinhas como ‘’Hoje não vai ter festa’’. Eu havia entendido o lado bom do negocio, como conversar e brincar com Donghae, mas o sorriso malicioso de Kyunnie abalara todas as minhas ideias.

Caminhei até meu carro, deixando meu material no porta malas. Dirigi até o hospital, me sentia alegre, como sempre me sentia quando passava a noite ao lado de Donghae. Efeito dois dele, me fazer sentir alegre e colorido no dia seguinte, fico imaginando se algo acontecer de ruim entre ele e eu, como meu mundo ficaria, preto e branco? Sem vida? Claro que tinha que pensar nessa possibilidade, pois se brigássemos, nosso amor poderia ficar mais forte, certo? Pelo menos é isso que dizem nas redes sociais.

Estacionei o carro na faixa de enfermeiros. Adentrei no hospital, colocando meu jaleco, pois é Ryeowook fez um jaleco para mim, ele e Sungmin. Tenho que admitir ficou bem bonito. Ele era verde claro com um bolso na frente escrito meu nome, e atrás as iniciais LD, não preciso dizer o que significa não é? E agradeço os dois por não deixarem Kyuhyun tocar nele, se não iria sair uns desenhos pornográficos, ele realmente acha que sou tarado igual ele. Coitado.

Vi a pequena July sentada no banco ao lado da porta do quarto de Donghae, ela fazia bico como se estivesse brava com algo. Aumentei meus passos, senti meu coração errar uma batida, será que aconteceu algo com ele? Assim que cheguei perto da garotinha, ela me viu abrindo um sorriso, vindo á meu encontro. Agachei-me para ficar á sua altura, recebendo um grande abraço apertado da pequena.

- Aconteceu algo?

- Uma moça queria falar com Appa, ela me expulsou de lá, e eu ainda levei uma bronca do appa.

- Por que ele brigou com você?

- Por que eu não queria sair de lá.

Entendia muito bem o que se passava na cabeça da pequena. Ter Donghae como sua única família, digo família por ele ser o único em quem ela confia completamente, e ver uma mulher querer conversar com ele deve deixa-la um tanto assustada. É obvio que ela quer ficar ao lado dele, pois foi o mesmo que arriscou sua vida para salvar a dela, e July deve saber o quão significativo isso é, por isso não quer sair dos braços de Donghae.

Queria perguntar quem era tal mulher, mas não foi necessário. Me sentei com July em meu colo, esperando a hora para entrar, eu tinha que checar os aparelho e a temperatura de Donghae, sem falar em limpar seu corpo. Logo a porta se abriu, e a mesma moça que me abraçara noite anterior saia do quarto. Ela parecia séria, mas assim que me viu abriu um sorriso. Ela apenas acenou a cabeça e se foi. Peguei July em meu colo e entrei no quarto, vendo Donghae olhar para o nada. Ele parecia sério, e isso me deixou preocupado.

July não quis descer de meu colo, apenas escondeu seu rostinho na curva do meu pescoço, estava com vergonha de olhar para Donghae, pois ele brigara com a pequena, sem ela saber dos motivos. Mesmo sendo pequena, ela era experta, July sabe quando Donghae está sofrendo, e isso era algo inexplicável, a ligação entre eles, me deixava com inveja.

- Donghae, - Chamei ele, que logo ergueu os olhos para me ver. – Aconteceu alguma coisa?

- Não. – Fora grosso, muito grosso comigo, senti uma vontade de chorar como uma criança.

- Bom, então quando melhorar o humor, me avise. Mandarei outra enfermeira cumprir as tarefas.

- Eunhyuk... – Não deixei que falasse, ele queria ser grosso, agora aguente.

-Vou levar July para o orfanato.

- Hyukjae, espera, não queria ser grosso.

- Mas foi. Com licença.

Juntei as coisas de July sem olhar para Donghae. Tudo bem poderia ser comportamento de criança, ele era mais novo que eu, mas eu realmente odeio quando alguém é grosso comigo. Poxa só perguntei se estava bem tinha que ser grosso daquele jeito? Não sei o que aconteceu para ele ficar desse jeito, mas foi preciso descontar em mim? E ainda têm o jeito como ele falou com July. Tá certo, eu não estava presente quando ele mandou ela saiu do quarto, mas eu também odeio que maltrate crianças, é por isso que quando elas crescem ficam revoltadas com tudo o que acontece á sua volta.

Coloquei July no banco traseiro do meu carro. Vi pelo retrovisor que a pequena estava triste ainda sei que ela deve estar se sentindo mal, principalmente depois de ver Donghae falar daquele jeito comigo. Parei na frente de uma sorveteria, puxando a pequena, tinha que fazer seu animo ir pra cima e era isso o que eu faria.

[::P.O.V. DONGHAE::]

Sei que Hyukjae deve estar me odiando, e eu também me odeio por ter sido grosso com ele, mas a raiva do momento se passa em minhas veias de um jeito que eu não consigo controlar minhas ações. Sei que July também ficou brava quando eu mandei que ela saísse do quarto na hora do almoço.

Por que aquela mulher tinha que aparecer? E ainda ela me ousa ameaçar. Como ela acha que eu estava? Estou em um hospital, com dor dos infernos, não consigo me mexer direito, tenho uma vontade enorme de cuidar de meu July, lhe dar uma vida que uma criança realmente merece, quero curtir o cara que eu amo, e ela vem querendo roubar justamente os dois. Como... Como posso ficar calmo numa hora dessas?


[::Flashback on::]

- Donghae, eu sei que o que estou fazendo parece errado, mas tente entender que é para o bem deles.

- Bem de quem? Só por que seu pai não aceita, não quer dizer que o Hyuk pensa o mesmo.

- Donghae, tudo bem você querer criar uma criança, mas não arrasta o Hyukjae para esse lado.

- Sora-sshi, eu sei muito bem que você pensa o contrário, que seu pai quer tirar o Hyukjae de mim, e não você.

- Se você sabe então pare com isso, Hae-ah, eu te conheço, eu sei tudo o que você passou, eu entendo seus sentimentos, mas meu pai não entenda isso.

-Não largarei os dois Sora.

- Então você já está sabendo, se prepare para o pior, depois não diga que eu não avisei você vai perder os dois.


[::Flashback off::]


Tudo bem que o pai de Hyukjae é dono desse hospital, se ele mandar alguém desligar esses monitores e pararem de me dar remédio eu não escaparia da morte. Mas querer se meter em quem entra na minha vida é realmente irritante.

Sim ele sabe de meu relacionamento com seu filho, e ele não está gostando nada disso. Nunca conversei com ele, e nem pretendo, mas fico perdido. Se eu terminasse com Hyukjae ficaria com July, se eu a escolhesse perderia Hyukjae. Se eu ficar com os dois, perco minha vida. E então o que devo fazer? Devo contar para Hyukjae, não quero estragar a sua relação com seus pais, pois eu sei que ele está fazendo tudo por causa de sua mãe, ele não jogaria tudo que tem e sua mão sozinha com seu pai, apenas para viver ao meu lado.

Ver Hyukjae pedindo para outra enfermeira fazer seu trabalho deixou meu coração partido. Ele ficou muito chateado, não era minha intenção descontar nele, mas acho que era meio obvio que eu não estava bem e que algo de ruim aconteceu, sendo que ele provavelmente a viu.

Aish Sora, por que você tinha que aparecer agora, por que tudo bem eu entendo ela é quem irá dar apoio á Hyukjae caso algo aconteça em sua casa, mas tenho medo de que ela o leve para longe de mim. Cada pensamento me deixa tão incomodado. 

A enfermeira entrou no quarto perguntando se eu estaria apto a deixa-la limpar meu corpo, e eu obvio que não deixei. Até agora ninguém tocou nesse corpinho e a única pessoa que deixarei fazê-lo será Hyukjae. Hyukjae, o machucara mais cedo, mesmo depois de dormir ao lado de meu anjo, eu o machuquei. E isso é algo que não pretendo repetir no futuro.

No lado de fora o céu começara a ficar nublado. A chuva iria cair em questão de minutos, já que os trovões já iluminavam o céu. Ainda era de tarde, mas não parecia. Fiquei esperando Hyukjae voltar, mas ele demorava. Ver as árvores balançando com o vento me deixara aflito. Ele não poderia sofrer um acidente de carro certo? Ele voltaria são e salvo certo? Então, não tenho motivos de ficar ansioso. Mas as cenas daqueles filmes que assistira, em que o cara ficava chateado com a namorada, que os dois brigaram e de repente, bate o carro. Ah como isso não estava me ajudando.

Não sei de onde veio essa energia. Sinceramente seria algo que a ciência não pode explicar. Uma energia me fez tirar os aparelhos, agulhas, e sair correndo em direção á porta. Senti tudo a minha volta girar, mas aguentaria eu tinha que vê-lo, eu tinha que senti-lo na minha frente, se não, não me acalmaria. Corri pelos corredores, ignorando as enfermeiras que gritavam meu nome, pedindo para voltar ao quarto. Alguns enfermeiros que nunca havia visto ali tentaram me segurar, mas eu precisava vê-lo. Corri em direção á porta já sentindo as gotas da chuva me molhar por inteiro.


[::P.O.V. HYUKJAE::]

Depois de deixar July no orfanato, agora com um sorriso no rosto, senti meu celular vibrar. Era uma ligação de umas das enfermeiras do hospital. Atendi o celular, sentindo a aflição da moça, que era uma amiga minha, em suas palavras.

- Hyukjae onde você está?

- Estou a caminho do hospital, por quê?

- Tá chovendo muito, e Donghae está La na frente. VEM RAPIDO.

Não escutei mais nada, a ligação fora cortada, deve ser a tempestade. Liguei o carro o mais rápido que podia dirigindo, cortando as pessoas recebendo buzinadas e xingos. Joguei o carro de qualquer jeito no estacionamento, correndo em direção da entrada, sentindo minha roupa ficar encharcada por conta da chuva tempestuosa. Corri mais rápido, depois de ver Donghae ajoelhado na porta da frente. Assim que aproximei, abracei ele.

- Donghae, você está maluco. Como pode sair nessa chuva. – Donghae apenas deu um sorriso.

- Ainda bem, você ainda está aqui.

Sem entender nada, peguei Donghae em meus braços levando-o até sue quarto. Algumas enfermeiras nos seguiam, mas as dispensei, deixando claro que eu cuidaria dele. Coloquei Donghae na cama, tirei sua roupa, deixando somente com boxer. Ignorando o máximo os meu desejos, corri ao banheiro á procura de uma toalha. Comecei a secar seu corpo, logo colocando uma roupa que uma enfermeira havia deixado na cadeira, antes de sair. Assim que o vesti sequei sua cabeça. Ele estava sentado na cama de cabeça baixa. A energia fora cortada graças os relâmpagos, nos deixando no escuro, mas ainda podia vê-lo graças á luz da luz e dos relâmpagos.

- Se você piorar o estado... – Pensei alto suspirando. – O que faço com você Donghae.

- Apenas fique do meu lado. – Senti minha raiva subir.

- Donghae você não pensa moleque? Você vê seu estado? Você está fraco, uma pneumonia pode te matar, e tudo o que diz é ‘’fique ao meu lado’’? Pense um pouco.

- Entendo que está bravo comigo.

- Se você entende então por que fez isso? Pra me chamar a atenção? É esse o seu jeito de pedir desculpas Donghae?

Donghae não dizia nada, apenas escutava baixo, mas ele tinha que escutar, eu ia falar pra ele.

- Donghae, eu não sei o que raios se passa em sua cabeça, mas uma coisa é certa. Não fique descontando a sua raiva em mim, na July ou em quem quer que seja. Ninguém é obrigado a saber o quão bravo você está, e segundo não saia na chuva, sou novo demais pra ficar viúvo.

Donghae ergueu a cabeça, pude ver que ele chorava, mas não sei se era de alegria ou de tristeza.

- Você não é casado Hyukjae. E não, não queria chamar atenção estava preocupado de mais contigo, apenas isso.

- Donghae eu tenho vinte anos, vou fazer vinte e um, não preciso de babá. 

Deitei o corpo de Donghae na cama, já preparando para dar-lhe os remédios necessários para evitar uma gripe. Apesar de estar no escuro eu sabia de cor e salteado as veias de Donghae e de sua boca. Dei o remédio á ele, que o tomara sem delongas. Quando eu ia sair, ele segurou meu braço, me fazendo sentar ao seu lado.

- Eunhyuk, você sabia que eu conversei com Deus, e ele disse que me enviou um anjo. Esse anjo é você? É você que vai me tirar da solidão? Mesmo que não seja, não irei te deixar ir embora. Sabe por quê?

- Por quê?

- Porque eu te amo.

Donghae me puxou levemente para um beijo. Seu beijo era calmo, mas eu pude sentir sua necessidade, eu sentia que ele precisava daquele beijo, para se acalmar. Não pude mentir, minha raiva aflorou sim, mas por pura preocupação. Não suportaria vê-lo morrer por minha causa, não iria encarar July, não encararia ninguém. Mas mesmo assim cuidarei dele. Donghae com aquele beijo doce e sincero me deixou claro que faria tudo por mim, e eu faria tudo por ele.

Seu beijo era quente, gostoso, um vicio, minha droga especial. Sua língua gostosa, seus lábios doces, ah meu deixam tão viciado á ele. Como poderia ficar bravo com um beijo daqueles? Sua língua dançando sensualmente em minha boca, era uma coisa que eu não desejaria parar de sentir. Paramos o beijos quando a porta se abriu, mostrando a figura de meu pai, que nos olhava surpreso. Agora sim eu posso dizer. Me fudi.

Nenhum comentário:

Postar um comentário